Aderildo Araujo em 18/03/2019
Aderildo Araújo Esse é o cara! Guri, o nosso sustentáculo e abnegado do PALHUK.Todo o nosso carinho e apoio pela determinação na construção desta história PALHUKeira
Michelângelo Araújo Olha nós aí Jesus Lobato nos 40 anos do PALHUK no Carnaval 2019!
Marcia Bitencourt Araujo Que bacana!! Meu mano e a minha cunhada!! Obrigada amigo Aderildo Araújo!!Que pena não estar aí,
Diogo Bastos Quaresma 9 3 2019
Égua que CARNAVAL FOI ESSE?!?
Abaetetuba está de Parabéns !!
Queria poder postar foto com todo mundo que eu encontrei na avenida
Parabéns aos blocos:
Top Carnaval
Kamaka
Me Namora 🏻
Hot Folia
Galo
Sujo 🏿
Virgens 🏻
Kamaka
Me Namora 🏻
Hot Folia
Galo
Sujo 🏿
Virgens 🏻
7 3 19
Diogo
CARNAVAL 2019!
Primeiramente parabenizar todos q fazem o carnaval de Abaetetuba, todos mesmo, desde as pessoas que catam as latinhas até a prefeitura. Um festa do tamanho dessa é imprescindível a participação de todos!!
As pessoas que vão pra curtir mesmo, pra ser feliz.
Vi pessoas reclamando que estavam sendo empurradas e que pisavam nos seus pés. Dica: Não saia nos blocos ou fiquem nas suas casas pq carnaval é multidao!!
Pessoal abadá É PRA VESTIR!!!
Por vários motivos: quem patrocina quer sua marca exposta, o Bloco quer sua logo em evidência, qnd invadem o bloco os seguranças conseguem facilmente identificar e retirar, isso é inclusive uma questão de segurança!!
Vi a dificuldade dos seguranças em retirar as pessoas do bloco sabe pq? Pq simplesmente a pessoa vai sem camisa ou com uma camisa qualquer e amarra o abadá no braço!! Isso deu muito trabalho para os seguranças!! Muito!!
Eu sinceramente ñ entendo essa mania de ir em um bloco com o abadá do outro e vice versa!!!
Não entendo ir ao camarote sem vestir o abadá! Se eu fosse patrocinador ou dono de bloco eu NÃO PERMITIRIA!! NÃO MESMO!!
Embora alguns incidentes, mas eu achei o carnaval seguro, são milhares de pessoas bêbadas e ainda assim a segurança foi muito boa!! Parabéns a polícia e aos seguranças particulares!!!
Tinha muita gnt vendendo cerveja e comida isso traz uma qualidade visto o aumento da concorrência. Égua eu comprava 4 latinhas por 10 , lanche 3 reais.
Bloco do Sujo continua incrível mas RESPEITEM quem ñ quer se sujar, simples!!!
Desnecessário jogar camisa molhada, pegava no rosto de algumas pessoas e até machucava por conta da areia!!
Não há necessidade de jogar camisa molhada nas pessoas assistindo e nem muito menos nas pessoas nos camarotes!!! 🏿
Eu amo o Sujo
Virgens deu show na avenida de festa pacífica e criatividade! 🏾🏾🏾
Estive em dois camarotes, Hot e Me Namora os dois estão de parabéns pela festa incrível mas eu achei o Hot muito mais animado!! O povo virou o bicho!!! o Me Namora tava mais close!!!
Blocos nas ruas, fui tudo de bom, eu não sei se diminuiu a corda ou aumentou o número de pessoas kkkk
Kamaka: curti Jamil e curti Maiara e Maraisa eu achei muito bom, já o Kevinho embora muita gnt tenha curtido eu achei ruim, muito ruim, ele colocou uma música pra tocar e falava uma coisa ou outra no microfone parecia um DJ, a verdade é q ele ñ é muito meu estilo.
Hot Folia: primeiro ano na avenida e já mostrou q veio com tudo, camarote bombou, todo mundo querendo comprar para entrar la... Axé 90º foi a melhor atração do carnaval, Ludmila acho que foi o 1º e último carnaval dela aqui kkk e Solange deu nome cantou até na praça 🏾🏾🏾
Me Namora: Sempre com uma estrutura muito boa, sempre com altos investimentos, Marcia Felippe agitou muito muito mesmo,foi show, Lucas Lucco tbm muito bom esse deu certo em Abaete, agora Jerry Smith ruim, muito ruim. Ele agitou o povo isso è fato, mas como eu não curto ele eu não gostei, parecia play back, mas eu tava lá assim mesmo afinal carnaval é isso é mistura tem pra todos os gostos.
Galo: A SENSAÇÃO!! Tô com ódio de mim q desbundei e não consegui ir
Isso tudo aberto pra todo mundo curtir!! 🏾
Eu adoro o carnaval nas ruas! Eu gosto da rua! De estar no meio do povo!!!
No mais só temos q entender a Abaetetuba tem o MAIOR CARNAVAL DO NORTE DO BRASIL!!
A cidade superlotou e ano q vem tem mais!!! Ansioso aguardando a "briga" dos blocos para 2020 afinal quem ganha somos nós!! ! 🏾🏾.
Josinha Poka Hei Di vc esqueceu de falar do blocos de empolgação e do melhor Bloco Família Buscapé O carnaval foi tdoooo
5/03/2019
"KANTO NU XADREZ"
O maior e mais empolgante Bloco de Sujo do mundo.
Abaetetuba-Pá.
O maior e mais empolgante Bloco de Sujo do mundo.
Abaetetuba-Pá.
04/03/19
os bonecos.
Por isso, afirmo que ainda é um Bloco com diferencial cultural entre outros. Por exemplo, não exije exclusividade de abadá ou fantasias padronizado para fazer parte do desfile.
Viva ertenamente o Palhuka!
Por isso, afirmo que ainda é um Bloco com diferencial cultural entre outros. Por exemplo, não exije exclusividade de abadá ou fantasias padronizado para fazer parte do desfile.
Viva ertenamente o Palhuka!
Paulo Ferreira Vasconcelos Estávamos em pleno regime militar, " muito cansados de não poder e de não poder falar PALAVRAS'"
então no início do desfile, estávamos cantando uma música do Raul tocada no SP2 do Mathelo, ninguém sabe porque cargas d'água, alguém retirou a fita do Roadstar, então nós começamos PALHUCAS UKA .... PALHUCAS UKA ..UKA..., NINGUÉM CALA NOSSA BUCA e o João Cardoso gritava lá de trás CARALHO...!!!
João Pinto Égua amigo que legal, resgates memoriais histórico!
Quando eu fazer mestrado, vou registrar a historia do Palhuka!
04/03/2019
Aderildo Araujo
" E o velho comunista/anarquista (s) se aliançou.."
PALHUK,
Bloco Abaetetubense de tradição!
4️0️
PALHUK,
Bloco Abaetetubense de tradição!
4️0️
Ruth Cardoso *NOTA DE ESCLARECIMENTO E PEDIDO DE DESCULPAS*
Venho, por meio desta, esclarecer o fato ocorrido no último dia 03/03 domingo, na avenida e pedir desculpas aos queridos foliões do *Bloco Hot Folia.*
A situação constrangedora que todos passamos na avenida, foi lamentável. Porém, cabe ao Bloco esclarecer de fato o que aconteceu.
_Devido ao rompimento de um cabo de alta tensão no perímetro ... da avenida. A prefeitura municipal exigiu ao nosso Bloco e ao Bloco que nos antercedia para que parássemos até que o problema pudesse ser resolvido._
_Para garantir a segurança de todos no percurso carnavalesco, atendemos ao pedido. Levamos lentamente o nosso trio. Porém os Blocos tem um horário a cumprir e com base nesse horário o contrato com a equipe da cantora foi firmado._
_Estabelecendo então uma agenda definitiva que deveria ser cumprida para ambas as partes. Contratualmente, a *Cantora Ludmilla* teria 1:40 minutos de show na avenida. Tempo suficiente para que a mesma pudesse passar por todo o corredor da folia sem se preocupar._
_Porém, devido ao ocorrido, Aguardamos por quase 50 minutos, o que prejudicou no andamento do trio._
_Enquanto aguardávamos a cantora não parou de cantar, muito pelo contrário fez seu show acontecer._
_Mas como o horário estabelecido havia terminando, a cantora e sua equipe precisam se retirar para que pudessem cumprir os seus compromissos Seguintes._
_Infelizmente não tínhamos chegado ao arco que finalizava o corredor carnavalesco. Porém é válido ressaltar que em nenhum momento o bloco Hot Folia deixou de cumprir com seu objetivo, nem o Bloco, nem a cantora e muito menos a prefeitura. Imprevistos acontecem e nesse caso, realmente era inevitável._
_*Desta forma, reitero o esclarecimento e o pedido de desculpas aos nossos queridos foliões.*_
O Show foi lindo e não deixou a desejar, isso é fato!!! _Agradecemos muito a a compreensão de todos e o Bloco já está se preparando a todo vapor para garantir ainda mais uma carnaval incrível para todos os nossos foliões._
*Diretoria Bloco Hot Folia*
Venho, por meio desta, esclarecer o fato ocorrido no último dia 03/03 domingo, na avenida e pedir desculpas aos queridos foliões do *Bloco Hot Folia.*
A situação constrangedora que todos passamos na avenida, foi lamentável. Porém, cabe ao Bloco esclarecer de fato o que aconteceu.
_Devido ao rompimento de um cabo de alta tensão no perímetro ... da avenida. A prefeitura municipal exigiu ao nosso Bloco e ao Bloco que nos antercedia para que parássemos até que o problema pudesse ser resolvido._
_Para garantir a segurança de todos no percurso carnavalesco, atendemos ao pedido. Levamos lentamente o nosso trio. Porém os Blocos tem um horário a cumprir e com base nesse horário o contrato com a equipe da cantora foi firmado._
_Estabelecendo então uma agenda definitiva que deveria ser cumprida para ambas as partes. Contratualmente, a *Cantora Ludmilla* teria 1:40 minutos de show na avenida. Tempo suficiente para que a mesma pudesse passar por todo o corredor da folia sem se preocupar._
_Porém, devido ao ocorrido, Aguardamos por quase 50 minutos, o que prejudicou no andamento do trio._
_Enquanto aguardávamos a cantora não parou de cantar, muito pelo contrário fez seu show acontecer._
_Mas como o horário estabelecido havia terminando, a cantora e sua equipe precisam se retirar para que pudessem cumprir os seus compromissos Seguintes._
_Infelizmente não tínhamos chegado ao arco que finalizava o corredor carnavalesco. Porém é válido ressaltar que em nenhum momento o bloco Hot Folia deixou de cumprir com seu objetivo, nem o Bloco, nem a cantora e muito menos a prefeitura. Imprevistos acontecem e nesse caso, realmente era inevitável._
_*Desta forma, reitero o esclarecimento e o pedido de desculpas aos nossos queridos foliões.*_
O Show foi lindo e não deixou a desejar, isso é fato!!! _Agradecemos muito a a compreensão de todos e o Bloco já está se preparando a todo vapor para garantir ainda mais uma carnaval incrível para todos os nossos foliões._
*Diretoria Bloco Hot Folia*
Walter Araujo
Maio bloco de sujo do Brasil, todo mundo brincando o Carnaval com tranquilidade. Foi show. Abaetetuba está de parabéns.
