domingo, 16 de setembro de 2018

Textos para os 50 anos do Movimento

Textos para os 50 anos do Movimento
2/11/18, Luiz Mariano S. Pinheiro
lembranças de finados em abaetetuba , é notório todo dia de finados chove no fim da tarde e na década de 60 havia uma figura que esperava ancioso pela chuva , todos iam embora e ele entrava recolhendo os restos de velas. pra vender pra fábrica em belem. Não divulgo o nome pq ainda é vivo.
Ademir Heleno A Rocha Luiz Mariano S. Pinheiro, estou fazendo uma pesquisa sobre o 50 anos do Movimento dos Focolares em Abt. Lhe conheço e numa entrevista com o amigo Arnaldo Figueiredo e este citou um rapazinho de apelido Luiz PP, é vc o citado? Se for e lembrar de outros nomes do grupo citado, se puder confirmar e fornecer outros nomens, dado a sua priveliada memória fotográfica, agradeço antecipadamente.Ademir Rocha.

Boa tarde prezado, esse apelido ganhei na casa dos estudantes por usar uma mala de madeira com as iniciais PP. em alto relevo a qual pertenceu a um filho do seu lúcido paes. e foi dada a meu primo Carlos Alberto paes. bem quanto ao movimento focolares , lembro ser eu, o Carlos o Nelson, alcides que era o goleiro do time e outros , que não lembro o nome, pois um movimento de apaixonados por MARIA não seguiam o mais sublime encinamento de JESUS SEU FILHO , que é o AMOR no meu tempo só valorizavam os filhos de pais ricos , eu e outros pobres só serviamos para serviços gerais. Quem nos valorizava era o padre BASÍLIO A PROF. MARIA JOSÉ DO EDMILSON E PADRE VICENTE . aborrecido com desprezo por ser pobre afastei - me e até hoje sou 100%CRISTÃO não frequento igrejas nem templos , sigo os encinamentos de CRISTO . E tento fazer o que ELE tanto pediu " amai vos uns aos outros , como EU vos amei" sinto não poder ajuda lo melhor.
Será que passei antes de ti por lá ? que me lembro na minha época dessa casa éramos eu. zucov , clemir , rui Néri , batista da dora, garibaldi parente. rosinaldo , rosemiro galate , entre outros que não lembro o nome éramos 17. foi muito boa a convivência. grandes lembranças.
Luiz Mariano S. Pinheiro obrigado Luiz Mariano pelas informações prestadas. Comigo foi o contrário, pois eu era nó cego junto com o Arnaldo Figueiredo, Miro sobrinho, Batista da Dora e outros da antiga casa dos estudantes da rua de Óbidos, em Belém. Era descrente de religião e sem outros valores, a não ser muita farra e diversões nos centros boêmios de Belém e Abaetetuba. No movimento dos focolares mudei minha vida para melhor, também seguindo o amai-vos uns aos outros como vós amei. Não sou santo, mas sou uma pessoa melhor e ajudando várias famílias, jovens e dependentes alcolic os, químicos e outros vícios. Obrigado do amigo ademirheleno@yahoo.com aqui. Abraços.




D. Francisco desafia os movimentos eclesiais à renovação permanente 
Em entrevista ao Diário do Minho, o bispo auxiliar de Braga, D. Francisco Senra Coelho, prevê uma Vigília do Pentecostes «memorável». 
Alexandre Gonzaga 
11 Mai 2018 
Diário do Minho (DM) – Qual o lugar dos movimentos eclesiais no seio da Igreja católica? 

D. Francisco Senra Coelho (FSC) – Gostaria de começar por recordar que Nosso Senhor Jesus Cristo prometeu que estaria sempre com a sua Igreja até ao fim dos tempos, que jamais sentiria o seu abandono. Ao longo de 2000 anos têm surgido no seio da Igreja carismas que estão ao serviço da comunidade em diversas vertentes: a solidariedade, oração e espiritualidade, acolhimento de peregrinos, pessoas pobres e crianças orfãs, vítimas de doenças incuráveis, e ainda dedicados ao apoio da família ou ao serviço da liturgia, com dinâmicas de primeiro anúncio da fé. Ou seja, existem carismas nas áreas da palavra, liturgia e comunidade 

DM – Surgiram em determinado contexto… 

FSC – Sim. Digamos que todos os movimentos têm “data e locaçlização geográfica”. Nasceram num contexto bem concreto da história, num tempo e uma localidade. Só se entendem os movimentos numa dimensão de enraizamento humano, em circunstâncias concretas para o serviço concreto e para pessoas com rosto. 

DM – Isso também significa uma atualização permanente para não perderem a sua missão e atratividade…. 

FSC – Alguns podem perder a sua atualidade se não se abrirem à renovação. Todos são chamados a serem fiéis ao carisma fundacional, mas, todos são desafiados aos apelos da renovação, nomeadamente aos apelos que nos chegam ultimamente pelo Papa Francisco. Alguns estão anquilosados, arcaicos e não se abrem à renovação. 

DM – Muitos movimentos sofreram metamorfoses profundas…. 

FSC – Ao longos destes dois milénios surgiram inúmeros movimentos e, alguns, desenvolveram-se para institutos e ordens religiosas, e outros permanecem com uma dimensão laical acentuada. Todos possuem uma característica de eclesialidade imprescindível, pois, não crescem para si próprios, mas para o serviço da humanidade e da Igreja. 

DM – Pode descrever em poucas palavras em que contexto surgiram esses movimentos? 

FSC – Por exemplo, a partir dos meados do século XIX, com a Revoluação Industrial, Antoine Frédéric Ozanam suscitou no contexto da pobreza dos operários, aglomerados em bairros de lata em volta dos grandes centros urbanos, a partilha fraterna e solidária através das Conferências Vicentinas, que perduram até hoje. 

No princípio do século XX, na Irlanda, a figurta de Frank Duff fez nascer o movimento Legião de Maria na visita domiciliária às pessoas sem fé e, por isso, sem esperança ou sentido para a vida, em circunstâncias muito complexas que antecederam a I Guerra Mundial (1914-18). 

Também lembro os período entre as grandes guerras, no contexto alemão, próximo da cidade de Koblenz… o padre Joseph Kentenich funda o Movimento de Schoenstatt, com um conjunto enorme de comunidades para homens, mulheres, jovens, de vida contemplativa e ativa, sempre numa perspetiva de aliança de amor com Maria. 

DM – O padre Kentenich sofreu as agruras dos campos de concentração… 

FSC – Ele viveu no campo de concentração de Dachau, onde experimentou os rigores nazis. Sobreviveu ao pesadelo nessa aliança de amor com Maria, permanecendo na esperança cristã naquele contextos. 

Como não recordar, igualmente, em plena guerra mundial, a figura de Chiara Lubich, da cidade de Trento, fundadora do movimento Focolare, com carisma da unidade. E ainda Eduardo Bonnin, natural de Palma de Maiorca, que, depois de ter participado na Guerra Civil de Espanha, entre 1936 e 1939, e na Guerra Mundial 1939-45, inaugurou os Cursilhos de Cristandade, tornando possível um anúncio “a cores” e não “cinzento”, marcado pelas cinzas da morte depois de uma guerra mundial. 

DM – Muitos movimentos, muitos carismas… 

FSC – Como não recordar o padre Luigi Giussani, fundador do movimento Comunhão e Libertação, ou o cardeal Joseph Suenens, que trouxe para a Igreja Católica o Renovamento Carismático vindo das igrejas irmãs reformadas, nomeadamente, as evangélicas; e, ainda, como não recordar Kiko Arguello e Cármen Hernández, fundadores do Caminho Neocatecumenal, com mais de 50 anos de história. 

DM – O que esperar da jornada arquidiocesana dedicada aos movimentos na vigília de Pentecostes em Braga? 

FSC – Celebrar os movimentos eclesiais é celebrar os carismas da Igreja, muito concretamente neste nosso tempo, marcado pelo individualismo e por uma perca do sentido para a vida. No dia 19 de maio, queremos agradecer a Deus os cerca de 30 movimentos eclesiais presentes na Arquidiocese de Braga que reunirão num gesto de esperança, compartilhando com toda a sociedade a alegria que lhe vem da fé. 

DM – Na verdade, a vigília começa no dia anterior. 

FSC – Sim. Começa com a atividade “Noite UP’S – Uma Direta com Deus”, organizada pelo grupo Peregrinos. Trata-se da primeira parte da Vigília do Pentecostes, que inicia no dia 18 de maio, às 21h18, na Basílica dos Congregados. Depois da eucaristia, às 22h30, os participantes peregrinarão ao Santuário do Sameiro, regressando à basílica no dia seguinte, dia 19, às 08h15. 

