domingo, 27 de maio de 2018

Genealogias - Respostas

Genealogias - Respostas Famílias Parente e Calliari
CARMINE PARENTE:
1ª G, pai de CARMINE PARENTE: o mesmo de Nicola Maria Parente
2ª G/Filhos/F, CARMINE PARENTE, é irmão de Nicola Maria Parente, tendo vindo na mesma viagem com o irmão para o Brasil. Carmine radicou-se em Santo Amaro da Purificação/BA, casou com Maria da Conceição da Purificação Parente/ou Maria da Conceição Pereira Parente e tiveram uma única filha, 3ª G/Netos/N: Lectícia Carmella Parente.
Informações de Itália Conceição Parente sobre o seu avô Carmine Parente:
         Quando minha avó (de Itália Conceição) veio para o Brasil, os Parente já estavam no Rio Grande do Sul.
         Da Paraíba o avô de Itália, Cármine Parente, foi para a Bahia, onde namorou e casou com a avó de Itália , Maria da Conceição da Purificação Parente.
         O avô Cármine Parente, de Itália, casou na Bahia e só tiveram uma filha: Lectícia Carmela. Carmine, depois, veio para Abaeté, onde arranjou outra mulher de nome Coló  e tiveram 10 filhos, entre os quais a D. Miloca.
         Na Bahia Carmine Parente namorou e casou com a avó de Itália Conceição, de nome Maria da Conceição da Purificação.
         Minha avó Giuseppina Calliari casou com o avô do Nicola Parente (marido de Itália Conceição), o finado Nicolau Parente e dessa união nasceu a Tia Carmelita, que casou com o Velho Andrade (Francisco Freire de Andrade).
         Cármine Parente tinha mais dois irmãos: Nicolau e João e este tinha um filho também chamado João Parente, que foi fazer uma viagem para o Baixo Amazonas e não mais voltou.
         Carmine era casado na Bahia com Maria da Conceição da Purificação Parente e só teve como filha Lectícia Carmela e, tendo viajado para Abaeté, deixou a família na Bahia e em Abaeté arranjou outra mulher, de nome Coló, com a qual teve 10 filhos, 3ª G/Netos/N: Carmine Filho, Miloca Manteiga, Esmaltina e outros.
         Aqui Lectícia casou com Gulio Calliari. Só depois é que veio a minha outra avó, Maria da Conceição da Purificação Parente.
Essas informações foram passadas por Italia da Conceição Calliari Parente, uma das descendentes das famílias Calliari e Parente, de Abaeté/Pa, em 1994.
MARIA DA CONCEIÇÃO DA PURIFICAÇÃO PARENTE:
Maria da Conceição da Purificação Parente, nasceu no dia 8 de dezembro e era conhecida como Tia Conce, tendo vindo da Bahia para Abaeté e residindo no casarão da família Parente na antiga Rua Tenente-Coronel Costa.
Citações e Informações Sobre Carmine Parente:
         Carmine Parente é citado em documentos de 1925 e 1935. Cármine Parente e Maria da Conceição Pereira Parente, são avós maternos de Menotti Calliari.
         Cármine era jogador da Associação Sportiva de Abaeté: a formação auriverde da Associação Sportiva de Abaeté:
         Cármine Parente faleceu e foi enterrado aqui mesmo em Abaeté.
         Cármine Parente era jogador da Associação Sportiva Abaeteense nos anos de 1920.
        Cármine Parente ao falecer foi enterrado no Cemitério Público de Abaeté.
Descendentes de Carmine Parente:
3ª G/N, FILHOS DE CARMINE PARENTE E MARIA DA CONCEIÇÃO DA PURIFICAÇÃO PARENTE:
3ª G/N, LECTÍCIA CARMELA PARENTE, única filha de Carmine Parente com Maria da Conceição, que quando veio para Abaeté casou com o italiano GIULIO CALLIARI, este filho de Giusephina Calliari e irmão de Marcella Calliari. Giúlio Calliari, além de irmão de Marcella Calliari, era sobrinho de Carmine Parente e enteado de Nicola Maria Parente. Como casamento entre membros de uma mesma família era muito comum no século 19 e no início do século 20, foi o que aconteceu com essa família, que também teve outros enlaces desse tipo. Lectícia Carmella e Giulio Calliari tiveram 4 filhos, 4ª G/Bisnetos/Bn: Anita, Roma, Itália e Menotti Calliari.
Marcela Calliari é filha de Giusephina Calliari e casou com o filho de Nicola Maria Parente com Carolina Rotundo, de nome Garibaldi Parente. Carolina Rotundo foi a 1ª esposa de Nicola Maria Parente e viajou junto com o marido para o Brasil em 1865, conforme registros da família, estando grávida de Garibaldi Parente e que deu luz a esse filho em plena viagem (Logo Garibaldi Parente nasceu no ano de 1865) e que também não chegara ao seu destino, devido falecimento, que pode ter sido em decorrência de problemas do parto ou por alguma doença contagiosa que vitimava tripulantes e passageiros desses navios vapores no período da imigração italiana para o Brasil. Vide Família Calliari
4ª G/Bn, FILHOS DE LECTÍCIA CARMELLA PARENTE E GIULIO CALLIARI:
G3/3ª G/N/ Lectícia Carmela Parente, baiana, filha de italianos (Mãe de Itália), c/c o italiano Júlio Calliari/Júlio Ernesto Calliari, italiano, nascido em Treviso/Itália e criado em Veneza/Itália, até os 13 anos (conforme registros de sua família), quando veio para o Brasil. Calliari era um sobrenome raro na Itália e eram da região de Treviso, parentes do Papa Leão XIII. Lectícia Carmela e Júlio Calliari moravam na antiga Trav. Ten-Cel. Costa, atual Trav. Pedro Pinheiro Paes, esquina com a Rua Getúlio Vargas.
Obs: Como homenagem à pátria italiana e ao herói italiano e de outros países, Giuseppe Garibaldi, os nomes dos filhos de Lectícia Carmela Parente e Giulio Calliari têm os nomes em referência a esses aspectos:
4ª G/Bn, Anita Calliari (esposa de Giuseppe Garibaldi)
4ª G/Bn, Roma Calliari
4ª G/Bn, Itália Calliari
4ª G/Bn, Menotti Calliari (um dos filhos de Giuseppe Garibaldi)
Vide a família acima em Família Calliari
4ª G/Bn, FILHOS DE CARMINE PARENTE E DONA COLÓ:
4ª G/Bn, Carmine Parente Filho
4ª G/Bn, Miloca Manteiga
4ª G/Bn, Esmaltina Gama
GENEALOGIA PARALELA DE DONA COLÓ:
1ª G, pais de D. Coló
2ª G/Filhos/F, Dona Coló, era casada e com filhos, 3ª G/Netos/N: D. Esmaltina Barros da Silva, Carmine Parente Filho, Dona Miloca Manteiga e outros 7 filhos.
3ª G/Netos/N, filhos de Dona Coló:
3ª G/N, D. Esmatina Barros da Silva, casou com Vicente Gama da Silva e com filhos, 4ª G/Bisnetos/Bn: Dorita (casou com Bideca Figueiredo), Ormi Gama, Inês Barros da Silva (casou com João Coco), Clóvis Barros da Silva/Fuan (casou com Carmem Araujo Loureiro), Pedro, Alfredo Barros da Silva/Bigico (casou com a Profa. Maria José Baia Lobato), Raimunda (casou com Dário Bitencourt), Osni Barros da Silva, Elisa Barros da Silva (casou com Bandeira/Sombra).
4ª G/Bisnetos/Bn, filhos de D. Esmatina Barros e Vicente Gama da Silva:
4ª G;Bn, Dorita Figueiredo, casada com Bideca Figueiredo e com filhos, 5ª G/Trinetos/Tn.
4ª G/Bn, Ormi Gama da Silva, já é falecido, era casado e com filhos, 5ª G/Trinetos/Tn: Eliana Macedo da Silva e outros.
5ª G/Trinetos/Tn: Eliana Macedo da Silva, é casada e com filhos, 6ª G/Tetranetos/Ttn.
4ª G/Bn, Clóvis Barros da Silva/Fuan, já é falecido, casou com Carmem de Araujo Loueiro/Carmita e com filhos, 5ª G/Trinetos/Tn: Cleo, Cleber, Clever, Cleonice, Suzana e outros.
4ª G/Bn, Pedro Barros da Silva/Pedro Gama, era casado e com filhos, 5ª G/Trinetos/Tn
4ª G/Bn, Inês Barros da Silva, casou com João Coco.
4ª G/Bn, Profa. Raimunda Bitencourt, é casada com Dário Bitencourt e com filhos, 5ª G/Trinetos/Tn.
4ª G/Bn, Alfredo Barros da Silva/Bigico, casou com Maria José Bahia Lobato e com filhos, 5ª G/Trinetos/Tn.
4ª G/Bn, Osni Barros da Silva, já é falecido e era formado em Odontologia, foi um dos maiores carnavalesco de Abaeté, dono do bar/boate Toca, foi presidente do Vênus Atlético Clube.
4ª G/Bn, Elisa Barros da Silva, casou com Sombra/Bandeira, este filho de Caboquinho Ribeiro, e com filhos, 5ª G/Trinetos/Tn: Checha e outros.
Outros:
Iso Roberto Silva,sobrinho de Eliana Macedo, esta filha de Ormi Gama
OUTROS PARENTES DE NICOLA MARIA PARENTE QUE COM ELE VIERAM DA ITÁLIA OU SÃO SEUS DESCENDENTES:
2ª G/Filhos/F, FILHOS DE OUTROS IRMÃOS DE NICOLA MARIA PARENTE/Velho Nicolau:
2ª G/F, JOÃO PARENTE, primo de Nicola Maria Parente, foi comerciante em Abaeté, casou com a brasileira Raimunda e tiveram 8 filhos, 3ª G/Netos/N: Zenaide, Brasil, Júlia, Tutu, Maria de Jesus, Chito, Celina e Maria Eufrasia.
Citações e Informações Sobre João Parente:
Um dos jornais da Família Parente com informações
comerciais da Casa Italiana, da firma João Parente & Rodrigues
e outras informações
         João Parente e Cármine Parente são citados em documentos de 1925.
         João Parente, conforme informação de D. Itália da Conceição Parente, foi citado como tio da mãe de Itália (Lectícia Carmela Parente, esta filha de Carmine Parente).  É o pai do outro João Parente, da Zenaide.
       João Parente & Rodrigues , firma citada em 1925, com typografia do Quo Vadis, O Bode.
          Em 1935 João Parente e família são citados no enterro de Dona Maria Maués Ferreira, esta esposa do comerciante José Nunes Ferreira, estes pais da senhorinha Esmerina Nunes Ferreira, Carlos Nunes Ferreira, Arthur Nunes Ferreira e outros.
Uma 2ª Versão da Família Parente:
3ª G/N, FILHOS DE JOÃO PARENTE E RAIMUNDA, conforme outras fontes de informações:
3ª G/N, Zenaide Parente
3ª G/N, Brasil Parente
3ª G/N, FILHOS DE JOÃO PARENTE E RAIMUNDA:
3ª G/N, Júlia Parente
3ª G/N, Tutu Parente
3ª G/N, FILHOS DE JOÃO PARENTE E RAIMUNDA:
3ª G/N, Maria de Jesus Parente
3ª G/N, Chito Parente
3ª G/N, FILHOS DE JOÃO PARENTE E RAIMUNDA:
3ª G/N, Celina Parente
3ª G/N, Maria Eufrasia Parente
2ª G/Filhos/F, PRIMOS DE NICOLA MARIA PARENTE/Velho Nicolau:
2ª G/F, Georgina Parente
2ª G/F, Luigi Parente
Genealogia de Andradina Parente Rodrigues:
1ª G, pais de JOÃO PARENTE
