Davi Figueiredo - Poesias e Crônicas - Poetas e Poesias
Davi Fig
Como hoje é dia do padre segundo a minha amiga Nilce Maria, vai uma crônica minha para quem ainda não leu.
O CONTO DO VIGÁRIO
Aqui em Abaetetuba pelos idos de 1964, muitos rapazes de nossa sociedade ingressaram no seminário em Belém do Pará no propósito de viverem uma vida sacerdotal e celibatária, muitos influenciados pelas próprias famílias católicas e conservadoras, estes não deram muito certo largaram a batina pelo primeiro rabo de saia que encontraram, somente alguns que carregavam na alma a vocação sacerdotal seguiram em frente.
Estou falando isso porque senti na pele um desses exemplos que não deram certo.
Certo dia minha avó por parte de mãe, muito católica, tanto que era da ordem das Filhas de Maria, do Apostolado de Nª Srª de Conceição, do Apostolado do Sagrado Coração de Jesus, da Ordem de São Francisco, e da Ordem de São Benedito anunciou: - neste domingo eu convidei para um almoço aqui em casa a Maruquita do Manelogenio e o seu filho Ticó que está estudando para padre em Belém, eu quero todo mundo arrumado esperando os nossos convidados, afinal de contas argumentou, ele vai ser um emissário de Deus aqui na terra.
No domingo a casa estava animada, minha avó tinha contratado duas cozinheiras para reforçar no preparo do almoço, o cardápio tinha de tudo, macarronada, maniçoba, pato no tucupi, galinha a cabidela e coisa e tal, até me lembro que tive uma briga com outros meus irmãos por causa da raspa da panela de calda de açúcar do pudim.
Antes quero descrever a casa que morávamos na época: ficava onde hoje se encontra o prédio Figueiredo, era um casarão com telhas de barro todo em madeira, com aproximadamente oito janelas que davam para um saguão lateral, na frente um pequeno pátio que chamávamos de varandim, uma escada em concreto de quatro degraus ornamentava a entrada que dava para o lado da praça Nª Srª da Conceição.
Pois bem, ao meio dia estávamos no pátio juntamente com a minha avó, todos perfilados esperando os convidados. Ao meio dia em ponto, surgiram do lado da praça a Tia Maruquita, (como gostava de ser chamada) de braços dados com um rapaz vestido com uma batina bege impecável, e que vez ou outra cumprimentava com um aceno circunspecto as pessoas que passavam.
A minha expectativa aumentava ao passo em que eles se aproximavam da casa, afinal de contas era um emissário de Deus segundo minha avó, ao subirem a escadinha que antecedia o pátio os meus olhos estavam fixos naquela pessoa de batina que tinha o privilegio ou talvez a missão de representar Deus aqui na terra, tanto é que não prestei atenção quando minha avó ao meu lado falou baixinho – toma bença dele, ao não atender, fui instado novamente por minha avó já com os dentes cerrados imitando um sorriso, – “tãma bençã dele”!, não entendi essas palavras mastigadas, ai veio a terceira convocação esta com um coque rápido e preciso na cabeça, toma bença dele!!, sentindo uma dor ardente na moleira, estendi a mão e com lágrimas nos olhos e a voz de choro disse: – Berrença padre, e ele – Deus te abençoe meu filho.
Aquela benção não me resignou muito, a cabeça doía e com os olhos cheio de lágrimas pensei em não almoçar como meio de protesto, porem a fome e o aroma que os pratos produziam fizeram eu mudar de idéia. O prejuízo seria maior.
Ao sermos chamados para o almoço, fomos contidos por minha avó e minha mãe para que deixássemos o Padre Ticó escolher o seu lugar, depois fomos silenciosamente ocupando outras cadeiras.