Nesse dia sucedem-se momentos de oração-reflexão em outras quatro igrejas da cidade e devidamente animados pelos movimentos eclesiais da Arquidiocese de Braga. Será memorável!





quarta-feira, 12 de setembro de 2018

Lial B, Poetas 2, Músicos, Artistas, Futebol, Grupos


Lial Bentes
Vitor Hebert Lial Bentes eternizado na interpretação do Hino de Nossa Senhora da Conceição.
Rosângela Herênio Meus sinceros sentimentos  soube agora e estou saudosa pelo que ele representou. Pobre João embalou minha infância. Anos depois, em Redenção, conheci Lial Bentes durante um festival de música. Deus conforte a família! Abraços
Maria Jardelina Rocha Rodrigues Querida Franci ! Já que faço parte da Família Bentes , mesmo que só de coração, ainda impactada pela partida do nosso querido Lial , peço a Deus que te dê forças para suportar a dor da saudade ... Que Nossa Senhora ajude a confortar o teu coração e de teus filhos. Os filhos da Família Bentes , são para mim como se fossem meus verdadeiros irmãos . Portanto é como se fosses minha cunhada ... Junto contigo , sentirei saudades eternas de Lial Bentes
😥
Ronaldo Bentes Jardoca, VC é BENTES e será sempre, vc é muito mais que amiga, SIM IRMÃ E FILHA DOS BENTES.
Orlando Nascimento Orlando Até hoje ainda não caiu a ficha, cintinuo muito chocado. a minha familia em Altamira ainda nao acreditou nessa partida do Lial. Ele ficou na minha casa vários dias, carregava minhas crianças no colo e era uma pessoa muito respeitador, a sua voz cantando Roberto Carlos ainda souço. Em fim muita saudades e boas lembranças, ele era um eterno apaixonado pela Franci.

Etelvina Julia Falcão Valente Franci Bentes, longe de mim, comparar ou medir minha dor de amiga e admiração que Lial Bentes conquistou no meu coração.
Se dói em mim amiga, posso imaginar no coração de mãe, esposa, filhos e fãs.
O que posso lhe falar é que espiritualmente ele me ensinou muito.
E que nunca conheci alguém tão ético, amoroso e amigo.
E tenho certeza que todas as virtudes dele, serão creditadas e reconhecidas na espiritualidade.
Que Deus te fortaleça.

Francy Mary Fonseca Bentes Franci Bentes sinta-se tbm abraçada por mim e pelo seu cunhado e compadre Raniel Bentes. Deus na sua infinita misericórdia lhe dará o consolo. A saudade permanecerá sempre nos nossos corações. Deus é bom o tempo todo! Fique em paz e na luz.

Cleber Viana 7/8/18
Oi pessoal. Hoje faleceu o Ilustre abaetetubense o cantor Lial Bentes, que teve uma grande história na nossa cidade. Não conhecia ele, mas sempre o via aqui pelas ruas da cidade, na antiga tok disco do Jorge Silva, pela festividade de Conceição e na semana de arte. Por isso, em sua memoria , em seu respeito e em reconhecimento a esse grande artista, deixo minha homenagem que eram suas apresentações durante o Círio de Conceição que fotografei nos anos de 2016 e 2017.
Obrigado por tudo que vc fez, e sei que nunca será esquecido pelos filhos dessa terra.

O dia de gravação, hoje, nos estúdios do Panorama foi incomum. Teve um quê de emoção acima do normal. Preparávamos as homenagens ao amigo Lial Bentes. Pela primeira vez, fiz questão de não seguir nenhum roteiro. Tudo deveria vir do coração. Assim foi na entrevista com o Jorge Machado. O escritor, professor universitário e, acima de tudo, amigo pessoal do Lial, traçou um belo e cativante perfil do artista e do ser humano que nos deixou esta semana.
Em seguida, a homenagem de um grupo de artistas. Jeba, Cássio, Júlio Orlando e Ney Viola (em nome da imensa galeria de amigos e admiradores que Lial deixou na classe artística) interpretaram o clássico “Pobre João”, imortalizada na voz de Lial. Sob a direção musical do Leno e o apoio do Tita, a turma fez uma apresentação vibrante, emocionante, inesquecível. O clima de saudade dominou o ambiente. Não há como segurar... não há como não sentir o nó na garganta...
E foi tudo. Mesmo sabendo que tudo o que se fizer em memória do Lial ainda será pouco. Mas se esse pouco for feito com intensidade do sentimento mais sublime do amor e respeito a um ser humano, tudo terá valido a pena...
Uma tarde-noite inesquecível nesses meus quase 25 anos de carreira...
(da esquerda para a direita: Cássio, Jeba, Júlio Orlando, eu, Tita, Ney Viola e Leno)
Maria Raimunda Santos da Costa Lial Bentes nosso abaetetubense imortal

Gilmar Dias Convivi muitos anos com o Lial na casa dos estudantes. Um cantor sempre zeloso com as suas partituras e voz. Vá em paz meu irmão.

Luiz Gonzaga Lobato Parabéns amigos com a homenagem a um filho muito amado e devoto de Maria !

Eraldo Couto Ferreira Não quero perder por nada o Panorama deste sábado. Quero assistir essa homenagem digna a um grande músico como o Lial Bentes.

Maria Regina Rodrigues Ribeiro Ano passado foi Antônio Macedo
Este Ano Lial Bentes.
Semana de Arte mais um ano triste. Mas eles estão felizes por ver q fizeram parte desta trajetória de vida muito bonita

Dagoberto P. Brilhante Naldo, penúltimo domingo das férias, em Beja, depois de degustarmos, na praia, uma garrafa de vinho, acertamos que no próximo mes setembro, iríamos formatar um novo CD, só com músicas românticas inéditas, feitas por nós, há anos atrás...nessa animada conversa, chegamos a conclusão de que, iríamos dar vazão ao romantismo musical, em contraponto ao mercado de ritmos, hoje vidente no mercado....até sacaneei dizendo que, hoje falar de amor em música, só a família iria comprar. Infelizmente só ficaram as lembranças e as músicas inéditas que fizemos e ele não gravou...uma pena!!

Grupo Neófitos
Grupo Neófitos e seus componentes:
O Luiz Lobato/Cabeça, participou do grupo Os Neófitos, humilde, falastrão, respeitoso,
Ângela Maués, contemporânea de Luiz Lobato, no grupo Os Neófitos.
é meu amigo desde os tempos que participei do Grupo Os Neófitos, também foi meu professor de Educação Física e grande camarada em todas as horas.

Angela Maués
Grupo Neófitos e seus componentes:
O Luiz Lobato/Cabeça, participou do grupo Os Neófitos, humilde, falastrão, respeitoso,
Ângela Maués, contemporânea de Luiz Lobato, no grupo Os Neófitos.
é meu amigo desde os tempos que participei do Grupo Os Neófitos, também foi meu professor de Educação Física e grande camarada em todas as horas.
Professores de Educação Física, licenciado:
Luiz Lobato/Cabeça, que foi um dos primeiros de Abaetetuba. É tio de Kátia Cilene (esta é esposa de Paulo Vasconcelos dos Santos)
Manoel Alves/Butisca (este é primo do Benício Lobato Cruz), que foi um dos primeiros em Abaetetuba, licendiado. Hoje Butisca mora em Belém, no Império Amazônico e é chamado de Ferrugem ou Caramujo.
Manoel Pedro Ferreira, que foi um dos primeiros em Abaetetuba
Luiz Lobato Caro amigo B.Costa!Foi contrangedor mas...O paissandu tinha uma sra. equipe,entre eles Rubilota,Oberdam e umTal de Bené.Esse Bené,era um verdadeiro tanque Urutú, foi só rolar a bola ele começou a fazer gol. O 1º tempo terminou 6 x 0. começado o 2º tempo o massacre continuou. Aos 26' já estava 9 x 0. Deixa está q quem me deu esse emprego foi o finado Bandute Sena. Qdo o Bené balançou a rede p 9 vez, Mandei recado p ele q os números do placar haviam acabado. Ele tava p..da vida c score, mandou dizer p eu dá meu jeito. Por ironia do destino assim q recebi a resposta o negão fez o 10º, ai teve aquela comemoração na linha de fundo onde ficava o placar, aí negão notou q eu ñ tinha contabilizado esse último tento e abriu os braços pro meu lado questionando. Foi qdo peguei uma placa em branco mostrei p ele, e fiz sinal q havia acabado. Graças a esse meu gesto o negão se desinteressou em fazer gol, se não o massacre seria maior.!!!!
Benicio Lobato Cruz AI O LUIS LOBATO....QUANDO "PSINTIU".....JOÃO PEDRO MAUÉS....JA ESTAVA SEM NUMEROS....AI ELE RESOLVEU COLOCAR APENAS 1 A ZERO PARA O PAISSANDU...

João Pedro MauésLuiz Lobato nesse jogo quando já tava 10X0 o Abel do Neves perdeu uma chance de gol só ele e o goleiro do PSC...Seria o gol de honra...Mas ele deu um chute tão forte e sem rumo que a bola caiu dentro da panela de tacacá da Ermita em frente ao Humberto Parente...


