Adenaldo dos Santos Cardoso - Poesias e Textos
21/02/2017
A ILHA DA PACOCA
Terra à vista!
Ali a Pacoca
A Ilha Encantada...
Ela dá o rumo perfeito
Do Rio Pequiarana
Onde papai cultivara
Milho, arroz e cana
Mamãe não cansava de contar
Que ela virava navio à meia-noite
E que a cobra grande aparecia do nada
Porque a maldição ali se implantara
Sob os olhos mandingueiros do luar
A gente viajava de “reboque” quase ao amanhecer
Eu e meus irmãos, para estudar na cidade...
Quando chegávamos de volta
Mamãe se alegrava e agradecia
“Graças a Deus, ainda bem, que a Pacoca
adormecia!”
(Adenaldo dos SC)
17/9/2016
CHICO EM CENA
Olha o Palhuk, aí!
No furdunço deste arraial
De folia e fantasia
Homenageando o artista maioral
Chico Sena é poesia
É melodia, é harmonia, é imortal!
Da boca da verdade
Saiu um temporal
Recheado de encanto
"Briela", "Cobra Curá"
Vive sempre Chico em Cena
No cantar deste quintal
No céu que espelha a Amazônia
E na entranha deste nosso Carnaval
Viajou no lombo da Cobra
Tocou na festa pro Boto
Brincou com a linda Briela
Alegre no meio do povo
Voou como um passarinho
Pra eternidade que é o fim do destino
De frente pro portão do mar
Belém, Belém!
Regou a flor do Grão Pará
(Adenaldo)
PALHUK/1996.
9/8/2012
Braços abertos de Abaetetuba
Caminho pro sol, passagem pra lua
Ribanceira talhada nos moldes da rua
De dia se veste, de noite está nua
Começo, comércio, beira da cidade
Aconchego do rio, hospitalidade
De grande verdade do "obrigado senhor"
Da nossa saudade, da alegria e da dor
Do Maratauira, de peixes pescados
Da nossa cuíra, de barcos cansadoso
De sono perdido, de gente sofrida
Do vento atrevido, de água ferida
De montaria, canoa, carrinho de mão
Do Dico Souza e seu violão
De Kemil dos Santos, de Lucídio e João
De Maria Coroa cheirando a pensão
De Nicola Parente, Humberto e Janjão
De Zariquinho, Contente, Duquinha e Conceição
De marcas no chão de nossos ancestrais
De contradição, de Chile e Novaes
Do titipi retorcido, de sonhos compridos
Do matapi parido, de peitos despidos
De mãos calejas, de velhas ilusões
De pontes, calçadas, de raças e rações
Do aricá de açaí, da cuia pitínga
Da Justo Chermont, do cheiro de pinga
Beira, onde mora o poente
Feira, democraticamente
Lugar de homem valente
"Beira", "Beirada", "Beiradão"
"Lá embaixo" também "Calçadão"
Adenlado dos Santos Cardoso
Abaetetuba - Pará - Brasil
Adenado Santos Cardoso
MINHA MÃE TERRA
Em minha linha do tempo
As horas parecem lerdas
Já não ouço os sinos da Matriz
Ou será que fui eu que não acertei os meus
ponteiros?
Mas a “Beira” é outra
As casas mudaram suas caras
O cinema voltou a ser mudo...
Mas lembro do Cine Imperador
E de seu patriarca Abel Guimarães
Como deveria esquecê-lo?
Era ele que ficava à porta
Abria seu coração
E deixava a meninada entrar gratuitamente
Levada pelas suas mãos cheias de bondade
E a gente apressada
Agradecia com o coração cheio de alegria
Ah, que saudades!
Saudades da Miloca, do Kida, do Chico
Do Igarapé do Curro
Dos retiros da minha infância
Quando era só Algodoal e São Lourenço
Do Vênus, do Tiête, do Palmeiras, do Abaeté...
Que nos enchiam de felicidades
Proporcionadas pelos pés de nossos craques...
Oh, tempo de glória!
Nosso Café Abaetetuba
Que com sua pureza perfumava as ruas
E nos dava o prazer de ser “O Gostosão”
E que prazer!
Da minha adolescência querida
Da Venuta, Do Escorrega Bunda
Do Gigi que pariu os Muiraquitãs
Da Gigete, orgulhosa por ser a primeira...
Dos Engenhos de cana
Que fizeram a nossa fama!
Mas sepultados vivem
No útero do lamaçal
E a canoa-à-vela ?
É verdade passávamos dias e dias
Pra chegar a Belém
Hoje a gente vai pela a Alça ou pela Balsa
Alçado na esperança de retornamos aos teus
braços
Sem nenhum arranhão físico ou mental
Pois, a violência, amedronta!
Seja fora ou dentro de teu ventre
Minha querida matriarca!
As bicicletas que nos exercitavam
Proporcionando maior tempo de vida
Agora, motos e carros diminuem nossa
existência
Acomodam e incomodam nossa gente
- Seja pela falta de exercícios físicos
Ou pela presença destruidora da poluição -
Um verdadeiro caos urbano!
Dizem que é o progresso em nossa vida
O modismo aparecendo e se oferendo de forma
bruta
A aparelhagem que não me deixou dormir...
Do meu vizinho sádico que me tortura com seus
“batidões”
Invadindo meu domicílio e minha paz espiritual
Das calçadas ocupadas pelo desrespeito,
impedindo o ir e vir...
Abaetetuba, crescestes , é verdade!
Vejo-te grande, mas em tamanho!
Tamanho é minha mágoa
Mas não vou chorar
Quero elevar minha prece aos teus filhos
E pedir que cuidem de ti...
Não precisamos de autoridades
Juizados e nem ministérios
Precisamos de respeito
Precisamos de paz
Precisamos de amor
Sei que isso é possível!
