terça-feira, 11 de setembro de 2018

Antonio Macedo - Poeta Popular - Abaetetuba e Região

Antonio Macedo - Poeta Popular

Adenaldo sobre Antonio Macedo
ANTONIO MACEDO, nascido a 22 de agosto, de 69 anos em 2013, e é o mais conhecido poeta popular de Abaetetuba, e ele é um improvisador de versos simples, despojados dos recursos literários mais rígidos e que tem por mote a história e a cultura do povo de Abaetetuba. Já faz anos que Antonio Macedo produz seus versos populares que tem grande aceitação em determinados segmentos sociais do município, dado as temáticas de seus versos improvisados.
Extraído do “Xarão Cultural”, página de Adenaldo Santos Cardoso que divulga os aspectos culturais de Abaetetuba:
A temática do poema de abaixo, de Antonio Macedo, é o passado, os lugares e as figuras populares desfiados pela verve poética de Antonio Macedo.



ESSA É MINHA TERRA
Autoria: Antonio Macedo

Na terra do contrário
Não tem explicação
O errado é que está certo
A vítima nunca tem razão
Trabalho honesto paga imposto
O outro não.

Gato faz festa
Quem canta é jacaré
Mapará é patrocinador
Segurança é mandubé
Tudo isso tem
Na Cidade de Abaeté.

Empresário anda liso
Ferrolho é pedreiro
Tamanduá corta cana
Tomate não é tempero
Essa é a minha terra
Conhecida no Brasil inteiro.

Maracapucú tem prefeito
Baia não é Salvador
Furo Grande tem piçarra
Assopra sente calor
João do Banjo toca teclado
Sapinho saudade é compositor.

Carrasco não mata ninguém
Formiga é batalhador
Piquiá joga bola
Mosquito é brigador
Tartaruga veste roupa
Porco bate tambor.

Filhote não é peixe
Martelo é pescador
Chumbada é moto-taxi
Bem-te-vi é lavrador
Mala é gente
Passarinho é pintor.

Essa é a terra do contrário
Cidade de Abaeté
O Valente é calmo
Morcego tem mulher
Rebujo é uma pessoa
Acredite se quiser.

Terra do Contrário
Cidade de Abaeté
Tem muita coisa estranha
Não tem como explicar
O corno vive tranquilo
E o Ricardão quer brigar.

Pachiuba é um bar
Galo tem dente
Lançadeira vende café
Caiano é gente
Pagão é batizado
Pente-fino não é pente.

Caveira anda de bicicleta
Pião é carpinteiro
Olho de águia é comunicador
Regalado é açougueiro
Essa é Abaetetuba
Aonde soí é peixeiro.


Chico Sena
De Dr. Galaileu Moraes

O filho de Abaetetuba, o músico e compositor Chico Sena, presença constante da noite belenense durante a década de 1980, é considerado um dos grandes compositores da música popular do Pará - sua vasta produção autoral, influente e reconhecido até hoje.
Nascido em Abaetetuba, criado entre artistas e músicos da capital paraense, Chico teve a carreira interrompida de forma precoce, aos 26 anos. Dos anos da juventude, vividos intensamente em bares, casas de show e teatros do Estado, até sua morte, o artista compôs cerca de 50 músicas - dentre elas, a mais famosa é 'Flor do Grão-Pará', canção classificada para as finais do festival de música da antiga Faculdade de Ciências Agrárias do Pará (FCAP) e tornada um dos hinos populares de Belém, especialmente após ser gravada em LP pela Secretaria Municipal de Educação em 1985.
Como reconhecimento, seu maior sucesso, 'Flor do Grão-Pará', foi indicado pela TV Liberal e o G1 como música candidata para representar os 400 anos de Belém.
A votação acontece a partir de hoje (09/12) até o dia 16 de dezembro. Vamos homenagear e prestigiar nosso querido e ilustre cidadão Abaetetubense votando em sua música!


Neto Figueiredo
Abaetetuba é como se fosse Belém mais no baixo Tocantins. Possui a 2 maior feira livre da América latina, capital mundial do brinquedo de miriti, foi no passado conhecida internacionalmente como China brasileira por possuir o maior número de bicicleta no país, terra do açaí, título de pérola do Tocantins, belas praias, foi no passado pioneira na produção e comercialização da cachaça imortalizada na música do Pinduca" só de pensar na mardita, me lembrei lá de Abaeté terra tbm da temida cobra grande, do misterioso poço da moça, terra da atriz Dirá Paes e da rainha das rainhas 2017, aqui é a única cidade que vc vai a feira ou beira como a gente diz aqui que vc leva 10 ou 20 reais e sai com almoço e janta comida muito barata, aqui vc encontra peixes o ano todo de água doce e salgada, caças variadas(não concordo com tal comercialização) como capivara, jacaré, tatu, Catitu, paca, jacuraru. Acho que aqui em Abaeté é o único lugar do mundo que tomamos mingau salgado e ainda acompanhado de um pão quente com manteiga assado na brasa.(mingau preferidos de Abaetetubense açaí, miriti, crueira, bacaba). Abaetetuba é conhecida tbm como índia brasileira quem já dirigiu aqui sabe do que tô falando. O nome de Abaetetuba deriva da tribo indígena que habitava está região Abaetetuba significa terra de homens e mulheres fortes e valentes. Venham conhecer e se encantar com nossa cidade e nossa cultura. Abaetetubense!