2ª G, João Parente, casado e com filhos, 3ª G/Netos/N: Risoleta, Andradina, Ester, Iolana, Walter, Milton e Wilson Parente.
3ª G/N, Risoleta Parente, casou com Filoca Rodrigues e com filhos, 4ª G/Bisnetos/B: Antonio/Cabeça, Benedito/Cuiu, Miguel/Bacuzinho, Jorge/Ciroula e Conceição.
Andradina Parente Rodrigues.
3ª G/N, Walter Parente Rodrigues, casou com Maria Maués Macedo e com filhos, 4ª G/Bn: Osmar, Lucinha, Lita, Lourdes (esta já é falecida e casou com Luiz Carlos da Costa Lima e com filhos, 5ª G/Trinetos/Tn). Walter Parente Rodrigues é avô do Waltinho, 6ª G/Tetranetos/Ttn e Waltinho é sobrinho do Zuchov e irmãos.
3ª G/N, Andradina Parente Rodrigues, já é falecida, casou com Alcebíades Maués Macedo (este jé é falecido) e com filhos, 4ª G/Bisnetos/Bn: Ademir/Deca, Mito (falecido jovem), Codó (já é falecido, e era moreno e gordo), Maria do Carmo (era loura, e já é falecida), Lúcio e Mindinho.
3ª G/N, Ester Parente Rodrigues, casou com Nelson Parijós e com filhos, 4ª G/bisnetos/Bn: Ana Sena.
3ª G/N, Milton Parente Rodrigues, casou com Maria Bararuá e com filhos,  4ª G/Bisnetos/Bn: Werdi, Waldir, Milton, João e Diná.
3ª G/N, Wilson Parente Rodrigues, casou com Antonia Barreto e com filhos, 4ª G/Bisnetos/Bn: Janair, Janir, Jânio, Júnior e Ilza.
 Colaboração de Admir Negrão.
4ª G/Bn, FILHOS DE ANDRADINA PARENTE RODRIGUES E ALCEBÍADES MAUÉS MACEDO:
4ª G/Bn, Ademir Macedo/Deca, com 70 anos em 2011, é casado e com filhos, 5ª G/Trinetos/Tn: Alcebídades Neto, este é engenheiro; Bacuzinho, é professor, casado e com filhos.
4ª G/Bn, ª G/Tn, moreno, gordo e já é falecido.
4ª G/Bn, Maria do Carmo, já é falecida, casou com o Mestre Miguel Barreto, carpinteiro naval em Abaetetuba.
4ª G/Bn, Lúcio Macedo, casado com Benedita Bitencourt e com filhos, 5ª G/Trinetos/Tn.
Outros Rodrigues:
Thimóteo Rodrigues, é citado em 1927 e teve filhos.
A FAMÍLIA PARENTE/CALLIARI E ABAETÉ:
Os negócios da Família Parente em Abaetetuba atingiram os seus anos áureos com o filho de Nicola Maria Parente, de nome Garibaldi Parente, a partir do início do Século 20, época em que esses mesmos negócios mais prosperaram e com uma grande quantidade de atividades comerciais e industriais. Com o passar do tempo e com o envelhecimento de Garibaldi Parente, os negócios da família passaram para as mãos dos filhos que tinham ficado em Abaetetuba (o município já tinha mudado o nome de Abaeté para Abaetetuba.
Clóvis Parente, Herdou a Casa Italiana, que era a casa comercial na frente da cidade, à Rua Justo Chermont, nº 2, época em que teve que enfrentar as grandes dificuldades que os negócios da família já apresentavam no plano comercial.
Humberto Parente ficou com a Olaria do Garibaldi.
Nicola Parente, ficou com o Bar e Sorveteria Princesa.
Abaetetuba deve parte de seu atual progresso à Nicola Maria Parente e seus filhos e demais familiares que com ele vieram se aventurar nas terras desconhecidas, inóspitas e com seguidas epidemias, surtos de doenças tropicais e outros perigos que a água e a floresta de Abaeté podiam oferecer aos que quisessem se aventurar em tão diferente ambiente em relação aos de suas pátrias e aos imigrantes brasileiros do Sul, Sudeste e Nordeste do Brasil.
Os imigrantes italianos que vieram para Abaeté bem que poderiam ter ficado em São Paulo, Belo Horizonte, Rio Grande do Sul, Bahia, Parnaíba ou Fortaleza, por onde andaram logo à sua chegada como imigrantes do Ciclo do Café, na cultura de vinhedos no Rio Grande do Sul ou do cacau na Bahia, porém vieram para a longínqua e desconhecida Abaeté e aqui desenvolveram atividades que se tornaram importantíssima no desenvolvimento do município e sua região.  Além de tudo  a família Parente foi uma das responsáveis pela introdução da prática do futebol (foram muitos os membros dessa família que fundaram clubes e praticaram o futebol em Abaeté), introduziram os bailes carnavalescosde salão e à fantasia, foram importantes na afirmação das artes musicais e outras artes e dessa família vieram alguns antigos jornais impressos na tipografia da família. Sem contar os descendentes da família Parente/Calliari com alguns alcançando boas posições sociais e econômicas em Abaeté e fora de Abaeté, como os que se mudaram para Belém e outras partes do Brasil, onde muitos descendentes dessa tradicional família exerceram e exercem importantes funções na política, na magistratura e outras profissões liberais pelo Pará e Brasil.
Blog do ADEMIR ROCHA, de Abaetetuba/PA
GENEALOGIA DA FAMÍLIA PARENTE/CALLIARI:
Genealogia de Nicola Maria Parente e Irmãos:
Observação: Esta Genealogia foi feita em cima das informações existentes sobre a Família Parente, com entrevistas do Autor do Blog do Ademir Rocha e de pesquisas na Internet. Chegou-nos recentemente em mãos o texto abaixo que trata da mesma questão, porém com algumas informações que não batem com as que publicamos nestes textos e que precisam de confirmação. Vide o texto:
Bilhete de entrega do texto: Este texto, que não é de minha autoria, vai para o amigo para o amigo Ademir Heleno. Espero que lhe seja útil.
Texto de família:
Acredita-se que a familia PARENTE tenha chegado em 1870, proveniente da cidade de MARSICO NUOVO, no sul da Italia, provincia de Basilicata.
Seu brasão, encimado por uma serpente, continha a inscrição “Non le me tangere”. Esse distintivo ornava a residencia da familia em Marsico Nuovo. Asseguram outras fontes que a familia seria originaria da regiao do CAUCASO, sul da Russia. Teria conquistado a cidadania italiana no inicio do século XIX pelos relevantes serviços prestados ao Pais pelas mãos do general Garibaldi com quem os PARENTE lutaram pela unificação italiana.
O mais intrépido dos seus integrantes - NICOLA MARIA PARENTE - foi condecorado por Garibaldi. Homenageou-o dando ao filho o mesmo nome do general.
Nicola Maria Parente possuía um cinema itinerante que era a grande novidade da época e o único no Brasil, com o qual saía fazendo apresentações por várias cidades do Brasil, especialmente pelas capitais dos de alguns estados do Nordeste Brasileiro e sempre com grande sucesso e entusiasmo do povo por essas apresentações dos primeiros filmes em preto e branco e mudo no Brasil. Em alguns desses estados Nicola Maria Maria deixou seu nome inscrito na história do cinema nesses estados, especialmente João Pessoa e Fortaleza.
O interesse pelo cinema Nicola Maria Parente trouxe com a sua vinda para o Brasil, junto com o gosto pela fotografia e muitas outras atividades que Nicola Maria exerceu em suas viagens pelo Brasil.
Quando já estava no Brasil, Nicola Maria parente volta para a Europa para se encontrar com os seus amigos em virtude do exercício e aprimoramento de suas atividades profissionais. Foi o que aconteceu em ...durante a exposição Internacional da Indústria Cinematográfica em Paris (França), onde recebeu dos irmãos Luminiere uma de suas máquinas cinematográfica que trouxe para o Brasil e com a qual fazia suas apresentações itinerantes pelas cidades brasileiras.
Aventureiro, NICOLA MARIA PARENTE resolveu explorar o NOVO MUNDO (Brasil), trazendo consigo a mulher CAROLINA ROTTUNDA (Carmela): os tres filhos: GALILEU, GARIBALDI, E MARGARIDA; seu irmão CARMINO os primos JOAO, GEORGINA E LUIGI (LUIZ).
Estabeleceu-se na cidade de Taquari (RS), e posteriormente, com toda a comitiva percorreu as cidades de São Paulo, Salvador, João Pessoa e Fortaleza (onde ficou o primo Luigi), chegando finalmente a Abaetetuba aproximadamente no ano de 1896.
A familia possuia um cinema itinerante que era a grande novidade da época e o único no Brasil, pois o senhor Nicola era amigo e colaborador dos inventores e cria desempenhando as mais variadas funções e cumprindo a saga dos valorosos imigrantes dos quais descendem.
Nicola Maria voltou ao Velho Mundo para se encontrar com os amigos, a ultima durante a Exposição Internacional da Industria Cinematografica em Paris (França), como convidado especial dos Lumiere, seus amigos particulares, que sempre o convidavam para voltar para a Europa.
Nicola, contudo, preferiu ficar no Brasil, contrariando os amigos, que nao compreendiam como considerado genio na Europa - preferia viver na “America Selvagem”.
NICOLA foi dentista/protetico, fotografo, poeta, empresario, fabricante de sapatos, quimico (a pratica dessa profissao o levou a morte apos a explosao com um composto de carbureto).
NICOLA enviuvou no Brasil casando-se novamente na cidade de Sao Paulo com a também viuva italiana GIUSEPHINA CALLIARI, natural da cidade de Veneza, descendente de nobres (prima do Papa Pio XII e do compositor GIUSEPPE VERDI).
GIUSEPHINA também possuia dois filhos do primeiro casamento: Giulio e Marcela, o primeiro batizado por Pio XII em Veneza e Marcela, possuidora de grande beleza, chegou a ser eleita Miss Estado da Paraiba (Brasil), não sendo entretanto, coroada pelo fato de ser italiana. Do casamento de Giusephina e Nicola originou-se a familia CALLIARI/PARENTE, nascendo um unico rebento dessa união, a filha CARMELITA.
GALILEU - outro filho de NICOLA - casou-se com d. Francisca, havendo dessa união quatro filhos: ALAN, GARIBALDI SOBRINHO, GLADSTONE E VIOLETA, que se estabeleceram no Rio de Janeiro.
GARIBALDI , filho de NICOLA, casou-se com MARCELA, filha da sua madrasta GIUSEPHINA, havendo dessa união nove filhos: TIMOTEO, NICOLA, CLOVIS, OBERDAN, GIORDANO, HUMBERTO, OLGA, GARIMAR E IONE.
MARGARIDA, ultima filha de NICOLA - casou-se com o brasileiro NUMINANDO CARVALHO e teve os filhos TIRTEU, MURILO, RAIMUNDA, NAPOLES, ANTONIETA, DIONEIA e EUNICE.

