Milton Teixeira - Poetas, Poesias e Outras Prosas

Do Blog de Marli Braga Dias
VER-O-VERDE
Aqui a vida é uma janela
o dia todo escancarada
na direção da flor mais bela
Aproveitadores do belo,
moradores privilegiados,
nessas mentes, não há grilo,
apesar de serem desprotegidos
Mas há compartilhamento
um grande amor inexplicável
uma troca de cumprimento
E de sabedoria inesgotável
A biodiversidade se ofereceu
tem água doce em excesso
a alimentação cai do céu
Não existe ambiente escasso
Ver-o-verde da porta,
é mais que uma magia
o visual único da mata
tem beleza em demasia.
*
Do livro de poesias O Verde que Arde de Francisco Moraes Teixeira, nascido em 2 de Junho de 1958 na cidade de Abaetetuba - Pará. Conforme o Blog de Marli Braga Dias.
Francisco Moraes Teixeira, com o pseudônimo de Milton Teixeira
Vamos colocar o poeta Milton Teixeira no rol dos
poetas da Natureza. Mas não vamos restringi-lo apenas a esse segmento poético, por que ele alça voos poéticos ainda maiores nos diversos campos da literatura e conhecimentos.
Informações sobre o lançamento do Livro "O verde que arde", de Milton Teixeira
SUPERLUA
Por esse superuniverso obscuro
vão surfando infinitos planetas
flutuando por toda Via Láctea:
superlua, supernova, constelações
nebulosas planetárias, cometas...
e astros ainda desconhecidos
milton


Do Blog de Marli Braga Dias
VER-O-VERDE
Aqui a vida é uma janela
o dia todo escancarada
na direção da flor mais bela
Aproveitadores do belo,
moradores privilegiados,
nessas mentes, não há grilo,
apesar de serem desprotegidos
Mas há compartilhamento
um grande amor inexplicável
uma troca de cumprimento
E de sabedoria inesgotável
A biodiversidade se ofereceu
tem água doce em excesso
a alimentação cai do céu
Não existe ambiente escasso
Ver-o-verde da porta,
é mais que uma magia
o visual único da mata
tem beleza em demasia.
*
Do livro de poesias O Verde que Arde de Francisco Moraes Teixeira, nascido em 2 de Junho de 1958 na cidade de Abaetetuba - Pará. Conforme o Blog de Marli Braga Dias.
Francisco Moraes Teixeira, com o pseudônimo de Milton Teixeira
Vamos colocar o poeta Milton Teixeira no rol dos
poetas da Natureza. Mas não vamos restringi-lo apenas a esse segmento poético, por que ele alça voos poéticos ainda maiores nos diversos campos da literatura e conhecimentos.
Informações sobre o lançamento do Livro "O verde que arde", de Milton Teixeira
Livro "O verde que arde" será lançado nesta sexta-feira, conforme o site do Banco da Amazônia.
Sob o patrocínio do Banco da Amazônia, ocorre no dia 20 de maio, às 19 horas, no Sesc Boulevard, o lançamento do livro "O verde que arde – A poesia que vem da Amazônia", de Francisco Moraes Teixeira. Aprovado pelo Edital de Seleção Pública de Patrocínio de 2014 do Banco, a obra é composta por 157 poesias, que abordam temas cultural, ecológico, social e lírico, relacionados com a Amazônia e a forma de expressar do seu povo.
Um dos temas presentes nas poesias de Teixeira é a devastação da floresta amazônica. Segundo o autor, o fogo que provoca essa destruição "não arde somente a floresta, mas também o globo terrestre, dizima nossos sonhos, nossa vida e o nosso destino, queima não somente a mata, mas também os animais". Além de fomentar debates sobre temas tão presentes na realidade local, o autor quer, ainda, com suas poesias, difundir entre adultos, jovens e crianças um pouco da cultura amazônica, como forma de expressão literária, no intuito de incentivar a cultura regional e a formação de novos leitores.
A obra de Teixeira objetiva, também, preservar a raiz cultural e as formas de expressão eminentemente do povo amazônico, que com seu modo de falar e seu jeito de agir desperta a atenção de quem convive com as pessoas da região. Nos versos da poesia Cunhã, por exemplo, o autor diz: "Cabelos lisos e negros soltos ao vento. Da sua voz ecoava um lindo canto. Carregava no paneiro um Apaiari. Nas costas pupunha, castanha e mari".