Então este uniu as mãos em prece elevou os olhos para um quadro da Santa Ceia que ornava a parede em frente a mesa e ofereceu aquele repasto a Deus e a todas as pessoas necessitadas, logo após foi servido o almoço. Minha avó puxava conversa com o padre, com relação aos seus estudos no seminário e este solicito, com um olhar sereno e meigo, igual o olhar daquele anjinho que está nos pés da imagem de Nª Srª da Conceição, respondia a todas as perguntas, sem deixar de dar generosas garfadas na macarronada.
Após o almoço, na despedida, abençoou toda a família e compenetrado fez uma oração a pedido de minha avó seguido de um coro de amem respondido pelos presentes e saiu com sua mãe, desta vez rumo as ruas da cidade, talvez para fazer a digestão ou para dar uma volta e matar as saudades..
Ao passar por uma determinada rua, segundo relato choroso da tia Maruquita no dia seguinte, foi chamado por vários colegas que tomavam batida de limão no boteco do Moacir e que estavam se preparando para saírem no sujo (naquele tempo chamávamos de bôbo) pelas ruas da cidade, já que era época de carnaval, nesse momento foram rechaçados por Ticó, que argumentou que sua vida mudara e que estava totalmente voltada para a Igreja e seus Sacramentos, apesar dos apelos e dos argumentos quase convincentes dos amigos para tomar só um golinho da melhor batida de limão da cidade, seguiu em frente, se despedindo de cabeça erguida para o orgulho de sua mãe.
Ao chegar em sua casa alegou que teria que voltar para fazer uma visita à Igreja Matriz, e não sei por que cargas d’água, fez o mesmo caminho de volta, e ao chegar em frente do boteco do Moacir, novamente seus amigos o chamaram, desta vez com mais ímpeto, devido aos vapores etéreos do Alcool, - Vamos Ticó só umazinha!, Não vai fazer mal!, Pelos teus amigos!, Entra aqui que a gente faz a bandeira!, Ninguém vai saber de nada!, Deixa de ser orgulhoso. Com estes e outros argumentos, Ticó pegou o copo e deu um golinho, ai veio os papos – como é lá no seminário?, Um gole, tu não sentes saudades daqui? Outro gole, deixa eu te contar a última!, Mais um gole, conclusão quatro horas da tarde, ouve-se um barulho de tambor, fizemos aquela gritaria em casa, lá vem o bôbo!, Lá vem o bôbo!, corremos para a janela e para o nosso espanto vimos vários rapazes sujos de maisena, o Paulo Tribi, com o seu inconfundível tambor de coro de jibóia, cantando – Madureira chorou, Tum dum Tum dum, Madureira chorou de dor tumdumtumdumtumdum, e na frente comandando o espetáculo, para nosso espanto, com a batina toda suja de lama o Padre Ticó, o emissário de Deus, sambando, virando salto mortal e fazendo piruetas diversas em plena avenida D. Pedro II.
A mesa ainda estava sendo desarrumada, as cozinheiras sendo pagas por minha avó e a minha cabeça ainda latejava pelo cascudo recebido.
Procurei uma desculpa para a dor que sentia e para o galo que estava teimando em nascer na minha cabeça, então arrumei um alento de que nem tudo estava perdido, afinal de contas o almoço tinha sido uma delicia, e a Santa Igreja Católica livre de Ticó graças a batida de limão do Moacir, e do tambor de couro de jibóia do Paulo Tribi.
Ana Maria Quaresma Adorei tambem Davi Figueiredo, sei como é sentir um coque assim..rsrsrsrs...lembro também muito daquele "varandil bunito" da sua casa todos admiravam, tambem fiquei curiosa quem seria o padre Ticó??? as familias daquela epoca realmente davam muita importancia a que pelo menos um da familia fosse Padre ou freira, minha mãe sonhava que eu fosse freira, quétanum..kkkkkkk, se não me engano o Prof. Onofre desistiu, mas sua irmã não, acho que tem uma irmã dele freira.