CARMELITA, fruto da união entre NICOLA e GIUSEPHINA, casou-se com o brasileiro FRANCISCO ANDRADE tendo os filhos: CAIRO, CAIO, CLAUDIO, CARMI, CLAUDIA e CLIDIA.
CARMINO PARENTE, irmão de NICOLA, casou-se em Santo Amaro da Purificação (BA) com a senhora CONCEICÃO e teve uma unica filha, LETICIA. Esta casou-se em Abaetetuba com Giulio, filho de d. Giusephina. Era, pois, irmão de Marcela, sobrinho de Carmino e enteado de Nicola. Como se observa, não foram raros os casamentos entre membros da familia.
CARMINO PARENTE viajou para Abaetetuba deixando a familia na Bahia. Nessa cidade, juntou-se a uma senhora de nome COLÓ, com quem teve dez filhos, entre os quais CARMINO FILHO, MILOCA MANTEIGA e ESMALTINA. A esposa, ao saber dos fatos, o abandonou.
JOÃO PARENTE casou-se com a brasileira RAIMUNDA e teve os filhos ZENAIDE, BRASIL, JULIA, TUTU, MARIA DE JESUS, CHITO, CELINA E MARIA EUFRASIA.
Tem-se conhecimento que esses imigrantes chegaram a Abaetetuba a 15 de marco de 1896. Naquela epoca a cidade possuia apenas a “Rua da Frente” e logo se fez notar a mudanca marcada por novas tecnicas e pelos costumes trazidos do “Velho Mundo” pelos CALLIARI/PARENTE.
Essas novas raizes peninsulares misturaram-se a cultura local e propiciaram ao municipio grande impulso e desenvolvimento jamais visto na Região Tocantina.
A cidade de Abaetetuba transformou-se no maior entreposto comercial e industrial da região, com a proliferação de engenhos de açucar e cachaca, a expansão do comercio urbano e fluvial com o resto da Amazonia, atraindo cada vez mais o progresso e a riqueza ao municipio.
A familia CALLIARI/PARENTE desenvolveu suas atividades em Abaetetuba no setor agricola: cana-de-acucar e mandioca; no setor comercial: um grande entreposto chamado “CASA ITALIANA” que comercializava produtos locais, regionais nacionais e internacionais (importados diretamente da Europa; no setor industrial: foram os integrantes da familia os maiores empresarios da região em sua epoca, pois alem do comercio e da agricultura possuiam fabricas de sabão e oleos vegetais, industria de ceramica, serraria, industria naval, frota naval, jornal semanal, clube esportivo, alem de implantarem o carnaval de salão com fantasias vindas diretamente de Veneza.

