sábado, 23 de junho de 2018

Intendente Antonio Lemos

Intendente António Lemos
Antônio Lemos, o melhor prefeito de Belém

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Clique nas legendas em azul e leia mais textos e veja mais fotos


Antônio Lemos
3º Intendente de Belém
Período 1897 - 1911
Dados pessoais
Nascimento 17 de dezembro de 1843
Maranhão, Brasil
Morte 2 de outubro de 1913 (69 anos)
Rio de Janeiro, Brasil
Nacionalidade brasileira
Ocupação Político
Antônio José de Lemos (São Luís, 17 de dezembro de 1843 — Rio de Janeiro, 2 de outubro de 1913) foi um político brasileiro com base eleitoral no estado do Pará. Foi intendente de Belém entre 1897 e 1911.
Lemos foi o principal responsável pelo desenvolvimento urbano da cidade de Belém, tendo projetado uma série modificações que geririam a vida do cidadão paraense àquela época, sendo tratado como "o maior administrador municipal dos últimos tempos", além de ser dono do título de mais poderoso e recorrente mito político da Amazônia.
Era filho de Antônio José de Lemos e de Olívia de Sousa Lemos, casado com Inês Maria de Lemos e pai de cinco filhos: Antônio Pindobussu de Lemos, Maria Guajarina de Lemos, Olívia de Lemos Lalor, Cecília Ierecê de Lemos e de Manuel Tibiriçá de Lemos (com alcunha de Duca Lemos), além de tio e sogro de Artur de Sousa Lemos, deputado e senador pelo Pará.
A carreira política de Antônio Lemos se iniciou em 1885, quando o Partido Liberal, do qual era membro, o elegeu deputado provincial pelo 1º e 5º Distrito. Quando ocorreu a proclamação da República, Lemos estava exercendo cargo de presidente da Câmara Municipal, pois havia sido eleito vereador em 1889. Dessa forma, foi Lemos que empossou a primeira junta constituída por Justo Chermont, José Maria do Nascimento e José Fernando Júnior, que passaram a governar o Pará nos primeiros momentos do regime republicano.

Biografia
Filho do casal Antônio José de Lemos e de Olívia de Sousa Lemos, Antônio José de Lemos nasceu em 17 de dezembro de 1843 no estado do Maranhão e mudou-se para a cidade de Belém, no Pará, quando jovem. Antes de ingressar na carreira política, Antônio Lemos trabalhou como criado de bordo da marinha, tendo sido este emprego o responsável pela sua ida à capital do Pará. Assim que chegou ao estado, Lemos logo conseguiu um emprego no jornal local, A Província do Pará, devido as suas habilidades de leitura e escrita. Com a morte do dono do jornal, Dr. Assis, Lemos adquiriu-o por um preço simbólico, mudando a sede do jornal para o edifício onde atualmente funciona o Instituto de Educação do Pará, transformando o periódico no terceiro em circulação do país naquela época. Os anos como editor do periódico, fizeram com que Antônio conquistasse a "confiança" e "destaque" frente a sociedade paraense, o que lhe facilitou em muito o ingresso para a vida política.
Lemos foi, inicialmente, vogal de Belém, deputado estadual e até secretário de governo do estado, onde notabilizou-se por recepcionar e ser sensível aos apelos dos políticos do interior, enquanto que as outras autoridades os ignoravam, por os julgarem "políticos menores", e assim foi conquistando o respeito e o apoio de diversas autoridades.
Em 1897 chega ao ápice de sua carreira política, quando é eleito intendente (cargo correspondente hoje a prefeito municipal) da capital, Belém. Sua gestão ficou marcada pela galicização da cidade, pela edição de medidas que regravam os hábitos e modos urbanos, proibindo atos como cuspir em via pública, regrando as fachadas das casas, retirou cortiços do centro e inclusive fechou diversas casas que gerassem um nível desagradável de poluição sonora.

