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sábado, 7 de julho de 2018

Benedito Júnior - Poetas e Literatos - Abaetetuba e Região

Benedito Júnior - Poetas e Literatos - Abaetetuba e Região



(29 De Outubro)
São Narciso
A imagem projetada ao horizonte alheio
O espelho revela o diminuto perfil
A forma disforme roga ao firmamento
Exógena aparência do âmago vazio
A busca incessante pela confiança perdida
A lânguida quimera anuncia a derrocada
Aflição submissa perante o destino
A Face apresenta a combalida bravata
Desalinho manchado em decadência gritante
O futuro presenteia a devida alteração
O corpo caído sente o peso da idade
Causa vencida e a inócua ilusão
Há um mistério que assombra a existência
Luzente propósito revestido de surpresa
Fonte inerente da jovialidade vivaz
Estado natural de raríssima beleza
bjr


(08 De Novembro De 1588: 430 Anos)
Inundação Nas Velas
Aflora no horizonte a condição insular
Um oceano separa as devidas intenções
Velas que atestam o poderio marítimo
Vento soprado a todos os rincões
O sentido inerente apresenta a sua força
A Terra submersa testemunha a inundação
Velam as orações na capela do divino
Clamor incontido em pedidos de perdão
Açores e São Jorge abençoados pelo céu
Jornada indelével com roteiro sem fim
O caminho seguirá rumo ao norte venturoso
Proteção e salvaguarda para a nau de festim
A superfície lavada sob a linha do destino
Lábios entre beijos à Cachopa feminal
Fado flamejante de princípio recorrente
Astrolábio a indicar o verdadeiro Portugal
bjr
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Fotos: Vila de Velas (localizada na Ilha de São Jorge pertencente ao Arquipélago dos Açores, Portugal) e o altivo Escudo lusitano.


(02 De Novembro: Finados)
Pela Perda De Um Parente Distante...
_________________________
Minguante Fenecer
Os últimos suspiros estão evidenciados
Sobrevida minguante do finito estertor
A vida recebe um novo sentido
A existência sucumbe à força do amor
Fraqueza natural entregue ao destino
A forma vetusta denuncia o cansaço
Mãos que tremulam frente à sentença cabal
Desalinho assimétrico fora do compasso
A lânguida figura simboliza o definhar
Prostrada incerteza relegada à solidão
Mistério atávico de funesta aparência
Vazio da essência e a recorrente aflição
O coração exaurido em busca de paz
O corpo estirado sob a forma da lei
Segue o féretro para a cova devida
Uma das alças eu carregarei
bjr
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Obra: "Ao Leito De Morte" (Edvard Munch).




4/11/2018
(04 De Novembro: "O Dia Das Favelas Brasileiras")
(Pasmem: Há Motivos - Efetivamente - Para Algum Tipo De "Comemoração" Correspondente? Sob A Ótica Da Inversão Dos Valores Característicos Da Idiossincrasia Brasileira, Sim...)
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"
Todo dia
O sol da manhã vem e lhes desafia
Traz do sonho pro mundo quem já não queria
Palafitas, trapiches, farrapos
Filhos da mesma agonia
...
Alagados, Trenchtown, Favela da Maré
A esperança não vem do mar
Nem das antenas de tevê
A arte é de viver da fé
Só não se sabe fé em quê
A arte é de viver da fé
Só não se sabe fé em quê
Mas a arte é de viver da fé
Só não se sabe fé em quê
"
Alagados (Os Paralamas Do Sucesso)
(Composição de Felipe Ribeiro, João Barone e Herbert Vianna).
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Favelas Do Brasil
A falta de estrutura sintetiza o cenário
Negligência latente com a marca tupiniquim
Carência evidenciada e o vultoso desacerto
Complexidade agravada do início ao fim
A ineficácia política caracteriza o Brasil
O funesto desrespeito assola a nação
"Ascensão Da Pobreza" é a subida no Morro
Desesperança atada sob atroz desilusão
O caos traduzido em Palafitas e Invasões
Favelas afastadas do interesse nacional
A relegada mazela da oferta possível
Intenções alagadas pela realidade fulcral
A dialética denota a precária condição
Face combalida em forma de moradia
Há de se respeitar a dignidade humana
Esta deveria ser a única apologia
bjr




6/11/18
(06 De Novembro: Dia Nacional Do Riso)
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HAHAHAHAHA (KKKKKKKKKK)
A felicidade agraciada determina o ensejo
O riso enviado denota a alegria
Estado jubiloso do propósito vigente
Gargalhada contagiante para animar o dia
A face sintetiza a hilariante anedota
Vida caracterizada pela intrínseca natureza
Leveza genuína com a devida peculiaridade
A piada engraçada permanecerá acesa
A risada solta é um regalo divino
Por toda a existência a festiva constatação
Primaz inclinação e o deleite incontido
Cômica alegoria sob jocosa difusão
A brincadeira atestada prazerosamente divertida
Emana o gozo da graciosidade jovial
O destino adjunto a manterá presente
Risível condição de caráter vocacional
bjr