Adilson Santos
Poxa muito show tudo que vc escreveu e a gente que é de Abaetetuba e vivenciou um pouco de como nossa terra era boa a poucos anos atrás fica feliz em saber como era bom viver ali. Mas, (minha opinião) à corrupção, falta de compromisso de nossos governantes, principalmente prefeitos ( atual e passado) deixam a população mais carente a mercer de tudo que à de ruim, falta de médicos, hospital, saúde que acho q é o principal, caótica. Mas enfim, tantos problemas, mesmo assim como é bom saber que não à lugar melhor que a nossa terra. Sonho o dia de podet voltar a morar ai.
Parabéns pelo seu texto, show de bola.


Gabriel Paes Neto
"Não existiria som
Se não houvesse o silêncio
Não haveria luz
Se não fosse a escuridão
A vida é mesmo assim,
Dia e noite, não e sim...

Cada voz que canta o amor não diz
Tudo o que quer dizer,
Tudo o que cala fala
Mais alto ao coração.
Silenciosamente eu te falo com paixão..."

Outros Poetas 1 de Abaetetuba - Poetas e Poesias
Márcia Iasi
Linda!
No que se apresenta
O triste se ausenta
Fez-se a alegria
Corra e olhe o céu
Que o sol vem trazer
Bom dia!!!

Que aquele que se for eleito olhe e atue por Belém ... O povo precisa de esperança e sobretudo de atitudes que tragam melhorias para este lugar especial ...

Mário Jr
Mário Júnior Belo. Eu venho de uma família de regatões, amiga Iolanda Parente. Tenho belas lembranças das viagens de meu pai, algumas delas cheguei a acompanhá-lo. Qualquer hora devo ensaiar alguns escritos sobre o tema, que me fascina, por hora tenho apenas o título "Regatões, os Bandeirantes da Amazônia". Grande abraço, tenho rezado por sua irmâzinha, Deus a tenha.

Benedito Costa
Bob Crosby- Petite Fleur-1959. Essa música, por muito tempo foi prefixo oficial do Sonoros Copacabana, organização Benedito Sena dos Passos, o saudoso Bandute Sena, publicidade de poste que até hoje existe no centro comercial de Abaetetuba, prestando relevante serviço de comunicação no nosso município, uma verdadeira escola para muitos comunicadores locais, eu fiz parte dessa história com muito orgulho.
https://www.facebook.com/


ENIGMÁTICO
Quebrei flores de pedras
-de pétalas anis.
Onde choveu granizo
e etecétaras
Solilóquios sem fim.
Entre metas e outras retas
criei atalhos sutis.
Despetalei o mal-me-quer
e o bem-me-quer.
Sortilégios?Só de mim!





Em tempos de guerra
construí meus abrigos
em lugares íngremes.
Pra que não me alcançassem
nem as serpentes
e nem as aves de rapina.


Stoésel Vilhena Araújo
Flores que habitam
meu jardim de fantasias
exalam odores
que trazem lembranças de você.
E eu passando a vista
em mil cores
tantas pétalas e amores
que passaram
e eu nem vi.
E...pra construção desse poema
trás a lenha,põe mais lenha
Pr'esse fogo acender.
Olho da varanda
a chuva fina
E eu aqui
regando as entrelinhas.
Outro jardim,um dia,
hei de ver florir.
Bem-me-quer,mal-me-quer,
bem-me-quer...

Ser e angústia(do não-ser)

A hora vaga
o tempo vago.
A solidão das luzes
que apagam.
O ser que trafega
no labirinto do conhecimento
desconhecido a si próprio.
O ópio
todos os loucos conhecem
crescendo por entre o ócio.
Semeio a revolta
dentro de mim mesmo.
Um ser que tudo deseja
e quer ser "algo"
que se transforme
e que transtorne.
Stoésel

Eu não me rendo
em tempo algum.
Eu não me vendo
pra canalha nenhum.
Eu guardei o inferno
dentro de mim
pra não ver você queimar.
Eu andei descalço
pra sentir meu viajar...
Stoésel

SER-ESPAÇO-TEMPO
O espelho
é a face que te mostra um vil instante
daquilo que tu imaginas
ver e crer.
Estilhaços de imagens
e memórias desconexas
que se aproximam
e se distanciam
repentinamente.
Como num cosmo de possibilidades
que inevitavelmente
transitam no caos
com o caos
e para o caos.
Inexorável.
Indizível.
Infinito...
Indomável espaço-tempo.
Só há um tênue
mágico-trágico encontro.
Porque...
tudo que é tangível
é também exaurível.
Face a face
tu procuras novamente os estilhaços
que ainda permaneceram em tua memória.
Não vês!
Tudo o que há
são gotas de chuva
atravessando a atmosfera
e relâmpagos tardios
que anunciam trovões inaudíveis.
Insensível ao amor,
insensível à dor.
Eis o homem!
Stoésel Araújo.

Stoésel Vilhena Araújo
Sonho de Icaro
Eu sempre quis voar
desde menino
me cortaram as asas
bem de mansinho
e as vezes, na marra
me tiram do ninho
toda vez que eu tentava
me tornar passarinho
Stoésel

Stoésel Vilhena Araújo
Me guardei em âmbar
Assim fiquei,fossilizado.
Talvés eu fosse souvinir
Neste futuro mundo
Mas,vejam só,
me fizeram dinossauro.
Ah,como eu queria ser
só um beija-flor
nesses jardins de Édens
Stoésel.