Tudo depende unicamente e exclusivamente de
cada um de nós
Não vou para Pasárgada, como pensou Manuel
Bandeira
Ou Adenaré (Paraíso dos Sumanos), como eu
mesmo inventei
Pra fugir de meus tormentos...
Vou ficar por aqui, Abaetetuba!
Morrer nos teus braços
Como um filho que nutre um grande amor por sua
mãe.
(Adenaldo)
|
10 de Outubro de 2012 10:35
|
Enorme rio de gente
Que desagua aqui
Rio de penitentes
Fé que não tem fim
Ondas de esperanças
Navios de devoções
Cobra: águas mansas
Enchente de orações
Caminhos de promessas
Vão em direção
À fonte que expressa
Amor e proteção
Bubuiam nas águas vivas
Milagres... vai procissão
A corda tão repartida
Corrente de união
O canto é que encanta
O balanço da maré
Mãe Virgem, Virgem Santa
Senhora de Nazaré!
Adenaldo dos Santos Cardoso
AdenaldoQue desagua aqui
Rio de penitentes
Fé que não tem fim
Ondas de esperanças
Navios de devoções
Cobra: águas mansas
Enchente de orações
Caminhos de promessas
Vão em direção
À fonte que expressa
Amor e proteção
Bubuiam nas águas vivas
Milagres... vai procissão
A corda tão repartida
Corrente de união
O canto é que encanta
O balanço da maré
Mãe Virgem, Virgem Santa
Senhora de Nazaré!
Adenaldo dos Santos Cardoso
Olhe a comida, meu senhor! / Cheiro cheiroso, meu
amor! / Olho de Boto, seu doutor /
Ervacidreira!... / Olhe o espinho... olhe a flor!
/ Olhe o sol feliz se pôr / A vida do trabalhador
/ Olhe à Beira!!!
|
10 de Outubro de 2012 10:35
|
Enorme rio de gente
Que desagua aqui
Rio de penitentes
Fé que não tem fim
Ondas de esperanças
Navios de devoções
Cobra: águas mansas
Enchente de orações
Caminhos de promessas
Vão em direção
À fonte que expressa
Amor e proteção
Bubuiam nas águas vivas
Milagres... vai procissão
A corda tão repartida
Corrente de união
O canto é que encanta
O balanço da maré
Mãe Virgem, Virgem Santa
Senhora de Nazaré!
Adenaldo dos Santos Cardoso
Que desagua aqui
Rio de penitentes
Fé que não tem fim
Ondas de esperanças
Navios de devoções
Cobra: águas mansas
Enchente de orações
Caminhos de promessas
Vão em direção
À fonte que expressa
Amor e proteção
Bubuiam nas águas vivas
Milagres... vai procissão
A corda tão repartida
Corrente de união
O canto é que encanta
O balanço da maré
Mãe Virgem, Virgem Santa
Senhora de Nazaré!
Adenaldo dos Santos Cardoso
BEIJO DE PRAGAS
Eu tive um sonho tão lindo
Encarnei num passarinho
Fugi da Terra pra bem longe
Procurei um outro ninho
Encarnei num passarinho
Fugi da Terra pra bem longe
Procurei um outro ninho
Voei feliz comigo mesmo
Por me encontrar longe de espinhos
Entrei em Marte, liberdade!
Fui amigo de um anjinho
Que me levou ao paraíso
Porque eu tinha dormido
Por me encontrar longe de espinhos
Entrei em Marte, liberdade!
Fui amigo de um anjinho
Que me levou ao paraíso
Porque eu tinha dormido
Como na vida tudo se acaba
Senti o meu mundo caindo
Na pele os beijos de umas pragas
Carapanãs me perseguindo
Senti o meu mundo caindo
Na pele os beijos de umas pragas
Carapanãs me perseguindo
(Adenaldo)
SOL, RISO E MARESIA
Lindo sol, sol, sol!
Salve teus filhos...
Lindo sol mostre os trilhos
Cara a cara
Dar vida viva rara
Lindo sol mostre os brilhos
A tua cara
Dar vida viva áurea
Sol acorde e me levante
Sol transmita harmonia
Sol que faz o meu semblante
Ser de riso e maresia
Sol sozinho invade o mundo
É de todos, todo dia
É amante desta terra
Sol é pai, é companhia
Lindo sol, sol sol!
Salve teus filhos...
AUTORIA: Adenaldo Cardoso / Milton Teixeira.
Olhar Fotográfico: Adenaldo Santoscardoso.
*Nascer do Sol Abaeteuara, hoje (06:30), por
xxxxxxxxxxxxxxxxxx
Lindo sol, sol, sol!
Salve teus filhos...
Lindo sol mostre os trilhos
Cara a cara
Dar vida viva rara
Lindo sol mostre os brilhos
A tua cara
Dar vida viva áurea
Sol acorde e me levante
Sol transmita harmonia
Sol que faz o meu semblante
Ser de riso e maresia
Sol sozinho invade o mundo
É de todos, todo dia
É amante desta terra
Sol é pai, é companhia
Lindo sol, sol sol!
Salve teus filhos...
AUTORIA: Adenaldo Cardoso / Milton Teixeira.
Olhar Fotográfico: Adenaldo Santoscardoso.
*Nascer do Sol Abaeteuara, hoje (06:30), por
xxxxxxxxxxxxxxxxxx
XXXII SEMANA DE ARTE E FOLCLORE DE ABAETETUBA /
2013
3º Lugar - Uma Canção Para Abaetetuba.