A familia multiplicou-se e disseminou-se por varios paises , podendo seus descendentes serem encontrados na Italia, Russia, Franca, Suiça, Alemanha, EEUU e no Brasil, desempenhando as mais variadas funções e cumprindo a saga dos valorosos imigrantes dos quais descendem.


genealogia de Abaetetuba

De: "Roberta Marques" <beta.bgb@gmail.com>

Para: ademir-heleno@bol.com.br

Olá! Meu nome é Roberta Marques Silva estive visitando seu blog para pesquisar minha árvore genealogia e constatei que tenho algumas informações para lhe fornecer, gostaria de entrar em contato para ajudar com essas informações sobre a minha família que tem origem na cidade de Abaetetuba.

Aguardo contato

Roberta Marques



Poesias do Miguel Caripunas - Poetas e Poesias

Poesias do Miguel Caripuna - Poetas e Poesias
Feliz 20 de Julho - Dia do Amigo
Conta Comigo
Por Miguel Caripuna
Você sempre vem e vai!
É segura companhia...
Em alegria companheira.
Verdadeira presença!
Alguém que me dá valor!
Um amor de irmão...
Tocando meu coração!
Uma mão estendida!
Sua existência melhora a vida.
Um colo onde posso chorar!
Um ser com quem posso contar!
Como é bom rir ao seu lado!
Lembrar do passado!
Dos nossos segredos.
Daquilo que deixei marcado.
Em confidências!
Cumplicidade em confissão!
Relação humana!
E quando te vejo...
Só quero teu doce beijo.
A me envolver em teu laço.
Um abraço caloroso!
A luz de um sorriso!
Teu toque amoroso...
Me faz corajoso nesta jornada.
E seguimos juntos a estrada.
Construindo história...
Em memória de pessoa amada.
A cair, levantar, dialogar...
Criticar, compreender, perdoar.
No tom singelo do verbo amar!
Que me mexe e fortalece!
Pois felicidade é ter amizade!
Pra falar das verdades!
Pra sentir saudades!
E em meu caminho...
Seu carinho é imenso abrigo!
Conta comigo!
Que conto contigo!
Meu belo amigo.
Miguel Caripuna

Meu bem é Belém!

Por Miguel Caripuna
Vem meu bem ver Belém!
A bem madrugar pelas águas do Guajará...
Por onde aporto querendo lhe acordar.
Vindo do interior em barco motor!
Com gente!
Com peixe!
E deixe-me passar...
Vou levando mercadoria na magia desta feira a beira mar!
A mi marcar com banho de cheiro.
Uma comida em doce tempero.
Lugar que sempre ti percebo!
E vejo ti a “Ver-o-Peso” bem cedo a ver a vida.
Belém é lida cotidiana!
Tão pai d’égua!
Tão bacana!
Tão cabana!
Na força que vem dos rios!
Na força que vem das ruas!
Querendo revolucionar nas mentes sendo sementes de corações!
De um povo na esperança de amar...
Lá pela Pratinha!
Lá pelo Guamá!
Sendo “Terra Firme” mesmo quando lamenta!
Acordando em Fátima, passando no Marco...
Chegando a Canudos, dormindo na Sacramenta.
E chega o coletivo!
O motivo é multidão!
Queimando da Cremação pro Benguí!
E sorrir em intensa emoção!
Sou Leão!
Sou Papão!
É domingo de Mangueirão em eterna rivalidade!
O encanto de Belém é sua diversidade onde sou feliz de verdade!
Tomando banho de chuva na tarde!
Chorando no “Soledad” onde bate aquela saudade!
E beber açaí que felicidade!
Uma cidade que é verbo imperfeito do meu jeito de ser...
Meio medroso!
Meio corajoso!
Amoroso no ato de amar!
Apaixonado como casal de namorados que seguem abraçados...
Dando risadas e deixando pegadas lá pelo Mosqueiro!
Ter lembranças de Outeiro!
Parabéns Belém!
Você é janeiro!
E meu paradeiro vou achando cruzando Almirante Barroso!
E no calor caloroso vou beijar meu amor!
Pois sou do norte e tenho valor!
Como criança que canta de esperança...
Pelo bosque!
Pelas praças!
E cheio de graça vou até o Paracuri!
E curtir o carnaval na Pedreira que tem animação à vida inteira!
Vem comigo pelas sombras das mangueiras...
O cair das mangas é brincadeira da natureza!
Belém beleza é fruta caindo!
E tô pedindo mais uma...
Mais um fruto!
Pelo Telegrafo!
Pelo Reduto!
Belém é amiga em uma tradição antiga!
Belém é companheira!
De noite tem gente festeira!
A arte é tão original!
E olha eu no Umarizal!
A arte é tão obra-prima!
E olha eu na Campina!
E a Fumbel anuncia vamos dançar Quadrilha!
E seguir a trilha do Cordão de Boi!
O “Pavulagem” já passou, se foi!
E com meu olhar de menino!
Vou ver o Pássaro Junino animar!
Meu bem Belém é assim!
Quem chega quer logo ficar!
E aqui ninguém fica só!
Na Praça da República posso namorar...
E fazer roda pra dançar carimbo!
Rodopiar o corpo a esticar a saia...
Tem luzes na Batista Campos!
E uma rede me espera na Marambaia!
Em Icoaraci cerâmica é artesanato!
E sei que uma coisa é puro fato!
O belenense é amigo!
E comigo me traz a São Brás...
No belo mercado que dar um recado!
- “Olha a nossa cultura vamos valorizar!
- Pois somos a Metrópole da Amazônia!
- E Belém é flor do Grão Pará!"
E vamos rezar na “Sé”!
Pois aqui da “Matinha” ao Tenoné é lugar de muita fé!
De um povo que segura na corda e anda a pé!
Viva! É Círio de Nazaré!
Um milhão em oração!
Promessas diversas, pessoas dispersas.
O brinquedo de miriti ta logo ali!
Tem maniçoba e pato no tucupi!
E aqui sabemos que tudo dar!
E te juro no futuro quero contar:
- No Jurunas tomei muito tacacá!
Se concentrar no “Bar do Parque”...
Contemplando o Teatro da Paz!
Apaga a luz pra ver um filme!
Suspiro no “Ópera”!
O Olímpia é demais!
É que singelo na “Estação” o poente!
A cidade toca deixando-nos pra lá de contente!
Com violão na mão se faz alegria!
Energia do artista...
Bela magia vista...
Pelo Largo do Carmo!
Pela Igreja das Mercês!
Vês nossas culturas no Centur ao reencontrar tu!
Como um “Uirapurú” na Waldemar Henrique.
Então! Por favor!
Por aqui fique!
Tem muito espaço!
Vamos curtir o Mormaço!
E viver com muita consciência morando no Parque da Residência!
Ir no belo Forte do Castelo e conhecer a nossa história!
A Cidade Velha é guardião da memória!
Um avião cruza o céu até Val-de-Cans.
É turista que chega pra ver quem és!
É uma menina morena no Parque dos Igarapés!
Uma construção infinita sem ponto final!
E “vamo” que vamos passando pelo Terminal!
Abraçando aquele que vai!
Saudando aquele que vem!
Meu bem é sempre Belém!