Stoesel Vilhena Araujo
Flores que habitam
meu jardim de fantasias
exalam odores
que trazem lembranças de você.
E eu passando a vista
em mil cores
tantas pétalas e amores
que passaram
e eu nem vi.
E...pra construção desse poema
trás a lenha,põe mais lenha
Pr'esse fogo acender.
Olho da varanda
a chuva fina
E eu aqui
regando as entrelinhas.
Outro jardim,um dia,
hei de ver florir.
Bem-me-quer,mal-me-quer,
bem-me-quer...


Sonho de Icaro
Eu sempre quis voar
desde menino
me cortaram as asas
bem de mansinho
e as vezes, na marra
me tiram do ninho
toda vez que eu tentava
me tornar passarinho
Stoésel

A uva é doce e azeda,
o amor é bom e cruel.
A vida é bela.
Nela projetamos nosso ser
E deve transparecer
Como uma linda aquarela.
Vela,vento,velejo.
Em mar aberto,lá vai ela
-vida,vento,vela.



Raulzito
"Nesse rio que são as ruas
flui a dignidade
Porque não há represa bruta
que suporte a bravura do povo.

O arrepio do rio de gente em revolta
arranca sem licença
as estivas podres do poder.

O luta do povo em macha
sem margem
aporta em todo lugar"
Raulzito Louzada.


Vento que sopra a vida
O vento libera o amor
O balanço do mato faz o vento ser um guia , como um maestro regendo sua orquestra suavemente
Suave som do vento forte, fraco
Em forma de parafuso como um tornado
Vento frio mais gostoso de sentir no rosto na madrugada na proa de um navio em alto mar
Vento suave na beira da praia no por do sol de Beja
Vento que sopra a vida.

Sabrecado em 29 /10 /2014


Ângela Cardoso
Meu Deus e meu Senhor:
Eu gostaria de ser como a Via-Láctea de estrelas
para que as noites da terra
Fossem mais belas
e a dor debandasse fugidia
na busca de um novo dia.
Mas que na minha pequenez, sem conseguir,
Te quero pedir
para ser um pirilampo na noite escura,
iluminando a amargura
de quem anda na solidão.

Angela Cardoso

Meu Senhor,
Eu gostaria de ser
a montanha altaneira,
de onde se tivesse a visão
da terra inteira,
e pudesse o homem ser feliz.
Mas, se não conseguir,
eu te quero pedir
para ser uma pedra, pavimentando o chão
por onde marcha a criatura,
construindo o amor e a união.

Angela Cardoso

E se eu me perder...
Se eu me perder de você meu amor...
Por favor...
Me encontre novamente.


Angela Cardoso
O amor não se circunscreve ao raciocínio intelectual,
o amor é o sentimento profundo, moral universal.
Se a inteligência tem a força da usina e o brilho da claridade,
o amor tem a essência a luz e o conteúdo da eletricidade.
O amor é a verdadeira razão de viver.
A vida sem amor não tem razão de ser.


10 de janeiro de 2014 12:30
Essa gente acha que pode
Tudo que lhe dar prazer
Não se importa com o sujo
Apedreja Abaeté!

Ângela Figueiredo
Minha (nossa) Infancia em Abaetetuba-Pa. (Cidade onde nasci, nascemos):
Oh que tempo maravilhoso,
Tempo proveitoso que nos resta lembrar,
Tempo que corria e brincava, ria e chorava,
E na memória vai ficar. Como era maravilhosos os dias de chuva,
Andava descalço e sem guarda-chuva, Pulando enxurrada, com a roupa molhada,
Mas esperando o sol chegar
Ai que tempo maravilhoso que nos resta lembrar e que na memória vai ficar!!!


Maria Estanila
Do picadeiro do engenho, às seis da tarde,
As garças passavam em bando, brancas fileiras a revoar, o espelho d' água, parada à espera da preamar.
Tardes tristes de engenho, eu me punha a recordar, aquele mesmo barulho da moenda, do alambique, cheiro forte de cachaça na vida daqueles homens.
À noite eu sonhava sempre com o ruído seco da manga que caia no chão rachado,
Com o ranger do machado a decepar a esperança de longos dias à sombra.
Quando o dia amanhecia, a mesma coisa eu fazia,
Um balde de cana aos porcos, a colheita da borracha, o brincar na bagaceira, se esconder no aningal.
Tudo isso se entranhava na rotina do meu dia,
Que começava com o fogo alastrado pelo roçado,
Seguido do leite quente, tirado da cabra preta, que um dia se submeteu a um homem e depois morreu.
Às seis da tarde de engenho, o sino ds vila tocava, minha mãe sempre chorava, coisa que eu nunca entendia.
Depois que o sino cessava, as ladainha se entoavam,
Nas brincadeiras de rodas as criancas saltitavam, e as figuras no céu se formavam, tantas quantas eu pensava.
Depois de voltar pra casa, soltava meu pensamento, no campo grande da vida, sonhava que estava perdida, visagens, homens-monstros de feixe de cana aos ombros, a algazarra da taberna, os fardos de carne podre, a farinha que amarga a vida, isso era o valor da lida, nenhum troco lhe sobrava pra molhar a alma de pinga.
Pinga que dava fogo e vontade de viver.
Viver sem reclamar da vida que era mais vida ,vivida do que agora, que é hora de Ave-Marias:
Ave-maria da cidade,
Ave-maria na fila,
Ave-maria na faculdade,
Ave-maria dos sem terra,
Ave-maria sem saúde e educação,
Ave-maria da prostituição,
Ave-marias sem sentido,
Ave-marias sem engenho, cana de açúcar e rapadura,
Ave-maria de homens-bagaço, mofentos.
Homens inconscientes, que tangem o destino ds gente.