O CONTO DO VIGÁRIO
Iolanda Parente Meu caro Davi, que surpresa boa ler tua deliciosa crônica neste domingo meio que sem graça, aliás nem sabia que você era cronista. Vou te contar uma curiosidade. Minha mãe foi mãe de leite de uma das tuas irmãs, por isso eram amigas e lembro dessa varanda de tua casa, época de festa da Conceiçao iamos ver o arraial de lá, um bando de crianças. Saudades.
Benedito Costa Maravilha Davi!! Já ganhei o meu domingo, o Padre Ticó chutou o pé da barraca... kkkkk!!
Astrogildo Martins Martins Égua Davi Figueiredo, muito bacana, muito bom......, mas me tire uma dúvida, o Padre Ticó, conhecia o Fernandão?
Astrogildo Martins Martins Outra coisa Davi Figueiredo, se sua Avó viu as estrepolias do sacerdote, ela merecia um coque também ou uma bicuda na canela, perdeste a oportunidade. rsrsrsrsr
Nilce Maria KKK essa crônica animou meu domingo..tem mtos q deixaram a batina, por um outro ideal..ja exist até um grupo dos 'ex padres'
Clever Loureiro Muito boa, Davi! Ainda bem que o coque não te fez esquecer os detalhes, pelo contrário.
Clovis Cardoso Muito bom! Parabéns primo!!! Depois ele foi pro Gigi afogar o ganso???
Iolanda Parente O prof. Onofre era conhecido comp Capelão porque era ex-seminarista.
Marcela Josefina Parente E CADÊ ELE? DAVI. ERA CHIK FAZER SEMINÁRIO. ATÉ O FELIPINHO FOI, MAS NÃO AGUENTOU.
Marcela Josefina Parente DA VARANDA DE TUA CASA LEMBRO BEM. NAS TARDES DA JOVEM GUARDA, FUGINDO PELA MUINHA, ÍAMOS PRA TUA CASA ASSISTIR ROBERTO. NÓS ENTRAVAMOS E A GALERA FICAVA PELO LADO DE FORA. SEU NICOLA ACABOU COMPRANDO UMA TELEVISÃO E ACABOU A FARRA.
Benedito Costa Boa pergunta Marcela, por onde anda o Padre Ticó?
Nilce Maria vizinho Benedito Costa eu trabalhei na Diocese por alguns anos, e confesso q nunca ouvi falar em Pe. Ticó..
Benedito Costa Mistério amiga Nilce, somente o nosso amigo Davi ou o Paulo Tribí o "Goleiro Gaivota", poderão repassar essas coordenadas. Cadê Ticó? Eis a pergunta.
Iolanda Parente ESSA DEVIA SER A ALCUNHA DELE, QUAL SEU NOME VERDADEIRO
Benedito Costa Na crônica ele só aparece como Ticó, é outra boa pergunta amiga Iolanda, qual o verdadeiro nome do Padre Ticó?
Ana Maria Quaresma Adorei tambem Davi Figueiredo, sei como é sentir um coque assim..rsrsrsrs...lembro também muito daquele "varandil bunito" da sua casa todos admiravam, tambem fiquei curiosa quem seria o padre Ticó??? as familias daquela epoca realmente davam muita importancia a que pelo menos um da familia fosse Padre ou freira, minha mãe sonhava que eu fosse freira, quétanum..kkkkkkk, se não me engano o Prof. Onofre desistiu, mas sua irmã não, acho que tem uma irmã dele freira.
Iolanda Parente COITADO DO MEU VIZINHO!
Eduardo Carvalho Parabéns Davi Figueiredo, excelente crônica, existindo ou não o padre Ticó, você narrou muito bem os sentimentos e costumes da época de uma abaetetuba muito melhor e que deixa saudades...
Anette Dias Brabo Parabéns, Davi Figueiredo, pela crônica e por favor mata a curiosidade da página quanto ao ex quase futuro padre Ticó.