Melhor Letra
ABAETETUBA – PARÁ - BRASIL
Autoria: Adeenaldo dos Santos Cardoso
Minha vida anda, meu corpo balança
Vibra a minha alma, o meu ser criança
Nos palcos do mundo sou um aventureiro
Meus sonhos deslancham meu lado verdadeiro
Sou abaeteuara
Neto do Brasil
Filho de Abaetetuba
Que Abaeté pariu
Sou fruto maduro do miritizeiro
Que caiu nas águas e se fez veleiro
Singrei na maré espreitando à praia
Encarnei no boto, brinquei com arraia
Sou abaeteuara... (REFRÃO)
No andor de encantos a paixão me amarra
No leito da Amazônia me entreguei a iara
Nos braços da lua fiz juras de amor
Namorei com a Conce, deitei com a Malú
Sou abaeteuara... (REFRÃO)
Vi a cobra grande, lembrei o meu poleiro
Meus irmãos entregues aos olhos do paneiro
Bailei nas maresias, pulei nos temporais
Na folia dos remansos brinquei meus carnavais
Sou abaeteuara... (REFRÃO)
Minha liberdade me leva para o mar
Sou um miriti que aprendeu nadar
Minha faculdade é a de navegar
Sou um miriti que aprendeu amar
Sou abaeteuara
Que Abaeté pariu
3º Lugar - Uma Canção Para Abaetetuba.
Melhor Letra
ABAETETUBA – PARÁ - BRASIL
Autoria: Adeenaldo dos Santos Cardoso
Minha vida anda, meu corpo balança
Vibra a minha alma, o meu ser criança
Nos palcos do mundo sou um aventureiro
Meus sonhos deslancham meu lado verdadeiro
Sou abaeteuara
Neto do Brasil
Filho de Abaetetuba
Que Abaeté pariu
Sou fruto maduro do miritizeiro
Que caiu nas águas e se fez veleiro
Singrei na maré espreitando à praia
Encarnei no boto, brinquei com arraia
Sou abaeteuara... (REFRÃO)
No andor de encantos a paixão me amarra
No leito da Amazônia me entreguei a iara
Nos braços da lua fiz juras de amor
Namorei com a Conce, deitei com a Malú
Sou abaeteuara... (REFRÃO)
Vi a cobra grande, lembrei o meu poleiro
Meus irmãos entregues aos olhos do paneiro
Bailei nas maresias, pulei nos temporais
Na folia dos remansos brinquei meus carnavais
Sou abaeteuara... (REFRÃO)
Minha liberdade me leva para o mar
Sou um miriti que aprendeu nadar
Minha faculdade é a de navegar
Sou um miriti que aprendeu amar
Sou abaeteuara
Que Abaeté pariu
Peguei carona na chuva das duas.
E desembarquei em outras ruas.
Tudo que tenho ficou por lá.
Na minha amada Belém do Pará.
Milton Teixeira
E desembarquei em outras ruas.
Tudo que tenho ficou por lá.
Na minha amada Belém do Pará.
Milton Teixeira
Adenaldo
Faleceu no último dia 13 de agosto de 2014, em Belém do Pará o músico miriense (Vila Maiauatá), Miguel Benedito Quaresma Afonso. “Boboca” como era conhecido nasceu no dia 23 de julho de 1956 , filho de José Maria Afonso (Tio Zeca) e Araci Santa Maria Afonso. “Boboca” deixou 05 filhos, dois deles frutos de seu casamento que teve pouca duração, talvez em virtude de sua vida artística, de pouco paradeiro. Desde a infância desenvolveu o gosto pela música, tendo em sua trajetória adquirido uma vasta experiência, tanto em nível local, como no cenário estadual.
Faleceu no último dia 13 de agosto de 2014, em Belém do Pará o músico miriense (Vila Maiauatá), Miguel Benedito Quaresma Afonso. “Boboca” como era conhecido nasceu no dia 23 de julho de 1956 , filho de José Maria Afonso (Tio Zeca) e Araci Santa Maria Afonso. “Boboca” deixou 05 filhos, dois deles frutos de seu casamento que teve pouca duração, talvez em virtude de sua vida artística, de pouco paradeiro. Desde a infância desenvolveu o gosto pela música, tendo em sua trajetória adquirido uma vasta experiência, tanto em nível local, como no cenário estadual.
“Boboca” foi um importantes nomes do grupo “Os
Positivos” (sucesso na época), além de Grupo Wama e
outras formações de grupos locais. Participou de
bandas com o Rei do Carimbó “Pinduca”, Pim,
Orquestra Orlando Pereira, Banda Gênesis, Tribo de
Jazz. Tocou inclusive com o grande nome da música
popular brasileira, Ney Matogrosso. Pelo que se
acompanhou de sua vida da pra perceber que “Boboca”
construiu uma trajetória incontestável de dedicação
à música.
Em 2000 “mestre Boboca” concorreu ao cargo de vereador do município pelo Partido dos Trabalhadores, mas não teve muito sucesso, logo não fez outras tentativas e continuou trilhando os caminhos da música.
De acordo com Socorro Afonso, irmã de “ Boboca”, o artista tinha muitos sonhos, como por exemplo, a construção de um espaço para formação de novos músicos em Vila Maiauatá, mesmo não tendo conseguido tal objetivo contribuiu para formação musical de muitos jovens que hoje mantêm atividades na música local, são exemplos, desse legado, Augusto ( Bimbarro), Paulinho, Diego, Johnny, Davi,entre outros.
Mesmo com toda essa “bagagem” musical de quem foi aluno e até professor na Fundação Carlos Gomes, “Boboca” nunca abandonou sua simplicidade e paixão pela sua encantadora maneira de ver a sua terra. A Iara, nome atribuído ao seu humilde sitio em Vila Maiauatá, sempre foi o seu retiro para inspiração, como se lê nos versos da canção a seguir:
Em 2000 “mestre Boboca” concorreu ao cargo de vereador do município pelo Partido dos Trabalhadores, mas não teve muito sucesso, logo não fez outras tentativas e continuou trilhando os caminhos da música.