Bloco Leões na Folia 04/03/19
Maria Franciente Carv Lobato 04/03/2019
Sujo é sujo, de todas as cores, até sujo de branco. É o fenomenal carnaval de Abaeté
Bloco Palhuka 40 anos em 2019
01/03/19
Alô!alô!
Galera do Guará Vermelho
No domingo, dia 3 de Março, a partir das 13:00 horas, todos os sócios, torcedores e simpatizantes do ABAETÉ FUTEBOL CLUBE estão convidados para participar do nosso bloco de carnaval. A concentração será no estádio Humberto Parente. A música fica por conta de GEBA Elétrico . Cerveja Skol geladíssima a $ 3,00 reais a latinha. As 17: 45 está marcada a nossa entrada na avenida com o Trio do Livaldo e música ao vivo. Todos os sócios remidos que quiserem participar têm direito a 2 abadás. Serão vendidos abadás pelo preço de $ 10,00 reais.




Adenaldo dos Santos Cardoso

CARNAVAL
Encarnei o bobo
Apreciei o povo
Ri da maresia
Distanciei
Do que não gostei
Na praia em que vivia
Hoje eu bem sei
Lá por onde andei
Mudou com a ventania
Vivo, no entanto
Rebordando o manto
Com toques de folia
Teimoso em meu canto
O mundo que implanto
É de alegoria
Vibro todos os anos
Ao rever os sumanos
Palhukas da alegria
Palhuka, de Frasncisco Lucas Dias
12/8/18
Conce Trindade está com Franklin Augusto Dias Neto Neto e Iomarina Silva.
Feliz dia dos pais meus irmãos, amo vcs. Com Felipe Dias, Katia Dias, Francisco Lucas Dias, Francisco Luis Lucas Dias, Rosangela Dos Santos.
2/12/18
Hoje lembro com saudade do meu pai Francisco, conhecido carinhosamente como tio Mimim. Se ele estivesse vivo estaria completando amanhã, 03/12/2018, 75 anos de feliz existência. Digo FELIZ porque soube aproveitar a vida com alegria e bom humor. Gostava de festas e principalmente dos bailes de carnaval. Foi graças ao seu apoio que o bloco carnavalesco Palhuk pôde existir. Considerado o bloco mais antigo de Abaetetuba em atividade, e que estará completando 40 anos de carnaval em fevereiro do próximo ano.
Douglas Dias Tio Mimim é parte da história de nossa familia e de Abaetetuba. Estará sempre em nossos corações
13/8/18
Conce Trindade
E hj o dia foi assim,visita do meu irmão Lucas e minha cunhada Iomarina Silva,então levamos eles pra conhecer a cachoeira da cavada e depois praia da salvação na companhia de nossos amigos Maria Ivaneide e Pacífico Araújo Neto,foi muito bom.
29/1/19
A VERDADEIRA HISTÓRIA DO PALHUKA, SEGUNDO O MOTORA. ( Parte II)
Como existiam poucos blocos participando, ficava um intervalo muito grande entre um e outro. Foi quando resolvemos ir em sentido contrário ao desfile, passando em frete ao palco onde as autoridades estavam assistindo.
Não ia citar nomes para não derrubar ou deixar alguém de fora, mas para dar mais veracidades aos fatos citarei alguns nomes. Os demais podem compartilhar sua participação na história, fazendo um comentário.
O João Bosco Figueiredo tinha um carro do modelo SP2 na cor azul, que pelo nome vocês já podem imaginar que era para dois passageiros apenas. Porém, devido às festas e amizades, cabiam mais ou mesmos seis pessoas "confortavelmente" apertadas. Esse veículo serviu como carro som e também como carro alegórico, onde duas belas jovens que namoravam uns dos componentes iam sentadas sobre seu capô.
Estávamos em plena ditadura militar cantando músicas de Raul Seixas. Passamos pela avenida quando em frete ao palco, as jovens, para delírio e espanto dos participantes, tiraram suas blusas fazendo topless. As pessoas que se encontravam assistindo o espetáculo aplaudiram e pediram bis. Passamos três vezes na avenida até sermos conduzidos, "amigavelmente" pelos seguranças, para fora do evento.
Estávamos na maioria terminando o primeiro grau. Alguns dos nossos amigos resolveram fazer concursos para seguir a carreira militar, ingressar na escola de aprendiz de marinheiro, marinha mercante, cursos técnicos ou enfrentar o vestibular e entrar em uma faculdade.
Voltei a morar em Belém para estudar e prestar vestibular. Nos finais de semana quando o dinheiro dava, passava em Abaeté e continuava com as atividades no grupo de Escoteiros, como Assistente de Chefe de Tropa.
Quando Escoteiro escolhíamos a residência de um dos membros da patrulha para fazermos reunião. Devido as nossas boas condutas como escoteiros, conquistamos também a confiança e amizade dos pais. Com muitos desses pais a amizade continuou, mesmo os filhos tendo saído do movimento escoteiro. E foi o pai do nosso amigo Gilberto, que era também proprietário do cinema da cidade (Cine Imperador), devido à necessidade de adquirir um equipamento de som para instalar no cinema a fim de divulgar a sua programação, visto que tal atividade era realizada em um fusquinha, mas devido às condições precárias do mesmo já não estava dando condições para realiza-la, e recupera-lo seria muito oneroso, sendo que possuía outro para usos pessoais, resolveu desfazer-se do veículo.
Sabendo de seu drama resolvemos faze-lhe uma proposta, que foi trocar o dito cujo por um equipamento de som de última geração de um de nossos amigos (Borró). O negócio foi realizado; sendo que para completar o valor do carro tivemos que fazer uma vaquinha entre os cincos participante de tal negociação: Raniel, Renato, Gilberto, Borró e eu.
Esse carro fez o maior sucesso, pois existiam poucos veículos na cidade; e ele chamava a atenção principalmente das garotas.
Não ia citar nomes para não derrubar ou deixar alguém de fora, mas para dar mais veracidades aos fatos citarei alguns nomes. Os demais podem compartilhar sua participação na história, fazendo um comentário.
O João Bosco Figueiredo tinha um carro do modelo SP2 na cor azul, que pelo nome vocês já podem imaginar que era para dois passageiros apenas. Porém, devido às festas e amizades, cabiam mais ou mesmos seis pessoas "confortavelmente" apertadas. Esse veículo serviu como carro som e também como carro alegórico, onde duas belas jovens que namoravam uns dos componentes iam sentadas sobre seu capô.
Estávamos em plena ditadura militar cantando músicas de Raul Seixas. Passamos pela avenida quando em frete ao palco, as jovens, para delírio e espanto dos participantes, tiraram suas blusas fazendo topless. As pessoas que se encontravam assistindo o espetáculo aplaudiram e pediram bis. Passamos três vezes na avenida até sermos conduzidos, "amigavelmente" pelos seguranças, para fora do evento.
Estávamos na maioria terminando o primeiro grau. Alguns dos nossos amigos resolveram fazer concursos para seguir a carreira militar, ingressar na escola de aprendiz de marinheiro, marinha mercante, cursos técnicos ou enfrentar o vestibular e entrar em uma faculdade.
Voltei a morar em Belém para estudar e prestar vestibular. Nos finais de semana quando o dinheiro dava, passava em Abaeté e continuava com as atividades no grupo de Escoteiros, como Assistente de Chefe de Tropa.
Quando Escoteiro escolhíamos a residência de um dos membros da patrulha para fazermos reunião. Devido as nossas boas condutas como escoteiros, conquistamos também a confiança e amizade dos pais. Com muitos desses pais a amizade continuou, mesmo os filhos tendo saído do movimento escoteiro. E foi o pai do nosso amigo Gilberto, que era também proprietário do cinema da cidade (Cine Imperador), devido à necessidade de adquirir um equipamento de som para instalar no cinema a fim de divulgar a sua programação, visto que tal atividade era realizada em um fusquinha, mas devido às condições precárias do mesmo já não estava dando condições para realiza-la, e recupera-lo seria muito oneroso, sendo que possuía outro para usos pessoais, resolveu desfazer-se do veículo.
Sabendo de seu drama resolvemos faze-lhe uma proposta, que foi trocar o dito cujo por um equipamento de som de última geração de um de nossos amigos (Borró). O negócio foi realizado; sendo que para completar o valor do carro tivemos que fazer uma vaquinha entre os cincos participante de tal negociação: Raniel, Renato, Gilberto, Borró e eu.
Esse carro fez o maior sucesso, pois existiam poucos veículos na cidade; e ele chamava a atenção principalmente das garotas.
* CONTINUA AMANHÃ...
A VERDADEIRA HISTÓRIA DO PALHUKA, SEGUNDO O MOTORA. ( Parte II)
Como existiam poucos blocos participando, ficava um intervalo muito grande entre um e outro. Foi quando resolvemos ir em sentido contrário ao desfile, passando em frete ao palco onde as autoridades estavam assistindo.
Não ia citar nomes para não derrubar ou deixar alguém de fora, mas para dar mais veracidades aos fatos citarei alguns nomes. Os demais podem compartilhar sua participação na história, fazendo um comentário.
O João Bosco Figueiredo tinha um carro do modelo SP2 na cor azul, que pelo nome vocês já podem imaginar que era para dois passageiros apenas. Porém, devido às festas e amizades, cabiam mais ou mesmos seis pessoas "confortavelmente" apertadas. Esse veículo serviu como carro som e também como carro alegórico, onde duas belas jovens que namoravam uns dos componentes iam sentadas sobre seu capô.
Estávamos em plena ditadura militar cantando músicas de Raul Seixas. Passamos pela avenida quando em frete ao palco, as jovens, para delírio e espanto dos participantes, tiraram suas blusas fazendo topless. As pessoas que se encontravam assistindo o espetáculo aplaudiram e pediram bis. Passamos três vezes na avenida até sermos conduzidos, "amigavelmente" pelos seguranças, para fora do evento.
Estávamos na maioria terminando o primeiro grau. Alguns dos nossos amigos resolveram fazer concursos para seguir a carreira militar, ingressar na escola de aprendiz de marinheiro, marinha mercante, cursos técnicos ou enfrentar o vestibular e entrar em uma faculdade.
Voltei a morar em Belém para estudar e prestar vestibular. Nos finais de semana quando o dinheiro dava, passava em Abaeté e continuava com as atividades no grupo de Escoteiros, como Assistente de Chefe de Tropa.
Quando Escoteiro escolhíamos a residência de um dos membros da patrulha para fazermos reunião. Devido as nossas boas condutas como escoteiros, conquistamos também a confiança e amizade dos pais. Com muitos desses pais a amizade continuou, mesmo os filhos tendo saído do movimento escoteiro. E foi o pai do nosso amigo Gilberto, que era também proprietário do cinema da cidade (Cine Imperador), devido à necessidade de adquirir um equipamento de som para instalar no cinema a fim de divulgar a sua programação, visto que tal atividade era realizada em um fusquinha, mas devido às condições precárias do mesmo já não estava dando condições para realiza-la, e recupera-lo seria muito oneroso, sendo que possuía outro para usos pessoais, resolveu desfazer-se do veículo.
Sabendo de seu drama resolvemos faze-lhe uma proposta, que foi trocar o dito cujo por um equipamento de som de última geração de um de nossos amigos (Borró). O negócio foi realizado; sendo que para completar o valor do carro tivemos que fazer uma vaquinha entre os cincos participante de tal negociação: Raniel, Renato, Gilberto, Borró e eu.