Benedito Costa Padre Ticó sambando, virando salto mortal e fazendo piruetas diversas ao som do famoso tambor do Paulo Tribí em plena avenida D. Pedro II, depois de saborear um almoço especial, recheado de delícias da nossa culinária e uma batida de limão do Moacir, realmente era pra morrer de rir. Precisamos saber meu caro Daví, qual o nome verdadeiro do Padre Ticó?
Benicio Lobato Cruz O PADRE TICÓ...ERA PRIMO DO SEU LOLÓ....
Davi Figueiredo Antes de tudo, muito obrigado a todos voces por terem gostado da minha crônica, e quanto ao padre Ticó, ele realmente existiu, e se chamava Cleto, logo após o ocorrido não voltou a Belém para completar seus estudos no seminario, porem se casou com uma jovem daqui de Abaetetuba, se não me engano da familia bitencourt e foi morar em Macapá, segundo minha irmã, Cleto faleceu há uns cinco anos, e deixou filhos, hoje formados e bem de vida, a tia Maruquita, mãe de Ticó era prima da minha avó, e a chamávamos de tia e Manoelogenio, como o chamávamos, tomava café todo o dia em casa, dai a minha liberdade de contar esse episodio atraves desta crônica.
Benedito Costa Parabéns Davi! repassei aqui na Rádio a Crônica o Conto do Vigário, e muita gente está ligando querendo saber o nome do Padre Ticó.
Davi Figueiredo Iolanda Parente, obrigado por ter gostado da minha crônica, tambem sinto muitas saudades dessa casa onde passei a minha infancia, me lembro que eu e meus irmãos aproveitávamos um córrego que se formava embaixo das janelas após a chuva para brincarmos de corrida de barquinho de papel, essas brincadeiras simples e características de cidade do interior, que teimam em não sair de nossa memória, graças a Deus.
Ademir Heleno Araujo Rocha Davi Figueiredo, tu vais entrar pra minha lista de poetas, musicistas e cronistas de abt
Ana Maria Quaresma Realmente Davi Figueiredo, brincadeira simples e que agente acaba repassado pro nossos descendentes, pois hoje brinco com minha neta, num laginho feito pela chuva no quintal de casa, qdo a mesma me visita pois o simples é emocionante e ainda canto:♫ Mandei fazer um barquinho de papel de papelão pra levar minha netinha pra dentro do coração♫ E o sorriso que ela me devolve me faz sentir que num futuro ela repita essa brincadeira, simples mas que ficam eternizadas em nossa memoria!!!!!
Antonio José Lima Ribeiro Oi Davi Figueiredo. Lí tua cronica " O Conto do vigário", e além de gostar, achei interessante. Quero te parabenizar,amigo.(Ès ótimo contista e cronista do dia a dia abetetubense). Aceita um forte abraço,conterrâneo amigo.!
Antonio José Lima Ribeiro Ainda a respeito do padre Dicó, eu o conhecí. Ele tinha um irmão chamado Cravo, e que jogava futebol, e por sinal muito bom futebolista. O Dicó, no momento que chegou em Abaetetuba, na época do carnaval. Ok deu? Largou a "batina" e caiu na "gandaia".
Benedito Costa Se não fosse o tremendo coque que o Davi levou de sua avó pra tomar bença do Padre Ticó, talvez não existisse essa obra prima que encantou os amigos desta página. Em Igarapé Mirí foi uma dedada que salvou uma vida, aqui em Abaeté foi um coque que se transformou no "CONTO DO VIGÁRIO".
Benedito Costa Ticó amigo Antonio José, era a alcunha do Padre.
Iolanda Parente O QUASE PADRE QUE NÃO FOI PADRE POR CONTA DE UMA CACHAÇADA.