Grupo os Neófitos:
Lial Bentes Reinaldo, Diquinha, Graça (filha do Raimundo Servino), Zé Mário (filho do Pé de bicho), Cacete, Toninho(filho do Fifi), Terezona, Natalina, Alfredo, Tana, Athaide, Mundica, Moringo, Cabeça. Todos fazem parte do grupo Os Neófitos.
Maria Auda Maues Legal essa foto. Zé Mário, Fifi, Cabeça, Athaide, foram meus alunos no CSFX.
Adenaldo Santoscardoso, junto com Lial Bentes, Na época em que participava do Grupo os Neófitos, a noite reuniámos atrás do Cristo. Era o nosso ponto de encontro e de muita conversa boa.
Neófitos/Georges A. S. Pinheir A montanha de pedras foi nossa hospedaria na cantoria, na reza da Ave Maria, nas conversas de pe-de-ouvido com os nossos paderes da prelazia, pecados contados sem disgrafia, posto que o tempo nos redimiria.... VIVEMOS TUDO ISSO aos pés do CRISTO! quem diria?!

Georges A. S. Pinheiro FOMOS NEÓFITOS... hj TAVEZ velharia-VELHÓFITOS de compadria!

Mauro Ricardo Silva Que legal Cabinho Lacerda!
Eu estudei na Escola Técnica e foi lá que vi esses músicos Eduardo Dias e Lial Bentes. Ainda tinha o Paulo Uchôa.
Era muito talento concentrado.
Viva a nossa música!
Cabinho Lacerda Então você deve lembrar que eu venci o Festival de lá, com Ventania, do Curumu.

Cabinho Lacerda Mauro Ricardo Silva eu lembro bem que arrebentei na interpretação, e foi só voz, violão e o Eduardo no cavaquinho.

Mauro Ricardo Silva Cabinho Lacerda Acho que foi em 83.
Tem que buscar na memória, mas eu acho que eu a tenho, rsrs!
É melhor perguntar pra outro

O ano é 1972, 1973, 1975 e 1983...Lial Bentes em quatro tempos. Em 1983 entregando ao então prefeito municipal de Abaetetuba ( João Bittencourt) o seu terceiro Compacto Simples, em 1975 na frente da casa da

Odilene Silveira ( Sr. Cornélio) No tempo que a juventude se reunia sob a sombra da castanheira, sem se preocupar com assaltos. Em 1973 cantando junto com os Neófitos no auditório da Escola Paroquial :" Maria , carnaval e cinzas (Roberto Carlos) " quando se saiu vencedor do programa de calouros durante a festividade de nossa senhora da Conceição (ganhou como prêmio 100 cruzeiros, onde comprou uma calça Lee, só usou uma vez, Dona Raimunda (sua mãe) colocou pra secar no varal e nunca mais foi vista, era chic uma calça  lee na época e em 1972, na banda marcial do CSFX. Quando me contaram sobre o seu falecimento, me veio na mente a primeira música que ouvi o Lial cantar: " Como vou deixar vc, se eu te amo" (Paulo Diniz), e por coincidências da vida , ao amanhecer a primeira pessoa que falei foi o José Alexandre Machado, que me mostrou pela primeira vez um LP do cantor Baiano, em 1969. Vá com Deus Lial Bentes, meu brother! um dia vc irá cantar novamente essa mesma canção no nosso encontro eterno......era Abaetetuba!

Gabriel Moraes Grande lial!
Passei a minha infância ouvindo as suas músicas no Copacabana e na RZ publicidade, no círio de Conceição ao lado do grupo neófitos protagonizava a mais linda homenagem a nossa senhora da Conceição, pois o lial cantava com amor, ao passar pelos neófitos durante o círio todos os anos eu me arrepiava pela energia e paz que ele transmitia durante a sua homenagem a nossa padroeira.

Que nossa senhora da Conceição o receba e lhe cubra sobre o seu manto sagrado.



Nicleuson Cardoso

É com muita tristeza que comunicamos o falecimento do nosso amigo Lial Bentes, esposo de minha querida prima Fracymari e grande músico, cantor e compositor Abaetetubense!




Eliel Negrão

E lá se foi o pobre João

Com sua tarrafa e o velho arpão

Nos seus olhos só tinha tristeza

E levou Mariazinha no seu coração

xxx



JPM
O ano é de 1969. No registro meus saudosos Tio Chico Pompeu e Cristina (in memoriam), e prima Irmã Naira. Abaetetuba em algum lugar.

Maria Julia Lima Sousa Quando era criança fui vizinha do seu toca que é pai da professora Madalena e da outra foto creio que seja meu pai que era tio do Dico Cururu.

Só saudades destes boêmios que acompanhavam meu pai nas grandes serestas.No tempo em que se podia sair de casa e fazer seresta.Cantar pra lua.rsrs.Eternas Saudades.
(Deve ser filha do Agenor Silva)

Cabinho Lacerda
Eu conversei hoje com uma pessoa que me disse: "Cabinho, eu ouvi umas fofocas a muitos anos sobre você e o Lial Bentes, mas pelos últimos anos que convivemos juntos eu fiquei feliz de saber que se foi ficou no passado". Eu disse que o Lial fez parte da minha vida e da minha família desde que eu comecei a tocar violão, com os meus 10 anos mais ou menos. Qualquer fofoca seria muito pequena ante a história. Eu venci um show de calouros com 07 anos, o Lial ficou em segundo, depois nos encontramos na barraca da Santa. Eu, com "ELE FOI REI/ QUE BRINCOU COM A SORTE..." e, com muita honra fiquei em segundo lugar e o Lial já estampava como grande intérprete, com NASCEU MARIA/ QUANDO A FOLIA..." venceu o festival.
Desde então frequentou a nossa casa por muitos anos. Certa vez, em Beja, fomos informados da morte do Vinícius de Moraes. Com a maré baixa e um lindo por do sol fomos até a areia escrever poesias em homenagem ao Poetinha. 
Bom passaria a noite toda falando sobre isso, mas deixo apenas o meu profundo pesar pela sua partida e desejo que Deus conforte sua família, principalmente sua esposa Franci Bentes. Obrigado Lial, por me incentivar desde criança a levar a música em frente e as agradáveis conversas cheias de pitadas interessantes de um homem culto. Vá com Deus, amigo.

Ant José Barbosa
"Amanheceu, o sol raiou e o céu azul apareceu e lá vai ele a navegar..."
Descanse na paz amigo Lial Bentes..

acordar e tomar conhecimento de uma triste notícia em perder um amigo cantor de voz linda e vibrante onde suas músicas e interpretações marcaram os abaetetubenses..
"...E lá se foi o pobre João com sua tarrafa e um velho arpão..

Futebol
Francinira De Sousa Lima Amigo, apesar de eu perntecer a década de 90, deixa-me ver se reconheço algumas dessas feras que, além de serem consideradas feras do futebol, foram também, feras na educação e pessoas dignas de nossa admiração e respeito. Prof° Ataíde, Luiz Lopes, Miriquinho, Linomar e Bosco. Reconheço também o Sr. Augusto e o saudoso Edgar (Caju - in memorian) Estou certa?!
TIME Linomar Ferreira ?,Jandir, Ataide, Adelino, ?, Miguel Bosco, Euuuu, Ramito Luiz Lopes, Caju e Miriquinho. Comissão técnica Diquinha e Augusto Lopes. Desculpe mas não lembro o nome do nosso goleiro bem como do que está ao lado do, Adelino.
Antonio Leite Lopes/Tonho, jogou futebol
Raimundo Rodrigues Dias/Mundinho, jogou na LEA
Lourival, MéiaParte superior do formulário

Jogadores de futebol de salão:
Paulo Vigiano, Curé, Fran Lopes, Zé Maria, Mundinho, etc, treinados pelo Zuchov.
Jogador de Futebol:
Abel do Neves, que jogava no time do Abaeté Futebol Clube
Raimundo Rodrigues Dias Eu assisti esse jogo, só não saí mais frustrado com o time do Abaeté porque sou Bicolor. O atacante Bené do Papão deitou e rolou.
João Pedro MauésRaimundo Rodrigues Dias, meu amigo Mundinho, foi um dos melhores jogadores de futebol de salão que eu vi jogar.
Jogadores de futebol de salão:
José Roberto Dias Sobrinho/Bete - também era o capeta....Tinha uma patada de pé esquerdo mesmo sendomirrado
Clever Loureiro O apelido do Mundinho, quando atuava no time da Lombra, era Jeep, tal sua velocidade. O Sutó o apelidava de Galo Velho, porque não existia canela mais dura que a dele.
Sutó, jogava futebol de salão, tinha a canela dura.
João Pedro MauésClever Loureiro escala aí o Time da Lombra
TIME DA LOMBRA/Bacanas... Time do Lombra: Espiciá, Suto, Cléo, Cleto, Clever, Eu, Tonho, Sid, Barata... Clever Loureiro O Tonho (careta) jogava no time da Lombra.

E O ITATIAIA/ OS CARETAS... O ITATIAIA...ERA O TONHO, O LUIS LOPES, O ZÉ MARIA...SPICI, O BERNARDO...CERTO? Raimundo Rodrigues Dias O time do Itatiaia, alguns que lembro: Telê, Edson do Almerindo(saudoso), Lula Preto, Zé Higino, Luis Lopes,............