Esse carro fez o maior sucesso, pois existiam poucos veículos na cidade; e ele chamava a atenção principalmente das garotas.
Não ia citar nomes para não derrubar ou deixar alguém de fora, mas para dar mais veracidades aos fatos citarei alguns nomes. Os demais podem compartilhar sua participação na história, fazendo um comentário.
O João Bosco Figueiredo tinha um carro do modelo SP2 na cor azul, que pelo nome vocês já podem imaginar que era para dois passageiros apenas. Porém, devido às festas e amizades, cabiam mais ou mesmos seis pessoas "confortavelmente" apertadas. Esse veículo serviu como carro som e também como carro alegórico, onde duas belas jovens que namoravam uns dos componentes iam sentadas sobre seu capô.
Estávamos em plena ditadura militar cantando músicas de Raul Seixas. Passamos pela avenida quando em frete ao palco, as jovens, para delírio e espanto dos participantes, tiraram suas blusas fazendo topless. As pessoas que se encontravam assistindo o espetáculo aplaudiram e pediram bis. Passamos três vezes na avenida até sermos conduzidos, "amigavelmente" pelos seguranças, para fora do evento.
Estávamos na maioria terminando o primeiro grau. Alguns dos nossos amigos resolveram fazer concursos para seguir a carreira militar, ingressar na escola de aprendiz de marinheiro, marinha mercante, cursos técnicos ou enfrentar o vestibular e entrar em uma faculdade.
Voltei a morar em Belém para estudar e prestar vestibular. Nos finais de semana quando o dinheiro dava, passava em Abaeté e continuava com as atividades no grupo de Escoteiros, como Assistente de Chefe de Tropa.
Quando Escoteiro escolhíamos a residência de um dos membros da patrulha para fazermos reunião. Devido as nossas boas condutas como escoteiros, conquistamos também a confiança e amizade dos pais. Com muitos desses pais a amizade continuou, mesmo os filhos tendo saído do movimento escoteiro. E foi o pai do nosso amigo Gilberto, que era também proprietário do cinema da cidade (Cine Imperador), devido à necessidade de adquirir um equipamento de som para instalar no cinema a fim de divulgar a sua programação, visto que tal atividade era realizada em um fusquinha, mas devido às condições precárias do mesmo já não estava dando condições para realiza-la, e recupera-lo seria muito oneroso, sendo que possuía outro para usos pessoais, resolveu desfazer-se do veículo.
Sabendo de seu drama resolvemos faze-lhe uma proposta, que foi trocar o dito cujo por um equipamento de som de última geração de um de nossos amigos (Borró). O negócio foi realizado; sendo que para completar o valor do carro tivemos que fazer uma vaquinha entre os cincos participante de tal negociação: Raniel, Renato, Gilberto, Borró e eu.
Esse carro fez o maior sucesso, pois existiam poucos veículos na cidade; e ele chamava a atenção principalmente das garotas.
* CONTINUA AMANHÃ...
30/1/19
A VERDADEIRA HISTÓRIA DO PALHUKA, SEGUNDO O MOTORA ( Parte IV)
Outro detalhe da negociação de compra e venda foi que o fusquinha estava com o emplacamento muito atrasado, fazendo com que nosso limite de circulação se restringisse até o Igarapé do Tijuca. Por sinal um balneário muito frequentado pelos jovens na época, por ser o mais próximo da cidade.
Bem, quem dirigia era o Raniel, que trabalhava em um posto de gasolina e aprendeu a dirigir veículos do posto; o Renato que trabalhava com seu pai em uma oficina de veículos; e eu que aprendi a dirigir com os dois; e como éramos menores de idade não possuíamos carteiras de motorista.
O carro quando novo era da cor marrom e com o passar do tempo, e a falta de manutenção, passou a ter uma cor não definida entre marrom e cinza.
Fizemos alguns reparos e colocamos os nomes dos proprietários escritos sobre os para-lamas e capô. Não foi possível recuperar o motor, mesmo o Renato trabalhando na oficina mecânica de seu pai e quebrando nosso galho na manutenção. Ele não conseguiu resolver um problema crônico de fumaça no motor.
Certo dia nós passamos próximo de uma senhora que estava vindo de uma das ilhas circunvizinhas de Abaeté, que reclamou quanto à fumaceira que o carro produzia e gritou: “isso não é um carro, isso é um palhuca”. Dentre nós os que ouviram, alguns associaram a um ditado dos ribeirinhos que quer dizer: “mulher feia”; outros entenderam que ela quis dizer que fazia muita fumaça. Dai o apelido de palhuca!
Bem, quem dirigia era o Raniel, que trabalhava em um posto de gasolina e aprendeu a dirigir veículos do posto; o Renato que trabalhava com seu pai em uma oficina de veículos; e eu que aprendi a dirigir com os dois; e como éramos menores de idade não possuíamos carteiras de motorista.
O carro quando novo era da cor marrom e com o passar do tempo, e a falta de manutenção, passou a ter uma cor não definida entre marrom e cinza.
Fizemos alguns reparos e colocamos os nomes dos proprietários escritos sobre os para-lamas e capô. Não foi possível recuperar o motor, mesmo o Renato trabalhando na oficina mecânica de seu pai e quebrando nosso galho na manutenção. Ele não conseguiu resolver um problema crônico de fumaça no motor.
Certo dia nós passamos próximo de uma senhora que estava vindo de uma das ilhas circunvizinhas de Abaeté, que reclamou quanto à fumaceira que o carro produzia e gritou: “isso não é um carro, isso é um palhuca”. Dentre nós os que ouviram, alguns associaram a um ditado dos ribeirinhos que quer dizer: “mulher feia”; outros entenderam que ela quis dizer que fazia muita fumaça. Dai o apelido de palhuca!
Como surgiu o Bloco PalhuKa?
Muitos gostaram da repercussão do ultimo carnaval e queriam fazer parte da nossa turma no ano seguinte.
Resolvemos sair novamente na avenida, mas desta vez com tudo organizado como um bloco carnavalesco. E devido ao sucesso do carro, demos o nome do bloco de PALHUKA.
Faltava organizar e arrumar um local que servisse de sede provisória para os ensaios e preparação das fantasias e alegorias. Como meu pai, (tio Mimim), gostava de carnaval e também era amigo de meus amigos, me autorizou a usar nossa casa como sede provisória.
Tínhamos que conseguir dinheiro para arrumar as alegorias e fantasias, visto que a prefeitura contribuía com uma pequena quantia a título de incentivo ao carnaval de rua, mas não era o suficiente para realizar nossos anseios. E foi diante de tal situação que surgiu a ideia de realizar o primeiro festival de chopes do Palhuka. O local escolhido para tal evento foi a sede do Bancrévea onde seu diretor autorizou, depois de muita conversa com seus organizadores, a realização do festival.
Foram confeccionadas cartelas com direito a 3 chopes.
Na cartela, e em lugar nenhum, era mencionado que a mesma dava direito à caneca.
A procura e a venda foram muito boas. Até nas cidades circunvizinhas foram vendidas. E em um domingo de sol as pessoas foram chegando para o evento. Enquanto aguardavam ao som de uma aparelhagem, os ânimos foram ficando agitados pelo atraso na chegada do tão esperado chope.
Por volta das 11:00 hs chega então uma Brasilia; e sobre ela duas caixas de isopor que logo chamou a atenção dos presentes. E alguém gritou: - Chegou o chope pessoal!
A correria foi grande em direção ao veículo.
Em poucos instantes foi organizada uma fila para distribuição dos mesmos. Porém para supressa e desilusão dos presentes, quando abriram um isopor e foram retirados o popular chope de frutas de vários sabores, as pessoas gritaram: - Fomos enganados!
E o tumulto foi grande! Queriam até bater nos organizadores.
Um amigo que também foi escoteiro e morava em Moju, havia comprado e vendido várias cartelas, inclusive para o prefeito e outros políticos. Um desses políticos fez questão de ceder seu veículo seminovo do modelo Ômega, para que nosso amigo viesse marcar presença no festival. Quando ele chegou e viu o que estava ocorrendo ficou muito aborrecido, mas depois entendeu e entrou na brincadeira.
Teve também o diretor de uma escola (não vou citar o nome), que muito contrariado ameaçou processar os organizadores, mas depois de uma conversa com um advogado muito conhecido na cidade que também tinha adquirido os chopes, ter explicado que não adiantava levar em frente tal intenção, uma vez que o festival não estava ferindo nenhuma lei, e era sim uma questão de má interpretação dos que haviam adquirido as cartelas sem pedirem explicação a respeito do tipo de chope, se de bebidas alcoólicas ou de frutas, o mesmo desistiu.
Outro comprador não conteve a sua fúria e chutou um dos isopores com os chopes, quebrando-o.
No final tudo terminou em diversão, e o evento entrou para a história de Abaetetuba como primeiro e último festival do chope do Palhuka.
Resolvemos sair novamente na avenida, mas desta vez com tudo organizado como um bloco carnavalesco. E devido ao sucesso do carro, demos o nome do bloco de PALHUKA.
Faltava organizar e arrumar um local que servisse de sede provisória para os ensaios e preparação das fantasias e alegorias. Como meu pai, (tio Mimim), gostava de carnaval e também era amigo de meus amigos, me autorizou a usar nossa casa como sede provisória.
Tínhamos que conseguir dinheiro para arrumar as alegorias e fantasias, visto que a prefeitura contribuía com uma pequena quantia a título de incentivo ao carnaval de rua, mas não era o suficiente para realizar nossos anseios. E foi diante de tal situação que surgiu a ideia de realizar o primeiro festival de chopes do Palhuka. O local escolhido para tal evento foi a sede do Bancrévea onde seu diretor autorizou, depois de muita conversa com seus organizadores, a realização do festival.
Foram confeccionadas cartelas com direito a 3 chopes.
Na cartela, e em lugar nenhum, era mencionado que a mesma dava direito à caneca.
A procura e a venda foram muito boas. Até nas cidades circunvizinhas foram vendidas. E em um domingo de sol as pessoas foram chegando para o evento. Enquanto aguardavam ao som de uma aparelhagem, os ânimos foram ficando agitados pelo atraso na chegada do tão esperado chope.
Por volta das 11:00 hs chega então uma Brasilia; e sobre ela duas caixas de isopor que logo chamou a atenção dos presentes. E alguém gritou: - Chegou o chope pessoal!
A correria foi grande em direção ao veículo.
Em poucos instantes foi organizada uma fila para distribuição dos mesmos. Porém para supressa e desilusão dos presentes, quando abriram um isopor e foram retirados o popular chope de frutas de vários sabores, as pessoas gritaram: - Fomos enganados!
E o tumulto foi grande! Queriam até bater nos organizadores.
Um amigo que também foi escoteiro e morava em Moju, havia comprado e vendido várias cartelas, inclusive para o prefeito e outros políticos. Um desses políticos fez questão de ceder seu veículo seminovo do modelo Ômega, para que nosso amigo viesse marcar presença no festival. Quando ele chegou e viu o que estava ocorrendo ficou muito aborrecido, mas depois entendeu e entrou na brincadeira.