Este é o primeiro livro de Francisco Moraes Teixeira, paraense de 55 anos, um vendedor de planos de saúde, que sempre acalantou o sonho de um dia ver suas obras publicadas em um livro. Com o ensino médio completo (antigo segundo grau), Teixeira começou a escrever ainda na adolescência, aos 14 anos. A poesia que dá título a obra, "O verde que arde", foi escrita em 1986, mesmo ano em que ele começou a sonhar com a produção do primeiro livro, o que se concretiza agora, com a seleção feita pelo Banco da Amazônia.
O projeto "O verde que arde – A poesia que vem da Amazônia" foi coordenado pelo professor Antônio Maria de Souza Santos, pesquisador do Museu Paraense Emílio Goeldi. Amigo de longa data do autor, o pesquisador foi responsável pela edição, projeto editorial, organização e edição de texto. Outro nome de peso na área literária que deu total apoio ao livro foi o da professora doutora Amarílis Tupiassu, que assina a apresentação do livro.
Serviço:
Lançamento do livro "O verde que arde – A poesia que vem da Amazônia", de Francisco Moraes Teixeira
Data: 20 de maio
Hora: 19 horas
Site do G1/PA, da Rede Liberal
MUNDO ENCANTADO DO MIRITIZEIRO
Abaixo a palmeira miritizeiro
Até o Círio de Nazaré é representado pelos brinquedos de
miriti de Abaetetuba.
CURA PELA FÉ
A obra de Teixeira objetiva, também, preservar a raiz cultural e as formas de expressão eminentemente do povo amazônico, que com seu modo de falar e seu jeito de agir desperta a atenção de quem convive com as pessoas da região. Nos versos da poesia Cunhã, por exemplo, o autor diz: "Cabelos lisos e negros soltos ao vento. Da sua voz ecoava um lindo canto. Carregava no paneiro um Apaiari. Nas costas pupunha, castanha e mari".
Este é o primeiro livro de Francisco Moraes Teixeira, paraense de 55 anos, um vendedor de planos de saúde, que sempre acalantou o sonho de um dia ver suas obras publicadas em um livro. Com o ensino médio completo (antigo segundo grau), Teixeira começou a escrever ainda na adolescência, aos 14 anos. A poesia que dá título a obra, "O verde que arde", foi escrita em 1986, mesmo ano em que ele começou a sonhar com a produção do primeiro livro, o que se concretiza agora, com a seleção feita pelo Banco da Amazônia.
O projeto "O verde que arde – A poesia que vem da Amazônia" foi coordenado pelo professor Antônio Maria de Souza Santos, pesquisador do Museu Paraense Emílio Goeldi. Amigo de longa data do autor, o pesquisador foi responsável pela edição, projeto editorial, organização e edição de texto. Outro nome de peso na área literária que deu total apoio ao livro foi o da professora doutora Amarílis Tupiassu, que assina a apresentação do livro.
Serviço:
Lançamento do livro "O verde que arde – A poesia que vem da Amazônia", de Francisco Moraes Teixeira
Data: 20 de maio
Hora: 19 horas
Site do G1/PA, da Rede Liberal
Francisco Teixeira lança livro de poesia inspirado na Amazônia
Autor lança “O verde que arde – A poesia que vem da Amazônia” nesta terça.
Encontro será no Sesc Boulevard, às 19h.
Do G1 PARÁ:
Nesta terça-feira (20), às 19 horas, o escritor Francisco Moraes Teixeira lança o livro “O verde que arde – A poesia que vem da Amazônia”, no Sesc Boulevard, em Belém.
A obra é composta por 157 poesias, que abordam temas cultural, ecológico, social e lírico, relacionados com a Amazônia e a forma de expressar do seu povo. Um dos temas presentes nas poesias de Teixeira é a devastação da floresta amazônica. Segundo o autor, o fogo que provoca essa destruição “não arde somente a floresta, mas também o globo terrestre, dizima nossos sonhos, nossa vida e o nosso destino, queima não somente a mata, mas também os animais”.
Além de fomentar debates sobre temas tão presentes na realidade local, o autor quer, ainda, com suas poesias, difundir entre adultos, jovens e crianças um pouco da cultura amazônica, como forma de expressão literária, no intuito de incentivar a cultura regional e a formação de novos leitores.
Este é o primeiro livro de Francisco Moraes Teixeira, paraense de 55 anos, um vendedor de planos de saúde, que sempre acalantou o sonho de um dia ver suas obras publicadas em um livro. A poesia que dá título a obra, “O verde que arde”, foi escrita em 1986, mesmo ano em que ele começou a sonhar com a produção do primeiro livro, o que se concretiza agora, com a seleção feita pelo Banco da Amazônia.