Redescobertas
Por Miguel Caripuna
Neste ano vou começar “tirando reis”!
E com vocês andar de bicicleta!
Botar uma fantasia esperta e original...
E sair no bloco de rua em pleno carnaval!
Molhar os pés nos igarapés...
Mergulhar nos rios das ilhas...
Indo pelas trilhas de canoa!
E não vou ficar à toa!
Na páscoa renascerei pra comer ovo de chocolate!
Partilhar uma pizza com orégano e tomate!
E enfrentar os combates com virtude de juventude!
Um toque de dialética mascando um ploc...
Ouvindo rock e reggae e tudo segue...
Desejar a um casal feliz casamento!
E lembrar da construção do sentimento!
Dançar quadrilha, forro e xote...
Subir no pau de sebo e quebrar o pote...
Pulando fogueira, fazendo tanta brincadeira!
Passear descalço pelas praias...
E sentir a brisa do vento...
Onde o tempo sempre a de passar!
E eu junto caminhar...
Vendo o sol se por e ele nascer...
Amanhecer jogado em uma rede...
Tomando água de coco pra matar sede!
Cantar MPB com voz e violão!
E namorar beijando a pessoa que amo...
A transformar em amor...
Esta encantadora paixão!
Emoção que faz nas redescobertas da nat ureza...
Nascer uma flor!
E vou sim, esperar a bela primavera...
Contemplando a lua em noite singela!
A ser passarinho!
A ter carinho!
Como idoso corajoso e cheio de saudade!
Que não tem medo da idade!
E de verdade dar gritos de independência!
E na minha consciência ir amando!
Abraçando os amigos...
De prazer!
De paz!
De paciência!
Ser alegre lembrando adolescência!
Jogar bola como criança...
Sendo esperança na fé...
Que reinventa o homem!
Que reinventa a mulher!
Pra ser simplesmente o que se é!
Comer camarão com a mão...
E beber açaí com peixe...
Sem que me deixe de balançar na capoeira!
E na beira puxar ladainha e carimbó...
Ver cordão de boi!
Como fazia a vovó!
Tomar banho de chuva...
Fazendo curva poética no coração!
E será legal dar-me de presente no natal!
E se eu morrer?
Isso não vai acontecer!
Pois é “imortal” e não sente dor...
Quem faz da vida uma linda história de amor!


Saudade
Por Miguel Caripuna
É pôr sem sol!
Estrela sem céu!
Luar sem lua!
Letra sem papel!
Poesia calada!
Um olhar pra nada!
É água que não passa em rio!
Uma pipa fugindo...
A perder-se do fio!
É querer um passado presente!
E esperar no horizonte um ser ausente.
Um luto na luta pra esquecer!
Um dia pensei que saudade fosse apenas uma palavra...
Mas agora!
Sem mais te vê!
Tenho certeza!
A minha saudade hoje...
Se chama:
Você!

Abaetetuba completa hoje 121 anos.
É Abaeté! (por Miguel Caripuna)
Abaeté!
Cidade
Homem
Mulher...
De ilhas em trilhas!
De estrada marcada!
Terra amada...
Rios, ruas, ramais...
E jamais...
Ficas na solidão!
Olha a beira...
Que é feira!
Multidão que peneira!
O miriti...
Vira brincadeira...
Em mão de artesão!
Abraça a praça!
É Círio de Conceição!
Povo de fé!
E a pé!
Tão abaeteense!
É Abaetetuba!
E ninguém me derruba
Farinha, açaí, mapará
Sou interior!
Sou Pará!
Abaeteuara!
E o tempo não para...
E me encara...
De bicicleta...
Uma ideia moleca!
Cuidado!
Não bate o menino...
Tá jogando peteca...
É criança esperta!
Correndo na chuva...
Dobrando...
A curva da vida!
Voltando...
Pra casa querida!
Vivida de histórias!
Vovô é memória...
Das lendas...
Um mito...
Que é doce fofoca...
É "Ilha da Pacoca"!
Uma "Cobra Grande"!
Mande medo!
Olha o pão de tapioca
Tão cedo!
Deixa eu madrugar!
E com meu papai...
Embarcar na canoa...
Pra tarrafiar!
A mãezinha vou beijar
Vem mana!
Vamos chupar cana!
É bacana achar graça!
E no engenho...
Tomar cachaça!
Sai fora desgraça!
Aqui sou contente!
Pela aguardente...
Por esta gente serena!
Balança na rede...
Minha Abaeté morena.

Parabéns à todos aqueles que nasceram e aqueles que adotaram Abaetetuba como sua cidade.



"Taêêêêê o pão de tapioca... Taêêêêê!
Taêêêêê o pão de tapioca... Taêêêêê!
Acorda! 
Acorda! 
Passou o Réveillon! 

Vou te mostrar que os "Dias em Abaeté"...
É tudo de bom!
Ouviu? 
A noite tem som!
É a “Bandinha do Boca”...
Na louca folia do dia seis! 
Abro a casa aos cantores!
Sirvo café, bolacha e leite,
Tiro o enfeite! 
É “Tiração de Reis”! 
Sim, mais um ano! 
E juro!
Até dezembro lembro de dizer: 
- Eu te amo! 
Pois basta de não! 
É festa do Bastião! 
Em janeiro! 
Ó santo guerreiro...
Olhai os “Pássaros da Terra”
Onde a “Alegria da Juventude” não se encerra!
Pára! 
Pára! 
Batalhador! 
Eu pago esta deixada, 
Me leva pro motor! 
Lá na beirada! 
Pra pegar rabeta! 
Eita! 
Graxa preta! 
E na ponte tem muito porre...
Corre! 
Corre! 
Corre! 
Pra e eu não te pegar! 
Brinco de sujo na Vila Maiuatá! 
Ponte pra lá! 
Ponte pra cá!
E toma muito cuidado moça! 
Não caia! 
E amarra bem a saia!
(...)"

- Trecho do poema "Dias em Abaeté", de Miguel Caripuna.

Miguel Caripuna Pessoal, neste ano no início dos meses vou postar trechos do poema "Dias em Abaeté", de minha autoria. O poema descreve o cotidiano de Abaetetuba com suas práticas e manifestações culturais ao longo dos doze meses do ano. A cada mês compartilho o trecho do poema referente aquele mês.
Miguel Caripuna Em janeiro, início o poema com a folclórica chamada do vendedor de pão de tapioca feita ainda de madrugada. Muitas vezes acordei ouvindo esta chamada. Continuo falando da "Tiração de Reis" que acontece entre à noite do 05 para a manhã do 06 de janeiro. Também é citada a "Festa de São Sebastião" (o "Bastião"), no bairro São Sebastião, onde falamos dos "Pássaros da Terra" e da "Alegria da Juventude", grupos culturais do bairro. Há uma referência ao tradicional "batalhador de bicicleta", figura histórica da paisagem urbana abaetetubense. E fechamos o mês com o "Sujo da Vila Mauiatá", evento que ocorre entre os dias 20 ou 21 de janeiro e tem grande participação de pessoas de Abaetetuba.