A construção da Paris n'América
O dinheiro gerado com a comercialização da borracha foi importante para a reestruturação urbana de Belém, a partir de 1897, que marcou o inicio do governo do intendente Antônio Lemos (1897-1911), responsável por modernizar a cidade de Belém, quando o país ainda iniciava o período da República, promovendo uma renovação estética e higienista da cidade no período do Ciclo da Borracha, também conhecido como Belle Époque Paraense", com o projeto de construção da Paris n'América (em francês: Petit Paris). Atendendo ao novo gosto da elite do látex (em destaque os seringalistas) e também demonstrar aos investidores estrangeiros que Belém era segura e salubre para transformar a capital em centro: financeiro, luxo, divertimento e de consumo. Fazendo parte do discurso republicano pautado no progresso com bases cientificamente no saneamento e higienização. Ressalta-se, que a maior parte da população era pobre, não possuía dinheiro sequer para comprar peixe, enquanto tentavam adotar hábitos europeus.
As ruas estreitas do bairro Cidade Velha e da Campina manteriam o estilo colonial português, mas era necessário construir avenidas largas de acordo com o projeto de embelezamento urbanístico até o bairro de São Brás. Assim, a construção do Boulevard da República próximo ao cais do porto, facilitando o escoamento comercial da borracha, simbolizando também o estilo europeu. Com calçamento das ruas, instalação de rede de esgotos, criação de serviço de transportes públicos, construção de praças.
O centro comercial tornou-se um centro de consumo de tecidos, conforme a moda de Paris e Londres (na loja Paris n'América, na Av. Presidente Vargas), bebidas e alimentos importados como carne, champagne, vinho (Piper Mint de Rivel), manteiga entre outros.
Preocupado com a paisagem urbana, Lemos implantou áreas verdes, recuperando o Horto Municipal, embelezando as praças, reestruturando o Bosque Rodrigues Alves. Havia também os quiosques (Bar do Parque), elegantes na paisagem urbana.
O poder público criou o Código de Conduta para repassar os ideais de moral e higiene nos espaços. Regulando o cotidiano da cidade: proibindo banhos nas praças e chafarizes; ficar de trajes “indecentes” em casa ou ir à janela; ordenou a demolição de todos os cortiços (como ocorreu em outras cidades, como o Rio de Janeiro), pois eram considerados locais focos de epidemias e desordem; os moradores construiriam as residencias de acordo com as plantas aprovadas pela intendência.
Quanto aos problemas com local de abate e comercialização de carne e de alimentos, construiu-se um matadouro público (atualmente chamado de Curro Velho) e um mercado no boulevard da República, o Mercado do Ver-o-Peso (em ferro ao estilo art nouveau) sendo considerado na época um dos melhores do país. Em busca de disciplinar o trabalho de vendedores ambulantes, foram proibidas barraquinhas de lanche, consideradas sujas e pontos de desocupados; Iniciou a construção de uma rede de esgotos (empresa londrina The Amazonia Development) e forno crematório; iniciou campanha de vacinação; recolhimento de lixo nas residências; O Código de Conduta impunha também a limpeza da sociedade, combatendo a mendigagem, principalmente às proximidades da Basílica de Nazaré.
Outro problema era o abastecimento de água, era vendida por aguadeiros nas portas das residências. Lemos encomendou nos Estados Unidos equipamentos para construir váris poços artesianos na cidade;
Em 1902 completou seu projeto, que incluiu construção de diversos: palacetes; bolsa de valores; grandes teatros; igrejas; necrotério; grandes praças com lagos e chafarizes; infra-estrutura sanitária; alargamento de vias nos principais bairros, com calçamento de vias com pedras importadas da Europa e malha de esgoto; aterramento de rios e córregos, a plantação de várias mudas de mangueira, importadas da Índia, nas novas avenidas e boulevards a fim de construir túneis sombreados devido muita incidência do sol na cidade. Tudo ao estilo da arquitetura francesa, no desafio delegado a um grupo de engenheiros de nações europeias, incluindo os responsáveis pela recente reforma urbanística de Paris.
Devida a sua localização geográfica, Belém centralizava as exportações da Amazônia, e durante o Ciclo, a Amazônia respondia por 40% da pauta de exportações do Brasil, igualando-se, em valor, ao que São Paulo exportava durante o ciclo do café. Belém era a sede de residências da maioria dos barões da borracha e a empresários, com negócios relacionados a cidade ou a logística de exportação do látex.
Antonio Lemos ordenou a expansão da cidade com a abertura de vias largas e quadras retas onde não havia cidade, área hoje compreendida pelos bairros da Pedreira e do Marco (considerado o segundo melhor em qualidade de vida da capital). Belém era invejada por brasileiros das zonas produtoras de café, retratada nos jornais do sudeste do país como uma verdadeira metrópole perdida na selva que Rio de Janeiro e São Paulo nunca conseguiriam construir, até que em 1905 a cidade de Rio de Janeiro realiza sua reforma urbanística com Pereira Passos.

Belém, cidade pioneira do Brasil
Na gestão lemista, Belém foi a primeira cidade do país a possuir energia elétrica, devido Lemos haver contratado profissionais diretamente de Londres para implementar a energia em Belém, quando foi criada a Pará Eletric and Railway Company, inclusive sendo esses mesmos ingleses responsáveis pela fundação do Pará Country Club, hoje simplesmente Pará Clube; o Pará foi o primeiro estado da nação a possuir plantações de café, através de sua importação direta da Guiana Francesa; foi a primeira cidade brasileira a possuir bondes elétricos; a segunda a possuir necrotério; o intendente costumeiramente contratava companhias europeias de teatro para apresentações em praça pública em Belém; a cidade também foi uma das primeiras a possuir bolsa de valores, demolida em 1914, durante o governo de João Coelho, para dar lugar à Praça do Relógio. Nessa época, quando a nação vivia sob uma economia de arquipélago, era mais fácil ir de Belém a Liverpool que ao Rio de Janeiro, por haver mais rotas para a Europa em detrimento dos destinos nacionais e a Belém manter mais relações com aquele continente que com o resto do Brasil.

O começo do fim
Porém o tempo conspirava contra a economia da borracha: após cerca de 14 anos no poder, em 1912 foi o começo do fim, a cotação internacional da borracha registra quedas preocupantes, começou a tornar-se um negócio menos atrativo, o governo municipal passou a arrecadar menos tributos devido a redução de tais lucros, começou a ficar difícil manter a mesma opulência e ostentação sustentada artificialmente sobre os lucros da borracha inflacionada, Belém começa a deixar de ser a capital dourada, título ostentado desde a reforma urbana. A gestão lemista sofre restrições orçamentárias, ficando difícil governar um menor orçamento para uma gestão acostumada a mais de uma década com fartura e abundância de recursos. No mesmo ano, o intendente é deposto por seus adversários, seguidores do então governador Lauro Sodré, arrastado por vias públicas, até que o famoso médico Camilo Salgado pede clemência por sua pessoa, mesmo assim, é obrigado renunciar a todos seus títulos e cargos. Antonio Lemos partiu para o Rio de Janeiro, assim como um exilado, onde teve apenas mais um ano de vida.