O projeto “O verde que arde – A poesia que vem da Amazônia” foi coordenado pelo professor Antônio Maria de Souza Santos, pesquisador do Museu Paraense Emílio Goeldi. O pesquisador foi responsável pela edição, projeto editorial, organização e edição de texto. A professora Amarílis Tupiassu, assina a apresentação do livro que terá seu lançamento no dia 20 de maio, às 19 horas no Centro Cultural Sesc Boulevard.
Serviço
Lançamento do livro de Francisco Moraes Teixeira “O verde que arde – A poesia que vem da Amazônia”, nesta terça, 20, às 19h, no Sesc Boulevard, localizado na Av. Boulevard Castilho França, 522. Contatos: (91) 8163.3268 / 8842.0603 / 4008.2869. Entrada franca.
Lá vem o popopô roncando e a rabeta singrando o Rio Maratauira. O mundo encantado do miritizeiro vai começar. É festa do conhecimento autodidata, do sonho em miniatura, tradição que passa de pai para filho. É um momento de construção do belo, proporcionado por gente simples, mas absurdamente talentosa. No Miritifest, veremos a competência incontestável desses artistas locais. Exposições de peças artesanais, genialmente esculpidas pelos iluminados artesãos de Abaetetuba. Povo trabalhador, produtivo, que transforma a natureza em arte. Das suas habilidosas mãos, sairão barquinhos coloridos e outros brinquedos de miriti. Os quais navegarão suavemente pelos rios imaginários, das crianças e adultos, provocando onda, maresia e uma pororoca de beleza inigualável.
Francisco Teixeira
Até o Círio de Nazaré é representado pelos brinquedos de
miriti de Abaetetuba.
CURA PELA FÉ
Quando criança, nos anos 60 na Travessa Santos Dumont em Abaetetuba. Fui benzido várias vezes com galho de folha de malagueta, por uma benzedeira, de nome Maria Minervina. A rezadeira só parava de benzer a gente quando o galho da planta murchava isto é, não tínhamos mais quebranto. Naquele tempo, não havia médico nas pequenas cidades, os pais usavam a cura pala fé, para cuidar da saúde dos seus filhos.
ORAÇÃO PARA TIRAR QUEBRANTO
“Deus te viu
Deus te criou
Deus te livre
De quem para ti mal olhou
Em nome do Pai, do Filho
e do Espírito Santo
Virgem do Pranto
Tirai este quebranto.”
ABAETÉ
É um espetáculo esse visual,
É palpável, tocável, não é virtual,
A floresta na várzea ainda respira,
E o planeta terra isso ele admira.
É um espetáculo esse visual,
É palpável, tocável, não é virtual,
A floresta na várzea ainda respira,
E o planeta terra isso ele admira.
Acelerar o popopô na correnteza,
Plantar, colher, pescar, pôr na mesa,
Do ribeirinho autodidata que tem luz,
Povo alegre, simples e que produz.
Coisa rara é o fascinante Anequara,
A beleza sem igual do Maratauira,
Das ilhas que flutuam sobre a maré,
Toda essa exuberância é de Abaeté.
Francisco Teixeira

Plantar, colher, pescar, pôr na mesa,
Do ribeirinho autodidata que tem luz,
Povo alegre, simples e que produz.
Coisa rara é o fascinante Anequara,
A beleza sem igual do Maratauira,
Das ilhas que flutuam sobre a maré,
Toda essa exuberância é de Abaeté.