Iolanda Parente POR FALAR EM LAGUINHO, LEMBRO QUE QUANDO IAMOS PARA O EXTERNATO DEPOIS DA CHUVA METIAMOS OS PÉS NA VALA E IAMOS BRINCANDO COM AQ ÁGUA ATÉ CHEGAR NA ESCOLA, NÃO SEM ANTES PASSAR PELO BAR DO TIO NICOLA E PEDIR UM PICOLÉ PARA ELE, DA FRUTA
Iolanda Parente ERA ENGRAÇADO PORQUE SOU UMA CABOCLA BESTA, SEMPRE TIVE PROBLEMAS COM O AÇAI, ENTÃO ACONTECIA QUE TOMAVA AÇAI NO ALMOÇO E DEPOIS CHUPAVA PICOLÉ DE CUPUAÇU, E IA VOMITANDO PELA VALA, RSRSRS. MAS NÃO DEIXAVA DE TOMAR AÇAI NEM DE CHUPAR O PICOLÉ, RSRS.
Jess Maués Gostei muito da crônica Davi Figueiredo,Parabéns!!!
Ademir Heleno Araujo Rocha Eu tive um amigo na 2ª casa do estudante de abt que consegui tirar da vida errante e ele já era gente fina, mas o saudoso B puxou a perna dele quando já estava entrando no céu e lá se vai mais uma alma fugida do paraíso.
Helder Quaresma Muito boa a crônica Davi, texto claro e envolvente, além disso uma boa viagem ao passado!!
Iolanda Parente Meu caro Davi, que surpresa boa ler tua deliciosa crônica neste domingo meio que sem graça, aliás nem sabia que você era cronista. Vou te contar uma curiosidade. Minha mãe foi mãe de leite de uma das tuas irmãs, por isso eram amigas e lembro dessa varanda de tua casa, época de festa da Conceiçao iamos ver o arraial de lá, um bando de crianças. Saudades.
Bene Costa Maravilha Davi!! Já ganhei o meu domingo, o Padre Ticó chutou o pé da barraca... kkkkk!!
Bene Costa Maravilha Davi!! Já ganhei o meu domingo, o Padre Ticó chutou o pé da barraca... kkkkk!!
Astrogildo Martins Martins Égua Davi Figueiredo, muito bacana, muito bom......, mas me tire uma dúvida, o Padre Ticó, conhecia o Fernandão? Astrogildo Martins Martins Outra coisa Davi Figueiredo, se sua Avó viu as estrepolias do sacerdote, ela merecia um coque também ou uma bicuda na canela, perdeste a oportunidade. Rsrsrsrsr
Nilce Maria KKK essa crônica animou meu domingo..tem mtos q deixaram a batina, por um outro ideal..ja exist até um grupo dos 'ex padres
'Clever Loureiro Muito boa, Davi! Ainda bem que o coque não te fez esquecer os detalhes, pelo contrário.
Iolanda Parente O prof. Onofre era conhecido comp Capelão porque era ex-seminarista. Marcela Josefina Parente E CADÊ ELE? DAVI. ERA CHIK FAZER SEMINÁRIO. ATÉ O FELIPINHO FOI, MAS NÃO AGUENTOU. Marcela Josefina Parente DA VARANDA DE TUA CASA LEMBRO BEM. NAS TARDES DA JOVEM GUARDA, FUGINDO PELA MUINHA, ÍAMOS PRA TUA CASA ASSISTIR ROBERTO. NÓS ENTRAVAMOS E A GALERA FICAVA PELO LADO DE FORA. SEU NICOLA ACABOU COMPRANDO UMA TELEVISÃO E ACABOU A FARRA.
Bene Costa Mistério amiga Nilce, somente o nosso amigo Davi ou o Paulo Tribí o "Goleiro Gaivota", poderão repassar essas coordenadas. Cadê Ticó? Eis a pergunta.