Os Lemos e a atualidade
A família Lemos sofreu uma dura perda com o fim da gestão lemista, porém existiu politicamente tendo como líder o senador Artur de Sousa Lemos até 1930, quando Getúlio Vargas acaba com a República Velha, nomeando Magalhães Barata para interventor do Pará. Na década de 1970, a prefeitura realizou uma homenagem aos Lemos, ordenando a exumação do corpo do ex-intendente no Rio de Janeiro e seu traslado até Belém, onde a população o aguardava para seu re-enterro no prédio da prefeitura, palácio construído por ele próprio e que inclusive ganhou seu nome.
Antonio Lemos não teve tempo, para ainda vivo, ver suas mangueiras adultas e frondosas como são atualmente. Hoje Belém é uma metrópole com 1,4 milhões de habitantes. O município possui 30% de sua área coberta por áreas verdes (o apontado como ideal por urbanistas), e percentualmente mais que outras metrópoles brasileiras, como São Paulo e Belo Horizonte; não teve tempo de ver suas largas avenidas preenchidas com as dezenas e dezenas de altos e modernos prédios que hoje compõem o Belém Skyline; não teve tempo para testemunhar o espanto que muitos turistas teriam com a megalomania urbana de Belém. Ruas, avenidas, museus, palácios, navios, estabelecimentos comerciais, entre outros, ganharam seu nome em homenagem às suas reformas radicais na paisagem da cidade.
Legado
Imagem do Palácio Antônio Lemos, sede municipal de Belém.
Mesmo após a sua morte, Antônio José de Lemos ainda é lembrado pelas suas construções e feitorias na capital do estado do Pará. A sede da prefeitura municipal de Belém recebe o nome de Palácio Antônio Lemos, em homenagem ao ex-intendente do município, principal responsável pela urbanização e desenvolvimento da cidade nos primórdios do século XX - durante a chamada Belle Époque brasileira. Além disso, Lemos é considerado o maior gestor municipal, o mais poderoso e recorrente mito político da Amazônia. O plano de urbanização municipal projetado por Lemos no final do século XIX e início do XX "é recordada pela população como um período o próspero da cidade".
“ Entendo o Lemos como uma pessoa muito inteligente e habilmente política. Ele tinha só o liceu, o que hoje corresponde ao ensino médio ou profissionalizante. Ele não era paraense, não pertencia a nenhuma família tradicional e não tinha feito curso superior no Brasil, muito menos no exterior. "

Dentre outras coisas, Lemos foi responsável pela arborização e urbanização da cidade de Belém, evidenciada pela construção de boulevards, rede de saneamento e esgoto, pavimentação de ruas, além da criação de um código de postura, que era baseado no modo europeu de vida.
Nota
Cargo equivalente hoje a vereador
Referências
Google Books - Paraíso Perdido, por Adelino Brandão (pág 321)
[file:///C:/Users/Inspiron%205448%20B30/Downloads/3551-18593-1-PB.pdf EDUCAÇÃO DE MENINAS ÓRFÃS NA CONCEPÇÃO DO INTENDENTE ANTÔNIO LEMOS EM BELÉM DO PARÁ (1900 − 1906) - Conforme Rocque (1977), Antônio José de Lemos nasceu em São Luís, no Maranhão, dia 17 de dezembro de 1843. Filho de Olivia...]
Colégio Estadual Antonio Lemos - A Era Lemos
Will Montenegro. «Antônio Lemos deu um passo ao futuro». Amazônia Jornal. UFPA - Faculdade de História. Consultado em 29 de outubro de 2012.
Letícia Paula de Sousa. «Os mercados municipais e a Intendência» (PDF). OS MERCADOS MUNICIPAIS E A INTENDÊNCIA. UEMA - Universidade Estadual do Maranhã. Consultado em 29 de outubro de 2012.
Anna Carolina de A. Coelho. «A urbanização de Belém no final do século XIX». Meu Artigo. Brasil Escola. Consultado em 31 de janeiro de 2017.

Reproduzido pelo Blog do Ademir Rocha

Escolas e O filtro de água de barro é mais seguro e eficiente! Mas e o truque da água engarrafada? - São Paulo São