Francisco Teixeira

TERRA DE FARTURA
Bom é estar no teu solo
Sorvendo o aroma suave
Que brota dos arredores
Da floresta que te cerca
Bom é estar no teu solo
Sorvendo o aroma suave
Que brota dos arredores
Da floresta que te cerca
Bom é o mingau de miriti
De Açaí, Bacaba, Crueira
Que a gente toma na beira
Aqui nesta terra de fartura
Bom é sorver teu ar puro
Bem-estar que vem do mar
Invadindo o Rio Maratauira
Reduzindo tua temperatura
Bom é estar em Abaeté
Nesta cidade tonificada
Multiplicadora de energia
Positivamente renovada
Francisco Teixeira
De Açaí, Bacaba, Crueira
Que a gente toma na beira
Aqui nesta terra de fartura
Bom é sorver teu ar puro
Bem-estar que vem do mar
Invadindo o Rio Maratauira
Reduzindo tua temperatura
Bom é estar em Abaeté
Nesta cidade tonificada
Multiplicadora de energia
Positivamente renovada
Francisco Teixeira
Francisco Teixeira
Nas adjacências há riso
Os arredores da cidade
Suaviza nossa curta vida
Duplica nosso dia a dia
Lá vivemos intensamente
Há outra visão de mundo
Muito embora a violência
Subtraia cedo a juventude
Por Francisco Teixeira
ABAETETUBA
Como há em você suavidade
Uma envolvente cumplicidade
Que brota dessas avenidas
Desse chão ardente em paixão
Boa e bonita Abaetetuba
Obra prima da mãe natureza
Quem vem aqui se encanta
Com tua calorosa recepção
Terra de rara beleza natural
Oh cidade hospitaleira!
Francisco Teixeira
SUPERLUA
Por esse superuniverso obscuro
vão surfando infinitos planetas
flutuando por toda Via Láctea:
superlua, supernova, constelações
nebulosas planetárias, cometas...
e astros ainda desconhecidos
Será que estamos sozinhos?
tudo leva a crer que não
além de nós terráqueos
existem também os Aliens
uma vida mais adiante, distante
dentro de outro sistema solar
intelecto superior ao nosso
outras mentes brilhantes
quociente de inteligência
acima de Stephen Hawking
Francisco Teixeira
SENZALAS
Dia Nacional do Zumbi
Da consciência negra
Do sofrimento do negro
Nas senzalas do Brasil
tudo leva a crer que não
além de nós terráqueos
existem também os Aliens
uma vida mais adiante, distante
dentro de outro sistema solar
intelecto superior ao nosso
outras mentes brilhantes
quociente de inteligência
acima de Stephen Hawking
Francisco Teixeira
SENZALAS
Dia Nacional do Zumbi
Da consciência negra
Do sofrimento do negro
Nas senzalas do Brasil
Zumbi dos palmares
Líder dos quilombolas
Símbolo de liberdade
E da resistência negra
O negro é gente linda
O preto tem alergia
Tem ginga, bamboleio
Sabe driblar a rejeição
Abaixo o preconceito
Contra a escravidão
Toda forma de ódio
E discriminação racial
Francisco Teixeira
Líder dos quilombolas
Símbolo de liberdade
E da resistência negra
O negro é gente linda
O preto tem alergia
Tem ginga, bamboleio
Sabe driblar a rejeição
Abaixo o preconceito
Contra a escravidão
Toda forma de ódio
E discriminação racial
Francisco Teixeira
milton

NA SALA VEJO O TEU RETRATO
Em cima da casa uma árvore cresceu
Será que o tempo também te esqueceu?
Já te procurei, mas não te encontrei
Abri o portão de sempre e entrei
Na sala vejo o teu retrato
Sob a mesa um sapato
Fui na cozinha e na varanda
No banheiro, quarto e nada
Em cima da casa uma árvore cresceu
Será que o tempo também te esqueceu?
Já te procurei, mas não te encontrei
Abri o portão de sempre e entrei
Por este corredor vazio
Te encontrar é um desafio
Há na parede um poema
Onde a sorte é o tema
Em cima da casa uma árvore cresceu
Será que o tempo também te esqueceu?
Já te procurei, mas não te encontrei
Abri o portão de sempre e entrei
Vem na mente a lembrança
Da casa cheia de criança
Dia de domingo farto almoço
Toda a família que alvoroço
Em cima da casa uma árvore cresceu
Será que o tempo também te esqueceu?
Já te procurei, mas não te encontrei
Abri o portão de sempre e entrei
Francisco Moraes Teixeira
BELÉM MEU ETERNO AMOR
Belém meu eterno amor
Eu aprecio esse teu calor
A chuva que cai torrencial
E rega a horta do quintal
Abraçar-te me acalma
Reacende minha chama
Amar-te é meu direito
Em ti não vejo defeito
Aos meus olhos és bela
Como pintura em tela
És uma morena fascinante
Vívida que nem diamante
Francisco Teixeira
VEM PRA BELÉM
Vem pra Belém
Seja bem vindo
A capital mais amazônica
Do norte do Brasil
Porque preserva a floresta
Viva pela cidade
...
Francisco Teixeira










































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