Maria Estanila ( 1977 )

Maria Estanila Costa

MINHA POESIA
Quis sempre fazer uma poesia / mas como comecar?
Do que falar?
Eu queria fazer uma poesia que falasse de amor/, de paz, solidão e dor.
Queria fazer uma poesia / mas tudo se confundia /
Minha idéia sumia /pra longe de mim fugia/pra além dos mares, dos ares, montanhas e igarapés.
Depois nada mais sabia/ do que estava pensando/
Foi então que tive a idéia /
De escrever pensando em Deus/ pedi pra todos os santos/ do céu da terra do mar/ que viessem me ajudar/ mas algo me dizia /que não ia adiantar./
Foi então que vi uma luz /
Revirando a minha alma/trazendo de volta à mente uma uma paixao do passado/ um amor inacabado /que me tirou a inspiração, me atirou num labirinto/ de infinitas desilusões.
Cansada de tanto tentar escrever uma poesia/ tive que desistir, reconhecer que eu nao sei /dizer palavras de amor ou de dor/ eu sei nao posso insistir/ em fazer uma belo poema /para afastar de mim /o medo e a frustração/ de não ter tido o prazer /de fazer uma linda poesia falando da nossa paixao!

Maria Estanila
ABAETETUBA MENINA !
Calor ensopado,
Horas quietas
Das tardes de Abaetetuba.

Ventos !
Folhas secas que rodopiam
Avançam as águas
Molhando raízes,
Pés descalços
Desta cidade menina.

Ainda existem,
Os que por ti se calam
Emudecem, viseiras ao sol,
Poucos gritam
Gemem, choram
Para abrir as cortinas,
Anunciando novos tempos,
De paz
Esperanca
Fraternidade
De círios e romarias
Promessas
Sem conflitos
Sem blasfêmias !

Tardes de amor
Ao teu leito vivi
Rodando na praça,
Vagando nas ruas.,
Sentada nas pedras
Do Cristo da praça.

Oh! Abaetetuba!
Meu canto !
Meu sonho !
Meu riso !
E minha dor !
Recobra teu tempo
De outrora,
Já é hora !
De mover a terra,
De fazer paisagem,
De salvar o amor.
De acolher teus filhos,
Dispersos na terra,
Em busca da tua grandeza .
Maria Estanila Costa XARÃO CULTURAL ABAETEUARA



AMOR FINITO

FUGIR DE TI
QUE SERIA?
SE FIZESSE ASSIM ...
DEIXAR DE AMAR
QUE FARIA?
SEM AMOR PARA DAR ...
CAIR NO VAZIO DO MEDO
DE SENTIR-ME PRESA
NO PORTO SEGURO, PREJURO
DE UMA PAIXÃO.
PREFIRO O RISCO
DE UM AMOR FINITO
E PARA SEMPRE A CHANCE
DE RECOMEÇAR ...
QUE NUNCA AMAR!
MJParente


MULHER
Um aroma suave
exalou das mãos do Criador,
quando seus olhos contemplaram
a solidão do homem no Jardim!
Foi assim:
o Senhor desenhou
o ser gracioso, meigo e forte,
que Sua imaginação perfeita produziu.
Um novo milagre:
fez-se carne,
fez-se bela,
fez-se amor,
fez-se na verdade como Ele quer!
O homem colheu a flor,
beijou-a, com ternura,
chamando-a, simplesmente,
Mulher!
Milene Chaves


Leonora lagos
Meu mundo e nada mais.
Quando eu fui ferido
Vi tudo mudar
Das verdades
Que eu sabia... Só sobraram restos
Que eu não esqueci
Toda aquela paz
Que eu tinha... Eu que tinha tudo
Hoje estou mudo
Estou mudado
À meia-noite, à meia luz
Pensando!
Daria tudo, por um modo
De esquecer... Eu queria tanto
Estar no escuro do meu quarto
À meia-noite, à meia luz
Sonhando!
Daria tudo, por meu mundo
E nada mais... Não estou bem certo
Que ainda vou sorrir
Sem um travo de amargura... Como ser mais livre
Como ser capaz
De enxergar um novo dia... Eu que tinha tudo
Hoje estou mudo
Estou mudado
À meia-noite, à meia luz
Pensando!
Daria tudo, por um modo
De esquecer... Eu queria tanto
Estar no escuro do meu quarto
À meia-noite, à meia luz
Sonhando!
Daria tudo, por meu mundo
E nada mais...