Escolas e

Cerimônia de Implantação da Faculdade Católica de Abaetetuba - FCAB
Já nasce grande, primeira Faculdade Genuinamente de Abaetetuba.
Iniciando com Graduação e brevemente com pós-graduação.
Nossos parabéns a Diocese de Abaetetuba, bispo Dom José, ao Diretor Prof. Antônio Carlos e toda uma grande equipe de Mestres e Doutores.
Abaetetuba se firmando como um grande polo educacional.
Raimundo B Ferreira Ferreira Ferreira Obrigado Bispo D.José pela inciativa.Parabéns!
Parabéns também ao Dr.Joao Rodrigues.
Joao De Deus Ferreira Parabéns à Diocese, à Dom José, Bispo Diocesano de Abaetetuba pela conquista da Universidade Católica de Abaetetuba.
Em tempo sombrio de ataques a democracia com, congelamento por 20 anos dos recursos para educação Abaetetuba reage e avança na área do conhecimento e da formação acadêmica.
Sucesso a todos
Laudineide Quaresma Vieira Chica No momento curso de gestão ambiental e geografia. Informações na secretaria da faculdade no colégio São Francisco Xavier
.Antônia Costa Parabéns!! Desejo sucesso e que traga uma proposta que também possa incluir o público alvo da Educação Especial no acesso e permanência com sucesso.
Elizamée Brasil Brito Parabéns Abaetetuba!!
Parabéns ao Bispo Dom José 
Quem ganha é a população 
Dr João Rodrigues em busca do melhor ao povo.
Trabalhando por Abaetetuba
Luiz Solano Parabéns e contem coim o meu apoio aqui em Brasília.Abaetetuba merece sempre o melhor.
Benedito Silva Que forme grandes profissionais.
Eu fui da primeira turma do Colégio São Francisco e com a educação recebida me formei Eng. Mecânico, sou Especialista em Mecanica Industrial, professor do primeiro e segundo graus de matérias técnicas, Mestre em Engenharia dos Materiais 


terça-feira, 12 de junho de 2018

Altemar Paes - Poesias e Crônicas

Altemar Paes - Poesias e Crônicas
Os Silva Paes
À minha maezinha querida, Professora ELZA DE JESUS SILVA PAES - 100 Anos de vida.
Estou imensuaravelmente feliz em poder comemorar ao seu lado mais um de seus aniversários, o centésimo, uma data importante que eu torço para que se repita, mesmo reconhecendo que a eternidade não é possivel.
Se eu pudesse lhe presentearia com tudo que há de mais bonito no mundo e com a felicidade eterna, para ver o seu sorriso iluminado sempre. Mas tudo que posso fazer é lhe dar o meu amor e o meu carinho.
Obrigado pela sua dedicação diária e pelo amor doado a mim e à nossa familia todos os dias. Você é a melhor mulher, a minha rainha, enfim, a melhor mãe do mundo. Quero estar com você a cada dia que virá, especialmente hoje, juntamente com sua irmã, seus demais filhos, filha, genro, noras, netas, netos, bisnetas e bisnetos em uma mais que merecida homenagem.

Receba meus beijos e abraços como prova do meu mais profundo sentimento de amor. Te amo mãezinha querida! Feliz aniversário!


SAUDADES DE ABAETETUBA
Abaetetuba, hoje tu és tão bonita
Mas no passado eras muito mais
O progresso que hoje te agita
Te faz diferente dos tempos atrás
Antigamente te chamavas Abaeté
E tu eras muito pequenininha
Eu andava todas as ruas a pé
E jogava bola no meio da pracinha
Hoje não te chamas mais Abaeté
Tuas ruas já não têm mais areia
Já não dá mais para andar a pé
Nem jogar futebol com bola de meia
Muitas casas eram feitas de barro
Tuas ruas eram orleadas de capim
Hoje tuas ruas estão repletas de carro
E tuas praças estão cheias de jardim
E até mesmo a minha rua
O progresso do asfalto cobriu
Ela perdeu o encanto da lua
Pois toda aquela areia sumiu
Aquelas ruas com as pegadas
Da minha infância tão fugaz
Hoje refletem as passadas
De um tempo que não volta mais
Ah! minha terrinha querida
Abaetetuba das minhas lembranças
Que bom seria se nesta vida
Nós ficássemos eternamente crianças

(Altemar da Silva Paes)



Poesia é cultura.
Não Tenho Nada Com Isso
Vou contar uma boa estória
Realmente muito interessante,
Versando sobre quatro pessoas
Cujos nomes vão mais adiante

O primeiro se chama "Todo Mundo",
O segundo se chama "Alguém",
O terceiro se chama "Qualque Um"
E o quarto se chama "Ninguém".
Havia um importante trabalho
Que "Qualquer Um" podia ter feito
Mas "Todo Mundo" tinha certeza
Que "Alguém" o faria direito.
Acontece, que "Ninguém" o fez
E aí, "Alguém" ficou furibundo,
Pois "Qualquer Um" podia fazer
O que era trabalho de "Todo Mundo".
O certo é que "Alguém" pensou
Que "Qualquer Um" iria fazer.
Ocorre, que "Ninguém" imaginou
Que "Todo Mundo" fosse esquecer
Ao final "Todo Mundo" culpou
E a culpa recaiu sobre "Alguém",
Pois "Qualquer Um" podia fazer
O que não foi feito por "Ninguém"
(Altemar da Silva Paes)

O que ninguém sabe até agora
E que alguém quer saber
É porque não editaste um livro
Para todo mundo ler.


Eu e Vc...
Na Cama...
No Escuro...
Vc Me Chupando...
E Fazendo Barulho...
Quando Chega Perto Do Meu Ouvido,
Me Deixa Louco...
Te Bato, tTe Xingo...
Te Pego De Jeito
Entao Acendo As Luzes...
Sangue Nos Lençóis..
Finalmente Peguei Vc.

Sua Muriçoca Desgraçada!! Takkkkkkkkkkkkk...*-*
 . |> Parem De Pensar Besteira, mente poluída.