"(...)
Vou na proa!
Todo prosa te oferecer uma rosa
E um beijo roubado atrás do muro da igreja.
Ai! Ai!Ai!
Teu pai não viu é abril!
E vou passar na “Lauro Sodré” muito contente!
É aniversário da Marcela Parente!
Silêncio criançada!
Agora não se canta!
É “Semana Santa”!
E pela cidade eu insisto!
Vou assistir o “Encenarte” na Francilândia
Na dramatização da Paixão de Cristo.
É o sonho, é a Sônia, o Marcelo, tão belo!
É o teatro e guardo um retrato...
Do “Terra Chão” te apresentando a grande Iva!
Diva dos palcos onde o humor se reveste.
Tem pudim, tem artesão no Miritifest!
(...)"
Trecho do Poema "Dias em Abaeté", de Miguel Caripuna





"Taêêêêê o pão de tapioca...
Taêêêêê...

Acorda! Acorda!
Passou o Réveillon!
Vou te mostrar que os dias em Abaeté...
É tudo de bom!
Ouviu?
A noite tem som!
É a “Bandinha do Boca”...
Na louca folia do dia seis!
Abro a casa aos cantores!
Sirvo café, bolacha e leite,
Tiro o enfeite!
É “Tiração de Reis”!
Sim, mais um ano!
E juro!
Até dezembro lembro de dizer:
- Eu te amo!
Pois basta de não!
É festa do Bastião!
Em janeiro!
Ó santo guerreiro olhai os “Pássaros da Terra”
Onde a “Alegria da Juventude” não se encerra!
Pára! Pára! Batalhador!
Eu pago esta deixada,
Me leva pro motor!
Lá na beirada!
Pra pegar rabeta!
Eita! Graxa preta!
E na ponte tem muito porre...
Corre! Corre! Corre!
Pra e eu não te pegar!
Brinco de sujo na Vila Maiuatá!
Ponte pra lá!
Ponte pra cá!
E toma muito cuidado moça!
Não caia!
E amarra bem a saia!
(...)"

Trecho do Poema "Dias em Abaeté", de Miguel Caripuna.



Ocupa Ação
Por Miguel Caripuna

Se ocupa por direitos

Sem culpa

Nem desculpa

É a luta por respeito!

Garantir cidadania...
É meu caminho!
É minha via!
Minha esperança de viver
Chega de vê...
Meu povo sofrer
Pela danosa politicagem
Nunca mais exploração!
Nunca mais corrupção!
É a nossa mensagem!
Vem comigo meu amigo!
Deixe de alienação!
Saia do comodismo!
A transformação...
Está em nossa mão!
Pra melhorar a vida...
É preciso Ocupação!



Conta Comigo
Por Miguel Caripuna
Você sempre vem e vai!
É segura companhia...
Em alegria companheira.
Verdadeira presença!
Alguém que me dá valor!
Um amor de irmão...
Tocando meu coração!
Uma mão estendida!
Sua existência melhora a vida.
Um colo onde posso chorar!
Um ser com quem posso contar!
Como é bom rir ao seu lado!
Lembrar do passado!
Dos nossos segredos.
Daquilo que deixei marcado.
Em confidências!
Cumplicidade em confissão!
Relação humana!
E quando te vejo...
Só quero teu doce beijo.
A me envolver em teu laço.
Um abraço caloroso!
A luz de um sorriso!
Teu toque amoroso...
Me faz corajoso nesta jornada.
E seguimos juntos a estrada.
Construindo história...
Em memória de pessoa amada.
A cair, levantar, dialogar...
Criticar, compreender, perdoar.
No tom singelo do verbo amar!
Que me mexe e fortalece!
Pois felicidade é ter amizade!
Pra falar das verdades!
Pra sentir saudades!
E em meu caminho...
Seu carinho é imenso abrigo!
Conta comigo!
Que conto contigo!
Meu belo amigo.
Miguel Caripuna

Meu bem é Belém!

Por Miguel Caripuna
Vem meu bem ver Belém!
A bem madrugar pelas águas do Guajará...
Por onde aporto querendo lhe acordar.
Vindo do interior em barco motor!
Com gente!
Com peixe!
E deixe-me passar...
Vou levando mercadoria na magia desta feira a beira mar!
A mi marcar com banho de cheiro.
Uma comida em doce tempero.
Lugar que sempre ti percebo!
E vejo ti a “Ver-o-Peso” bem cedo a ver a vida.
Belém é lida cotidiana!
Tão pai d’égua!
Tão bacana!
Tão cabana!
Na força que vem dos rios!
Na força que vem das ruas!
Querendo revolucionar nas mentes sendo sementes de corações!
De um povo na esperança de amar...
Lá pela Pratinha!
Lá pelo Guamá!
Sendo “Terra Firme” mesmo quando lamenta!
Acordando em Fátima, passando no Marco...
Chegando a Canudos, dormindo na Sacramenta.
E chega o coletivo!
O motivo é multidão!
Queimando da Cremação pro Benguí!
E sorrir em intensa emoção!
Sou Leão!
Sou Papão!
É domingo de Mangueirão em eterna rivalidade!
O encanto de Belém é sua diversidade onde sou feliz de verdade!
Tomando banho de chuva na tarde!
Chorando no “Soledad” onde bate aquela saudade!
E beber açaí que felicidade!
Uma cidade que é verbo imperfeito do meu jeito de ser...
Meio medroso!
Meio corajoso!
Amoroso no ato de amar!
Apaixonado como casal de namorados que seguem abraçados...
Dando risadas e deixando pegadas lá pelo Mosqueiro!
Ter lembranças de Outeiro!
Parabéns Belém!
Você é janeiro!
E meu paradeiro vou achando cruzando Almirante Barroso!
E no calor caloroso vou beijar meu amor!
Pois sou do norte e tenho valor!
Como criança que canta de esperança...
Pelo bosque!
Pelas praças!
E cheio de graça vou até o Paracuri!
E curtir o carnaval na Pedreira que tem animação à vida inteira!
Vem comigo pelas sombras das mangueiras...
O cair das mangas é brincadeira da natureza!
Belém beleza é fruta caindo!
E tô pedindo mais uma...
Mais um fruto!
Pelo Telegrafo!
Pelo Reduto!
Belém é amiga em uma tradição antiga!
Belém é companheira!
De noite tem gente festeira!
A arte é tão original!
E olha eu no Umarizal!
A arte é tão obra-prima!
E olha eu na Campina!
E a Fumbel anuncia vamos dançar Quadrilha!
E seguir a trilha do Cordão de Boi!
O “Pavulagem” já passou, se foi!
E com meu olhar de menino!
Vou ver o Pássaro Junino animar!
Meu bem Belém é assim!
Quem chega quer logo ficar!
E aqui ninguém fica só!
Na Praça da República posso namorar...
E fazer roda pra dançar carimbo!
Rodopiar o corpo a esticar a saia...
Tem luzes na Batista Campos!
E uma rede me espera na Marambaia!
Em Icoaraci cerâmica é artesanato!
E sei que uma coisa é puro fato!
O belenense é amigo!
E comigo me traz a São Brás...
No belo mercado que dar um recado!
- “Olha a nossa cultura vamos valorizar!
- Pois somos a Metrópole da Amazônia!
- E Belém é flor do Grão Pará!"
E vamos rezar na “Sé”!
Pois aqui da “Matinha” ao Tenoné é lugar de muita fé!
De um povo que segura na corda e anda a pé!
Viva! É Círio de Nazaré!
Um milhão em oração!
Promessas diversas, pessoas dispersas.
O brinquedo de miriti ta logo ali!
Tem maniçoba e pato no tucupi!
E aqui sabemos que tudo dar!
E te juro no futuro quero contar:
- No Jurunas tomei muito tacacá!
Se concentrar no “Bar do Parque”...
Contemplando o Teatro da Paz!
Apaga a luz pra ver um filme!
Suspiro no “Ópera”!
O Olímpia é demais!
É que singelo na “Estação” o poente!
A cidade toca deixando-nos pra lá de contente!
Com violão na mão se faz alegria!
Energia do artista...
Bela magia vista...
Pelo Largo do Carmo!
Pela Igreja das Mercês!
Vês nossas culturas no Centur ao reencontrar tu!
Como um “Uirapurú” na Waldemar Henrique.
Então! Por favor!
Por aqui fique!
Tem muito espaço!
Vamos curtir o Mormaço!
E viver com muita consciência morando no Parque da Residência!
Ir no belo Forte do Castelo e conhecer a nossa história!
A Cidade Velha é guardião da memória!
Um avião cruza o céu até Val-de-Cans.
É turista que chega pra ver quem és!
É uma menina morena no Parque dos Igarapés!
Uma construção infinita sem ponto final!
E “vamo” que vamos passando pelo Terminal!
Abraçando aquele que vai!
Saudando aquele que vem!
Meu bem é sempre Belém!