FUTEBOL:
João Pedro Maués O Paulão do Ormi Gama, primo do Clever Loureiro/Puqueca, me contou que certa vez eles foram fazer a cabeça no quintal de uma casa lá na Brás de Aguiar...Aí o Puqueca tirou os óculos pra pular um muro, no que se aproveitou o Paulão e passou banha de porco nas lentes dos óculos...Quando o Puqueca botou novamente os óculos, que estavam embaçados pela banha do suíno, o mesmo sem saber da traquinagem exclamou:"ègua do fumo doido...Tô veendo tudo nublado.
Zé Higino, Telê e Lula Pre, ôps!, afro-brasileiro, no Itatiaia.
João Pedro Maués Na preleção o técnico do time preparava dois tarugos, passava pra rapaziada e dizia: bora rolar a bola...
João Pedro Maués ‎Raimundo Rodrigues DiasFranci Bentes Então jogava todo mundo lombrado...Zé Higino e Lula Preto no mesmo time...E o Benicio Lobato Cruz ainda disse que era o time dos caretas.
Drogas e Times:
Clovis Cardoso Muita Glucoenergan na veia...
João Pedro Maués Algafan também...Pro time entrar em campo bacana...Lembro que uma época o Madureira fundou um time tb...Era o Dakota..Jogavam Dibiquinho,Sabazinho,Cabecinha,Bitita,Cabecinha,Germano Contente,Robson Pontes etc...Aí a glucoenergan corria no frouxo...
Clovis Cardoso Com Algafan nao enxergavam nem o campo
FUTEBOL:
Pelé/Francisco de Nazare...Costa, irmão do Becage, jogou futebol, sendo lateral no ARA e na Seleção de Futebol.
Time de Futebol de salão da Escola São Francisco Xavier, nos anos de 1970:
Fernandão, Chaka, Van Van, Ciba e Airton
Messias Sena Costa/Ciba, irmão do Emílio, que foi centro avante do ARA e da Seleção de Futebol de Abaetetuba
Burunga também jogou futebol de salão e veio depois da turma acima

Bete/José Roberto Dias Sobrinho, também jogou futebol de salão e era magro e esmirrado, mas tinha um canhão no pé esquerdo e era rápido como o Mundinho/Raimundo Rodrigues Dias

Uma formação da Seleção de Futebol de Abaetetuba, segundo João Pedro Maués:
Délcio, Pelé, Fortunato, Zé leitão e Walterney
Mendonça, Zé Higino e Fran Lopes
Sapuca, Ciba e Airton
Banco: Alicate, Tio Bena, Orêncio.
Uma formação da Seleção de Futebol de Abaetetuba, segundo Benício Lobato Cruz, campeã intermunicipal de 1973:
Odinaldo, Orêncio, Zé Leitão, Vicente e Tota
Arara, Fran Lopes e Tio Vara
Mundinho, Vamilton e Ciba

Susete, bom de bola, gostava de uma birita, serenata, baralho e dança.



terça-feira, 11 de setembro de 2018

Antonio Macedo - Poeta Popular - Abaetetuba e Região

Antonio Macedo - Poeta Popular

Adenaldo sobre Antonio Macedo
ANTONIO MACEDO, nascido a 22 de agosto, de 69 anos em 2013, e é o mais conhecido poeta popular de Abaetetuba, e ele é um improvisador de versos simples, despojados dos recursos literários mais rígidos e que tem por mote a história e a cultura do povo de Abaetetuba. Já faz anos que Antonio Macedo produz seus versos populares que tem grande aceitação em determinados segmentos sociais do município, dado as temáticas de seus versos improvisados.
Extraído do “Xarão Cultural”, página de Adenaldo Santos Cardoso que divulga os aspectos culturais de Abaetetuba:
A temática do poema de abaixo, de Antonio Macedo, é o passado, os lugares e as figuras populares desfiados pela verve poética de Antonio Macedo.



ESSA É MINHA TERRA
Autoria: Antonio Macedo

Na terra do contrário
Não tem explicação
O errado é que está certo
A vítima nunca tem razão
Trabalho honesto paga imposto
O outro não.

Gato faz festa
Quem canta é jacaré
Mapará é patrocinador
Segurança é mandubé
Tudo isso tem
Na Cidade de Abaeté.

Empresário anda liso
Ferrolho é pedreiro
Tamanduá corta cana
Tomate não é tempero
Essa é a minha terra
Conhecida no Brasil inteiro.

Maracapucú tem prefeito
Baia não é Salvador
Furo Grande tem piçarra
Assopra sente calor
João do Banjo toca teclado
Sapinho saudade é compositor.

Carrasco não mata ninguém
Formiga é batalhador
Piquiá joga bola
Mosquito é brigador
Tartaruga veste roupa
Porco bate tambor.

Filhote não é peixe
Martelo é pescador
Chumbada é moto-taxi
Bem-te-vi é lavrador
Mala é gente
Passarinho é pintor.

Essa é a terra do contrário
Cidade de Abaeté
O Valente é calmo
Morcego tem mulher
Rebujo é uma pessoa
Acredite se quiser.

Terra do Contrário
Cidade de Abaeté
Tem muita coisa estranha
Não tem como explicar
O corno vive tranquilo
E o Ricardão quer brigar.

Pachiuba é um bar
Galo tem dente
Lançadeira vende café
Caiano é gente
Pagão é batizado
Pente-fino não é pente.

Caveira anda de bicicleta
Pião é carpinteiro
Olho de águia é comunicador
Regalado é açougueiro
Essa é Abaetetuba
Aonde soí é peixeiro.


Chico Sena
De Dr. Galaileu Moraes

O filho de Abaetetuba, o músico e compositor Chico Sena, presença constante da noite belenense durante a década de 1980, é considerado um dos grandes compositores da música popular do Pará - sua vasta produção autoral, influente e reconhecido até hoje.
Nascido em Abaetetuba, criado entre artistas e músicos da capital paraense, Chico teve a carreira interrompida de forma precoce, aos 26 anos. Dos anos da juventude, vividos intensamente em bares, casas de show e teatros do Estado, até sua morte, o artista compôs cerca de 50 músicas - dentre elas, a mais famosa é 'Flor do Grão-Pará', canção classificada para as finais do festival de música da antiga Faculdade de Ciências Agrárias do Pará (FCAP) e tornada um dos hinos populares de Belém, especialmente após ser gravada em LP pela Secretaria Municipal de Educação em 1985.
Como reconhecimento, seu maior sucesso, 'Flor do Grão-Pará', foi indicado pela TV Liberal e o G1 como música candidata para representar os 400 anos de Belém.
A votação acontece a partir de hoje (09/12) até o dia 16 de dezembro. Vamos homenagear e prestigiar nosso querido e ilustre cidadão Abaetetubense votando em sua música!


Neto Figueiredo
Abaetetuba é como se fosse Belém mais no baixo Tocantins. Possui a 2 maior feira livre da América latina, capital mundial do brinquedo de miriti, foi no passado conhecida internacionalmente como China brasileira por possuir o maior número de bicicleta no país, terra do açaí, título de pérola do Tocantins, belas praias, foi no passado pioneira na produção e comercialização da cachaça imortalizada na música do Pinduca" só de pensar na mardita, me lembrei lá de Abaeté terra tbm da temida cobra grande, do misterioso poço da moça, terra da atriz Dirá Paes e da rainha das rainhas 2017, aqui é a única cidade que vc vai a feira ou beira como a gente diz aqui que vc leva 10 ou 20 reais e sai com almoço e janta comida muito barata, aqui vc encontra peixes o ano todo de água doce e salgada, caças variadas(não concordo com tal comercialização) como capivara, jacaré, tatu, Catitu, paca, jacuraru. Acho que aqui em Abaeté é o único lugar do mundo que tomamos mingau salgado e ainda acompanhado de um pão quente com manteiga assado na brasa.(mingau preferidos de Abaetetubense açaí, miriti, crueira, bacaba). Abaetetuba é conhecida tbm como índia brasileira quem já dirigiu aqui sabe do que tô falando. O nome de Abaetetuba deriva da tribo indígena que habitava está região Abaetetuba significa terra de homens e mulheres fortes e valentes. Venham conhecer e se encantar com nossa cidade e nossa cultura. Abaetetubense!

Adilson Santos
Poxa muito show tudo que vc escreveu e a gente que é de Abaetetuba e vivenciou um pouco de como nossa terra era boa a poucos anos atrás fica feliz em saber como era bom viver ali. Mas, (minha opinião) à corrupção, falta de compromisso de nossos governantes, principalmente prefeitos ( atual e passado) deixam a população mais carente a mercer de tudo que à de ruim, falta de médicos, hospital, saúde que acho q é o principal, caótica. Mas enfim, tantos problemas, mesmo assim como é bom saber que não à lugar melhor que a nossa terra. Sonho o dia de podet voltar a morar ai.
Parabéns pelo seu texto, show de bola.


