sexta-feira, 10 de maio de 2019

Indios, Negros e Quilombolas no Pará

10/05/2019
Avelar Cunha Maurilo


Pedaço de ilha
Que me trás emoção
Com teus campos e lagos
Faz palpitar o meu coração


A distância que nos separa
É a mesma que nos une
Terra de tantas tradições

Das grandes festas
Em marinatambalo
Do boi do Setúbal
E do São Sebastião

E no verão,rio acima subir
Pra tirar muitos peixes
Do meu rio Arari

Nos encontros da jutairana
Aracu e sarapó...
"Caboco" d'orso nu
Filho do meu marajó

Marinatambalo

(Autoral)


Belém Vários

"Doutor em educação pela Universidade de São Paulo e pós-doutor em Linguística pela Universidade Federal de São Carlos, Daniel Munduruku defende que a palavra "índio" remonta a preconceitos - por exemplo, a ideia de que o indígena é selvagem e um ser do passado - além de "esconder toda a diversidade dos povos indígenas".

Por isso, "quando a gente comemora o Dia do Índio, estamos comemorando uma ficção", fala Munduruku, a respeito do 19 de abril. Reflexo disso são celebrações da data feitas por escolas, com uma "figura com duas pinturas no rosto e uma pena na cabeça, que mora em uma oca em forma de triângulo". "É uma ideia folclórica e preconceituosa."

"A palavra 'indígena' diz muito mais a nosso respeito do que a palavra 'índio'. Indígena quer dizer originário, aquele que está ali antes dos outros", defende Munduruku, que pertence ao povo indígena de mesmo nome, hoje situado em regiões do Pará, Amazonas e Mato Grosso.

"Talvez o 19 de abril devesse ser chamado de Dia da Diversidade Indígena. As pessoas acham que é só uma questão de ser politicamente correto. Mas, para quem lida com palavra, sabe a força que a palavra tem", continua o escritor, autor de mais de 50 livros para crianças, jovens e educadores.

Hoje, 19 de abril, celebramos o Dia do Índio. Nós, da Cachaça Indiazinha, queremos prestar uma homenagem aos primeiros habitantes da nossa terra e inspiração de nossa marca. 🏹
#indio #diadoindio #indiazinha #cachaçaindiazinha #cachaçafina #cachaça


Madeireiros armados invadem terra indígena no Pará

Um grupo de madeireiros armados invadiu um território indígena localizado entre as cidades de Uruará e Medicilândia nesta quinta-feira (3). A situação na terra Arara é tensa e há eminente risco de conflito entre invasores e indígenas.
A diretora de proteção territorial da Funai (Fundação Nacional do Índio), Azelene Inacio, confirmou a invasão à imprensa nacional. "Estamos acompanhando a situação. Uma equipe de servidores locais da Funai já foi deslocada para a área", disse à reportagem da Agência Estado.
Nos últimos anos Uruará e Medicilândia sofrem com a pilhagem brutal de madeira. As cidades paraenses são vizinhas de Altamira e também sofrem os efeitos do processo de construção da hidrelétrica de Belo Monte. Na região há grande volume de madeiras nobres e as terras indígenas são os principais alvos dos invasores por serem aquelas com as florestas mais preservadas.
Em março de 2017, uma operação conjunta da Funai, Ibama e Polícia Federal foi realizada na região, por causa de tentativas de loteamento de uma área próxima à Transamazônica. O loteamento foi abandonado. A terra indígena Arara teve seus limites homologados por meio um decreto publicado em dezembro de 1991, pelo então presidente Fernando Collor. Sua área total é de 274 mil hectares.
(Com informações da Agência Estado)

Marco Tuma em 31/07/2018
O dia vira noite! O rio vira mar! A mente vira mundo! Sendo assim, a CASA VELHA 226, NESTE DOMINGO 5 DE AGOSTO, estará pronta uma vez mais para os afetos calorosos dos recém-chegados à esta fronteira da Belém Invisível, e também para a melancolia sem dor da despedida daqueles que a tem que deixar!!! Tem desde a primeira exposição de uma artista nova amiga pelos nossos corredores, até o adeus por enquanto de um DJ velho amigo a quem esses mesmos corredores honram! É assim a vida, virando sempre! Mas APESAR DOS FINS, MEIOS E COMEÇOS que a vida nos dá sem que peçamos, ainda nos cabe nosso quinhão da vontade!!! Que se abra a Casa Velha 226 aos seus transeuntes e ficantes!! Que riam os amigos que se encontram e chorem quando se despeçam, contanto que no fim, no meio ou no começo, encontrem a alegria da vida!!!