Márcio Maués
1ª G, pais de Horácio Maués
2ª G/N, Horácio Maués, ribeirinho com origem na localidade Costa Maratauíra em Abaetetuba/PA, casado e com filhos, 3ª G/Netos/N: Heitor, e outros.
3ª G, filhos de Horácio Maués:
3ª G, N, Heitor do Carmo Maués, ribeirinho com origem na localidade Maratauíra no município de Abaetetuba, filho de Horácio Maués, foi barbeiro, diretor de futebol, jornalista no períódico Gazeta de Abaetetuba, casou com Eglantina Machado e com filhos, 4ª G/Bisnetos/Bn: José Heinar, Jorserlina/Lina Raimunda, Heleno de Jesus, Ângela, Dôra, Josi, e que por necessidade de educar a já numerosa prole, decidiram mudar do sítio da Costa Maratauíra para a cidade de Abaetetuba.
...João Pedro, Márcio e outros.
4ª G/Bn, filhos de Heitor do Carmo Maués e D. Eglantina:
4ª G/Bn, José Heiná Maués, estudou na escola INSA, formado em Direito pela UFPA, é advogado militante em Abaetetuba, foi professor de Inglês nas escolas de Abaetetuba (GBPB/CBPB, ), casou com Conce Maués e com filhos, 5ª G/Trinetos/Tn.
4ª G/Bn, Joserlina Raimunda Maués/Lina, estudou na escola INSA, formada em Pedagogia pela UFPA, com especialização e pós-graduação, funcionária pública pela SEDUC/PA, foi professora e diretora de escolas em Abaetetuba, mudou para Belém, onde continuou suas atividades de professora e técnica escolar, foi política como vereadora e casou com Moraes e com filhos, 5ª G/Trinetos/Tn.
4ª G/Bn, Heleno de Jesus Maués, trabalhou no IBGE, na CELPA, cadado e com filhos, 5ª G/Trinetos/Tn.

4ª G/Bn, João Pedro Maués, formado em Direito pela UFPA, é advogado militante em Abaetetuba, trabalhou como comentarista e narrador esportivo na Rádio Guarany FM, de Abaetetuba e com tiradas características dentro de sua narração (N.Senhora do Bom Parto, Minha Nossa S. da Caropita, Nossa S do Desterro e outras que o fizeram conhecido como descontraído e característico narrador esportivo de Abaetetuba), casou e com filhos, 5ª G/Trinetos/Tn.

MÁRCIO MAUÉS
Márcio Maués
CÉU DE ÂMBAR

"Meu mundo repartido.
E uma certa letargia chegando no corpo
agora quase em descanso
para a noite que se aproxima
das últimas luzes
de um céu cítrico a me espiar
nas idas e vindas.
Contorções desenham nuvens brincando
para que eu não me despedace
daqui ao dobrar meu corpo
sobre ele mesmo sozinho
em movimentos suaves e leves das mãos
e, até os involuntários
daquele músculo pensante de dentro do peito sangrante.
Aonde vou o sol vai também
sangrando o céu em um tom âmbar gris
que me segue alucinado". (Márcio Maués, Sob linha do meu tempo, 2015)

MAIS UMA TARDE
"A travessia
é uma sinuosa estrada de águas em movimento.
Pés descalços saberão mais
que as mãos? Talvez.
E o coração
Cheio de ventanias
aqui nessa beira de rio-mar
Que não nos faz outro pulsar
além de chegadas e partidas dizendo cai tarde
Bem no centro da minha mão" (Sob a linha do meu tempo, Márcio Maués, 2015)

FALANDO SÓ
"Tenho que falar com as flores sob a chuva.
A mudez talvez diga mais a elas.
Respiram noite
para animar o tempo presente
nesse chiado de chuva aqui
no meu pedaço de poesia sobre a noite
para aliviar meu cansaço
de terra molhada hoje" (Márcio Maués, Sob a linha do meu tempo, 2015).


ANTONIO MACEDO
CHIFRE NÃO É PROBLEMA
Autor: Antônio Macêdo

Eu fui na Cartomante
Ela leu a minha mão
Disse Antônio te conforma
Essa é a tua aprovação
Em vidas passadas
Tu foste Ricardão.

Chifre não é problema
Chifre dá inspiração
É melhor ser corno manso
Do que brabo na prisão
Essa é a tua sina
Vai cumprindo tua missão.

Tem corno que tem sorte
Antônio foi diferente
Além dos chifres que ele pegou
Quebraram-lhe todos os dentes
Cegaram ele de um lado
Ainda jogaram água quente.

Mesmo assim ele gosta
Porque é um corno assumido
Igual Antônio tem muitos
Só que vive escondido
Se chifre fosse veneno
O poeta já tinha morrido.

ANTONIO MACEDO
*Nosso Poeta Popular*
Aniversário dia 22 de agosto (Dia do Floclore) - 69 anos.
Transcrevo um dos seus poemas, recitado na
XXXI Semana de Arte e Floclore de Abaetetuba

ANTONIO MACEDO, nascido a 22 de agosto, de 69 anos em 2013, e é o mais conhecido poeta popular de Abaetetuba, e ele é um improvisador de versos simples, despojados dos recursos literários mais rígidos e que tem por mote a história e a cultura do povo de Abaetetuba. Já faz anos que Antonio Macedo produz seus versos populares que tem grande aceitação em determinados segmentos sociais do município, dado as temáticas de seus versos improvisados.