Gabriel Paes Neto
"Não existiria som
Se não houvesse o silêncio
Não haveria luz
Se não fosse a escuridão
A vida é mesmo assim,
Dia e noite, não e sim...

Cada voz que canta o amor não diz
Tudo o que quer dizer,
Tudo o que cala fala
Mais alto ao coração.
Silenciosamente eu te falo com paixão..."

Outros Poetas 1 de Abaetetuba - Poetas e Poesias
Márcia Iasi
Linda!
No que se apresenta
O triste se ausenta
Fez-se a alegria
Corra e olhe o céu
Que o sol vem trazer
Bom dia!!!

Que aquele que se for eleito olhe e atue por Belém ... O povo precisa de esperança e sobretudo de atitudes que tragam melhorias para este lugar especial ...

Mário Jr
Mário Júnior Belo. Eu venho de uma família de regatões, amiga Iolanda Parente. Tenho belas lembranças das viagens de meu pai, algumas delas cheguei a acompanhá-lo. Qualquer hora devo ensaiar alguns escritos sobre o tema, que me fascina, por hora tenho apenas o título "Regatões, os Bandeirantes da Amazônia". Grande abraço, tenho rezado por sua irmâzinha, Deus a tenha.

Benedito Costa
Bob Crosby- Petite Fleur-1959. Essa música, por muito tempo foi prefixo oficial do Sonoros Copacabana, organização Benedito Sena dos Passos, o saudoso Bandute Sena, publicidade de poste que até hoje existe no centro comercial de Abaetetuba, prestando relevante serviço de comunicação no nosso município, uma verdadeira escola para muitos comunicadores locais, eu fiz parte dessa história com muito orgulho.
https://www.facebook.com/


ENIGMÁTICO
Quebrei flores de pedras
-de pétalas anis.
Onde choveu granizo
e etecétaras
Solilóquios sem fim.
Entre metas e outras retas
criei atalhos sutis.
Despetalei o mal-me-quer
e o bem-me-quer.
Sortilégios?Só de mim!





Em tempos de guerra
construí meus abrigos
em lugares íngremes.
Pra que não me alcançassem
nem as serpentes
e nem as aves de rapina.


Stoésel Vilhena Araújo
Flores que habitam
meu jardim de fantasias
exalam odores
que trazem lembranças de você.
E eu passando a vista
em mil cores
tantas pétalas e amores
que passaram
e eu nem vi.
E...pra construção desse poema
trás a lenha,põe mais lenha
Pr'esse fogo acender.
Olho da varanda
a chuva fina
E eu aqui
regando as entrelinhas.
Outro jardim,um dia,
hei de ver florir.
Bem-me-quer,mal-me-quer,
bem-me-quer...

Ser e angústia(do não-ser)

A hora vaga
o tempo vago.
A solidão das luzes
que apagam.
O ser que trafega
no labirinto do conhecimento
desconhecido a si próprio.
O ópio
todos os loucos conhecem
crescendo por entre o ócio.
Semeio a revolta
dentro de mim mesmo.
Um ser que tudo deseja
e quer ser "algo"
que se transforme
e que transtorne.
Stoésel

Eu não me rendo
em tempo algum.
Eu não me vendo
pra canalha nenhum.
Eu guardei o inferno
dentro de mim
pra não ver você queimar.
Eu andei descalço
pra sentir meu viajar...
Stoésel

SER-ESPAÇO-TEMPO
O espelho
é a face que te mostra um vil instante
daquilo que tu imaginas
ver e crer.
Estilhaços de imagens
e memórias desconexas
que se aproximam
e se distanciam
repentinamente.
Como num cosmo de possibilidades
que inevitavelmente
transitam no caos
com o caos
e para o caos.
Inexorável.
Indizível.
Infinito...
Indomável espaço-tempo.
Só há um tênue
mágico-trágico encontro.
Porque...
tudo que é tangível
é também exaurível.
Face a face
tu procuras novamente os estilhaços
que ainda permaneceram em tua memória.
Não vês!
Tudo o que há
são gotas de chuva
atravessando a atmosfera
e relâmpagos tardios
que anunciam trovões inaudíveis.
Insensível ao amor,
insensível à dor.
Eis o homem!
Stoésel Araújo.

Stoésel Vilhena Araújo
Sonho de Icaro
Eu sempre quis voar
desde menino
me cortaram as asas
bem de mansinho
e as vezes, na marra
me tiram do ninho
toda vez que eu tentava
me tornar passarinho
Stoésel

Stoésel Vilhena Araújo
Me guardei em âmbar
Assim fiquei,fossilizado.
Talvés eu fosse souvinir
Neste futuro mundo
Mas,vejam só,
me fizeram dinossauro.
Ah,como eu queria ser
só um beija-flor
nesses jardins de Édens
Stoésel.

Stoesel Vilhena Araujo
Flores que habitam
meu jardim de fantasias
exalam odores
que trazem lembranças de você.
E eu passando a vista
em mil cores
tantas pétalas e amores
que passaram
e eu nem vi.
E...pra construção desse poema
trás a lenha,põe mais lenha
Pr'esse fogo acender.
Olho da varanda
a chuva fina
E eu aqui
regando as entrelinhas.
Outro jardim,um dia,
hei de ver florir.
Bem-me-quer,mal-me-quer,
bem-me-quer...


Sonho de Icaro
Eu sempre quis voar
desde menino
me cortaram as asas
bem de mansinho
e as vezes, na marra
me tiram do ninho
toda vez que eu tentava
me tornar passarinho
Stoésel

A uva é doce e azeda,
o amor é bom e cruel.
A vida é bela.
Nela projetamos nosso ser
E deve transparecer
Como uma linda aquarela.
Vela,vento,velejo.
Em mar aberto,lá vai ela
-vida,vento,vela.



Raulzito
"Nesse rio que são as ruas
flui a dignidade
Porque não há represa bruta
que suporte a bravura do povo.

O arrepio do rio de gente em revolta
arranca sem licença
as estivas podres do poder.

O luta do povo em macha
sem margem
aporta em todo lugar"
Raulzito Louzada.


Vento que sopra a vida
O vento libera o amor
O balanço do mato faz o vento ser um guia , como um maestro regendo sua orquestra suavemente
Suave som do vento forte, fraco
Em forma de parafuso como um tornado
Vento frio mais gostoso de sentir no rosto na madrugada na proa de um navio em alto mar
Vento suave na beira da praia no por do sol de Beja
Vento que sopra a vida.

Sabrecado em 29 /10 /2014


Ângela Cardoso
Meu Deus e meu Senhor:
Eu gostaria de ser como a Via-Láctea de estrelas
para que as noites da terra
Fossem mais belas
e a dor debandasse fugidia
na busca de um novo dia.
Mas que na minha pequenez, sem conseguir,
Te quero pedir
para ser um pirilampo na noite escura,
iluminando a amargura
de quem anda na solidão.

Angela Cardoso

Meu Senhor,
Eu gostaria de ser
a montanha altaneira,
de onde se tivesse a visão
da terra inteira,
e pudesse o homem ser feliz.
Mas, se não conseguir,
eu te quero pedir
para ser uma pedra, pavimentando o chão
por onde marcha a criatura,
construindo o amor e a união.

Angela Cardoso

E se eu me perder...
Se eu me perder de você meu amor...
Por favor...
Me encontre novamente.


Angela Cardoso
O amor não se circunscreve ao raciocínio intelectual,
o amor é o sentimento profundo, moral universal.
Se a inteligência tem a força da usina e o brilho da claridade,
o amor tem a essência a luz e o conteúdo da eletricidade.
O amor é a verdadeira razão de viver.
A vida sem amor não tem razão de ser.


10 de janeiro de 2014 12:30
Essa gente acha que pode
Tudo que lhe dar prazer
Não se importa com o sujo
Apedreja Abaeté!

Ângela Figueiredo
Minha (nossa) Infancia em Abaetetuba-Pa. (Cidade onde nasci, nascemos):
Oh que tempo maravilhoso,
Tempo proveitoso que nos resta lembrar,
Tempo que corria e brincava, ria e chorava,
E na memória vai ficar. Como era maravilhosos os dias de chuva,
Andava descalço e sem guarda-chuva, Pulando enxurrada, com a roupa molhada,
Mas esperando o sol chegar
Ai que tempo maravilhoso que nos resta lembrar e que na memória vai ficar!!!