De acordo com Socorro Afonso, irmã de “ Boboca”, o artista tinha muitos sonhos, como por exemplo, a construção de um espaço para formação de novos músicos em Vila Maiauatá, mesmo não tendo conseguido tal objetivo contribuiu para formação musical de muitos jovens que hoje mantêm atividades na música local, são exemplos, desse legado, Augusto ( Bimbarro), Paulinho, Diego, Johnny, Davi,entre outros.
Mesmo com toda essa “bagagem” musical de quem foi aluno e até professor na Fundação Carlos Gomes, “Boboca” nunca abandonou sua simplicidade e paixão pela sua encantadora maneira de ver a sua terra. A Iara, nome atribuído ao seu humilde sitio em Vila Maiauatá, sempre foi o seu retiro para inspiração, como se lê nos versos da canção a seguir:
Fui também premiado ontem, em 3° lugar, na XXXIII
Semana de Arte e Folclore de Abaetetuba, com esta
outra composição:
ABAETETUBA DA RUA
( Adenaldo dos Santos Cardoso)
Guardei os raios do sol
Em minhas rústicas gavetas
Em envelopes de saudades
Amarelas fotos mofentas
O passado é um álbum feliz
Que o presente apresenta
No dorso das nuvens brancas
Engancha o tempo vivido
Desmancha minha esperança
Despenca meu sonho atrevido
O céu que parece azul
Também fica encardido
Catando as estrelas
Quase mortas no altar
Semeio a paz esquecida
Esperando o amor brilhar
Na luta adormecida
Canto para não chorar
No decorrer das tempestades
Correndo sem competir
Em teus braços vou vivendo
Abaeté do Tocantins
Simplesmente te amando
Eternamente até o fim
ABAETETUBA DA RUA
( Adenaldo dos Santos Cardoso)
Guardei os raios do sol
Em minhas rústicas gavetas
Em envelopes de saudades
Amarelas fotos mofentas
O passado é um álbum feliz
Que o presente apresenta
No dorso das nuvens brancas
Engancha o tempo vivido
Desmancha minha esperança
Despenca meu sonho atrevido
O céu que parece azul
Também fica encardido
Catando as estrelas
Quase mortas no altar
Semeio a paz esquecida
Esperando o amor brilhar
Na luta adormecida
Canto para não chorar
No decorrer das tempestades
Correndo sem competir
Em teus braços vou vivendo
Abaeté do Tocantins
Simplesmente te amando
Eternamente até o fim
ANGÚSTIA
Ao meu eterno amigo Miguel Afonso
Na vida
Enquanto uns riem
Outros choram...
Neste momento estou calado
Mas meu silêncio grita de dor
Meu Deus!
Deus todo poderoso!
Tiraste um pedaço de mim
Minha tristeza pesa
Já não consigo levantar a cabeça
Olhar para o céu procurando ver estrelas
Pois, a estrela principal se apagou
Como uma vela soprada pelo vento
Sinto a luz do sol
Na penumbra amarga da vida
Meus sentimentos aguçam em meu peito
Como um sabre furando lá na entranha
O meu coração...
Neste momento só tristeza
Abriu a porta da saudade
Meus pensamentos voam como uma gaivota
Indo em vários lugares em busca do amigo
Percorro rios, estradas, igarapés
Cidades, lugares... em busca do Maestro
Que partiu inesperadamente
Sem que tu, Deus!
Concedesse-me a oportunidade
De lhe dizer ADEUS
Mas tenho certeza
Que ele está fazendo festa
Tocando com seus amigos
Enquanto aqui na terra
Sinto inveja, dele está aí contigo
(Adenaldo)
Ao meu eterno amigo Miguel Afonso
Na vida
Enquanto uns riem
Outros choram...
Neste momento estou calado
Mas meu silêncio grita de dor
Meu Deus!
Deus todo poderoso!
Tiraste um pedaço de mim
Minha tristeza pesa
Já não consigo levantar a cabeça
Olhar para o céu procurando ver estrelas
Pois, a estrela principal se apagou
Como uma vela soprada pelo vento
Sinto a luz do sol
Na penumbra amarga da vida
Meus sentimentos aguçam em meu peito
Como um sabre furando lá na entranha
O meu coração...
Neste momento só tristeza
Abriu a porta da saudade
Meus pensamentos voam como uma gaivota
Indo em vários lugares em busca do amigo
Percorro rios, estradas, igarapés
Cidades, lugares... em busca do Maestro
Que partiu inesperadamente
Sem que tu, Deus!
Concedesse-me a oportunidade
De lhe dizer ADEUS
Mas tenho certeza
Que ele está fazendo festa
Tocando com seus amigos
Enquanto aqui na terra
Sinto inveja, dele está aí contigo
(Adenaldo)
ROTAÇÃO
Fede por aqui
A burguesia
As rotas são
Exploração
E mais valia
Educação
Pedagogia
Letras na mão
Preposição
Morfologia
Versos passeiam
Filosofia
O grão no chão
Vegetação
Agronomia
Olho no olho
Astrologia
Evolução
Ovulação
Biologia
Desperta o corpo
Ideologia
Viva a razão
Revolução
Sociologia
Tem compaixão
Teologia
Meu São João
Estenda a mão
Democracia
Fede por aqui
A burguesia
As rotas são
Exploração
E mais valia
Educação
Pedagogia
Letras na mão
Preposição
Morfologia
Versos passeiam
Filosofia
O grão no chão
Vegetação
Agronomia
Olho no olho
Astrologia
Evolução
Ovulação
Biologia
Desperta o corpo
Ideologia
Viva a razão
Revolução
Sociologia
Tem compaixão
Teologia
Meu São João
Estenda a mão
Democracia
Adenaldo
REMARUJAR
Perguntam-me como vou
Respondo-lhes que vou indo
Procurando diamantes
De alegria em meu caminho
Aos pés do sol sinto a vida
Como um rio a me levar
Deitado aos pés do tempo
Durmo feito preamar
Sob um manto de estrelas
A terra roda de mansinho
A vida é curta, todos sabem
Cada rio tem seu destino
(Adenaldo)
A MORDIDA NA MAÇÃ
(Miguel Afonso/Adenaldo Cardoso)
Outubro de 2012.