ANTONIO MACEDO
No poema abaixo, Antonio Macedo tem como temática o velho e as agruras enfrentadas por quem é velho. Pensamos que a emoção demonstrada no verso seja fruto da própria experiência de Antonio Macedo.
Extraído do “Xarão Cultural”, página de Adenaldo Santos Cardoso que divulga os aspectos culturais de Abaetetuba:

*Nosso Poeta Popular*
Aniversário dia 22 de agosto (Dia do Floclore) - 69 anos.
Transcrevo um dos seus poemas, recitado na
XXXI Semana de Arte e Floclore de Abaetetuba

O VELHO DE HOJE
Se não fosse a aposentadoria
Os velhos estariam lascados
Onde a gente passa
É apelido pra todo lado
Não tem pra quem apelar
O jeito é ficar calado.

Velho é também gente
Esse velho já foi novo
Mas na boca do povo
O tratamento é diferente
Velho perto do jovem
É outro ambiente.

Velho vai ao hospital
Nunca tem leito
Se é um novo
Eles dão logo o jeito
É por isso que me aborreço
Certas coisas eu não aceito.

Se esse velho for rico
Ainda tem uma saída
Mas se for pobre
É sofrimento pro resto vida
Até a mulher que arruma
Tem gente que apelida.

Com esse tratamento
Não tem velho que aguente
Muitos moram num asilo
Bem longe dos parentes
O velho de hoje
Já foi novo, antigamente.

Um velho é um cachorro
Andando na mesma estrada
Vem um caminhão
Na maior dísparada
O motorista defende o animal
Pra jogar o velho na calçada.

Se uma criança chora
Não tem presente pra dar
É só chamar o velho
Pra ela poder se calar
É discriminação
Que tem em todo lugar.

Jovem, aproveita teu tempo
Ser velho é perigoso
Esse mundo pra uns é bom
Eu vivo de teimoso
Pro pobre não tem lei
Nem pelo Estatudo do Idoso.

A temática do poema de abaixo, de Antonio Macedo,
é o passado, os lugares e as figuras populares
desfiados pela verve poética de Antonio Macedo.
ANTONIO MACÊDO "O POETA POPULAR"
*É muito difícil os amigos da página não terem um
parente incluido nesse poema, que é só saudade*

Casa coberta com palha
Assoalho de paxiúba
Rede de envira
Chapéu de carnaúba
Era linda a cidade
A nossa Abaetetuba.

Serraria Estrela
Abaeté o bom guaraná
Ponte do Guilherme
Dá saudade só de lembrar
E aquele café gostoso
Do saudoso Beira-mar.

Que saudade do passado
Trinta anos atrás
Era um tempo bom
Que não volta nunca mais
Inesquecível  Zita Margalho
E o milagroso Doutor Novaes.

A noite dos marítimos
Por que acabou?
A andorinha da praça
Também se mandou
O Boi Estrela Dalva
Só a saudade que ficou.

Muitas coisas boas
Hoje não temos mais
Aquelas histórias do Bertudo
Que ele contava na beira do cais
Por onde a gente passava
Só se falava de paz.

Advogado Rodon Sereni
Delegado Antonio Ribeiro
Ponte da Italiana
Bela vista do João Veleiro
Nesse tempo não existia maldade
Tudo era passageiro.

Acabou o que era bom
Ninguém dá explicação
O arraial está de luto
Porque não tem animação
Aonde estão as nossas Bandas
Carlos Gomes e Virgem da Conceição?

Cachaça Alvorada
Maricota do Tacacá
Massagista Desmonta Gato
Benzedeira Dona Idemar
Cobra Grande levou o Trapiche
Para o fundo do mar.

Benedito Sena dos Passos
Abaetetuba lembra com saudade
Pirilampo consertava sapato
Roque Dias na Cidade
Heraldo Pantoja o médico
Que só fazia caridade.

Doutor Everaldo Araújo
Valter “O Campeão”
Seu Mimim e Baixote
Tio Braulho e Napoleão
E a ponte do Maués
É só recordação.

Quem não lembra o Bicicleta
Doutor Nonato e Doutor Mota
Do Genipaúba “O Comerciante”
Quando viveu se chamava Góta
Artesanato perdeu um professor
Artesão Mestre Cambota.

Cavaquinho do Zé Mistrinho
Clarinete o Cardiná
Dom Angelo “O Santo Padre”
Vale a pena se lembrar
E os Engenhos de Abaetetuba
Por que deixaram acabar?

Aluno tomava benção da professora
Tempo que não volta mais
Hoje mudou pra pior
Um pé na frente outro atrás
Quem viu Abaetetuba
Do saudoso Gabriel Paes.

Inesquecível Zé Margalho
Primeira vidraçaria
Chibé pra quem não lembra
Era uma padaria
Nesse tempo “Violência Zero”
Dois policiais na delegacia.

Professor Maxico
Fotógrafo Dico Cururú
Galileu Moraes
Muita saudade deixou
Leonardo Negrão
Na terra foi professor.

Zigno de Almada
Comerciante Codó
Quando falo do passado
Só lembro a minha Vó
Que gostava de ouvir
A piada do Torotó.

Ferreiro Mestre Caetano
Dibroso encanador
Cebola o bom pedreiro
Infelizmente nos deixou
Diquinho Bala atacante
Tinha faro de gol.