Minha homenagem a todas as mães, pelo dia das mães.
Mãe, a Rainha do Lar
Para que a paz e alegria
Reinem no lar é mister
Haver perfeita harmonia
Entre o marido e a mulher

Briga entre esposo e esposa
É o que se vê de ordinário
Quando o pai quer uma coisa
A mãe quer justo o contrário
Este ideal de concordância
Foi-me fácil de alcançar
E com bastante tolerância
Firmei a paz no meu lar
E assim, felizes vivemos
Sem uma rusga sequer
Pois tudo em casa fazemos
De acordo com o que ela quer


Fotos da inauguração do escritório do Sr. Roldão Sereni, em 1956. A casa era ao lado da Farmácia do seu Contente.


Poesias 1 do Altemar Paes - Poetas e Poesias

Homenagem ao dia do professor.
A SINA DO PROFESSOR

Todo professor carrega uma sina
O ano inteiro ele é o único errado
Seja competente, pontual e assíduo 
Ele nunca consegue ser do agrado 
Os alunos logo colocam um apelido
E por todos os alunos ele é criticado

Se o professor é novo, ele é inexperiente
Se o mestre é idoso, já está ultrapassado
Se conhece a matéria, näo sabe explicar
Se ele sabe explicar, não é preparado
Se o tom de voz é alto, ele só sabe gritar
Se fala baixo, é um professor recalcado

Se é pontual e assíduo, ele é um caxias
Se precisa faltar, é um professor ausente
Se dá aula em pé, quer se exibir pra turma
Se dá aula sentado, é prá ler discretamente
Se dá pouca matéria, ele é desinteressado
Se dá bastante matéria, é muito exigente

Se brinca na aula, é metido a engraçado
Se é sério na aula, é um professor enjoado
Se chama atenção dos alunos, é grosseiro
Se não chama atenção, não é respeitado
Se a sua prova é fácil, o professor é fraco
Se a prova é difícil, ele é logo antipatizado

Se escreve muito, não sabe se expressar 
Se não escreve, o mestre é desorganizado 
Se fala corretamente, ele é um esnobador
Se fala gíria, o mestre é metido a avançado
Se exige muito da turma, é um rasga-beca
Se nada exige, ele é um professor relaxado

Se dá toda a matéria, é puxa-saco da direção
Se não completa a matéria, é um embromador
Se o aluno é aprovado, é porque é estudioso
Se é reprovado, foi perseguição, sim senhor
Se você, todavia, conseguiu ler esta poesia, 
Agradeça a uma pessoa: ao seu professor


(Altemar da Silva Paes)

segunda-feira, 11 de junho de 2018

Poesias e Crônicas do Roberto Osório

Poesias e Crônicas do Roberto Osório
Roberto osório2 9 2012
ADÃO E EVA. Meus pais eram primos e se conheceram ainda crianças. Àquela época ainda não havia “casa de tolerância”. Fizeram saliências debaixo do “Girau” da casa do vovô. Mamãe tinha 13 anos, sangrou literalmente. O papai, um pouco mais velho e já “rodado”... Deve ter sido o “maior barato” (pena que meus tios não tivessem filhas). O “barato” saiu caro: foram vítimas de preconceitos da sociedade em geral e até mesmo dentro de casa. O saudoso tio Leopoldo, em tom de brincadeira, quando já éramos adultos, dizia: “Os filhos do Chile são todos doidos. É nisso que dá casamento de primos.” 

Após fazer levantamento sobre as famílias abaetetubenses, cheguei à conclusão: com exceção da Marcela e Iolanda, todos têm algum grau de parentesco. Se servir de consolo à Iolanda Parente e Marcela Parenta, digo-lhes somos todos parentes. Afinal somos todos descendentes do primeiro casal de macacos batizados. Peraí! Quem os batizou? 


Roberto osório 2012
MEU NOME NÃO É Galileu Galilei
EM 1969, quando o astronauta Neil Armstrong (morto recentemente) pisou na lua eu ainda morava e lecionava várias disciplinas nos colégios de Abaetetuba. Bons tempos!
EM 1979, morei e trabalhei na CEF, em Bragança e lecionei Física no Colégio Santa Terezinha. Havia na sala algumas freiras (não sei se eram alunas ou espiãs rsrsrs). Em uma das aulas, passei um problema, mais ou menos assim: “um avião foguete sai do solo às tantas horas, do dia tal, com a velocidade de tantos quilômetros por segundo...” Assim que terminou a aula, fui chamado à diretoria, onde a Madre Superiora: “Sente-se, professor”. “Mostre-me seus apontamentos”. Que apontamentos, irmã? “Onde está seu livro de chamadas, retrucou”. Mostrei-lhe: estava totalmente em branco¹. “professor, o senhor passou um problema aos alunos sobre uma viagem do homem à lua e blá, blá... Isso é blasfêmia! É uma heresia! O ser humano nunca foi e nunca irá à Lua... etc. etc. etc.”. No final do ano fui despedido. Ainda bem que não se aplicava mais as penas da época da Inquisição.
¹ Sempre fui avesso à burocracia. Nem como estudante, utilizei material escolar. Papel e caneta, só quando fazia provas. E ainda assim, emprestados dos colegas mais afortunados. Rasguei centenas de Cartilhas do Povo e ABC e Livros de Admissão etc. Em compensação, apanhei inúmeras “surras” do papai, que sempre me aconselhava: “filho, estuda. Senão vais acabar te tornando professor ou bancário”. Palavras proféticas! Não sei o que pensa disso o Ademir Heleno Araujo Rocha, Nonatoo Loureiro etc