Teve também o diretor de uma escola (não vou citar o nome), que muito contrariado ameaçou processar os organizadores, mas depois de uma conversa com um advogado muito conhecido na cidade que também tinha adquirido os chopes, ter explicado que não adiantava levar em frente tal intenção, uma vez que o festival não estava ferindo nenhuma lei, e era sim uma questão de má interpretação dos que haviam adquirido as cartelas sem pedirem explicação a respeito do tipo de chope, se de bebidas alcoólicas ou de frutas, o mesmo desistiu.
Outro comprador não conteve a sua fúria e chutou um dos isopores com os chopes, quebrando-o.
No final tudo terminou em diversão, e o evento entrou para a história de Abaetetuba como primeiro e último festival do chope do Palhuka.
* CONTINUA AMANHÃ...
Cassio Dias Briela se a araia me ferar eu não do camarão pra ela,
Mas se aparecer a cobra Cura ela pode me pegar ela pode me matar
O velho com uma velha foram tomar banho no Ticuja,
A velha pulou de flecha e deu com uma pedra na boca
O velho muito puto respondeu em cima da bucha
Por causa do desaforo nós não volta no Tijuca.
Caramujo corre pra pupa a visagem pro piloto
Chegamos no Tijuca com Bloco do Palhuk não chore
Minha mãe não chore, não me faça entristecer
São 3 dias de viagem eu voulterei se não morrer.
Mas se aparecer a cobra Cura ela pode me pegar ela pode me matar
O velho com uma velha foram tomar banho no Ticuja,
A velha pulou de flecha e deu com uma pedra na boca
O velho muito puto respondeu em cima da bucha
Por causa do desaforo nós não volta no Tijuca.
Caramujo corre pra pupa a visagem pro piloto
Chegamos no Tijuca com Bloco do Palhuk não chore
Minha mãe não chore, não me faça entristecer
São 3 dias de viagem eu voulterei se não morrer.
31/1/19
A VERDADEIRA HISTÓRIA DO PALHUKA, SEGUNDO O MOTORA.
Em fevereiro de 2019 o bloco carnavalesco Palhuka comemora 40 anos de existência, e para festejarmos estaremos fazendo uma programação que antecede essa data. Minha contribuição será de inicio, descrever como foi criado o bloco; e para entendermos melhor vou contar um pouco da minha vida, que também faz parte dessa história.
Em 1971 minha família retornava de Belém (Esse fato descrevo no livro "Sonho e a vida continua..."). Estava com 10 anos de idade envolta com as obrigações diárias de um garoto (Ajudar na limpeza da casa, fazer compras, etc.) e estudar; o tempo livre era para as brincadeiras na rua (jogar peteca, espeta, empinar pipa, jogar bola, etc.) e foi no jogo de bola que ganhei o apelido que trago até hoje. Os garotos da rua eram menores do que eu e todos queriam que eu jogasse em seus times. Por esse motivo um vizinho, (Manoel Lima conhecido como Maneca) que acompanhava a brincadeira, me comparou ao jogador do Clube do Remo Alcindo, também conhecido como Motora. E esse apelido pegou, visto que meus pais me chamavam de Francisco e meus irmãos de Francisquinho. Contudo chamar de Motora se tornou mais fácil.
Em um belo domingo vi uma patrulha de Escoteiros fazendo atividades na Praça da Bandeira; isso despertou meu interesse e me motivou a fazer parte do Grupo de Escoteiros Nossa Senhora da Conceição. As idades para ingressar eram de 6 a 10 anos para a modalidade Lobinho e de 11 a 14 anos para Escoteiro. Comecei como Lobinho e passei imediatamente para Escoteiro. Todos tinham que ter uma identificação, como é feita nas forças armadas, utilizando o sobrenome. A minha ficou sendo Lucas, mas não adiantou muito porque todos me chamavam de Motora.
No grupo de escoteiros além das atividades na Sede do Bancrévea, aos domingos de manhã e às quintas-feiras à noite, tínhamos também as atividades ao ar livre como os acampamentos.
Passei a fazer parte também do movimento jovem ligado à Igreja de Nossa Senhora da Conceição, o NIC (NOSSO IDEAL É CRISTO). Reuníamo-nos no Salão Paroquial aos domingos pela parte da tarde. Após as reuniões ficávamos conversando no monumento do Cristo Crucificado, em frente à igreja, local que passou a ser nosso ponto de encontro durante a semana.
Tocando violão e cantando Música Popular Brasileira, entravamos pela madrugada chamando a atenção de outros jovens que também tocavam outros instrumentos, além de comporem poesias e músicas regionais. O grupo cresceu e passamos a ser chamados de jovens do "Pé do Cristo".
Alguns moradores das proximidades reclamaram para os padres, devido algumas canções em tonalidades um pouco altas, mas tudo era resolvido com uma boa conversa.
Dentre as diversas conversas que tivemos com os padres responsáveis pela paróquia, foi acertado que ficaríamos até 21:00 h; após esse horário passamos para o “Coreto” em frente à casa paroquial, e depois para a esquina da Barão com D. Pedro II.
E foi no Bar do seu Antônio, do outro lado da rua, em um domingo de carnaval de 1979, que surgiu a ideia de irmos para avenida participar do desfile de carnaval.
Como existiam poucos blocos participando, ficava um intervalo muito grande entre um e outro. Foi quando resolvemos ir em sentido contrário ao desfile, passando em frete ao palco onde as autoridades estavam assistindo.
Não ia citar nomes para não derrubar ou deixar alguém de fora, mas para dar mais veracidades aos fatos citarei alguns nomes. Os demais podem compartilhar sua participação na história, fazendo um comentário.
O João Bosco Figueiredo tinha um carro do modelo SP2 na cor azul, que pelo nome vocês já podem imaginar que era para dois passageiros apenas. Porém, devido às festas e amizades, cabiam mais ou mesmos seis pessoas "confortavelmente" apertadas. Esse veículo serviu como carro som e também como carro alegórico, onde duas belas jovens que namoravam uns dos componentes iam sentadas sobre seu capô.
Estávamos em plena ditadura militar cantando músicas de Raul Seixas. Passamos pela avenida quando em frete ao palco, as jovens, para delírio e espanto dos participantes, tiraram suas blusas fazendo topless. As pessoas que se encontravam assistindo o espetáculo aplaudiram e pediram bis. Passamos três vezes na avenida até sermos conduzidos, "amigavelmente" pelos seguranças, para fora do evento.
Estávamos na maioria terminando o primeiro grau. Alguns dos nossos amigos resolveram fazer concursos para seguir a carreira militar, ingressar na escola de aprendiz de marinheiro, marinha mercante, cursos técnicos ou enfrentar o vestibular e entrar em uma faculdade.
Voltei a morar em Belém para estudar e prestar vestibular. Nos finais de semana quando o dinheiro dava, passava em Abaeté e continuava com as atividades no grupo de Escoteiros, como Assistente de Chefe de Tropa.
Quando Escoteiro escolhíamos a residência de um dos membros da patrulha para fazermos reunião. Devido as nossas boas condutas como escoteiros, conquistamos também a confiança e amizade dos pais. Com muitos desses pais a amizade continuou, mesmo os filhos tendo saído do movimento escoteiro. E foi o pai do nosso amigo Gilberto, que era também proprietário do cinema da cidade (Cine Imperador), devido à necessidade de adquirir um equipamento de som para instalar no cinema a fim de divulgar a sua programação, visto que tal atividade era realizada em um fusquinha, mas devido às condições precárias do mesmo já não estava dando condições para realiza-la, e recupera-lo seria muito oneroso, sendo que possuía outro para usos pessoais, resolveu desfazer-se do veículo.
Sabendo de seu drama resolvemos faze-lhe uma proposta, que foi trocar o dito cujo por um equipamento de som de última geração de um de nossos amigos (Borró). O negócio foi realizado; sendo que para completar o valor do carro tivemos que fazer uma vaquinha entre os cincos participante de tal negociação: Raniel, Renato, Gilberto, Borró e eu.
Esse carro fez o maior sucesso, pois existiam poucos veículos na cidade; e ele chamava a atenção principalmente das garotas.
Outro detalhe da negociação de compra e venda foi que o fusquinha estava com o emplacamento muito atrasado, fazendo com que nosso limite de circulação se restringisse até o Igarapé do Tijuca. Por sinal um balneário muito frequentado pelos jovens na época, por ser o mais próximo da cidade.
Bem, quem dirigia era o Raniel, que trabalhava em um posto de gasolina e aprendeu a dirigir veículos do posto; o Renato que trabalhava com seu pai em uma oficina de veículos; e eu que aprendi a dirigir com os dois; e como éramos menores de idade não possuíamos carteiras de motorista.
O carro quando novo era da cor marrom e com o passar do tempo, e a falta de manutenção, passou a ter uma cor não definida entre marrom e cinza.
Fizemos alguns reparos e colocamos os nomes dos proprietários escritos sobre os para-lamas e capô. Não foi possível recuperar o motor, mesmo o Renato trabalhando na oficina mecânica de seu pai e quebrando nosso galho na manutenção. Ele não conseguiu resolver um problema crônico de fumaça no motor.
Certo dia nós passamos próximo de uma senhora que estava vindo de uma das ilhas circunvizinhas de Abaeté, que reclamou quanto à fumaceira que o carro produzia e gritou: “isso não é um carro, isso é um palhuca”. Dentre nós os que ouviram, alguns associaram a um ditado dos ribeirinhos que quer dizer: “mulher feia”; outros entenderam que ela quis dizer que fazia muita fumaça. Dai o apelido de palhuca!
Como surgiu o Bloco PalhuKa?
Muitos gostaram da repercussão do ultimo carnaval e queriam fazer parte da nossa turma no ano seguinte.
Resolvemos sair novamente na avenida, mas desta vez com tudo organizado como um bloco carnavalesco. E devido ao sucesso do carro, demos o nome do bloco de PALHUKA.
Faltava organizar e arrumar um local que servisse de sede provisória para os ensaios e preparação das fantasias e alegorias. Como meu pai, (tio Mimim), gostava de carnaval e também era amigo de meus amigos, me autorizou a usar nossa casa como sede provisória.
Tínhamos que conseguir dinheiro para arrumar as alegorias e fantasias, visto que a prefeitura contribuía com uma pequena quantia a título de incentivo ao carnaval de rua, mas não era o suficiente para realizar nossos anseios. E foi diante de tal situação que surgiu a ideia de realizar o primeiro festival de chopes do Palhuka. O local escolhido para tal evento foi a sede do Bancrévea onde seu diretor autorizou, depois de muita conversa com seus organizadores, a realização do festival.
Foram confeccionadas cartelas com direito a 3 chopes. Na cartela, e em lugar nenhum, era mencionado que a mesma dava direito à caneca.
A procura e a venda foram muito boas. Até nas cidades circunvizinhas foram vendidas. E em um domingo de sol as pessoas foram chegando para o evento. Enquanto aguardavam ao som de uma aparelhagem, os ânimos foram ficando agitados pelo atraso na chegada do tão esperado chope.
Por volta das 11:00 hs chega então uma Brasilia; e sobre ela duas caixas de isopor que logo chamou a atenção dos presentes. E alguém gritou: - Chegou o chope pessoal!
A Correria foi grande em direção ao veículo.
Em poucos instantes foi organizada uma fila para distribuição dos mesmos. Porém para supressa e desilusão dos presentes, quando abriram um isopor e foram retirados o popular chope de frutas de vários sabores, as pessoas gritaram: - Fomos enganados!