>>> NOSSA PROGRAMAÇÃO PARA 5 DE AGOSTO:

>> 10H NINA ARAGÃO, artista visual, 29 anos, ananindeuense, traz à Casa Velha 226 sua primeira exposição intitulada AFETO ENTRE BRECHAS. A produção da artista mostra o universo feminino permeado pelo o íntimo, afetuoso, sensível, sem se prender a padrões e a real busca pela simplicidade!

>> 11H Bate-papo com a artista NINA ARAGÃO sobre todo o processo criativo e os anseios dela na sua primeira experiência no mundo das artes!

>> 14H CLEI SOUZA traz o bate-papo BELÉM MODERNISTA: PERIFEÉRICOS PRA'LÉM DA PARIS DE BORRACHA, tratando deste fantasma, deste invisível, a Paris Amorenada, que aparentemente ainda é incorporado pela nossa Belém do Grão-Pará, onde os poderes disciplinadores se apropriaram do índio idealizado romântico como mito de origem para uma nova civilização em meio à selva. O modernismo significou o questionamento a esses discursos. Nessa conversa veremos a construção e a desconstrução desse mito civilizacional!

Marco Tuma em 31/07/2018
O dia vira noite! O rio vira mar! A mente vira mundo! Sendo assim, a CASA VELHA 226, NESTE DOMINGO 5 DE AGOSTO, estará pronta uma vez mais para os afetos calorosos dos recém-chegados à esta fronteira da Belém Invisível, e também para a melancolia sem dor da despedida daqueles que a tem que deixar!!! Tem desde a primeira exposição de uma artista nova amiga pelos nossos corredores, até o adeus por enquanto de um DJ velho amigo a quem esses mesmos corredores honram! É assim a vida, virando sempre! Mas APESAR DOS FINS, MEIOS E COMEÇOS que a vida nos dá sem que peçamos, ainda nos cabe nosso quinhão da vontade!!! Que se abra a Casa Velha 226 aos seus transeuntes e ficantes!! Que riam os amigos que se encontram e chorem quando se despeçam, contanto que no fim, no meio ou no começo, encontrem a alegria da vida!!!

>> 16H Exposição dos ANTIGOS EQUIPAMENTOS ANALÓGICOS DO ALVI AZUL, uma das aparelhagens mais antigas da cidade! Este acervo está aos cuidados do DJ JÚNIOR ALMEIDA, do projeto SONORO PARAENSE, que há doze anos trabalha com o propósito de resgatar a memória de um dos principais fenômenos da cultura popular paraense do século XX, as Aparelhagens, que na década de 1950, eram chamadas de Sonoros, daí o nome do projeto! O DJ vem tentando por conta própria construir um Museu das Aparelhagens no porão de sua casa, e ao mesmo tempo vem produzindo festas com o acervo de vinis do Alvi Azul, talvez o mais completo que ainda resta do período de ouro das Aparelhagens!

>> 16H10 O professor ANDREY FARO ancora com o bate-papo A HISTÓRIA DAS APARELHAGENS E A SUA INFLUÊNCIA NA MÚSICA POPULAR PARAENSE, onde vai conversar com os transeuntes e ficantes sobre a evolução histórica das Aparelhagens e o mercado fonográfico paraense da segunda metade do século XX!

>> 18H A magnífica WELLINGTA MACEDO nos brinda com a Performance Teatral LULU, A GATA PRETA - DESMISTIFICANDO O RACISMO NA LENDA DE AZAR DOS GATOS PRETOS! Livre para todos os públicos meu povo!

>> 18H10 E como tudo que começa bem merece terminar bem, o DJ IGOR ALVES, mais novo peregrino da eternidade, gira a Casa mais uma vez com o seu BAILE DA MALDADE, desta vez na sua EDIÇÃO FINAL minha gente! Aguenta coração! O DJ da Casa Velha 226 está de partida para horizontes lusitanos, mas antes da gente derramar lágrimas de saudade, ele e seus convidados vão pôr os transeuntes e ficantes para dançar e suar e invocar os invisíveis one last time! BURA!!!