3 9 2012


R Osório
Roberto Osorio Sábias que já fui remador da Tuna? Não por amor à camisa, mas pra tomar mingau, quando morávamos na Casa dos Estudantes de Abaetetuba. Eu, Edson Ribeiro, Zé Maria "Maconheiro", não lembro do outro (remavamos um "4 com").Roberto Osorio Não sei se vocês sabem o que é 4 Com. O Reco, irmão do Nilton Araujo sabe...Benicio Lobato Cruz Se vc não sabe, eu fui remador no Paysandu ( 1983)...justamente no 4 com patrão.....abraços!Roberto Osorio Então só tomavas o mingau. RsrsBenicio Lobato Cruz Tinha leite e caldo de cana tbm...kkkNilton Araujo Também remei por um certo tempo.
Tinha mingau e café com leite que era servido em uma lata de leite de 450 gramas e mais um pão cacete recheado de manteiga.Nilton Araujo Na Tuna tinha um atleta que foi pra Sede Náutica, apenas pelo café da manhã. Na época tinha 14 anos. Se tornou um dos maiores atletas de remo do Pará. Depois se tornou alcoólatra sempre morando na Tuna. Já entrando na terceira idade resolveu voltar a estudar e formou-se em Direito. Salvo engano faleceu não faz muito tempo.Roberto Osorio Era um negão enorme, marginalizado pelo preconceito (negro e vagabundo) em Abaetetuba, também remou na Tuna. Formou se em Direito. Faz muitos anos que não o vejo. Andávamos juntos em Abaetetuba...Roberto Osorio A propósito...encontrei com o "Reco" em Belém. Conversamos muito...Ele, mesmo sendo um dos mais jovens se tornou meu amigo. Certa ocasião esteve em Bragança, passou alguns dias em casa, com a Marlene e filhos. Um desses filhos dele, passava a noite dando descarga no vaso sanitário, só por diversão. Faz tempo que não vejo mãe e filhosNilton Araujo Acho que é a mesma pessoa. 
Já o conheci como NascimentoNilton Araujo Estagiou e atuou como advogado no Escritório do Américo Leal.Roberto Osorio Conheci o Américo e o irmão, que treinavam, salvo engano, na Tuna. Time que tinha 3 torcedores: meu irmão, o Dé e o Benicio Lobato Cruz....Nilton Araujo Acrescenta a minha irmã mais velha Maria De Fátima A. da Silva. É tunante de coração.Nilton Araujo Roberto Osorio. Recordei do Quiba. Tratar-se do Oswaldo que também estagiou e iniciou como advogado no Escritório do Américo Leal. Era chamado de Negão. Depois de formado e advogado atuante não gostava de ser chamado pelo apelido. 
Se alguém o chamava de Negão ele respondia de pronto: Negro é o teu passado.
Morou em Abaetetuba em um casa que foi a sede do Bangú.
Continua atuando como advogado criminalista.
Roberto Osorio Quando falares com ele diz assim: " 'Negão Quiba' o Zhukov te mandou um abraço e que eu te chamasse assim". Exceto se ele pegou a doença do Joaquim Barbosa. Rsrs


ERAM RAPAZES Que Amavam Os Beatles e Os Rolling Stones...


Benedito Silva O segundo da esquerda para a direita é o Clemir? Meu amigo chupa embigo como ele me chamava.Roberto Osorio Sim. Nessa época eles se denominavam os Beatles. AbraçosNilton Araujo Vanderlino Ribeiro, Clemir Nery, Edson Ribeiro e Garibaldi Parente. Vanderlino e Edson são irmãos do Antonio José Lima Ribeiro. Salvo engano da minha parte o Vanderlino era chamado de "Budeira" ou algo parecido.Ademir Heleno Araujo Rocha Roberto Osorio, o Edson Ribeiro sumiu do face, pq? Vcs super amigos.José Alexandre Machado Nilton Araujo. O Budeira é o Francildo irmão do Flair Nobre e Firmo Delmiro Maues Nobre.Roberto Osorio Nilton Araujo, apelidos do Vanderlino Ribeiro: Budega e Cabeça de Porco, do Clemir era Pomada Rex?Roberto Osorio Por falar no Clemir Nery, não sei se vocês tiveram oportunidade de conhecer o quanto ele era calmo. Certa ocasião, o gordurinha (Ademir Heleno Araujo Rocha) chegou pra lá de Bagdad, na Casa dos Estudantes de Abaetetuba. Pegou um facão e botou todos pra correr, exceto o Clemir, que estava estudando em uma mesa no corredor. Era gente saindo, como estavam vestidos ou não...Foi um "Deus nos acuda..."Roberto Osorio Nilton Araujo e José Alexandre Machado, vocês devem estar lembrados da época em que um grupo de rapazes, entre eles o Acácio Procopio, Tideu, Bio, Bigico (pai do Alfredo Barros) etc. que usavam uma linguagem própria entre eles, quando queriam evitar que outros entendessem...Eu, Edson Ribeiro, Vanderlino (irmão do Antonio José Lima Ribeiro) Paulinho (em memória), Buldogue etc quando Andávamos às noites e madrugadas pelas ruas também usávamos a mesma linguagem. Quase sempre estávamos pretendendo fazer alguma peraltice. O Vanderlino não conseguia aprender a linguagem, falava uma ou outra palavra e o restante saia normalmente. Certa ocasião, estávamos na Beira, quando íamos passando, avistamos uns tamborões. O Vanderlino sugeriu: "mosva gajô tamburão dentro d'água". Apareceu um vigia e disse: “ Venham seus bandos de filhos da puta".Nilton Araujo É vero 
Fiquei sabendo desse caso.
Kkkkkkkkk
Roberto Osorio Nunca mais o vi. O Lenin me falou que ele está trabalhando numa lanchonete no aeroporto de Val de CansBenedito Silva Nesse dia a embarcação do papai (feliz união ) estava atracada na Ponte, o papai chegou em casa dizendo que o filho do Chile com o Budogue que era nosso vizinho na Santos Dumont e outros amigos tinham feito essa peraltisse.Ademir Heleno Araujo Rocha Roberto Osorio, o Edson Ribeiro sumiu do face, pq? Vcs super amigos.Roberto Osorio Nunca mais o vi. O Lenin me falou que ele está trabalhando numa lanchonete no aeroporto de Val de CansLuiz Carlos Loureiro ... fiquei em dúvida... o "Garibaldi", não seria o Adônis?... hein, Ademir?!...Ademir Heleno Araujo Rocha Não Primo, é o Garibaldi Parente, professor e poeta dos bons!João Pedro Maués Bob Roberto Osorio corria o cigarrinho de samambaia seca com orégano enrolado nas páginas do novo testamento de bolso??Roberto Osorio Não sei se sabes, ninguém da nossa turma fumava...Um ou outro bebia socialmente. Eu nada, mas era acusado de "Maconheiro".