8/11/18
(08 De Novembro De 1588: 430 Anos)
Inundação Nas Velas
Aflora no horizonte a condição insular
Um oceano separa as devidas intenções
Velas que atestam o poderio marítimo
Vento soprado a todos os rincões
O sentido inerente apresenta a sua força
A Terra submersa testemunha a inundação
Velam as orações na capela do divino
Clamor incontido em pedidos de perdão
Açores e São Jorge abençoados pelo céu
Jornada indelével com roteiro sem fim
O caminho seguirá rumo ao norte venturoso
Proteção e salvaguarda para a nau de festim
A superfície lavada sob a linha do destino
Lábios entre beijos à Cachopa feminal
Fado flamejante de princípio recorrente
Astrolábio a indicar o verdadeiro Portugal
bjr
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Fotos: Vila de Velas (localizada na Ilha de São Jorge pertencente ao Arquipélago dos Açores, Portugal) e o altivo Escudo lusitano.





Novas para2ª edição

Existência

As retinas não possuem a devida profundidade
Impera a força antagônica universal
O esmero das partículas em frenética doação
Cetro nas mãos da alquimia natural

A Terra revela a sua origem mundana
Para todas as instâncias o desvelo negado
Ínfimo estado de relutância astronômica
Abstração residual com o viés caricato

O princípio estelar maneja as demandas
Anomalias entregues ao sabor da paixão
Vácuo e Abóbada plenamente traduzidos
Facetas dispersas pela vital conjunção

O bendito cabedal apresenta as intenções
Duas noivas atraídas por um distinto vigor
Amálgama inerente frente ao caos instaurado
Luz da existência sob o signo do amor

bjr


(02 De Novembro: Finados)

Pela Perda De Um Parente Distante...

_________________________

Minguante Fenecer

Os últimos suspiros estão evidenciados
Sobrevida minguante do finito estertor
A vida recebe um novo sentido
A existência sucumbe à força do amor

Fraqueza natural entregue ao destino
A forma vetusta denuncia o cansaço
Mãos que tremulam frente à sentença cabal
Desalinho assimétrico fora do compasso

A lânguida figura simboliza o definhar
Prostrada incerteza relegada à solidão
Mistério atávico de funesta aparência
Vazio da essência e a recorrente aflição

O coração exaurido em busca de paz
O corpo estirado sob a forma da lei
Segue o féretro para a cova devida
Uma das alças eu carregarei

bjr

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Obra: "Ao Leito De Morte" (Edvard Munch).



Periquitamboia

Víbora inofensiva sempre camuflada
Característica expressa do próprio viver
Não há peçonha somente o disfarce
Dependente do sol a cada amanhecer

A mata reserva o colubrino mistério
O couro anelado denuncia a natureza
Fenótipo triangular à procura de luz
Por toda a Região capturada e presa

Busca um parceiro para a cópula desejada
A cloaca exposta declara o sinal
Lábios umedecidos frente ao ritual da paixão
Expele os ovos e a cria parental

Verde serpente araboia amazônida
Organismo feminal e a genuína ovulação
Arbórea enrolada em tronco fixo
Pela floresta inundada a sua dispersão

Ofídio escamoso de reputação duvidosa
Do interior conhecido a devida morada
Sinuosidade perante o inevitável destino
Sob o eterno cativeiro a atitude pacata

Símbolo marcado da necessária renovação
Entre as folhas secas o sibilo de dor
A troca de pele das sílabas que rastejam
Sibilino desfecho com declarado temor

bjr

(15 De Outubro)

Para Todos(as) O(A)s Professores(as)...
(A Devida Gratidão E O Eterno Carinho).

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O Dom

Do combalido cenário o presente desanimador
A negligência governamental assola o país
A ineficácia sucumbe à confiança inspiradora
Vívida esperança por um futuro feliz

Sofre a Academia pelo despreparo instaurado
A Base precária e a falta de aptidão
Clama a Nação por nova realidade
A força da verdade através da Educação

A mudança ocorrerá mediante o conhecimento
A leitura desvela o distinto cabedal
Fina tessitura da inerente alquimia
Lição pedagógica e o dever vocacional

Todo Professor possui cadeira cativa
Deveriam ocupar o panteão estelar
Nasce o sentido naturalmente agraciado
Com maestria floresce o dom de ensinar

bjr


(Um Feliz Círio A Todos!)

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Maria do Pará

A plácida aparição da Imagem pequenina
O desvelo vital às margens de um igarapé
Síntese do clamor e da catarse popular
Mãos que traduzem o ato de fé

Do Lírio Mimoso as lacrimosas retinas
A Santa cativa e o seu diminuto andor
Chora Maria frente à brutal desigualdade
Sinais revelados sob intenções de amor

Pedidos recorrentes caracterizam o cortejo
Faces extenuadas em árdua procissão
A Corda pega de forma consistente
Contentamento jubiloso e a eterna satisfação

Da Catedral à Basílica a festa paraense
As ruas tomadas pelo brilho solar
Notória devoção do rito sacramentado
Eis a Virgem na berlinda posta no altar

bjr













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