E o tumulto foi grande! Queriam até bater nos organizadores.
Um amigo que também foi escoteiro e morava em Moju, havia comprado e vendido várias cartelas, inclusive para o prefeito e outros políticos. Um desses políticos fez questão de ceder seu veículo seminovo do modelo Ômega, para que nosso amigo viesse marcar presença no festival. Quando ele chegou e viu o que estava ocorrendo ficou muito aborrecido, mas depois entendeu e entrou na brincadeira.
Teve também o diretor de uma escola (não vou citar o nome), que muito contrariado ameaçou processar os organizadores, mas depois de uma conversa com um Advogado muito conhecido na cidade que também tinha adquirido os chopes, ter explicado que não adiantava levar em frente tal intenção, uma vez que o festival não estava ferindo nenhuma lei, e era sim uma questão de má interpretação dos que haviam adquirido as cartelas sem pedirem explicação a respeito do tipo de chope, se de bebidas alcoólicas ou de frutas, o mesmo desistiu.
Outro comprador não conteve a sua fúria e chutou um dos isopores com os chopes, quebrando-o.
No final tudo terminou em diversão, e o evento entrou para a história de Abaetetuba como primeiro e último festival do chope do Palhuka.
Fiquei muito preocupado com a repercussão, pois a minha casa era a referência do bloco. Como eu era assistente de chefe escoteiro e tinha permitido utilizarem a casa dos meus pais para tal, jamais iria aceitar uma brincadeira desse gênero. Por isso uma das recomendações dos organizadores, (João Bosco Figueiredo, vulgo Minha Velha), (Paulo Vasconcelos, vulgo Paulinho) e o (Gilmar Rodrigues, vulgo Guri), foi para que eu não soubesse da tramoia sobre os chopes, pois só eles sabiam que seriam de frutas e não os da Cerpa como todos imaginavam.
Com o dinheiro arrecadado no festival e mais a contribuição da prefeitura foi possível adquirir materiais para as alegorias, fantasias e instrumentos da banda e dos brincantes e sobrar para as farras de finais de semana no bar do seu Antônio.
Como os meus pais eram muitos conhecidos no bairro os vizinhos próximos autorizaram os filhos a saírem no bloco que somando aos simpatizantes deu um bom número de brincantes.
Tendo como tema "Palhuka na folia" com o samba enredo "A cobra curá" letra e música de Chico Sena, Guri, Testa e Inácio Silva, o Palhuka ganhou o primeiro lugar no concurso de blocos carnavalescos de 1979.
"A cobra curá"
Briela, Briela se a arraia me ferrar eu não du camarão pra ela,
Mas se aparecer a cobra Curá ela pode me pegar ela pode me matar
O velho com uma velha foram tomar banho no Ticuja,
A velha pulou de flecha e deu com uma pedra na buca
O velho muito puto respondeu em cima da bucha
Por causa do desafuro nós não vorta no Tijuca.
Caramujo corre pra pupa a visagem pro piloto
Chegamos no Tijuca com Bloco do Palhuk, não chore
Minha mãe não chore, não me faça entristecer
São 3 dias de viagem eu vortarei se não murrer.
Em 1971 minha família retornava de Belém (Esse fato descrevo no livro "Sonho e a vida continua..."). Estava com 10 anos de idade envolta com as obrigações diárias de um garoto (Ajudar na limpeza da casa, fazer compras, etc.) e estudar; o tempo livre era para as brincadeiras na rua (jogar peteca, espeta, empinar pipa, jogar bola, etc.) e foi no jogo de bola que ganhei o apelido que trago até hoje. Os garotos da rua eram menores do que eu e todos queriam que eu jogasse em seus times. Por esse motivo um vizinho, (Manoel Lima conhecido como Maneca) que acompanhava a brincadeira, me comparou ao jogador do Clube do Remo Alcindo, também conhecido como Motora. E esse apelido pegou, visto que meus pais me chamavam de Francisco e meus irmãos de Francisquinho. Contudo chamar de Motora se tornou mais fácil.
Em um belo domingo vi uma patrulha de Escoteiros fazendo atividades na Praça da Bandeira; isso despertou meu interesse e me motivou a fazer parte do Grupo de Escoteiros Nossa Senhora da Conceição. As idades para ingressar eram de 6 a 10 anos para a modalidade Lobinho e de 11 a 14 anos para Escoteiro. Comecei como Lobinho e passei imediatamente para Escoteiro. Todos tinham que ter uma identificação, como é feita nas forças armadas, utilizando o sobrenome. A minha ficou sendo Lucas, mas não adiantou muito porque todos me chamavam de Motora.
No grupo de escoteiros além das atividades na Sede do Bancrévea, aos domingos de manhã e às quintas-feiras à noite, tínhamos também as atividades ao ar livre como os acampamentos.
Passei a fazer parte também do movimento jovem ligado à Igreja de Nossa Senhora da Conceição, o NIC (NOSSO IDEAL É CRISTO). Reuníamo-nos no Salão Paroquial aos domingos pela parte da tarde. Após as reuniões ficávamos conversando no monumento do Cristo Crucificado, em frente à igreja, local que passou a ser nosso ponto de encontro durante a semana.
Tocando violão e cantando Música Popular Brasileira, entravamos pela madrugada chamando a atenção de outros jovens que também tocavam outros instrumentos, além de comporem poesias e músicas regionais. O grupo cresceu e passamos a ser chamados de jovens do "Pé do Cristo".
Alguns moradores das proximidades reclamaram para os padres, devido algumas canções em tonalidades um pouco altas, mas tudo era resolvido com uma boa conversa.
Dentre as diversas conversas que tivemos com os padres responsáveis pela paróquia, foi acertado que ficaríamos até 21:00 h; após esse horário passamos para o “Coreto” em frente à casa paroquial, e depois para a esquina da Barão com D. Pedro II.
E foi no Bar do seu Antônio, do outro lado da rua, em um domingo de carnaval de 1979, que surgiu a ideia de irmos para avenida participar do desfile de carnaval.
Como existiam poucos blocos participando, ficava um intervalo muito grande entre um e outro. Foi quando resolvemos ir em sentido contrário ao desfile, passando em frete ao palco onde as autoridades estavam assistindo.
Não ia citar nomes para não derrubar ou deixar alguém de fora, mas para dar mais veracidades aos fatos citarei alguns nomes. Os demais podem compartilhar sua participação na história, fazendo um comentário.
O João Bosco Figueiredo tinha um carro do modelo SP2 na cor azul, que pelo nome vocês já podem imaginar que era para dois passageiros apenas. Porém, devido às festas e amizades, cabiam mais ou mesmos seis pessoas "confortavelmente" apertadas. Esse veículo serviu como carro som e também como carro alegórico, onde duas belas jovens que namoravam uns dos componentes iam sentadas sobre seu capô.
Estávamos em plena ditadura militar cantando músicas de Raul Seixas. Passamos pela avenida quando em frete ao palco, as jovens, para delírio e espanto dos participantes, tiraram suas blusas fazendo topless. As pessoas que se encontravam assistindo o espetáculo aplaudiram e pediram bis. Passamos três vezes na avenida até sermos conduzidos, "amigavelmente" pelos seguranças, para fora do evento.
Estávamos na maioria terminando o primeiro grau. Alguns dos nossos amigos resolveram fazer concursos para seguir a carreira militar, ingressar na escola de aprendiz de marinheiro, marinha mercante, cursos técnicos ou enfrentar o vestibular e entrar em uma faculdade.
Voltei a morar em Belém para estudar e prestar vestibular. Nos finais de semana quando o dinheiro dava, passava em Abaeté e continuava com as atividades no grupo de Escoteiros, como Assistente de Chefe de Tropa.
Quando Escoteiro escolhíamos a residência de um dos membros da patrulha para fazermos reunião. Devido as nossas boas condutas como escoteiros, conquistamos também a confiança e amizade dos pais. Com muitos desses pais a amizade continuou, mesmo os filhos tendo saído do movimento escoteiro. E foi o pai do nosso amigo Gilberto, que era também proprietário do cinema da cidade (Cine Imperador), devido à necessidade de adquirir um equipamento de som para instalar no cinema a fim de divulgar a sua programação, visto que tal atividade era realizada em um fusquinha, mas devido às condições precárias do mesmo já não estava dando condições para realiza-la, e recupera-lo seria muito oneroso, sendo que possuía outro para usos pessoais, resolveu desfazer-se do veículo.
Sabendo de seu drama resolvemos faze-lhe uma proposta, que foi trocar o dito cujo por um equipamento de som de última geração de um de nossos amigos (Borró). O negócio foi realizado; sendo que para completar o valor do carro tivemos que fazer uma vaquinha entre os cincos participante de tal negociação: Raniel, Renato, Gilberto, Borró e eu.
Esse carro fez o maior sucesso, pois existiam poucos veículos na cidade; e ele chamava a atenção principalmente das garotas.
Outro detalhe da negociação de compra e venda foi que o fusquinha estava com o emplacamento muito atrasado, fazendo com que nosso limite de circulação se restringisse até o Igarapé do Tijuca. Por sinal um balneário muito frequentado pelos jovens na época, por ser o mais próximo da cidade.
Bem, quem dirigia era o Raniel, que trabalhava em um posto de gasolina e aprendeu a dirigir veículos do posto; o Renato que trabalhava com seu pai em uma oficina de veículos; e eu que aprendi a dirigir com os dois; e como éramos menores de idade não possuíamos carteiras de motorista.
O carro quando novo era da cor marrom e com o passar do tempo, e a falta de manutenção, passou a ter uma cor não definida entre marrom e cinza.
Fizemos alguns reparos e colocamos os nomes dos proprietários escritos sobre os para-lamas e capô. Não foi possível recuperar o motor, mesmo o Renato trabalhando na oficina mecânica de seu pai e quebrando nosso galho na manutenção. Ele não conseguiu resolver um problema crônico de fumaça no motor.
Certo dia nós passamos próximo de uma senhora que estava vindo de uma das ilhas circunvizinhas de Abaeté, que reclamou quanto à fumaceira que o carro produzia e gritou: “isso não é um carro, isso é um palhuca”. Dentre nós os que ouviram, alguns associaram a um ditado dos ribeirinhos que quer dizer: “mulher feia”; outros entenderam que ela quis dizer que fazia muita fumaça. Dai o apelido de palhuca!
Como surgiu o Bloco PalhuKa?
Muitos gostaram da repercussão do ultimo carnaval e queriam fazer parte da nossa turma no ano seguinte.
Resolvemos sair novamente na avenida, mas desta vez com tudo organizado como um bloco carnavalesco. E devido ao sucesso do carro, demos o nome do bloco de PALHUKA.
Faltava organizar e arrumar um local que servisse de sede provisória para os ensaios e preparação das fantasias e alegorias. Como meu pai, (tio Mimim), gostava de carnaval e também era amigo de meus amigos, me autorizou a usar nossa casa como sede provisória.
Tínhamos que conseguir dinheiro para arrumar as alegorias e fantasias, visto que a prefeitura contribuía com uma pequena quantia a título de incentivo ao carnaval de rua, mas não era o suficiente para realizar nossos anseios. E foi diante de tal situação que surgiu a ideia de realizar o primeiro festival de chopes do Palhuka. O local escolhido para tal evento foi a sede do Bancrévea onde seu diretor autorizou, depois de muita conversa com seus organizadores, a realização do festival.