Redescobertas
Por Miguel Caripuna
Neste ano vou começar “tirando reis”!
E com vocês andar de bicicleta!
Botar uma fantasia esperta e original...
E sair no bloco de rua em pleno carnaval!
Molhar os pés nos igarapés...
Mergulhar nos rios das ilhas...
Indo pelas trilhas de canoa!
E não vou ficar à toa!
Na páscoa renascerei pra comer ovo de chocolate!
Partilhar uma pizza com orégano e tomate!
E enfrentar os combates com virtude de juventude!
Um toque de dialética mascando um ploc...
Ouvindo rock e reggae e tudo segue...
Desejar a um casal feliz casamento!
E lembrar da construção do sentimento!
Dançar quadrilha, forro e xote...
Subir no pau de sebo e quebrar o pote...
Pulando fogueira, fazendo tanta brincadeira!
Passear descalço pelas praias...
E sentir a brisa do vento...
Onde o tempo sempre a de passar!
E eu junto caminhar...
Vendo o sol se por e ele nascer...
Amanhecer jogado em uma rede...
Tomando água de coco pra matar sede!
Cantar MPB com voz e violão!
E namorar beijando a pessoa que amo...
A transformar em amor...
Esta encantadora paixão!
Emoção que faz nas redescobertas da nat ureza...
Nascer uma flor!
E vou sim, esperar a bela primavera...
Contemplando a lua em noite singela!
A ser passarinho!
A ter carinho!
Como idoso corajoso e cheio de saudade!
Que não tem medo da idade!
E de verdade dar gritos de independência!
E na minha consciência ir amando!
Abraçando os amigos...
De prazer!
De paz!
De paciência!
Ser alegre lembrando adolescência!
Jogar bola como criança...
Sendo esperança na fé...
Que reinventa o homem!
Que reinventa a mulher!
Pra ser simplesmente o que se é!
Comer camarão com a mão...
E beber açaí com peixe...
Sem que me deixe de balançar na capoeira!
E na beira puxar ladainha e carimbó...
Ver cordão de boi!
Como fazia a vovó!
Tomar banho de chuva...
Fazendo curva poética no coração!
E será legal dar-me de presente no natal!
E se eu morrer?
Isso não vai acontecer!
Pois é “imortal” e não sente dor...
Quem faz da vida uma linda história de amor!


Saudade
Por Miguel Caripuna
É pôr sem sol!
Estrela sem céu!
Luar sem lua!
Letra sem papel!
Poesia calada!
Um olhar pra nada!
É água que não passa em rio!
Uma pipa fugindo...
A perder-se do fio!
É querer um passado presente!
E esperar no horizonte um ser ausente.
Um luto na luta pra esquecer!
Um dia pensei que saudade fosse apenas uma palavra...
Mas agora!
Sem mais te vê!
Tenho certeza!
A minha saudade hoje...
Se chama:
Você!

Abaetetuba completa hoje 121 anos.
É Abaeté! (por Miguel Caripuna)
Abaeté!
Cidade
Homem
Mulher...
De ilhas em trilhas!
De estrada marcada!
Terra amada...
Rios, ruas, ramais...
E jamais...
Ficas na solidão!
Olha a beira...
Que é feira!
Multidão que peneira!
O miriti...
Vira brincadeira...
Em mão de artesão!
Abraça a praça!
É Círio de Conceição!
Povo de fé!
E a pé!
Tão abaeteense!
É Abaetetuba!
E ninguém me derruba
Farinha, açaí, mapará
Sou interior!
Sou Pará!
Abaeteuara!
E o tempo não para...
E me encara...
De bicicleta...
Uma ideia moleca!
Cuidado!
Não bate o menino...
Tá jogando peteca...
É criança esperta!
Correndo na chuva...
Dobrando...
A curva da vida!
Voltando...
Pra casa querida!
Vivida de histórias!
Vovô é memória...
Das lendas...
Um mito...
Que é doce fofoca...
É "Ilha da Pacoca"!
Uma "Cobra Grande"!
Mande medo!
Olha o pão de tapioca
Tão cedo!
Deixa eu madrugar!
E com meu papai...
Embarcar na canoa...
Pra tarrafiar!
A mãezinha vou beijar
Vem mana!
Vamos chupar cana!
É bacana achar graça!
E no engenho...
Tomar cachaça!
Sai fora desgraça!
Aqui sou contente!
Pela aguardente...
Por esta gente serena!
Balança na rede...
Minha Abaeté morena.
Parabéns à todos aqueles que nasceram e aqueles que adotaram Abaetetuba como sua cidade.


Neusa Rodrigues - Poesias, Crônicas e Letras Musicais

Neusa Rodrigues - Poesias Crônicas e Letras Musicais
BEJA SOB O OLHAR DO VELHO ÍNDIO
Neusa Rodrigues
Ainda há caminhos de canoas
Que me trazem até onde chamam Beja
Tiaba navegante a toa
Sou saudade de preamar que veleja
Sobre águas ausentes de camboas...
Há anos remando sobre essas marés
Hoje volto Samauma a encontrar
Abrindo caminho entre os mururés
Conduzindo no tempo a minha ubá...
Eis que Anhangá vem a mim fuxicar
Que os jesuítas trouxeram outro Deus
Que o homem europeu dizimou o meu povo...
Onde estão os Abaetés!? E Mortiguar, sumiu!?
Igaruana afogou-se no veneno dos rios!?
Japiin me segredou que Samauma
Pra Beja mudou...!
Mortiguar é Conde, agora!
Confesso o progresso
Fez-me perder o caminho de outrora
Não sei qual é o rumo do meu regresso...
Hirto sobre a praia povoada de casas
Percebo que não há mais as frinchas das matas
Por onde olhar pássaros batendo suas asas
Em acrobacias sobre a flor d’água...
Do passado? Nada mais que se encontre!
No peito saudades e mágoas
Movem meus olhos na direção do horizonte:
Uma brisa brejeira beija Samauma levemente
Enquanto o mar toma chopp
Na espuma marinha ainda quente...
Areias solitárias em sol poente...!
Celebram o fim do dia na paz infinita
Da multidão poluidora e barulhenta ausente...!
O verde vibra em vida que balança
Meus olhos sorvem a cor dessa esperança
No semblante da tarde que se esconde
Quero levar esse devaneio, não sei para onde...!
Porque se desviar meus olhos do horizonte
Quando der as costas para o mar
A Beja “moderna” e sua realidade podem me cegar!!!
Neusa Rodrigues
Neusa Rodrigues
"AUTO DA PADROEIRA": agora o barco já está pronto.Essa alegoria vai se movimentar na avenida.O que será que vai se movimentar nesse carro? Quem quiser, pode arriscar um palpite...Quem acertar ganha uma flor perfumada do andor da santa!
Valdirene Lobato Lobato Lindo!!!! Parabéns professora Neusa Rodrigues, sem sua dedicação, esforço e talento, certamente, isso não seria possível.
Merian Abreu Silva ONTEM FUI NA CASA DE MINHA QUERIDA AMIGA NEUZA RODRIGUES CONVERSAR SOBRE A PARTICIPAÇÃO DO CENTRO EDUCACIONAL NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO NO AUTO DA PADROEIRA E FUI DIZER SIM A ELA QUE NÓS RETORNAREMOS NOSSA PARTICIPAÇÃO NO AUTO.
Neusa Rodrigues Muito obrigada pelo incentivo, minha amiga Merian Abreu Silva, suas palavras são de quem, com talento, também muito tem feito pela Educação e Cultura desta terra.Sonhamos,amiga, e tentamos a todo custo realizar nossos sonhos, mesmo com dificuldades,porém realizamos os nossos intentos, porque amamos o que fazemos e nunca pensamos em tirar proveito disso.Vamos deste mundo, mas deixamos a nossa obra, é isso que importa!
Neusa Rodrigues Não esqueci! Vamos, uma banda inteira, você conhece a música, nem precisa ensaiar!