Pfsas no Crito
Roberto Osorio Fui aluno de português da professora Ivone Sena. Lembro que na noite que ela tinha que passar uma prova, ficou doente de "papeira". A Maria José (mãe do Alfredo Barros) foi passar a prova no lugar dela...Em certo momento da prova, ela me viu conversando com a "Orquídeia" e a "Pedrita". Dirigiu se a mim e me pediu a prova. Tentei argumentar que não estava "colando" (nunca fiz isso). Ela não se convenceu e mandou que eu colocasse a prova em cima da mesa dela. Coloquei e, ao sair da sala, fechei a porta com toda força...No dia seguinte fui à casa da professora Ivone e contei o ocorrido...Ela me disse: "Sei que não colas, mas provavelmente estavas dando cola". Fiquei calado, aí ela me disse: "as provas ainda não foram corrigidas e estão aí em cima da mesa. Pega e termina". Após terminar, coloquei junto às outras.
No dia seguinte, a Prof Ivone entregou as provas com os resultados. Eu tinha tirado 10. Peguei a prova, fui à sala da Prof Maria José, mostrei a nota e, ironicamente, disse: Imagine se a Senhora não tivesse me tomado a prova antes de eu terminar..."



ABAETETUBA JÁ foi uma cidade ordeira, pacata, hospitaleira etc. e ha muitos se sabe que virou rota do tráfico e point do consumo de drogas. Há execuções sumárias, motoqueiros bandidos que atacam à quaisquer hora do dia e da noite, sem que as autoridades competentes consigam, pelo menos, minimizar os problemas, seja por carências de materiais, seja por incompetência ou até mesmo por conivência...
LEMBRO E digo pros mais jovens que os marginalizados da época da minha geração, quando adolescentes, eram indivíduos que consumiam um "baseado", mas não faziam mal a ninguém. Andávamos pelas ruas a qualquer hora do dia ou da noite, encontrávamos casais vindos das festas dançantes, aniversários, casamentos,15 anos, bodas de prata, ouro etc. As jovens carregavam os sapatos alto às mãos, pisando na areia e folhas das mangueiras pelas ruas das cidades. Às madrugadas, encontrávamos os vendedores de mingua, cafezinho, carregadores, balanceiros etc 

OS BONS de porrada da época eram os saudosos Olavo, Saul, Paquito, Arito Matos e o Coropó (Stoésel Vilhena Araújo) etc todos indivíduos de boa índole, mas quando bêbados, brigavam entre eles. Quando a polícia chegava, tentando acalma los, alguns soltavam impropérios, os mais exaltados eram levados para...suas casas. Se não se "comportassem", eram levados pro xadrez. Chegando lá, eram colocados nas celas, onde inicialmente reclamavam e acabavam dormindo. Ah, as celas não eram fechadas à chaves, mas os "presos" não sabiam. Assim que melhoravam, era lhes dado um sermão...

UM DIA qualquer, a Polícia estava fazendo ronda, quando o sargento que comandava se aproximou de um matagal em frente ao Bar do Celso para fazer Xixi...Escutou um barulho e se deparou com uma mulher completamente nua, em cima de uma esteira e logo adiante, abaixando a cueca, estava um jovem. O sargento se aproximou e perguntou: "O que você está fazendo aí? E essa mulher no chão?" Aparentando ou fingindo calma, Francenilson Florenzano respondeu: " Sargento, se o senhor não me avisa, eu teria mijado em cima desta mulhe!!"

DAVI X GOLIAS.
ESSA FOTO me faz recordar o início do namoro do Davi Paes Figueiredo e Nete Figueiredo e dedico essa lembrança especialmente à Maisa Figueiredo.
Maisa, você ainda não tinha nascido e certamente não sabe do início do namoro dos seus pais. Sua mãe era de origem pobre, morava no bairro de São Sebastião, com sua avó...Na sala tinha um pequeno sofá e logo à frente uma Televisão Preto e Branca, Multilazer, 14 polegadas, comprados através de suaves prestação (120 ao todo), na Loja Contente de propriedade do Armando Contente Dias.