Dentista doutor Lopes
Não podemos esquecer
Com dinheiro ou sem dinheiro
Ele ia atender
Fosse rico ou fosse pobre
Não deixava ninguém sofrer.

Abel Guimarães
Criador do Cine Imperador
Antonico Dias
Muita saudade deixou
Doutor Osni quando partiu
Abaetetuba inteira chorou.

Dona Josefa fazia mel
Comerciante Subico Macêdo
Carlos Maués Baía “O Pajé”
Carroceiro Seu Pedro
Primeira Fábrica de Gelo
Raimundo Figueiredo.

Doutor Roberto Contente
Gabi marceneiro
Acelino Macêdo
Antonio fogueteiro
Olaria do Chico Narrina
Benzedor Branco Ribeiro

Raimundo Poronga
Carpinteiro Mestre Coló
Sítio da Dona Miloca
Carregador Rizó
Seu Fausto fazia tanque
Costureira Tia Bitó.

Vicente Tainha
Manoel Miritizeiro
Antonio Quaresma
Na terra foi açougueiro
Seu Ramos e sua brabeza
Capivara mingoleiro.

Saudade desse tempo
O que era bom se acabou
Raimundo Chefe do saxofone
No trombone Agenor
João Pina um músico
Que tocava com amor.

Saudade do passado
Ah! Se eu pudesse voltar
Mário Fonseca “ O Pé de Mussuca”
Raimundo da Conceição “ O Tamauatá”
Manoel Castro “O Dé”
E a Vila “Sarara”.

Quem não lembra do Bar Modelo
Foguetaria do Badico
Dicão do Café Abaeté
Pimental do Missico
Curió e Dona Cacaia
Gonçalo e Genico.

Pagão “O Pé de Gapuia”
Seu Valter Comissário
Aristides Reis e Silva
Hildo Tavares Carvalho
Chico Narrina
O bermudão do trabalho

Farmacêutico Contente
Pedrinho Ribeiro
Mestre Augusto
Seu Bento barbeiro
Diquinho Rodrigues
Chico Padeiro.

Dona Teodora amassa açaí
Benedito foi comandante
Dona Dica costureira
Belino Pinheiro, Tio Conte
Miguel do Dócia marceneiro
Seu Josino comerciante.

Professora Benvinda Pontes
Torquatro e Tamanquinho
Tenente Humberto
Inesquecível Cachimbinho
José Raimundo Macêdo Rodrigues
O remista Mundinho.

Pessoas que nos deixaram
Já subiram pro segundo andar
Raimundo Dias da Silva
Dona Branda e Seu Babá
E a Vila Saracura
Nunca mais ouvi falar.

Pedro Loureiro
Vocalista Cavalo de Aço
Valério de Lima
Fogueteiro Compasso
O mundo de hoje
Está morrendo no cansaço.

Manoel do Leite
Era torcedor do Leão
Ducazinho e Dona Mundica
Higino Macêdo e Capitão
Português era brasileiro
Só resta a recordação!

João Reis quando viveu
Foi Prefeito de Abaeté
Altino Costa deputado
Aguinésio o bom pajé
Miranda enfermeiro
Dico Ferreira curava com fé.

Doutor Everaldo Araújo
Valter “O Campeão”
Seu Mimim e Baixote
Tio Braulho e Napoleão
E a ponte do Maués
É só recordação.

Foi vice-prefeito Duca Ferreira
Getúlio marceneiro
Zico do balneário
Dona Maura Mãe de Terreiro
Manelino vendia rapadura
Domingos Baixote fogueteiro.

Essas pessoas já nos deixaram
Foram pro mundo superior
Sabá Farias
Saudoso João Bitencourt
Dadá Nobre
Só o nome ficou.

Luíta e Alípio Gomes
Seu Lili benzedor
Pimental do Quida
Também acabou
Alexandre Cardoso
Muitas saudades deixou.

Raimundo Vieira
Na terra fez caridade
Quando ele partiu
Deixou muita saudade
Artesão Birilinho
Não foi reconhecido nesta Cidade.

Cidade de Abaeté
Do Onofre professor
Dudu e Duca Costa
Mimim Corrêa e Seu Lulu
Professora Carmem Cardoso
Aquela paz que tinha acabou.

Saudade do passado
Tempo que marcou
Professora Zaíde
Dava aula com amor
Irmã Eufrásia
Também Deus chamou.

Chico doido vendia perfume
De casa em casa ele andava
Era perfume gostoso
Qualquer pessoa comprava
Às vezes vendia à prazo
Na outra semana pagava.
Adenaldo Santoscardoso publicou:

ESSA É MINHA TERRA
Autoria: Antonio Macedo

Na terra do contrário
Não tem explicação
O errado é que está certo
A vítima nunca tem razão
Trabalho honesto paga imposto
O outro não.

Gato faz festa
Quem canta é jacaré
Mapará é patrocinador
Segurança é mandubé
Tudo isso tem
Na Cidade de Abaeté.

Empresário anda liso
Ferrolho é pedreiro
Tamanduá corta cana
Tomate não é tempero
Essa é a minha terra
Conhecida no Brasil inteiro.

Maracapucú tem prefeito
Baia não é Salvador
Furo Grande tem piçarra
Assopra sente calor
João do Banjo toca teclado
Sapinho saudade é compositor.