Foram confeccionadas cartelas com direito a 3 chopes. Na cartela, e em lugar nenhum, era mencionado que a mesma dava direito à caneca.
A procura e a venda foram muito boas. Até nas cidades circunvizinhas foram vendidas. E em um domingo de sol as pessoas foram chegando para o evento. Enquanto aguardavam ao som de uma aparelhagem, os ânimos foram ficando agitados pelo atraso na chegada do tão esperado chope.
Por volta das 11:00 hs chega então uma Brasilia; e sobre ela duas caixas de isopor que logo chamou a atenção dos presentes. E alguém gritou: - Chegou o chope pessoal!
A Correria foi grande em direção ao veículo.
Em poucos instantes foi organizada uma fila para distribuição dos mesmos. Porém para supressa e desilusão dos presentes, quando abriram um isopor e foram retirados o popular chope de frutas de vários sabores, as pessoas gritaram: - Fomos enganados!
E o tumulto foi grande! Queriam até bater nos organizadores.
Um amigo que também foi escoteiro e morava em Moju, havia comprado e vendido várias cartelas, inclusive para o prefeito e outros políticos. Um desses políticos fez questão de ceder seu veículo seminovo do modelo Ômega, para que nosso amigo viesse marcar presença no festival. Quando ele chegou e viu o que estava ocorrendo ficou muito aborrecido, mas depois entendeu e entrou na brincadeira.
Teve também o diretor de uma escola (não vou citar o nome), que muito contrariado ameaçou processar os organizadores, mas depois de uma conversa com um Advogado muito conhecido na cidade que também tinha adquirido os chopes, ter explicado que não adiantava levar em frente tal intenção, uma vez que o festival não estava ferindo nenhuma lei, e era sim uma questão de má interpretação dos que haviam adquirido as cartelas sem pedirem explicação a respeito do tipo de chope, se de bebidas alcoólicas ou de frutas, o mesmo desistiu.
Outro comprador não conteve a sua fúria e chutou um dos isopores com os chopes, quebrando-o.
No final tudo terminou em diversão, e o evento entrou para a história de Abaetetuba como primeiro e último festival do chope do Palhuka.
Fiquei muito preocupado com a repercussão, pois a minha casa era a referência do bloco. Como eu era assistente de chefe escoteiro e tinha permitido utilizarem a casa dos meus pais para tal, jamais iria aceitar uma brincadeira desse gênero. Por isso uma das recomendações dos organizadores, (João Bosco Figueiredo, vulgo Minha Velha), (Paulo Vasconcelos, vulgo Paulinho) e o (Gilmar Rodrigues, vulgo Guri), foi para que eu não soubesse da tramoia sobre os chopes, pois só eles sabiam que seriam de frutas e não os da Cerpa como todos imaginavam.
Com o dinheiro arrecadado no festival e mais a contribuição da prefeitura foi possível adquirir materiais para as alegorias, fantasias e instrumentos da banda e dos brincantes e sobrar para as farras de finais de semana no bar do seu Antônio.
Como os meus pais eram muitos conhecidos no bairro os vizinhos próximos autorizaram os filhos a saírem no bloco que somando aos simpatizantes deu um bom número de brincantes.
Tendo como tema "Palhuka na folia" com o samba enredo "A cobra curá" letra e música de Chico Sena, Guri, Testa e Inácio Silva, o Palhuka ganhou o primeiro lugar no concurso de blocos carnavalescos de 1979.
"A cobra curá"
Briela, Briela se a arraia me ferrar eu não du camarão pra ela,
Mas se aparecer a cobra Curá ela pode me pegar ela pode me matar
O velho com uma velha foram tomar banho no Ticuja,
A velha pulou de flecha e deu com uma pedra na buca
O velho muito puto respondeu em cima da bucha
Por causa do desafuro nós não vorta no Tijuca.
Caramujo corre pra pupa a visagem pro piloto
Chegamos no Tijuca com Bloco do Palhuk, não chore
Minha mãe não chore, não me faça entristecer
São 3 dias de viagem eu vortarei se não murrer.
Surgiram depois outras brincadeiras com duplo sentido, atribuído ao mesmo, mas tudo não passou de comentários maldosos para malharem o Palhuka.
No entanto a imagem do nosso bloco ficou mesmo manchada na cidade. Tanto que organizamos, anos depois, uma festa de carnaval na sede da Assembleia Abaetetubense com o objetivo de angariar fundos para outro desfile de carnaval, e tivemos prejuízo, pois ninguém quis comprar as mesas antecipadamente.
Essa é a minha história do palhuka! Quem quiser acrescentar e comentar, que faça as honras de um bom Palhukeiro.
No entanto a imagem do nosso bloco ficou mesmo manchada na cidade. Tanto que organizamos, anos depois, uma festa de carnaval na sede da Assembleia Abaetetubense com o objetivo de angariar fundos para outro desfile de carnaval, e tivemos prejuízo, pois ninguém quis comprar as mesas antecipadamente.
Essa é a minha história do palhuka! Quem quiser acrescentar e comentar, que faça as honras de um bom Palhukeiro.
A VERDADEIRA HISTÓRIA DO PALHUKA, SEGUNDO O MOTORA.
Em fevereiro de 2019 o bloco carnavalesco Palhuka comemora 40 anos de existência, e para festejarmos estaremos fazendo uma programação que antecede essa data. Minha contribuição será de inicio, descrever como foi criado o bloco; e para entendermos melhor vou contar um pouco da minha vida, que também faz parte dessa história.
Em 1971 minha família retornava de Belém (Esse fato descrevo no livro "Sonho e a vida continua..."). Estava com 10 anos de idade envolta com as obrigações diárias de um garoto (Ajudar na limpeza da casa, fazer compras, etc.) e estudar; o tempo livre era para as brincadeiras na rua (jogar peteca, espeta, empinar pipa, jogar bola, etc.) e foi no jogo de bola que ganhei o apelido que trago até hoje. Os garotos da rua eram menores do que eu e todos queriam que eu jogasse em seus times. Por esse motivo um vizinho, (Manoel Lima conhecido como Maneca) que acompanhava a brincadeira, me comparou ao jogador do Clube do Remo Alcindo, também conhecido como Motora. E esse apelido pegou, visto que meus pais me chamavam de Francisco e meus irmãos de Francisquinho. Contudo chamar de Motora se tornou mais fácil.
Em um belo domingo vi uma patrulha de Escoteiros fazendo atividades na Praça da Bandeira; isso despertou meu interesse e me motivou a fazer parte do Grupo de Escoteiros Nossa Senhora da Conceição. As idades para ingressar eram de 6 a 10 anos para a modalidade Lobinho e de 11 a 14 anos para Escoteiro. Comecei como Lobinho e passei imediatamente para Escoteiro. Todos tinham que ter uma identificação, como é feita nas forças armadas, utilizando o sobrenome. A minha ficou sendo Lucas, mas não adiantou muito porque todos me chamavam de Motora.
No grupo de escoteiros além das atividades na Sede do Bancrévea, aos domingos de manhã e às quintas-feiras à noite, tínhamos também as atividades ao ar livre como os acampamentos.
Passei a fazer parte também do movimento jovem ligado à Igreja de Nossa Senhora da Conceição, o NIC (NOSSO IDEAL É CRISTO). Reuníamo-nos no Salão Paroquial aos domingos pela parte da tarde. Após as reuniões ficávamos conversando no monumento do Cristo Crucificado, em frente à igreja, local que passou a ser nosso ponto de encontro durante a semana.
Tocando violão e cantando Música Popular Brasileira, entravamos pela madrugada chamando a atenção de outros jovens que também tocavam outros instrumentos, além de comporem poesias e músicas regionais. O grupo cresceu e passamos a ser chamados de jovens do "Pé do Cristo".
Alguns moradores das proximidades reclamaram para os padres, devido algumas canções em tonalidades um pouco altas, mas tudo era resolvido com uma boa conversa.
Dentre as diversas conversas que tivemos com os padres responsáveis pela paróquia, foi acertado que ficaríamos até 21:00 h; após esse horário passamos para o “Coreto” em frente à casa paroquial, e depois para a esquina da Barão com D. Pedro II.
E foi no Bar do seu Antônio, do outro lado da rua, em um domingo de carnaval de 1979, que surgiu a ideia de irmos para avenida participar do desfile de carnaval.
Como existiam poucos blocos participando, ficava um intervalo muito grande entre um e outro. Foi quando resolvemos ir em sentido contrário ao desfile, passando em frete ao palco onde as autoridades estavam assistindo.
Não ia citar nomes para não derrubar ou deixar alguém de fora, mas para dar mais veracidades aos fatos citarei alguns nomes. Os demais podem compartilhar sua participação na história, fazendo um comentário.
O João Bosco Figueiredo tinha um carro do modelo SP2 na cor azul, que pelo nome vocês já podem imaginar que era para dois passageiros apenas. Porém, devido às festas e amizades, cabiam mais ou mesmos seis pessoas "confortavelmente" apertadas. Esse veículo serviu como carro som e também como carro alegórico, onde duas belas jovens que namoravam uns dos componentes iam sentadas sobre seu capô.
Estávamos em plena ditadura militar cantando músicas de Raul Seixas. Passamos pela avenida quando em frete ao palco, as jovens, para delírio e espanto dos participantes, tiraram suas blusas fazendo topless. As pessoas que se encontravam assistindo o espetáculo aplaudiram e pediram bis. Passamos três vezes na avenida até sermos conduzidos, "amigavelmente" pelos seguranças, para fora do evento.
Estávamos na maioria terminando o primeiro grau. Alguns dos nossos amigos resolveram fazer concursos para seguir a carreira militar, ingressar na escola de aprendiz de marinheiro, marinha mercante, cursos técnicos ou enfrentar o vestibular e entrar em uma faculdade.
Voltei a morar em Belém para estudar e prestar vestibular. Nos finais de semana quando o dinheiro dava, passava em Abaeté e continuava com as atividades no grupo de Escoteiros, como Assistente de Chefe de Tropa.
Quando Escoteiro escolhíamos a residência de um dos membros da patrulha para fazermos reunião. Devido as nossas boas condutas como escoteiros, conquistamos também a confiança e amizade dos pais. Com muitos desses pais a amizade continuou, mesmo os filhos tendo saído do movimento escoteiro. E foi o pai do nosso amigo Gilberto, que era também proprietário do cinema da cidade (Cine Imperador), devido à necessidade de adquirir um equipamento de som para instalar no cinema a fim de divulgar a sua programação, visto que tal atividade era realizada em um fusquinha, mas devido às condições precárias do mesmo já não estava dando condições para realiza-la, e recupera-lo seria muito oneroso, sendo que possuía outro para usos pessoais, resolveu desfazer-se do veículo.
Sabendo de seu drama resolvemos faze-lhe uma proposta, que foi trocar o dito cujo por um equipamento de som de última geração de um de nossos amigos (Borró). O negócio foi realizado; sendo que para completar o valor do carro tivemos que fazer uma vaquinha entre os cincos participante de tal negociação: Raniel, Renato, Gilberto, Borró e eu.
Esse carro fez o maior sucesso, pois existiam poucos veículos na cidade; e ele chamava a atenção principalmente das garotas.