OS TRÊS sentavam no sofá, sendo que sua Avó materna senta entre o casal. Em uma noite chuvosa, sua Avó falou pro seu pai: "seu Davi, está chovendo, vou pegar um lençol e um travesseiro e você dorme no sofá...

Passados alguns minutos, sua Avó voltou, não encontrou mais o seu futuro pai. Perguntou: "Nete, cadê o Davi". A sua futura mãe, sonolenta, disse pra sua Avó: "Mãe, não sei. Ele tava aqui, agora mesmo..." Sua Avó já ia fechar a porta, quando o Davi apareceu todo molhado, com uma sacola de plástico apertada com os braços sobre o peito. Sua Avó falou: "Seu Davi, o que foi que houve?". Seu pai respondeu: "Fui lá em casa, porque eu não durmo sem meu pijama".
Davi Figueiredo
Davi Paes Figueiredo Hahahaha, o Roberto Osorio, tá se superando, pena que tenha começado a escrever com 82 anos, tinha um grande futuro pela frente, essa ficção não bate com a época, primeiro que quando surgiu o São Sebastião já estávamos casados há vinte anos, segundo que essa história foi inventada para o Luiz Pedro com a Marivalda lá na Roberto Camelier, mas o Bob tá se tornando um grande contista.

JPM
Roberto Osorio , nosso inestimável Bob, faz aniversário hoje. Ele merece estar aqui no grupo, vez que nasceu há quase 150 anos atrás. Comandou uma pantinha em ABAETETUBA pra afanarem tijolos pra quadra do Bernadino, liderou outra pantinha pra passarem pelados em frente a sede do Bosque lá na estrada pra se vingar do Gapó, sogro do Grudelho, misturou laxante de mamona no suco e deixou na geladeira da CEF pra se vingar dos colegas que tomavam o suco, subiu na caixa d'água ameaçando ceifar a própria vida por conta do fim de um romance, foi o primeiro pichador de ABAETETUBA, toma açaí com castanhas do Pará todos os dias, fuma o unzinho de samambaia seca com orégano nas folhas de um novo testamento de bolso que ele ganhou do José AlexandreMachado, etc, etc, etc. Mas alheio a todas essas peripécias do Bob,eis que me sinto orgulhoso por poder partilhar da amizade dele, homem de uma integridade de caráter e retidão como poucos que conheço. Aos 72 esbanja vitalidade e saúde mental. Parabéns querido amigo Bob. Saúde e vida longa a vc...

Roberto Osorio Melhor se pra mobilizar pra exigir das autoridades eleitas e nomeadas pra cumprirem com suas obrigações, senão nem nossos filhos e netos não terão nem o que ver e cultivar...
ABAETETUBA HA muitos anos não é uma cidade agradável, bonita, segura, nem civilizada. As ruas esburacadas, a poluição visual e sonora, a sujeira, o mal-cheiro, o trânsito caótico, a violência. A lista de mazelas é interminável. Mas é a MINHA cidade.
AS AUTORIDADES, assim como os cidadãos e cidadãs de bem, que são a maioria, precisam reagir. Todos devem fazer sua parte, tomando atitudes individuais e coletivas, em vez de atribuir exclusivamente aos poderes públicos por tudo que acontece de ruim. Reagir é uma forma de exercer a cidadania e praticar a urbanidade desejada para se fazer da cidade um orgulho para todos que desfrutam da sua ambiência acolhedora.
R Osório
DIZEM QUE Seu Ramos era doido, mas nunca soube que tomasse banho de paletó. Rsrs
O QUE eu realmente soube é que de vez em quando sumia das ruas por vários dias, deixando saudades nos que lhes eram caros...Certa ocasião ele ia passando em frente ao Hotel-pensão da Dona Maria Coroa, que estava à porta. "Bom dia, seu Ramos, por onde o senhor tem andado? Faz tempo que não o vejo. O senhor está melhorou?".
Seu Ramos: "Bom dia, Dona Maria. Estive fazendo uns tratamentos. Estou bem melhor...Só que quando o Sol começa a esquentar, me dá uma vontade de fuder ". Dona Maria olhou pro relógio (era quase meio dia) e saiu correndo casa à dentro..


Antonio José Lima Ribeiro kkkkkkkk O Seu Ramos, era uma pessoa legal. Gostava de conversar. As vezes ele ficava bravo de bobeira, mas era boa pessoa. Muito amigo do Leopoldo (seu tio Roberto Osorio) )
Marcos reis
Lembro-me do Seu Ramos! As vezes os colegas do Basílio De Carvalho o azucrinavam com o epíteto "Cachorro Doido". Meu pai e minha avó diziam: "Ele é um homem bom, e não um cachorro doido." Sempre quis saber mais sobre ele. Quem são seus familiares vivos, fotos, descendentes e onde fica seu túmulo.
Bené Costa
De vez em quando, ele dava uns tapas na macaca, falava que era pra desintoxicar o organismo.
JPM
Ele dizia:" Pedro eu não gosto de otário... Me criei no Morro do Pavãozinho​. Não vim de lá pra marcar touca em Abaeté..."
Iso Roberto Silva
Seu Ramos "o Filósofo"; Leopoldo "o Astrólogo " hahahahhaha essa dupla...

Dito silva
Seu Ramos muito amigo do meu pai.cozinhava muito vem lembrança boa!