O esplendor da lua
Num dia vã
Desabrochou na rua
No céu de Tupã
E a Terra toda nua
Terra imã
Esfera, irmã da lua
Toda manhã
E a vida continua sendo o que sempre vi
A gente vivendo
Buscando o momento de ser feliz
No céu brilha o sol
Desnudando a lua
A vida propaga a morte
A arte é um pé na sorte
Quem sofre é que se comove
Com a mordida na maçã"
(Miguel Afonso/Adenaldo Cardoso)
Outubro de 2012.
O esplendor da lua
Num dia vã
Desabrochou na rua
No céu de Tupã
E a Terra toda nua
Terra imã
Esfera, irmã da lua
Toda manhã
E a vida continua sendo o que sempre vi
A gente vivendo
Buscando o momento de ser feliz
No céu brilha o sol
Desnudando a lua
A vida propaga a morte
A arte é um pé na sorte
Quem sofre é que se comove
Com a mordida na maçã"
AMOR NA PELE
O sol é aquela fada
Do conto de Cinderela
Que num ato de amor
Faz a terra ficar bela
Vestida de Cinderela
Na pele de uma sereia
A noite tece seu manto
Com rendas de lua cheia
Do infinito céu azul
Partem raios de cetim
Adornam à vida plena
Romance que não tem fim
(Adenaldo)
Adenaldo Cultura
AVE, ABAETETUBA!
135 Anos De Emancipação Política
Precisamos de paz!!!
Em minha linha do tempo
As horas parecem lerdas
Já não ouço os sinos da Matriz
Ou será que fui eu que não acertei os meus
ponteiros?
Mas a “Beira” é outra
As casas mudaram suas caras
O cinema voltou a ser mudo...
Mas lembro do Cine Imperador
E de seu patriarca Abel Guimarães
Como deveria esquecê-lo?
Era ele que ficava à porta
Abria seu coração
E deixava a meninada entrar
gratuitamente
Levada pelas suas mãos cheias de
bondade
E a gente apressada
Agradecia com o coração cheio de
alegria
Ah, que saudades!
Saudades da Miloca, do Kida, do
Chico
Do Igarapé do Curro
Dos retiros da minha infância
Quando era só Algodoal e São
Lourenço
Do Vênus, do Tiête, do Palmeiras,
do Abaeté...
Que nos enchiam de
felicidades
Proporcionadas pelos pés de nossos
craques...
Oh, tempo de glória!
Nosso Café Abaetetuba
Que com sua pureza perfumava as
ruas
E nos dava o prazer de ser “O
Gostosão”
E que prazer!
Da minha adolescência
querida
Da Venuta, Do Escorrega
Bunda
Do Gigi que pariu os
Muiraquitãs
Da Gigete, orgulhosa por ser a
primeira...
Dos Engenhos de cana
Que fizeram a nossa fama!
Mas sepultados vivem
No útero do lamaçal
E a canoa-à-vela ?
É verdade, passávamos dias
e dias
Pra chegar â Belém
Hoje a gente vai pela a
Alça ou pela Balsa
Alçado na esperança de
retornamos aos teus
braços
Sem nenhum arranhão físico
ou mental
Pois, a violência,
amedronta!
Seja fora ou dentro de teu
ventre
Minha querida
matriarca!
As bicicletas que nos
exercitavam
Proporcionando maior
tempo de vida
Agora, motos e carros
diminuem nossa
existência
Acomodam e incomodam
nossa gente
- Seja pela falta de
exercícios físicos
Ou pela presença
destruidora da poluição
-
Um verdadeiro caos
urbano!
Dizem que é o progresso
em nossa vida
O modismo aparecendo e
se oferendo de forma
bruta
A aparelhagem que não
me deixou
dormir...
Do meu vizinho sádico
que me tortura com seus
“batidões”
Invadindo meu domicílio
e minha paz
espiritual
Das calçadas ocupadas
pelo desrespeito,
impedindo o ir e
vir...
Abaetetuba,
crescestes , é
verdade!
Vejo-te grande, mas
em tamanho!
Tamanho é minha
mágoa
Mas não vou
chorar
Quero elevar minha
prece aos teus
filhos
E pedir que cuidem de
ti...
Não precisamos de
autoridades
Juizados e nem
ministérios
Precisamos de
respeito
Precisamos de
paz
Precisamos de
amor
Sei que isso é
possível!
Tudo depende
unicamente e
exclusivamente de
cada um de nós
Não vou para
Pasárgada, como
pensou Manuel
Bandeira
Ou Adenaré (Paraíso
dos Sumanos), como
eu mesmo
inventei
Pra fugir de meus
tormentos...
Vou ficar por aqui,
Abaetetuba!
Morrer nos teus
braços
Como um filho que
nutre um grande amor
por sua mãe.
AMOR NA PELE
O sol é aquela fada
Do conto de Cinderela
Que num ato de amor
Faz a terra ficar bela
Vestida de Cinderela
Na pele de uma sereia
A noite tece seu manto
Com rendas de lua cheia
Do infinito céu azul
Partem raios de cetim
Adornam à vida plena
Romance que não tem fim
(Adenaldo)
ABAETETUBA ESTÁ DOENTE
Abaetetuba, não tens culpa de teres adoecido.
A natureza, nunca por si, destrói-se!
Os diabos de teus filhos desalmados,
crivaram as baionetas das ambições em teu peito.
Aniquilaram os teus encantos de amor...
Plantada por Deus na Terra, emergistes!