Outro detalhe da negociação de compra e venda foi que o fusquinha estava com o emplacamento muito atrasado, fazendo com que nosso limite de circulação se restringisse até o Igarapé do Tijuca. Por sinal um balneário muito frequentado pelos jovens na época, por ser o mais próximo da cidade.
Bem, quem dirigia era o Raniel, que trabalhava em um posto de gasolina e aprendeu a dirigir veículos do posto; o Renato que trabalhava com seu pai em uma oficina de veículos; e eu que aprendi a dirigir com os dois; e como éramos menores de idade não possuíamos carteiras de motorista.
O carro quando novo era da cor marrom e com o passar do tempo, e a falta de manutenção, passou a ter uma cor não definida entre marrom e cinza.
Fizemos alguns reparos e colocamos os nomes dos proprietários escritos sobre os para-lamas e capô. Não foi possível recuperar o motor, mesmo o Renato trabalhando na oficina mecânica de seu pai e quebrando nosso galho na manutenção. Ele não conseguiu resolver um problema crônico de fumaça no motor.
Certo dia nós passamos próximo de uma senhora que estava vindo de uma das ilhas circunvizinhas de Abaeté, que reclamou quanto à fumaceira que o carro produzia e gritou: “isso não é um carro, isso é um palhuca”. Dentre nós os que ouviram, alguns associaram a um ditado dos ribeirinhos que quer dizer: “mulher feia”; outros entenderam que ela quis dizer que fazia muita fumaça. Dai o apelido de palhuca!
Como surgiu o Bloco PalhuKa?
Muitos gostaram da repercussão do ultimo carnaval e queriam fazer parte da nossa turma no ano seguinte.
Resolvemos sair novamente na avenida, mas desta vez com tudo organizado como um bloco carnavalesco. E devido ao sucesso do carro, demos o nome do bloco de PALHUKA.
Faltava organizar e arrumar um local que servisse de sede provisória para os ensaios e preparação das fantasias e alegorias. Como meu pai, (tio Mimim), gostava de carnaval e também era amigo de meus amigos, me autorizou a usar nossa casa como sede provisória.
Tínhamos que conseguir dinheiro para arrumar as alegorias e fantasias, visto que a prefeitura contribuía com uma pequena quantia a título de incentivo ao carnaval de rua, mas não era o suficiente para realizar nossos anseios. E foi diante de tal situação que surgiu a ideia de realizar o primeiro festival de chopes do Palhuka. O local escolhido para tal evento foi a sede do Bancrévea onde seu diretor autorizou, depois de muita conversa com seus organizadores, a realização do festival.
Foram confeccionadas cartelas com direito a 3 chopes. Na cartela, e em lugar nenhum, era mencionado que a mesma dava direito à caneca.
A procura e a venda foram muito boas. Até nas cidades circunvizinhas foram vendidas. E em um domingo de sol as pessoas foram chegando para o evento. Enquanto aguardavam ao som de uma aparelhagem, os ânimos foram ficando agitados pelo atraso na chegada do tão esperado chope.
Por volta das 11:00 hs chega então uma Brasilia; e sobre ela duas caixas de isopor que logo chamou a atenção dos presentes. E alguém gritou: - Chegou o chope pessoal!
A Correria foi grande em direção ao veículo.
Em poucos instantes foi organizada uma fila para distribuição dos mesmos. Porém para supressa e desilusão dos presentes, quando abriram um isopor e foram retirados o popular chope de frutas de vários sabores, as pessoas gritaram: - Fomos enganados!
E o tumulto foi grande! Queriam até bater nos organizadores.
Um amigo que também foi escoteiro e morava em Moju, havia comprado e vendido várias cartelas, inclusive para o prefeito e outros políticos. Um desses políticos fez questão de ceder seu veículo seminovo do modelo Ômega, para que nosso amigo viesse marcar presença no festival. Quando ele chegou e viu o que estava ocorrendo ficou muito aborrecido, mas depois entendeu e entrou na brincadeira.
Teve também o diretor de uma escola (não vou citar o nome), que muito contrariado ameaçou processar os organizadores, mas depois de uma conversa com um Advogado muito conhecido na cidade que também tinha adquirido os chopes, ter explicado que não adiantava levar em frente tal intenção, uma vez que o festival não estava ferindo nenhuma lei, e era sim uma questão de má interpretação dos que haviam adquirido as cartelas sem pedirem explicação a respeito do tipo de chope, se de bebidas alcoólicas ou de frutas, o mesmo desistiu.
Outro comprador não conteve a sua fúria e chutou um dos isopores com os chopes, quebrando-o.
No final tudo terminou em diversão, e o evento entrou para a história de Abaetetuba como primeiro e último festival do chope do Palhuka.
Fiquei muito preocupado com a repercussão, pois a minha casa era a referência do bloco. Como eu era assistente de chefe escoteiro e tinha permitido utilizarem a casa dos meus pais para tal, jamais iria aceitar uma brincadeira desse gênero. Por isso uma das recomendações dos organizadores, (João Bosco Figueiredo, vulgo Minha Velha), (Paulo Vasconcelos, vulgo Paulinho) e o (Gilmar Rodrigues, vulgo Guri), foi para que eu não soubesse da tramoia sobre os chopes, pois só eles sabiam que seriam de frutas e não os da Cerpa como todos imaginavam.
Com o dinheiro arrecadado no festival e mais a contribuição da prefeitura foi possível adquirir materiais para as alegorias, fantasias e instrumentos da banda e dos brincantes e sobrar para as farras de finais de semana no bar do seu Antônio.
Como os meus pais eram muitos conhecidos no bairro os vizinhos próximos autorizaram os filhos a saírem no bloco que somando aos simpatizantes deu um bom número de brincantes.
Tendo como tema "Palhuka na folia" com o samba enredo "A cobra curá" letra e música de Chico Sena, Guri, Testa e Inácio Silva, o Palhuka ganhou o primeiro lugar no concurso de blocos carnavalescos de 1979.
"A cobra curá"
Briela, Briela se a arraia me ferrar eu não du camarão pra ela,
Mas se aparecer a cobra Curá ela pode me pegar ela pode me matar
O velho com uma velha foram tomar banho no Ticuja,
A velha pulou de flecha e deu com uma pedra na buca
O velho muito puto respondeu em cima da bucha
Por causa do desafuro nós não vorta no Tijuca.
Caramujo corre pra pupa a visagem pro piloto
Chegamos no Tijuca com Bloco do Palhuk, não chore
Minha mãe não chore, não me faça entristecer
São 3 dias de viagem eu vortarei se não murrer.
Em 1971 minha família retornava de Belém (Esse fato descrevo no livro "Sonho e a vida continua..."). Estava com 10 anos de idade envolta com as obrigações diárias de um garoto (Ajudar na limpeza da casa, fazer compras, etc.) e estudar; o tempo livre era para as brincadeiras na rua (jogar peteca, espeta, empinar pipa, jogar bola, etc.) e foi no jogo de bola que ganhei o apelido que trago até hoje. Os garotos da rua eram menores do que eu e todos queriam que eu jogasse em seus times. Por esse motivo um vizinho, (Manoel Lima conhecido como Maneca) que acompanhava a brincadeira, me comparou ao jogador do Clube do Remo Alcindo, também conhecido como Motora. E esse apelido pegou, visto que meus pais me chamavam de Francisco e meus irmãos de Francisquinho. Contudo chamar de Motora se tornou mais fácil.
Em um belo domingo vi uma patrulha de Escoteiros fazendo atividades na Praça da Bandeira; isso despertou meu interesse e me motivou a fazer parte do Grupo de Escoteiros Nossa Senhora da Conceição. As idades para ingressar eram de 6 a 10 anos para a modalidade Lobinho e de 11 a 14 anos para Escoteiro. Comecei como Lobinho e passei imediatamente para Escoteiro. Todos tinham que ter uma identificação, como é feita nas forças armadas, utilizando o sobrenome. A minha ficou sendo Lucas, mas não adiantou muito porque todos me chamavam de Motora.
No grupo de escoteiros além das atividades na Sede do Bancrévea, aos domingos de manhã e às quintas-feiras à noite, tínhamos também as atividades ao ar livre como os acampamentos.
Passei a fazer parte também do movimento jovem ligado à Igreja de Nossa Senhora da Conceição, o NIC (NOSSO IDEAL É CRISTO). Reuníamo-nos no Salão Paroquial aos domingos pela parte da tarde. Após as reuniões ficávamos conversando no monumento do Cristo Crucificado, em frente à igreja, local que passou a ser nosso ponto de encontro durante a semana.
Tocando violão e cantando Música Popular Brasileira, entravamos pela madrugada chamando a atenção de outros jovens que também tocavam outros instrumentos, além de comporem poesias e músicas regionais. O grupo cresceu e passamos a ser chamados de jovens do "Pé do Cristo".
Alguns moradores das proximidades reclamaram para os padres, devido algumas canções em tonalidades um pouco altas, mas tudo era resolvido com uma boa conversa.
Dentre as diversas conversas que tivemos com os padres responsáveis pela paróquia, foi acertado que ficaríamos até 21:00 h; após esse horário passamos para o “Coreto” em frente à casa paroquial, e depois para a esquina da Barão com D. Pedro II.
E foi no Bar do seu Antônio, do outro lado da rua, em um domingo de carnaval de 1979, que surgiu a ideia de irmos para avenida participar do desfile de carnaval.
Como existiam poucos blocos participando, ficava um intervalo muito grande entre um e outro. Foi quando resolvemos ir em sentido contrário ao desfile, passando em frete ao palco onde as autoridades estavam assistindo.
Não ia citar nomes para não derrubar ou deixar alguém de fora, mas para dar mais veracidades aos fatos citarei alguns nomes. Os demais podem compartilhar sua participação na história, fazendo um comentário.
O João Bosco Figueiredo tinha um carro do modelo SP2 na cor azul, que pelo nome vocês já podem imaginar que era para dois passageiros apenas. Porém, devido às festas e amizades, cabiam mais ou mesmos seis pessoas "confortavelmente" apertadas. Esse veículo serviu como carro som e também como carro alegórico, onde duas belas jovens que namoravam uns dos componentes iam sentadas sobre seu capô.
Estávamos em plena ditadura militar cantando músicas de Raul Seixas. Passamos pela avenida quando em frete ao palco, as jovens, para delírio e espanto dos participantes, tiraram suas blusas fazendo topless. As pessoas que se encontravam assistindo o espetáculo aplaudiram e pediram bis. Passamos três vezes na avenida até sermos conduzidos, "amigavelmente" pelos seguranças, para fora do evento.
Estávamos na maioria terminando o primeiro grau. Alguns dos nossos amigos resolveram fazer concursos para seguir a carreira militar, ingressar na escola de aprendiz de marinheiro, marinha mercante, cursos técnicos ou enfrentar o vestibular e entrar em uma faculdade.
Voltei a morar em Belém para estudar e prestar vestibular. Nos finais de semana quando o dinheiro dava, passava em Abaeté e continuava com as atividades no grupo de Escoteiros, como Assistente de Chefe de Tropa.
Quando Escoteiro escolhíamos a residência de um dos membros da patrulha para fazermos reunião. Devido as nossas boas condutas como escoteiros, conquistamos também a confiança e amizade dos pais. Com muitos desses pais a amizade continuou, mesmo os filhos tendo saído do movimento escoteiro. E foi o pai do nosso amigo Gilberto, que era também proprietário do cinema da cidade (Cine Imperador), devido à necessidade de adquirir um equipamento de som para instalar no cinema a fim de divulgar a sua programação, visto que tal atividade era realizada em um fusquinha, mas devido às condições precárias do mesmo já não estava dando condições para realiza-la, e recupera-lo seria muito oneroso, sendo que possuía outro para usos pessoais, resolveu desfazer-se do veículo.