Maria Estanila
Do picadeiro do engenho, às seis da tarde,
As garças passavam em bando, brancas fileiras a revoar, o espelho d' água, parada à espera da preamar.
Tardes tristes de engenho, eu me punha a recordar, aquele mesmo barulho da moenda, do alambique, cheiro forte de cachaça na vida daqueles homens.
À noite eu sonhava sempre com o ruído seco da manga que caia no chão rachado,
Com o ranger do machado a decepar a esperança de longos dias à sombra.
Quando o dia amanhecia, a mesma coisa eu fazia,
Um balde de cana aos porcos, a colheita da borracha, o brincar na bagaceira, se esconder no aningal.
Tudo isso se entranhava na rotina do meu dia,
Que começava com o fogo alastrado pelo roçado,
Seguido do leite quente, tirado da cabra preta, que um dia se submeteu a um homem e depois morreu.
Às seis da tarde de engenho, o sino ds vila tocava, minha mãe sempre chorava, coisa que eu nunca entendia.
Depois que o sino cessava, as ladainha se entoavam,
Nas brincadeiras de rodas as criancas saltitavam, e as figuras no céu se formavam, tantas quantas eu pensava.
Depois de voltar pra casa, soltava meu pensamento, no campo grande da vida, sonhava que estava perdida, visagens, homens-monstros de feixe de cana aos ombros, a algazarra da taberna, os fardos de carne podre, a farinha que amarga a vida, isso era o valor da lida, nenhum troco lhe sobrava pra molhar a alma de pinga.
Pinga que dava fogo e vontade de viver.
Viver sem reclamar da vida que era mais vida ,vivida do que agora, que é hora de Ave-Marias:
Ave-maria da cidade,
Ave-maria na fila,
Ave-maria na faculdade,
Ave-maria dos sem terra,
Ave-maria sem saúde e educação,
Ave-maria da prostituição,
Ave-marias sem sentido,
Ave-marias sem engenho, cana de açúcar e rapadura,
Ave-maria de homens-bagaço, mofentos.
Homens inconscientes, que tangem o destino ds gente.

Maria Estanila ( 1977 )

Maria Estanila Costa

MINHA POESIA
Quis sempre fazer uma poesia / mas como comecar?
Do que falar?
Eu queria fazer uma poesia que falasse de amor/, de paz, solidão e dor.
Queria fazer uma poesia / mas tudo se confundia /
Minha idéia sumia /pra longe de mim fugia/pra além dos mares, dos ares, montanhas e igarapés.
Depois nada mais sabia/ do que estava pensando/
Foi então que tive a idéia /
De escrever pensando em Deus/ pedi pra todos os santos/ do céu da terra do mar/ que viessem me ajudar/ mas algo me dizia /que não ia adiantar./
Foi então que vi uma luz /
Revirando a minha alma/trazendo de volta à mente uma uma paixao do passado/ um amor inacabado /que me tirou a inspiração, me atirou num labirinto/ de infinitas desilusões.
Cansada de tanto tentar escrever uma poesia/ tive que desistir, reconhecer que eu nao sei /dizer palavras de amor ou de dor/ eu sei nao posso insistir/ em fazer uma belo poema /para afastar de mim /o medo e a frustração/ de não ter tido o prazer /de fazer uma linda poesia falando da nossa paixao!

Maria Estanila
ABAETETUBA MENINA !
Calor ensopado,
Horas quietas
Das tardes de Abaetetuba.

Ventos !
Folhas secas que rodopiam
Avançam as águas
Molhando raízes,
Pés descalços
Desta cidade menina.

Ainda existem,
Os que por ti se calam
Emudecem, viseiras ao sol,
Poucos gritam
Gemem, choram
Para abrir as cortinas,
Anunciando novos tempos,
De paz
Esperanca
Fraternidade
De círios e romarias
Promessas
Sem conflitos
Sem blasfêmias !

Tardes de amor
Ao teu leito vivi
Rodando na praça,
Vagando nas ruas.,
Sentada nas pedras
Do Cristo da praça.

Oh! Abaetetuba!
Meu canto !
Meu sonho !
Meu riso !
E minha dor !
Recobra teu tempo
De outrora,
Já é hora !
De mover a terra,
De fazer paisagem,
De salvar o amor.
De acolher teus filhos,
Dispersos na terra,
Em busca da tua grandeza .
Maria Estanila Costa XARÃO CULTURAL ABAETEUARA



AMOR FINITO

FUGIR DE TI
QUE SERIA?
SE FIZESSE ASSIM ...
DEIXAR DE AMAR
QUE FARIA?
SEM AMOR PARA DAR ...
CAIR NO VAZIO DO MEDO
DE SENTIR-ME PRESA
NO PORTO SEGURO, PREJURO
DE UMA PAIXÃO.
PREFIRO O RISCO
DE UM AMOR FINITO
E PARA SEMPRE A CHANCE
DE RECOMEÇAR ...
QUE NUNCA AMAR!
MJParente


MULHER
Um aroma suave
exalou das mãos do Criador,
quando seus olhos contemplaram
a solidão do homem no Jardim!
Foi assim:
o Senhor desenhou
o ser gracioso, meigo e forte,
que Sua imaginação perfeita produziu.
Um novo milagre:
fez-se carne,
fez-se bela,
fez-se amor,
fez-se na verdade como Ele quer!
O homem colheu a flor,
beijou-a, com ternura,
chamando-a, simplesmente,
Mulher!
Milene Chaves


Leonora lagos
Meu mundo e nada mais.
Quando eu fui ferido
Vi tudo mudar
Das verdades
Que eu sabia... Só sobraram restos
Que eu não esqueci
Toda aquela paz
Que eu tinha... Eu que tinha tudo
Hoje estou mudo
Estou mudado
À meia-noite, à meia luz
Pensando!
Daria tudo, por um modo
De esquecer... Eu queria tanto
Estar no escuro do meu quarto
À meia-noite, à meia luz
Sonhando!
Daria tudo, por meu mundo
E nada mais... Não estou bem certo
Que ainda vou sorrir
Sem um travo de amargura... Como ser mais livre
Como ser capaz
De enxergar um novo dia... Eu que tinha tudo
Hoje estou mudo
Estou mudado
À meia-noite, à meia luz
Pensando!
Daria tudo, por um modo
De esquecer... Eu queria tanto
Estar no escuro do meu quarto
À meia-noite, à meia luz
Sonhando!
Daria tudo, por meu mundo
E nada mais...


Márcio Maués
1ª G, pais de Horácio Maués
2ª G/N, Horácio Maués, ribeirinho com origem na localidade Costa Maratauíra em Abaetetuba/PA, casado e com filhos, 3ª G/Netos/N: Heitor, e outros.
3ª G, filhos de Horácio Maués:
3ª G, N, Heitor do Carmo Maués, ribeirinho com origem na localidade Maratauíra no município de Abaetetuba, filho de Horácio Maués, foi barbeiro, diretor de futebol, jornalista no períódico Gazeta de Abaetetuba, casou com Eglantina Machado e com filhos, 4ª G/Bisnetos/Bn: José Heinar, Jorserlina/Lina Raimunda, Heleno de Jesus, Ângela, Dôra, Josi, e que por necessidade de educar a já numerosa prole, decidiram mudar do sítio da Costa Maratauíra para a cidade de Abaetetuba.
...João Pedro, Márcio e outros.
4ª G/Bn, filhos de Heitor do Carmo Maués e D. Eglantina:
4ª G/Bn, José Heiná Maués, estudou na escola INSA, formado em Direito pela UFPA, é advogado militante em Abaetetuba, foi professor de Inglês nas escolas de Abaetetuba (GBPB/CBPB, ), casou com Conce Maués e com filhos, 5ª G/Trinetos/Tn.
4ª G/Bn, Joserlina Raimunda Maués/Lina, estudou na escola INSA, formada em Pedagogia pela UFPA, com especialização e pós-graduação, funcionária pública pela SEDUC/PA, foi professora e diretora de escolas em Abaetetuba, mudou para Belém, onde continuou suas atividades de professora e técnica escolar, foi política como vereadora e casou com Moraes e com filhos, 5ª G/Trinetos/Tn.
4ª G/Bn, Heleno de Jesus Maués, trabalhou no IBGE, na CELPA, cadado e com filhos, 5ª G/Trinetos/Tn.

4ª G/Bn, João Pedro Maués, formado em Direito pela UFPA, é advogado militante em Abaetetuba, trabalhou como comentarista e narrador esportivo na Rádio Guarany FM, de Abaetetuba e com tiradas características dentro de sua narração (N.Senhora do Bom Parto, Minha Nossa S. da Caropita, Nossa S do Desterro e outras que o fizeram conhecido como descontraído e característico narrador esportivo de Abaetetuba), casou e com filhos, 5ª G/Trinetos/Tn.

MÁRCIO MAUÉS
Márcio Maués
CÉU DE ÂMBAR

"Meu mundo repartido.
E uma certa letargia chegando no corpo
agora quase em descanso
para a noite que se aproxima
das últimas luzes
de um céu cítrico a me espiar
nas idas e vindas.
Contorções desenham nuvens brincando
para que eu não me despedace
daqui ao dobrar meu corpo
sobre ele mesmo sozinho
em movimentos suaves e leves das mãos
e, até os involuntários
daquele músculo pensante de dentro do peito sangrante.
Aonde vou o sol vai também
sangrando o céu em um tom âmbar gris
que me segue alucinado". (Márcio Maués, Sob linha do meu tempo, 2015)

MAIS UMA TARDE
"A travessia
é uma sinuosa estrada de águas em movimento.
Pés descalços saberão mais
que as mãos? Talvez.
E o coração
Cheio de ventanias
aqui nessa beira de rio-mar
Que não nos faz outro pulsar
além de chegadas e partidas dizendo cai tarde
Bem no centro da minha mão" (Sob a linha do meu tempo, Márcio Maués, 2015)

FALANDO SÓ
"Tenho que falar com as flores sob a chuva.
A mudez talvez diga mais a elas.
Respiram noite
para animar o tempo presente
nesse chiado de chuva aqui
no meu pedaço de poesia sobre a noite
para aliviar meu cansaço
de terra molhada hoje" (Márcio Maués, Sob a linha do meu tempo, 2015).