"AUTO DA PADROEIRA": apenas uma pausa para dormir, amanhã, pela manhã, começa tudo de novo! É muito trabalho, mas o prazer é dobrado! Eu tenho muito gosto em trabalhar com grandes talentos, como esses dois aí: Dimas e Januário Salles.Ainda estamos esperando os outros. — com Januário Salles.



As Redes nas minhas Rimas
Neusa Rodrigues
A Rede que me embala
Traz Sono e Sonhos...
Atada no quarto
Ou num canto sala...
No seu vai e vem ancestral
Há lirismo, Paz que me cala...
Acalanto maternal...!

As “Redes” das quais tanto se fala
Não falam, se espalham
Feito vírus letal
Prendem o homem ao seu tempo
Roubando-lhe bons momentos
Do contato pessoal...
Conversas, fuxicos, postagens
Dos sinistros velozes imagens:
Pedaços de gente ainda a sangrar...
Visões do Inferno de Dante
Que fazem a “Divina Comédia”
Parecer até mais comedida que antes
Quando Alighieri nos vinha narrar!
Narcisos desprovidos de beleza
Postam selfies, na certeza
Que belos estão no autorretrato.
Essa superficialidade, de fato
Alimentada por smartphone ou webcam
Transforma os incautos em individualistas
Pessoas vazias, iludidas e egoístas
Alienadas das coisas simples, viciadas amanhã
Em Facebook,what’sup, youTube,msn,orkute, blog,Twitter,instagram...!
Nas relações virtuais constate-se esta surpresa:
Família inteira ao redor da mesa
Silêncio sinistro...Não há comunicação!
Estão todos próximos, mas distantes
Suas mãos se movem ligeiras, errantes
Vazias, indiferentes, frias mãos
Ocupadas que estão com o celular
Enquanto os corpos se fazem presentes
Os entes são ausentes
Estão à mesa, sem estar...!
Retógrada, eu!? Não!Disso não me chamem!
As redes das máquinas que se danem!
Pois “Máquinas é que não sois!”
Já que no vosso peito pulsa um coração
Movido a amor, toque na pele, beijo na boca, abraço, emoção!
Como contentar-se com ninguém,
Sem ter um rosto entre as mãos...!?
Logo, a essência do ser é a presença!
Buscar companhia sozinho, na ausência
É teclar compartilhando essa demência
Feito uma ilha, curtindo um mar de solidão...!
É correr riscos, é ser enganado...
Quantos nessa rede já foram assassinados
Ou se apaixonaram por uma “Ilusão!?”



PESCADOR DE PÉROLAS
Neusa Rodrigues
Espelho!? Espelho das águas
Trilhas de mururé
Existe uma cidade mais bela

Do que a minha terra, Abaeté!??


Responde a voz da poesia
Encharcada de espuma da maresia
Sussurrando assustada à preamar:
_Esconjuro até comparar...!
Essa Beleza vicejante
Nenhuma busca incessante
Encontra em outro lugar...
Abaeté é bela! Como a beleza dela
Não existe outra! Não há ...!
Navegue a céu aberto, pode procurar...!


Então me vou navegante desse mar sem fim
Vou-me despida de mim
Sou espírito que busca somente a beleza
Nas matas, nos campos, nas águas do mar
No verde e na calma da natureza
Caminho delirando de tanto sonhar
Com a mais linda das pérolas 
Minha terra, meu lugar!


Oh! Brisa leve!
Não me leves a leve espuma
Desse Drink das águas
Onde as conchas bebem a calma
Eu também vim me embebedar...
Minha pérola admirar!


Meu barquinho de miriti
Me trouxe até aqui...
Onde a preamar se agita tentando alagar
Meu coração, navegante da saudade
Que já varou tempestade
Tecendo renda no tempo
Empinando estrelas ao vento
Só pra singrar neste mar
Que rasgou o ventre da terra
E em fúria ferina vem me abraçar
Eu não sei nadar...!


Terra de Amor e bonança
Mãe de mãos cheias de esperanças
Que um dia tomou meu cabelo
e teceu minhas tranças
E mostrou-me as belezas que iguais nunca vi
Alimentou-me de pescados, me deu açaí...
Terra amada! Que me viu crescer
Cobre o meu corpo, me agasalha em ti...
Quando eu morrer!


Não sei por que, mas essa música minha já ganhou todos os festivais de música que eu participei com ela.É uma pena que eu não a tenha em boa gravação, mas a letra, para os que gostam de ler, já leva uma boa informação a respeito dessa canção.
A ILUSÃO É UMA “DROGA”
Neusa Rodrigues
“Pó”? Pra mim!? Só de arroz!
Ou das estradas da vida iô! Iô! Iô!
“Coca”? só “Cola” com gás
“Bolinha”? de gude é a pedida
Pra criança brincar!
“Seringa”? Só da seringueira
Uso feito colar
“Pico”? Não sei escalar ô! Lá! Lá!
Sofro de acrofobia
Se que posso despencar
Dessa Utopia
Haxixe mata!
Atchim! Que cheiro horrível
O piofagia é coisa incrível
Como faz enlouquecer!
Xixeiro doido perde até a noção do tempo
Entrega a vida ao desalento
Nada espera: só morrer...!
Ou qualquer opção
Entre o covacho e o grilhão
“Baseado” na razão
Você pode ser um “Crak” iô! Iô! Iô!
Se mulher, uma “Heroína”
Dizendo Não ao tal “barato”
Que é “Caro” demais!
Visão bonita é:
O “Mesclado” no arco-íris
Vida verde nas “Copadas”
Pé no mundo
Olho na estrada...
“Ligar” sem rádio
Ou “Viajar” sem condução
É o “Ópio” da Ilusão
Coisa boba
Mal parada...
Ame você e os seus
E Louvado seja Deus!

QUANDO DEPAREI COM ESSA FOTO NO FACE, LEVEI UM ENORME SUSTO:LEMBREI QUANDO ERA CRIANÇA E ACOMPANHAVA O MEU IRMÃO PARA FICAR NA "MERCEARIA" DO MEU PAI, QUE ERA JUSTAMENTE ESSA QUE ESTÁ CHEIA DE GENTE. DE REPENTE PASSOU UM FILME NA MINHA CABEÇA E EU ME VI ANDANDO POR CIMA DESSA PONTE. DEU-ME UMA CRISE DE SAUDADE E UMA ENORME VONTADE DE VER MEU PAI E MINHA MÃE, QUE JÁ SE FORAM. UMA FOTOGRAFIA PODE DESPERTAR MUITA COISA NA GENTE!
Neusa Rodrigues