E é isso meus caros transeuntes e ficantes! Neste domingo 5 de agosto vocês são todos convidados deste destino de toda chuva, casa de todos os sóis!!!

A Casa Velha 226 fica na Travessa Gurupá nº226, entre Dr Malcher e Cametá, na Cidade Velha, que, perguntam os eruditos, será bairro-fim, bairro-meio ou bairro-começo? RESPONDA, BELEMITA!!!!

Índios Aruans
Missão Gebirié
Os primeiros habitantes das terras de Barcarena foram os índios Aruans, que, durante o período da colônia, antes de 1709 foram catequizados pelos padres jesuítas. Estes se instalaram em terras doadas por Francisco Rodrigues Pimenta, onde fundaram uma fazenda com o nome de Gebirié, depois conhecida como "Missão Gebirié", erigindo aí uma igreja, que ainda serve de matriz.
Posteriormente, elevado o povoado ã categoria de freguesia, sob a invocação de São Francisco Xavier. Sua elevação à categoria de Vila aconteceu, mediante a promulgação da Lei Estadual nº 494, de 10 de maio de 1897, ocorrendo sua instalação em 2 de janeiro de 1898, segundo estava determinado pelo Decreto nº 513, de 13 de dezembro de 1897.
Devido a sua proximidade de Belém, a cujo território pertenceu até 1938, Barcarena foi palco de importantes acontecimentos durante os agitados anos da Cabanagem. Em seu território morreu o cônego Batista Campos, a 31 de dezembro de 1834. Líder revolucionário paraense que editou um jornal contra o presidente Bernardo Lobo de Souza.

Tribo Mura
A elite fazendeira do Grão-Pará, embora morasse muito melhor, ressentia-se da falta de participação nas decisões do governo central, dominado pelas províncias do Sudeste e do Nordeste. A Revolta da Cabanagem durou cerca de cinco anos (1835-1840) e provocou a morte de mais de 40.000 mil pessoas, cerca de 30% da população do Grão-Pará foi dizimada, tribos inteiras foram completamente exterminadas, visto como exemplo a tribo Mura.

Índios
Índios em Belém
Ìndios Tpinambás
. Índios Pacajás
A região onde se encontra a cidade de Belém do Pará (assim chamada desde a época do reinado de Filipe II em Portugal) foi, em meados do século XVIII, um pequeno lugarejo conhecido por Mairi, moradia dos índios Tupinambás e Pacajás, comandados pelo cacique Guaimiaba (que posteriormente virariam escravos durante a colonização).

Em 1580, a implantação do núcleo do atual município em Mairi ocorreu com o capitão Castelo Branco, a mando do rei da União Ibérica Dom Manuel, na época da conquista da foz do rio Amazonas (marcando o início da ocupação militar da União Ibérica ou Dinastia Filipina na região) para defesa luso-espanholas da entrada na Amazônia de estrangeiros - que disputavam o domínio do território das drogas do sertão - e colonização do Império das Amazonas, ou Rio das Amazonas, ou Conquista do Pará (homologado por Alexandre de Moura). Onde o capitão Castelo Branco, antigo Capitão-Mor do Rio Grande do Norte, em 12 de janeiro de 1616, fundou no igarapé do Piry um fortim de madeira chamado Forte do Presépio, contendo a capela Nossa Senhora da Graça, dando origem ao povoado denominado Feliz Lusitânia, consagrada a padroeira Nossa Senhora de Belém.

ABERTURA DA MOSTRA “EU TE VEJO MEU PARENTE” NA CASA DE CULTURA

O prefeito Pedro Coelho Filho acompanhou na terça (16) a abertura da mostra "Eu te vejo meu parente" que está em exposição Casa de Cultura de Castanhal.
A mostra idealizada pela poetisa e geógrafa Márcia Kambeba, que tem apoio e realização da Secretaria de Cultura de Castanhal e revela um pouco do cotidiano e da cultura dos povos Kambeba, Gavião, Assurini e Wai Wai através de fotos, artesanato, esculturas e instrumentos de caça e pesca.
Márcia Kambeba tem viajado pelo Brasil realizando um trabalho importante de divulgação e de preservação da cultura dos povos indígenas. Durante a cerimônia de abertura da mostra, também foram lançados dois livros de poesia de sua autoria.
A mostra "Eu te vejo meu parente" pode ser visitada até o dia 10 de maio, de segunda à sexta, das 08h às 18h, na Casa de Cultura de Castanhal.

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