ANTONIO MACEDO
CHIFRE NÃO É PROBLEMA
Autor: Antônio Macêdo

Eu fui na Cartomante
Ela leu a minha mão
Disse Antônio te conforma
Essa é a tua aprovação
Em vidas passadas
Tu foste Ricardão.

Chifre não é problema
Chifre dá inspiração
É melhor ser corno manso
Do que brabo na prisão
Essa é a tua sina
Vai cumprindo tua missão.

Tem corno que tem sorte
Antônio foi diferente
Além dos chifres que ele pegou
Quebraram-lhe todos os dentes
Cegaram ele de um lado
Ainda jogaram água quente.

Mesmo assim ele gosta
Porque é um corno assumido
Igual Antônio tem muitos
Só que vive escondido
Se chifre fosse veneno
O poeta já tinha morrido.

ANTONIO MACEDO
*Nosso Poeta Popular*
Aniversário dia 22 de agosto (Dia do Floclore) - 69 anos.
Transcrevo um dos seus poemas, recitado na
XXXI Semana de Arte e Floclore de Abaetetuba

ANTONIO MACEDO, nascido a 22 de agosto, de 69 anos em 2013, e é o mais conhecido poeta popular de Abaetetuba, e ele é um improvisador de versos simples, despojados dos recursos literários mais rígidos e que tem por mote a história e a cultura do povo de Abaetetuba. Já faz anos que Antonio Macedo produz seus versos populares que tem grande aceitação em determinados segmentos sociais do município, dado as temáticas de seus versos improvisados.

ANTONIO MACEDO
No poema abaixo, Antonio Macedo tem como temática o velho e as agruras enfrentadas por quem é velho. Pensamos que a emoção demonstrada no verso seja fruto da própria experiência de Antonio Macedo.
Extraído do “Xarão Cultural”, página de Adenaldo Santos Cardoso que divulga os aspectos culturais de Abaetetuba:

*Nosso Poeta Popular*
Aniversário dia 22 de agosto (Dia do Floclore) - 69 anos.
Transcrevo um dos seus poemas, recitado na
XXXI Semana de Arte e Floclore de Abaetetuba

O VELHO DE HOJE
Se não fosse a aposentadoria
Os velhos estariam lascados
Onde a gente passa
É apelido pra todo lado
Não tem pra quem apelar
O jeito é ficar calado.

Velho é também gente
Esse velho já foi novo
Mas na boca do povo
O tratamento é diferente
Velho perto do jovem
É outro ambiente.

Velho vai ao hospital
Nunca tem leito
Se é um novo
Eles dão logo o jeito
É por isso que me aborreço
Certas coisas eu não aceito.

Se esse velho for rico
Ainda tem uma saída
Mas se for pobre
É sofrimento pro resto vida
Até a mulher que arruma
Tem gente que apelida.

Com esse tratamento
Não tem velho que aguente
Muitos moram num asilo
Bem longe dos parentes
O velho de hoje
Já foi novo, antigamente.

Um velho é um cachorro
Andando na mesma estrada
Vem um caminhão
Na maior dísparada
O motorista defende o animal
Pra jogar o velho na calçada.

Se uma criança chora
Não tem presente pra dar
É só chamar o velho
Pra ela poder se calar
É discriminação
Que tem em todo lugar.

Jovem, aproveita teu tempo
Ser velho é perigoso
Esse mundo pra uns é bom
Eu vivo de teimoso
Pro pobre não tem lei
Nem pelo Estatudo do Idoso.

A temática do poema de abaixo, de Antonio Macedo,
é o passado, os lugares e as figuras populares
desfiados pela verve poética de Antonio Macedo.
ANTONIO MACÊDO "O POETA POPULAR"
*É muito difícil os amigos da página não terem um
parente incluido nesse poema, que é só saudade*

Casa coberta com palha
Assoalho de paxiúba
Rede de envira
Chapéu de carnaúba
Era linda a cidade
A nossa Abaetetuba.

Serraria Estrela
Abaeté o bom guaraná
Ponte do Guilherme
Dá saudade só de lembrar
E aquele café gostoso
Do saudoso Beira-mar.

Que saudade do passado
Trinta anos atrás
Era um tempo bom
Que não volta nunca mais
Inesquecível  Zita Margalho
E o milagroso Doutor Novaes.

A noite dos marítimos
Por que acabou?
A andorinha da praça
Também se mandou
O Boi Estrela Dalva
Só a saudade que ficou.

Muitas coisas boas
Hoje não temos mais
Aquelas histórias do Bertudo
Que ele contava na beira do cais
Por onde a gente passava
Só se falava de paz.

Advogado Rodon Sereni
Delegado Antonio Ribeiro
Ponte da Italiana
Bela vista do João Veleiro
Nesse tempo não existia maldade
Tudo era passageiro.

Acabou o que era bom
Ninguém dá explicação
O arraial está de luto
Porque não tem animação
Aonde estão as nossas Bandas
Carlos Gomes e Virgem da Conceição?

Cachaça Alvorada
Maricota do Tacacá
Massagista Desmonta Gato
Benzedeira Dona Idemar
Cobra Grande levou o Trapiche
Para o fundo do mar.

Benedito Sena dos Passos
Abaetetuba lembra com saudade
Pirilampo consertava sapato
Roque Dias na Cidade
Heraldo Pantoja o médico
Que só fazia caridade.

Doutor Everaldo Araújo
Valter “O Campeão”
Seu Mimim e Baixote
Tio Braulho e Napoleão
E a ponte do Maués
É só recordação.

Quem não lembra o Bicicleta
Doutor Nonato e Doutor Mota
Do Genipaúba “O Comerciante”
Quando viveu se chamava Góta
Artesanato perdeu um professor
Artesão Mestre Cambota.

Cavaquinho do Zé Mistrinho
Clarinete o Cardiná
Dom Angelo “O Santo Padre”
Vale a pena se lembrar
E os Engenhos de Abaetetuba
Por que deixaram acabar?

Aluno tomava benção da professora
Tempo que não volta mais
Hoje mudou pra pior
Um pé na frente outro atrás
Quem viu Abaetetuba
Do saudoso Gabriel Paes.

Inesquecível Zé Margalho
Primeira vidraçaria
Chibé pra quem não lembra
Era uma padaria
Nesse tempo “Violência Zero”
Dois policiais na delegacia.

Professor Maxico
Fotógrafo Dico Cururú
Galileu Moraes
Muita saudade deixou
Leonardo Negrão
Na terra foi professor.

Zigno de Almada
Comerciante Codó
Quando falo do passado
Só lembro a minha Vó
Que gostava de ouvir
A piada do Torotó.

Ferreiro Mestre Caetano
Dibroso encanador
Cebola o bom pedreiro
Infelizmente nos deixou
Diquinho Bala atacante
Tinha faro de gol.

Dentista doutor Lopes
Não podemos esquecer
Com dinheiro ou sem dinheiro
Ele ia atender
Fosse rico ou fosse pobre
Não deixava ninguém sofrer.

Abel Guimarães
Criador do Cine Imperador
Antonico Dias
Muita saudade deixou
Doutor Osni quando partiu
Abaetetuba inteira chorou.

Dona Josefa fazia mel
Comerciante Subico Macêdo
Carlos Maués Baía “O Pajé”
Carroceiro Seu Pedro
Primeira Fábrica de Gelo
Raimundo Figueiredo.

Doutor Roberto Contente
Gabi marceneiro
Acelino Macêdo
Antonio fogueteiro
Olaria do Chico Narrina
Benzedor Branco Ribeiro

Raimundo Poronga
Carpinteiro Mestre Coló
Sítio da Dona Miloca
Carregador Rizó
Seu Fausto fazia tanque
Costureira Tia Bitó.

Vicente Tainha
Manoel Miritizeiro
Antonio Quaresma
Na terra foi açougueiro
Seu Ramos e sua brabeza
Capivara mingoleiro.

Saudade desse tempo
O que era bom se acabou
Raimundo Chefe do saxofone
No trombone Agenor
João Pina um músico
Que tocava com amor.

Saudade do passado
Ah! Se eu pudesse voltar
Mário Fonseca “ O Pé de Mussuca”
Raimundo da Conceição “ O Tamauatá”
Manoel Castro “O Dé”
E a Vila “Sarara”.

Quem não lembra do Bar Modelo
Foguetaria do Badico
Dicão do Café Abaeté
Pimental do Missico
Curió e Dona Cacaia
Gonçalo e Genico.