Sabendo de seu drama resolvemos faze-lhe uma proposta, que foi trocar o dito cujo por um equipamento de som de última geração de um de nossos amigos (Borró). O negócio foi realizado; sendo que para completar o valor do carro tivemos que fazer uma vaquinha entre os cincos participante de tal negociação: Raniel, Renato, Gilberto, Borró e eu.
Esse carro fez o maior sucesso, pois existiam poucos veículos na cidade; e ele chamava a atenção principalmente das garotas.
Outro detalhe da negociação de compra e venda foi que o fusquinha estava com o emplacamento muito atrasado, fazendo com que nosso limite de circulação se restringisse até o Igarapé do Tijuca. Por sinal um balneário muito frequentado pelos jovens na época, por ser o mais próximo da cidade.
Bem, quem dirigia era o Raniel, que trabalhava em um posto de gasolina e aprendeu a dirigir veículos do posto; o Renato que trabalhava com seu pai em uma oficina de veículos; e eu que aprendi a dirigir com os dois; e como éramos menores de idade não possuíamos carteiras de motorista.
O carro quando novo era da cor marrom e com o passar do tempo, e a falta de manutenção, passou a ter uma cor não definida entre marrom e cinza.
Fizemos alguns reparos e colocamos os nomes dos proprietários escritos sobre os para-lamas e capô. Não foi possível recuperar o motor, mesmo o Renato trabalhando na oficina mecânica de seu pai e quebrando nosso galho na manutenção. Ele não conseguiu resolver um problema crônico de fumaça no motor.
Certo dia nós passamos próximo de uma senhora que estava vindo de uma das ilhas circunvizinhas de Abaeté, que reclamou quanto à fumaceira que o carro produzia e gritou: “isso não é um carro, isso é um palhuca”. Dentre nós os que ouviram, alguns associaram a um ditado dos ribeirinhos que quer dizer: “mulher feia”; outros entenderam que ela quis dizer que fazia muita fumaça. Dai o apelido de palhuca!
Como surgiu o Bloco PalhuKa?
Muitos gostaram da repercussão do ultimo carnaval e queriam fazer parte da nossa turma no ano seguinte.
Resolvemos sair novamente na avenida, mas desta vez com tudo organizado como um bloco carnavalesco. E devido ao sucesso do carro, demos o nome do bloco de PALHUKA.
Faltava organizar e arrumar um local que servisse de sede provisória para os ensaios e preparação das fantasias e alegorias. Como meu pai, (tio Mimim), gostava de carnaval e também era amigo de meus amigos, me autorizou a usar nossa casa como sede provisória.
Tínhamos que conseguir dinheiro para arrumar as alegorias e fantasias, visto que a prefeitura contribuía com uma pequena quantia a título de incentivo ao carnaval de rua, mas não era o suficiente para realizar nossos anseios. E foi diante de tal situação que surgiu a ideia de realizar o primeiro festival de chopes do Palhuka. O local escolhido para tal evento foi a sede do Bancrévea onde seu diretor autorizou, depois de muita conversa com seus organizadores, a realização do festival.
Foram confeccionadas cartelas com direito a 3 chopes. Na cartela, e em lugar nenhum, era mencionado que a mesma dava direito à caneca.
A procura e a venda foram muito boas. Até nas cidades circunvizinhas foram vendidas. E em um domingo de sol as pessoas foram chegando para o evento. Enquanto aguardavam ao som de uma aparelhagem, os ânimos foram ficando agitados pelo atraso na chegada do tão esperado chope.
Por volta das 11:00 hs chega então uma Brasilia; e sobre ela duas caixas de isopor que logo chamou a atenção dos presentes. E alguém gritou: - Chegou o chope pessoal!
A Correria foi grande em direção ao veículo.
Em poucos instantes foi organizada uma fila para distribuição dos mesmos. Porém para supressa e desilusão dos presentes, quando abriram um isopor e foram retirados o popular chope de frutas de vários sabores, as pessoas gritaram: - Fomos enganados!
E o tumulto foi grande! Queriam até bater nos organizadores.
Um amigo que também foi escoteiro e morava em Moju, havia comprado e vendido várias cartelas, inclusive para o prefeito e outros políticos. Um desses políticos fez questão de ceder seu veículo seminovo do modelo Ômega, para que nosso amigo viesse marcar presença no festival. Quando ele chegou e viu o que estava ocorrendo ficou muito aborrecido, mas depois entendeu e entrou na brincadeira.
Teve também o diretor de uma escola (não vou citar o nome), que muito contrariado ameaçou processar os organizadores, mas depois de uma conversa com um Advogado muito conhecido na cidade que também tinha adquirido os chopes, ter explicado que não adiantava levar em frente tal intenção, uma vez que o festival não estava ferindo nenhuma lei, e era sim uma questão de má interpretação dos que haviam adquirido as cartelas sem pedirem explicação a respeito do tipo de chope, se de bebidas alcoólicas ou de frutas, o mesmo desistiu.
Outro comprador não conteve a sua fúria e chutou um dos isopores com os chopes, quebrando-o.
No final tudo terminou em diversão, e o evento entrou para a história de Abaetetuba como primeiro e último festival do chope do Palhuka.
Fiquei muito preocupado com a repercussão, pois a minha casa era a referência do bloco. Como eu era assistente de chefe escoteiro e tinha permitido utilizarem a casa dos meus pais para tal, jamais iria aceitar uma brincadeira desse gênero. Por isso uma das recomendações dos organizadores, (João Bosco Figueiredo, vulgo Minha Velha), (Paulo Vasconcelos, vulgo Paulinho) e o (Gilmar Rodrigues, vulgo Guri), foi para que eu não soubesse da tramoia sobre os chopes, pois só eles sabiam que seriam de frutas e não os da Cerpa como todos imaginavam.
Com o dinheiro arrecadado no festival e mais a contribuição da prefeitura foi possível adquirir materiais para as alegorias, fantasias e instrumentos da banda e dos brincantes e sobrar para as farras de finais de semana no bar do seu Antônio.
Como os meus pais eram muitos conhecidos no bairro os vizinhos próximos autorizaram os filhos a saírem no bloco que somando aos simpatizantes deu um bom número de brincantes.
Tendo como tema "Palhuka na folia" com o samba enredo "A cobra curá" letra e música de Chico Sena, Guri, Testa e Inácio Silva, o Palhuka ganhou o primeiro lugar no concurso de blocos carnavalescos de 1979.
"A cobra curá"
Briela, Briela se a arraia me ferrar eu não du camarão pra ela,
Mas se aparecer a cobra Curá ela pode me pegar ela pode me matar
O velho com uma velha foram tomar banho no Ticuja,
A velha pulou de flecha e deu com uma pedra na buca
O velho muito puto respondeu em cima da bucha
Por causa do desafuro nós não vorta no Tijuca.
Caramujo corre pra pupa a visagem pro piloto
Chegamos no Tijuca com Bloco do Palhuk, não chore
Minha mãe não chore, não me faça entristecer
São 3 dias de viagem eu vortarei se não murrer.
Surgiram depois outras brincadeiras com duplo sentido, atribuído ao mesmo, mas tudo não passou de comentários maldosos para malharem o Palhuka.
No entanto a imagem do nosso bloco ficou mesmo manchada na cidade. Tanto que organizamos, anos depois, uma festa de carnaval na sede da Assembleia Abaetetubense com o objetivo de angariar fundos para outro desfile de carnaval, e tivemos prejuízo, pois ninguém quis comprar as mesas antecipadamente.
Essa é a minha história do palhuka! Quem quiser acrescentar e comentar, que faça as honras de um bom Palhukeiro.
No entanto a imagem do nosso bloco ficou mesmo manchada na cidade. Tanto que organizamos, anos depois, uma festa de carnaval na sede da Assembleia Abaetetubense com o objetivo de angariar fundos para outro desfile de carnaval, e tivemos prejuízo, pois ninguém quis comprar as mesas antecipadamente.
Essa é a minha história do palhuka! Quem quiser acrescentar e comentar, que faça as honras de um bom Palhukeiro.
8/2/19
A VERDADEIRA HISTÓRIA DO PALHUKA, SEGUNDO O MOTORA. (Parte V)
Fiquei muito preocupado com a repercussão, pois a minha casa era a referência do bloco. Como eu era assistente de chefe escoteiro e tinha permitido utilizarem a casa dos meus pais para tal, jamais iria aceitar uma brincadeira desse gênero. Por isso uma das recomendações dos organizadores, (João Bosco Figueiredo, vulgo Minha Velha), (Paulo Vasconcelos, vulgo Paulinho) e o (Gilmar Rodrigues, vulgo Guri), foi para que eu não soubesse da tramoia sobre os chopes, pois só eles sabiam que seriam de frutas e não os da Cerpa como todos imaginavam.
Com o dinheiro arrecadado no festival e mais a contribuição da prefeitura foi possível adquirir materiais para as alegorias, fantasias e instrumentos da banda e dos brincantes e sobrar para as farras de finais de semana no bar do seu Antônio.
Como os meus pais eram muitos conhecidos no bairro os vizinhos próximos autorizaram os filhos a saírem no bloco que somando aos simpatizantes deu um bom número de brincantes.
Tendo como tema "Palhuka na folia" com o samba enredo "A cobra curá" letra e música de Chico Sena, Guri, Testa e Inácio Silva, o Palhuka ganhou o primeiro lugar no concurso de blocos carnavalescos de 1979.
"A cobra curá"
Briela, Briela se a arraia me ferrar eu não du camarão pra ela,
Mas se aparecer a cobra Curá ela pode me pegar ela pode me matar
O velho com uma velha foram tomar banho no Ticuja,
A velha pulou de flecha e deu com uma pedra na buca
O velho muito puto respondeu em cima da bucha
Por causa do desafuro nós não vorta no Tijuca.
Caramujo corre pra pupa a visagem pro piloto
Chegamos no Tijuca com Bloco do Palhuk, não chore
Minha mãe não chore, não me faça entristecer
São 3 dias de viagem eu vortarei se não murrer.
Surgiram depois outras brincadeiras com duplo sentido, atribuído ao mesmo, mas tudo não passou de comentários maldosos para malharem o Palhuka.
No entanto a imagem do nosso bloco ficou mesmo manchada na cidade. Tanto que organizamos, anos depois, uma festa de carnaval na sede da Assembleia Abaetetubense com o objetivo de angariar fundos para outro desfile de carnaval, e tivemos prejuízo, pois ninguém quis comprar as mesas antecipadamente.
Essa é a minha história do palhuka! Quem quiser acrescentar e comentar, que faça as honras de um bom Palhukeiro.
Antonio Afonso De Castro Sousa Sousa Lembro que o professor Onofre (capelão) comprou dez cartelas do chope, quando percebeu que era, sacanagem ficou parece surucucu na desova.
Antonio Afonso De Castro Sousa Sousa quase eu apanhava de um povo de Barcarena.
Paulo Ferreira Vasconcelos , fica feliz que citei seu nobre nome nesta postagem...rs.




