Ana Maria Quaresma Adorei tambem Davi Figueiredo, sei como é sentir um coque assim..rsrsrsrs...lembro também muito daquele "varandil bunito" da sua casa todos admiravam, tambem fiquei curiosa quem seria o padre Ticó??? as familias daquela epoca realmente davam muita impo...Ver mais
Ana Maria Quaresma Adorei tambem Davi Figueiredo, sei como é sentir um coque assim..rsrsrsrs...lembro também muito daquele "varandil bunito" da sua casa todos admiravam, tambem fiquei curiosa quem seria o padre Ticó??? as familias daquela epoca realmente davam muita importancia a que pelo menos um da familia fosse Padre ou freira, minha mãe sonhava que eu fosse freira, quétanum..kkkkkkk, se não me engano o Prof. Onofre desistiu, mas sua irmã não, acho que tem uma irmã dele freira.
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Eduardo Carvalho Parabéns Davi Figueiredo, excelente crônica, existindo ou não o padre Ticó, você narrou muito bem os sentimentos e costumes da época de uma abaetetuba muito melhor e que deixa saudades...
Bene Costa Padre Ticó sambando, virando salto mortal e fazendo piruetas diversas ao som do famoso tambor do Paulo Tribí em plena avenida D. Pedro II, depois de saborear um almoço especial, recheado de delícias da nossa culinária e uma batida de limão do Moacir, realmente era pra morrer de rir. Precisamos saber meu caro Daví, qual o nome verdadeiro do Padre Ticó?
Benicio Lobato Cruz O PADRE TICÓ...ERA PRIMO DO SEU LOLÓ....
Davi Figueiredo Antes de tudo, muito obrigado a todos voces por terem gostado da minha crônica, e quanto ao padre Ticó, ele realmente existiu, e se chamava Cleto, logo após o ocorrido não voltou a Belém para completar seus estudos no seminario, porem se casou com ...Ver mais
Bene Costa Parabéns Davi! repassei aqui na Rádio a Crônica o Conto do Vigário, e muita gente está ligando querendo saber o nome do Padre Ticó.
Davi Figueiredo Iolanda Parente, obrigado por ter gostado da minha crônica, tambem sinto muitas saudades dessa casa onde passei a minha infancia, me lembro que eu e meus irmãos aproveitávamos um córrego que se formava embaixo das janelas após a chuva para brincarmos de corrida de barquinho de papel, essas brincadeiras simples e características de cidade do interior, que teimam em não sair de nossa memória, graças a Deus.
Ana Maria Quaresma Realmente Davi Figueiredo, brincadeira simples e que agente acaba repassado pro nossos descendentes, pois hoje brinco com minha neta, num laginho feito pela chuva no quintal de casa, qdo a mesma me visita pois o simples é emocionante e ainda canto:♫ Mandei fazer um barquinho de papel de papelão pra levar minha netinha pra dentro do coração♫ E o sorriso que ela me devolve me faz sentir que num futuro ela repita essa brincadeira, simples mas que ficam eternizadas em nossa memoria!!!!!
Antonio José Lima Ribeiro Oi Davi Figueiredo. Lí tua cronica " O Conto do vigário", e além de gostar, achei interessante. Quero te parabenizar,amigo.(Ès ótimo contista e cronista do dia a dia abetetubense). Aceita um forte abraço,conterrâneo amigo.! Antonio José Lima Ribeiro Ainda a respeito do padre Dicó, eu o conhecí. Ele tinha um irmão chamado Cravo, e que jogava futebol, e por sinal muito bom futebolista. O Dicó, no momento que chegou em Abaetetuba, na época do carnaval. Ok deu? Largou a "batina" e caiu na "gandaia".
Bene Costa Se não fosse o tremendo coque que o Davi levou de sua avó pra tomar bença do Padre Ticó, talvez não existisse essa obra prima que encantou os amigos desta página. Em Igarapé Mirí foi uma dedada que salvou uma vida, aqui em Abaeté foi um coque que se transformou no "CONTO DO VIGÁRIO".Bene Costa Ticó amigo Antonio José, era a alcunha do Padre.
Iolanda Parente O QUASE PADRE QUE NÃO FOI PADRE POR CONTA DE UMA CACHAÇADA.
Jess Maués Gostei muito da crônica Davi Figueiredo,Parabéns!!!
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