Pagão “O Pé de Gapuia”
Seu Valter Comissário
Aristides Reis e Silva
Hildo Tavares Carvalho
Chico Narrina
O bermudão do trabalho

Farmacêutico Contente
Pedrinho Ribeiro
Mestre Augusto
Seu Bento barbeiro
Diquinho Rodrigues
Chico Padeiro.

Dona Teodora amassa açaí
Benedito foi comandante
Dona Dica costureira
Belino Pinheiro, Tio Conte
Miguel do Dócia marceneiro
Seu Josino comerciante.

Professora Benvinda Pontes
Torquatro e Tamanquinho
Tenente Humberto
Inesquecível Cachimbinho
José Raimundo Macêdo Rodrigues
O remista Mundinho.

Pessoas que nos deixaram
Já subiram pro segundo andar
Raimundo Dias da Silva
Dona Branda e Seu Babá
E a Vila Saracura
Nunca mais ouvi falar.

Pedro Loureiro
Vocalista Cavalo de Aço
Valério de Lima
Fogueteiro Compasso
O mundo de hoje
Está morrendo no cansaço.

Manoel do Leite
Era torcedor do Leão
Ducazinho e Dona Mundica
Higino Macêdo e Capitão
Português era brasileiro
Só resta a recordação!

João Reis quando viveu
Foi Prefeito de Abaeté
Altino Costa deputado
Aguinésio o bom pajé
Miranda enfermeiro
Dico Ferreira curava com fé.

Doutor Everaldo Araújo
Valter “O Campeão”
Seu Mimim e Baixote
Tio Braulho e Napoleão
E a ponte do Maués
É só recordação.

Foi vice-prefeito Duca Ferreira
Getúlio marceneiro
Zico do balneário
Dona Maura Mãe de Terreiro
Manelino vendia rapadura
Domingos Baixote fogueteiro.

Essas pessoas já nos deixaram
Foram pro mundo superior
Sabá Farias
Saudoso João Bitencourt
Dadá Nobre
Só o nome ficou.

Luíta e Alípio Gomes
Seu Lili benzedor
Pimental do Quida
Também acabou
Alexandre Cardoso
Muitas saudades deixou.

Raimundo Vieira
Na terra fez caridade
Quando ele partiu
Deixou muita saudade
Artesão Birilinho
Não foi reconhecido nesta Cidade.

Cidade de Abaeté
Do Onofre professor
Dudu e Duca Costa
Mimim Corrêa e Seu Lulu
Professora Carmem Cardoso
Aquela paz que tinha acabou.

Saudade do passado
Tempo que marcou
Professora Zaíde
Dava aula com amor
Irmã Eufrásia
Também Deus chamou.

Chico doido vendia perfume
De casa em casa ele andava
Era perfume gostoso
Qualquer pessoa comprava
Às vezes vendia à prazo
Na outra semana pagava.
Adenaldo Santoscardoso publicou:

ESSA É MINHA TERRA
Autoria: Antonio Macedo

Na terra do contrário
Não tem explicação
O errado é que está certo
A vítima nunca tem razão
Trabalho honesto paga imposto
O outro não.

Gato faz festa
Quem canta é jacaré
Mapará é patrocinador
Segurança é mandubé
Tudo isso tem
Na Cidade de Abaeté.

Empresário anda liso
Ferrolho é pedreiro
Tamanduá corta cana
Tomate não é tempero
Essa é a minha terra
Conhecida no Brasil inteiro.

Maracapucú tem prefeito
Baia não é Salvador
Furo Grande tem piçarra
Assopra sente calor
João do Banjo toca teclado
Sapinho saudade é compositor.

Carrasco não mata ninguém
Formiga é batalhador
Piquiá joga bola
Mosquito é brigador
Tartaruga veste roupa
Porco bate tambor.

Filhote não é peixe
Martelo é pescador
Chumbada é moto-taxi
Bem-te-vi é lavrador
Mala é gente
Passarinho é pintor.

Essa é a terra do contrário
Cidade de Abaeté
O Valente é calmo
Morcego tem mulher
Rebujo é uma pessoa
Acredite se quiser.

Terra do Contrário
Cidade de Abaeté
Tem muita coisa estranha
Não tem como explicar
O corno vive tranquilo
E o Ricardão quer brigar.

Pachiuba é um bar
Galo tem dente
Lançadeira vende café
Caiano é gente
Pagão é batizado
Pente-fino não é pente.

Caveira anda de bicicleta
Pião é carpinteiro
Olho de águia é comunicador
Regalado é açougueiro
Essa é Abaetetuba
Aonde soí é peixeiro.


Hydelmiro Roberto
Sem o colorido dos pássaros, branco nasci, por sacanagem preto fiquei
por sorte não sou engaiolado, pois cantar não sei
por minha condição de mascote de coveiro, os humanos nojo de mim tem
não sou estou em extinção, por causa da maldição, se quiser azar é matar o tição

Por causa da malandragem plainar fico no ar
de olho na galera mau educada, que joga tudo pro ar
sempre de preto, fico a rapinar, igual povo de luto que vive a chorar
como se estivesse a esperar alguém a velar

Minha qualidade é doença espalhar
não por culpa minha, mas pelo lixo que encontro a espalhar
minha volta é somente me amentar
Sou como mágico carcaça e putrefação, desaparece ao alimentar

Não sou chamado de pássaro, catinguento, fedorento e horroroso sou
“Abutre do Novo Mundo”, imundo, nem galinha perto estou
tenho um primo chamado Rei, que só come coisa viva
para mim que não tenho frescura, como de todo, e faço tudo
Por uma porcaria, ou carcaça ou carne fedida.

Hydelmiro Roberto


IVALDY FURTADO
Ivaldy Furtado
Brinque, Sofia

Viva a vida
Viva, Sofia
Desafie teus sonhos!
Seja Sofia nesse mundo de encantos
A vida precisa de tantas sofias !


CLEVER LOUREIRO
Clever Loureiro é um dos filhos do popular Fuan/Clovis Barros da Silva e Carmita Loureiro, tem uma boa bagagem de conhecimentos humanísticos e políticos e tem também seus momentos de nativismo por Abaetetuba em sentimentos colocados nos versos abaixo:

Abaetê         
Minha terra tem
Homem de verdade
Minha terra tem
Minas morena, outro lugar
Noutras palavras Jequitinhonha
Levou pro mar força medonha
Trouxe a visão
Que desperta o brilho cego
Do prazer de quem sonha
Língua de dois gumes
Palavra de dois sentidos
Raiva no curtume
Do tempo que tem sofrido
Filho da terra pegou na canção
Riscou no terreiro, gritou pelo chão
Minas morena...


Poeminha besta para uma manhã nublada de domingo.
Ninguém deseja amor distante
Amor bom é amor pertinho
Daqueles de beber refrigerante
Dividindo o mesmo canudinho



O samba me acaricia
Me nina, me põe a sonhar
Afaga minh'alma vazia
E leva pra longe o penar
Me embalo ao som dos acordes
Flutuo na voz da canção
Nas rimas que trago comigo
Misturo pecado e perdão
Desejo de samba é uma ordem
Que sigo sem pestanejar
Se queres saber o que sinto
Se atreva a comigo sambar
Jean Sena

 Mera Recordação
Já percebi
É consenso entre nós
Nossa vida em comum
Tá chegando ao final

Nosso corpo cansou
Coração transbordou
Das mágoas que herdou
E quem somos nós dois
Afinal?
É inútil adiar
Insistir, prorrogar
Nem fingir que as coisas vão bem
Quando não
O ocaso se fez
A distância aumentou
E entre eu e você
Só restou do amor
Mera recordação

de jean sena?

Altemar da Silva Paes
Um singela homenagem à minha terra - Abaetetuba - que hoje completa 121 anos.
SAUDADES DE ABAETETUBA
Abaetetuba, hoje tu és tão bonita
Mas no passado eras muito mais
O progresso que hoje te agita
Te faz diferente dos tempos atrás

Antigamente te chamavas Abaeté
E tu eras muito pequenininha
Eu andava todas as ruas a pé
E jogava bola no meio da pracinha
Hoje não te chamas mais Abaeté
Tuas ruas já não têm mais areia
Já não dá mais para andar a pé
Nem jogar futebol com bola de meia
Muitas casas eram feitas de barro
Tuas ruas eram orleadas de capim
Hoje tuas ruas estão repletas de carro
E tuas praças estão cheias de jardim
E até mesmo a minha rua
O progresso do asfalto cobriu
Ela perdeu o encanto da lua
Pois toda aquela areia sumiu
Aquelas ruas com as pegadas

Da minha infância tão fugaz
Hoje refletem as passadas
De um tempo que não volta mais
Ah! minha terrinha querida
Abaetetuba das minhas lembranças
Que bom seria se nesta vida
Nós ficássemos eternamente crianças
(Altemar da Silva Paes)

JPM
No silêncio, uma catedral
Um templo em mim
Onde eu possa ser imortal
Mas vai existir
Eu sei, vai ter que existir
Vai resistir nosso lugar...
José Pedro Maués