Terra Mãe!
Talhada em ouro
E ornamentada com pedras preciosas...
A Força do Capital criou cancros maléficos à vida.
Alojados em teus braços, padecemos
pela inoperância ao bem estar ambiental...
Nossos antepassados, filhos ilustres,
enobreceram-te!
A história se repete: “Sodoma e Gomorra”
- Sinto que os teus insanos filhos,
querem-te, transformar -
Então, penso em mudar... Mudar de cena...
Sair de teus braços... E não olhar para trás.
(Adenaldo)
Em, 23/12/2017.
(Adenaldo)
Em, 23/12/2017.
É hoje o SHOW TOCA RAUL, com ADENALDO CARDOSO e BANDA "OS PENOLAS", no BAR GRILL ABAETÉ (Av. D. Pedro II), à partir das 23 horas. Apoio AMIGOS DA CULTURA. AGUARDO POR VOCÊS!!!
Reserva de mesas: 989140303.
A história se repete: “Sodoma e Gomorra”
- Sinto que os teus insanos filhos,
querem-te, transformar -
Então, penso em mudar... Mudar de cena...
Sair de teus braços... E não olhar para trás.
(Adenaldo)
Em, 23/12/2017.
(Adenaldo)
Em, 23/12/2017.
É hoje o SHOW TOCA RAUL, com ADENALDO CARDOSO e BANDA "OS PENOLAS", no BAR GRILL ABAETÉ (Av. D. Pedro II), à partir das 23 horas. Apoio AMIGOS DA CULTURA. AGUARDO POR VOCÊS!!!
Reserva de mesas: 989140303.
24/11/2017
Li Naldo
(Ao meu filho muito amado Linaldo Paes Cardoso, pela graça
de seu aniversário - Salve, 24 de novembro.)
Filho!
Na trajetória da vida...
Não esqueço de você
A caminhada é comprida
Tudo passa, até o poder!
Seus avós me atrelaram ao Vaticano
Até agora não consegui me desfazer
Católico, Apostólico, Romano...
Seja humano do jeito que você quiser
Apercebido sigo seus passos apressados
Que na areia ou no concreto são sinais
Do presente enraizado no passado
Marcas vivas de nossos ancestrais
(Adenaldo dos Santos Cardoso)
Elckson Paulo Dias
É NA PRÓXIMA SEXTA, 24/11, GRANDE SHOW, ADENALDO CARDOSO E
Banda "OS PENOLAS" - Com João Fran (Violão/Guitarra), Luan
Plinio (Teclado), Rinho (Contrabaixo), Cezar Hercules
(Bateria) e Alex Careca (Percussão). TOCA RAUL!!! Mesa: R$
40,00 (4 pessoas) - LOCAL: ABAETÉ GRILL, NA D. PEDRO ll
.Telefone: 989140303.
Com Joao Fran Silva, Cassio Dias, Luan Plinio, Adenaldo
Santoscardos
O NINAR DE NINA
Nina o miriti!
Mima ao entalhar
Nina o boi e pássaro!
Mima ao versejar
Nina nossa Senhora!
Mima Iemanjá
Nina o São João!
Mima nosso dançar
Nina a tua escola!
Mima o educar
Nina a tua história!
Mima sem rasurar
Nina Abaetetuba!
Mima o verbo amar
Nina a tua nobreza!
Mina o teu reinar
(Adenaldo)
POBRE ROSA
A rosa caiu nas águas
No remanso circundou
Desembocou na maresia
Valsando despetalou
Foi encontrada pela várzea
Entre porcos e urubus
Pobre rosa sem anáguas
Ai de mim seu beija-flor
(Adenaldo)
DIA DE TODOS MEUS SANTOS
(Saudades De Meus Pais)
Dia de todos os santos
Dos santos sou Adenaldo
Cardoso ser, por ser vivente
Herdeiro ser, em ser finado
Dia de todos os santos
Dos meus ternos sepultados
Vivos vivem em minha mente
Todos beatificados!
Dia de todos os santos
Saudosos, bens amados!
O amor à alma ascende
Ninguém morre ao ser lembrado
(Adenaldo)
HALL DA MEMÓRIA
Na linha do tempo
Recompõe-se a história
Amigos que partem
Nunca vão embora
Amigos são artes
Preciosas joias
Guardadas no peito
No hall da memória
(Adenaldo)
AMIGAETÉS
Cá vivo sonhando comigo
Morando às margens dos igarapés
Vivendo o socialismo
Na tribo dos Abaetés
No relampejo desse desejo
Troveja em meu peito o amor fraternal
Acordo e vejo Kamila
E Carol na comuna tribal
Minhas amigas não são poesias
Não são fantasias, são mesmo reais!
É o encontro do que eu procuro
No claro ou no escuro são sempre leais
Minhas amigas não tem quem maldiga
A nossa mandinga espanta o mal
Eu sei que no nosso futuro
Jamais verei muro no nosso quintal
(Adenaldo)
Adenaldo
Adenaldo Cultura
VERÃO ABAETETUBAR
Não quero complicar
Vou falar o que sinto
Em linguagem popular
É como sei me expressar!
A dor eu nunca espero
Mas o amor lhe dá lugar
Condicionado ao universo
Não marco hora pra chorar
Vulnerável ser humano
Modelado ser vulgar
Faço parte de um esquema
Muito antes de chegar
Já viajei pelas galáxias
Vi São Jorge galopar
Pelos olhos da peneira
Fiz estrelas ao luar
A procura do infinito
Não me canso de andar
Concretizo o impossível
Num possível imaginar
Sem saber o que acontece
Por saber que sei amar
Adentrei à primavera
Num verão abaetetubar
(Adenaldo)
Adenaldo Cultura
POESIA DESCONJURADA NO CONCURSO DA SEMANA DE ARTE E
FOLCLORE DE ABAETETUBA/2017. Rsrs
TEMPO MODERNO
Minha terra já foi grande
Hoje é pequenininha
A formiga criou asas
Hoje passa apressadinha
Minha terra é o mesmo espaço
De Monte Serrat e de Tia Nina
Mas o passeio na calçada
Já não é de quem caminha
Minha terra é minha casa
Perfumada a gasolina
A campainha desgraçada
Tem o toque de buzina
Minha terra de encantos
Desencantou no lamaçal
Os engenhos estão mortos
As olarias passam mal
Minha terra chora, chora...
Com vontade de cantar
Mas a violência é tamanha
Que faz ela soluçar
Minha terra tem lindos cantos
De Milamon e de Alcimar
Mas com tanto fuleco leco
Já não se canta pro luar
Minha terra tem de tudo
O mundo dentro de uma ilha
E como o rio redemoinha
Reboja sua maravilha
(Adenaldo)
POESIA DESCONJURADA NO CONCURSO DA SEMANA DE ARTE E
FOLCLORE DE ABAETETUBA/2017. Rsrs
MATER DOS CANAVIAIS
Da nossa marca registrada
Também temos “Seu Miriti”
Valha-nos Deus, Nossa Senhora!
“Dona Farinha” e “Seu Açai”
Mas a “mardita desgraçada”
Não sai de nossas cabeças
Embriaga-nos de sonhos
Alambiques que velejam
Traz o cheiro ribeirinho
Da coroa de sua fama
Brilha ouro refinado
Parideiro pé-de-cana
Dona de nossas cabeças
Prostituta de Abaeté
Pro mundo foi plantada
Pra morrer num cabaré
Saudosos engenhos de canas
Autores de nossa glória
Em meio as festas profanas
Alegravam nossa história
Ao vermos um pé-de-cana
Lembranças o vento traz
Da Dona de nossas cabeças
Famosa Dama que jaz
Mas no nosso porto em luto
Não esquecemos jamais
A Pura de Abaetetuba
Mater dos canaviais
(Adenaldo)
Adenaldo Santoscardoso compartilhou a publicação de Adenaldo
Cultura no grupo Nostalgia Abaetetuba.
Adenaldo Cultura
O BRINCO DE ANDRÉIA
Sumana ergueu perto do rio
Seu lindo castelo de areia
A maré vestida de preamar
Fazia da várzea sua veia
Nos rastros de reboques e batelões
Rabetas e rabudos desfilavam
Enfileirados como nas procissões
Os encantos assim se revelavam
Sobre o castelo a lua enfeitiçava
Reinava majestosa pelo céu
Como a estrela que guiou os Três Reis Magos
Aqui na terra encantava com seu véu
Nobre castelo que abriu as suas portas
Para o Boto, Iara, Labizonho
Matinta Perera, Curupira, Cobra Grande
O real patrocinado pelo sonho
Mas eis que lá da banda da Cidade
A mula perdeu sua cabeça
Entrou jorrando labaredas do pescoço
Foi “Deus acuda pra que nada aconteça”
Todos correram desesperados até o rio
Trouxeram água pra evitar uma tragédia
Jogaram no castelo que ruiu
E em seu lugar achei o brinco de Andréia
(Adenaldo)
AO SAUDOSO PAPAI
Alexandre Ferreira Cardos.
Vi um homem forte segurando a dor
Escondendo a tristeza no cobertor
Vi falar com tudo mundo como um professor
Alexandre foi o grande nosso protetor
Vi em seu semblante a expressão do amor
Seu sorriso de menino, o abrir da flor!
Vi seus gestos de carinhos a tudo se opor
O Guerreiro Poderoso foi nosso Senhor
(Adenaldo)
AO POETA
Garibaldi Nicola Parente
Livres!
Voam as palavras
Adentram rios
Adentram mares
Adentram terras
Mundos, cantares...
Em meu cantinho
Se faz presente
Garibaldi Nicola
Digo que é Parente
(Adenaldo)
Antonio Ferreira Sumano padrinho Garibaldi Parente, um poeta das
letras brincantes, cantantes, apaixonantes. E os manos sumanos
Adenaldo Santoscardoso, o poeta declarante e de fundo o
Nonatinho, o mestre da música tocada ao som do baixo.
Parabéns!!!
ABAETETUBA
Quero te amar
Enquanto eu existir
Sei que o tempo não avisa
Quando a gente tem que ir
Mas posso afirmar
E o tempo há de convir
Que o coração é o lugar
Do presente de sentir
Vou te embalsamar
Aqui bem dentro de mim
E os anjos hão de te guardar
Quando chegar o meu fim
(Adenaldo)
ANGÚSTIA
(Ao meu eterno mano sumano Miguel Afonso)
Na vida
Enquanto uns riem
Outros choram...
Neste momento estou calado
Mas meu silêncio grita de dor
“Meu Deus!
Deus todo poderoso!
Tiraste um pedaço de mim”
Minha tristeza pesa
Já não consigo levantar a cabeça
Olhar para o céu procurando ver estrelas
Pois, a estrela principal se apagou
Como uma vela soprada pelo vento
Sinto a luz do sol
Na penumbra amarga da vida
Meus sentimentos aguçam em meu peito
Como um sabre furando lá na entranha
O meu coração...
Neste momento só tristeza
Abriu a porta da saudade
Meus pensamentos voam como uma gaivota
Indo em vários lugares em busca do amigo...
Percorro rios, estradas, igarapés
Cidades, lugares... em busca do Maestro
Que partiu inesperadamente
Sem que tu, Deus!
Concedesse-me a oportunidade
De lhe dizer “ADEUS!”
Mas tenho certeza
Que ele está fazendo festa
Tocando com seus amigos
Enquanto aqui na terra
Sinto inveja, dele está aí contigo
(Adenaldo)
Abaetetuba, 12/08/2014.
AMOR
Incompreensível palavra
Sentimento de quem ama
Sem tamanho medidor
Uma palavra pequenina
Quem escreve ilumina
O seu ser empreendedor
Só se descreve no concreto
Porque amor é um caso sério
Que se aplica com visor
É proclamar a sinceridade
Num fazer sem falsidade
Que tem timbre sedutor
Amar é verbo estilizado
Composto pra ser conjugado
Amado por sê-lo amor
Amor não se amarra
Mesmo num voo, ele não ata...
Deixa ir o que não for
O amor é liberdade
Que nos enche de saudade
Pergunte para o beija-flor
O amor é uma semente
Plantada no ser da gente
Por um ser semeador
(Adenaldo)
DITO GAMA
É o Dito pelo dito
Não me canso de ditar
Gama Dito, Dito Gama!
Beatles, Dito Popular...
Dito cujo é camarada
Da terra do miriti
O toque de seu tamanco
Lembra a cara do Ormi
(Adenaldo)
A PEDRA
A pedra rolou
Não sabia rolar
O pé lhe chutou
Pra outro lugar
A pedra voou
Não sabia voar
A mão lhe atirou
Nas asas do ar
A pedra mudou
Não sabia mudar
Foi quando rachou
Diante do olhar
A pedra parou
Não sabia parar
O chão lhe amparou
Ao parar de andar
A pedra ficou
Ficou por ficar
Ficou, só, ficou...
Não sabia amar
(Adenaldo)
O NINAR DE NINA
(Rainha Do Folclore Abaeteuara)
Nina o miriti!
Mima ao entalhar
Nina o boi e pássaro!
Mima ao versejar
Nina nossa Senhora!
Mima Iemanjá
Nina o São João!
Mima nosso dançar
Nina a tua escola!
Mima o educar
Nina a tua história!
Mima sem rasurar
Nina Abaetetuba!
Mima o verbo amar
Nina a tua nobreza!
Mina o teu reinar
(Adenaldo)
ABAETETUBA, SINTO MUITO!
Abaetetuba, sinto muito!
Os teus encantos se perderem
As cegonhas se mandaram
Os engenhos faleceram
Resplandecem matintando
Sob os céus homens valentes
Punhos de aços nos altares
Visagens de seres viventes
As belezas de outrora
Remanescem em meu ser
Vejo uma casa histórica
Prestes a desaparecer
Ah, se eu pudesse evitar
Que a tapera chegue ao fim
E meu sonho realizar
Um museu seria enfim
(Adenaldo)
A ARTE DA VIDA
Muitas flores escolhidas
Flores colhidas
Vitrines formais
Naturezas reais
Perfumam em transe
Clareiam semblantes
Becos animais
Transbordam vitrais
Amores sofridos
Ó mundo aflito
Sobrenatural
De jogos boçais
A arte da vida
Artéria mortal
Do bem e do mal
(Adenaldo)
PALHUK
"ASSOMBRADO PELA ASSOMBRAÇÃO"
HISTÓRIA MODERNA
Caravelas
Maresias
Terra-à-vista
Temporais
Capitais
Capitanias
Ó Brasil de desiguais!
(Adenaldo)
CURUBUÇU IMPINIMADO
Boca de arapapá
Pare de frescar
A bóia está na mesa
É mucura moqueada
Pela bença de Deus!
Bem temperada...
Deixa de pavulagem
O teba do camaleão
Jura a si que o mundé
É uma cantada...
Meio pau, meio tijolo
Gapuia ouro de tolo
E dá pra namorada
Eita pau pereira!
É tanta baboseira
Curubuçu impinimado
Mas assim, meu mano!
Cuche! Bico de tucano
Gente mente encroada
(Adenaldo)
INVERSÃO DE VALORES
Falam tanto do diabo
Mas que diabo!
Nunca vi o tal diabo
Dizem que ele tem dois chifres
Mas que diabo!
Como é cômico esse diabo
Mora no inferno o demoníaco
Mas que diabo!
Como é fogo esse diabo
O homem erra e diz que ele é o culpado
Mas que diabo!
Pobre do diabo
(Adenaldo)
DIA DAS MÃES 2017
( À minha saudosa mãe Ângela Joana dos Santos Cardoso)
No barulho desse dia
O bolo saiu do forno
Confeitado de saudades
Senti o meu mundo
Carregado pelas tuas mãos
Tão pequenas e carinhosas
Mãos santas, milagrosas!
Protetoras guias
De meu pequeno universo
Pensei em cantar parabéns
Mas a tristeza apagou às velas...
Já não te vejo mais aqui
A realidade sobre a mesa
O teu sangue em minhas veias
O coração me faz sentir
O amor que tu me deste
De amor assim me veste
Trajarei até o fim
(Adenaldo)
— com Adelma Cardoso.
VIAGEM ESTELAR
Sentei-me a sombra de meus pensamentos
- Viajei num tapete estelar-
Dei um abraço apertado no Vovô Kemil
Vovó Maroca, Vovó Maxica, Tio Corumbá
Nos Tios Diquinhos: Cardoso e Pinheiro
No Tio Alfredo, Tio Totó ( sempre a tocar)
Tia Ângela, Tia Anice e Tio Velho
Tia Irosa, Tia Santinha, Tio Aladim, até chegar
No Vovô Mundico que ficou muito orgulhoso
Ao ver seu filho Alexandre me abraçar...
Eu não queria me apartar desse momento
Eu não queria me afastar desse lugar
Mas veio um anjo e puxou o meu tapete
Dizendo ser o manto santo de Alá
Deu-me um sopro robustecido de saudade
Voltei pra terra com vontade de chorar
(Adenaldo dos Santos Cardoso)
*Homenagem aos meus saudosos parentes que viajaram para outra dimensão.