Carrasco não mata ninguém
Formiga é batalhador
Piquiá joga bola
Mosquito é brigador
Tartaruga veste roupa
Porco bate tambor.

Filhote não é peixe
Martelo é pescador
Chumbada é moto-taxi
Bem-te-vi é lavrador
Mala é gente
Passarinho é pintor.

Essa é a terra do contrário
Cidade de Abaeté
O Valente é calmo
Morcego tem mulher
Rebujo é uma pessoa
Acredite se quiser.

Terra do Contrário
Cidade de Abaeté
Tem muita coisa estranha
Não tem como explicar
O corno vive tranquilo
E o Ricardão quer brigar.

Pachiuba é um bar
Galo tem dente
Lançadeira vende café
Caiano é gente
Pagão é batizado
Pente-fino não é pente.

Caveira anda de bicicleta
Pião é carpinteiro
Olho de águia é comunicador
Regalado é açougueiro
Essa é Abaetetuba
Aonde soí é peixeiro.


Hydelmiro Roberto
Sem o colorido dos pássaros, branco nasci, por sacanagem preto fiquei
por sorte não sou engaiolado, pois cantar não sei
por minha condição de mascote de coveiro, os humanos nojo de mim tem
não sou estou em extinção, por causa da maldição, se quiser azar é matar o tição

Por causa da malandragem plainar fico no ar
de olho na galera mau educada, que joga tudo pro ar
sempre de preto, fico a rapinar, igual povo de luto que vive a chorar
como se estivesse a esperar alguém a velar

Minha qualidade é doença espalhar
não por culpa minha, mas pelo lixo que encontro a espalhar
minha volta é somente me amentar
Sou como mágico carcaça e putrefação, desaparece ao alimentar

Não sou chamado de pássaro, catinguento, fedorento e horroroso sou
“Abutre do Novo Mundo”, imundo, nem galinha perto estou
tenho um primo chamado Rei, que só come coisa viva
para mim que não tenho frescura, como de todo, e faço tudo
Por uma porcaria, ou carcaça ou carne fedida.

Hydelmiro Roberto


IVALDY FURTADO
Ivaldy Furtado
Brinque, Sofia

Viva a vida
Viva, Sofia
Desafie teus sonhos!
Seja Sofia nesse mundo de encantos
A vida precisa de tantas sofias !


CLEVER LOUREIRO
Clever Loureiro é um dos filhos do popular Fuan/Clovis Barros da Silva e Carmita Loureiro, tem uma boa bagagem de conhecimentos humanísticos e políticos e tem também seus momentos de nativismo por Abaetetuba em sentimentos colocados nos versos abaixo:

Abaetê         
Minha terra tem
Homem de verdade
Minha terra tem
Minas morena, outro lugar
Noutras palavras Jequitinhonha
Levou pro mar força medonha
Trouxe a visão
Que desperta o brilho cego
Do prazer de quem sonha
Língua de dois gumes
Palavra de dois sentidos
Raiva no curtume
Do tempo que tem sofrido
Filho da terra pegou na canção
Riscou no terreiro, gritou pelo chão
Minas morena...


Poeminha besta para uma manhã nublada de domingo.
Ninguém deseja amor distante
Amor bom é amor pertinho
Daqueles de beber refrigerante
Dividindo o mesmo canudinho



O samba me acaricia
Me nina, me põe a sonhar
Afaga minh'alma vazia
E leva pra longe o penar
Me embalo ao som dos acordes
Flutuo na voz da canção
Nas rimas que trago comigo
Misturo pecado e perdão
Desejo de samba é uma ordem
Que sigo sem pestanejar
Se queres saber o que sinto
Se atreva a comigo sambar
Jean Sena

 Mera Recordação
Já percebi
É consenso entre nós
Nossa vida em comum
Tá chegando ao final

Nosso corpo cansou
Coração transbordou
Das mágoas que herdou
E quem somos nós dois
Afinal?
É inútil adiar
Insistir, prorrogar
Nem fingir que as coisas vão bem
Quando não
O ocaso se fez
A distância aumentou
E entre eu e você
Só restou do amor
Mera recordação

de jean sena?

Altemar da Silva Paes
Um singela homenagem à minha terra - Abaetetuba - que hoje completa 121 anos.
SAUDADES DE ABAETETUBA
Abaetetuba, hoje tu és tão bonita
Mas no passado eras muito mais
O progresso que hoje te agita
Te faz diferente dos tempos atrás

Antigamente te chamavas Abaeté
E tu eras muito pequenininha
Eu andava todas as ruas a pé
E jogava bola no meio da pracinha
Hoje não te chamas mais Abaeté
Tuas ruas já não têm mais areia
Já não dá mais para andar a pé
Nem jogar futebol com bola de meia
Muitas casas eram feitas de barro
Tuas ruas eram orleadas de capim
Hoje tuas ruas estão repletas de carro
E tuas praças estão cheias de jardim
E até mesmo a minha rua
O progresso do asfalto cobriu
Ela perdeu o encanto da lua
Pois toda aquela areia sumiu
Aquelas ruas com as pegadas

Da minha infância tão fugaz
Hoje refletem as passadas
De um tempo que não volta mais
Ah! minha terrinha querida
Abaetetuba das minhas lembranças
Que bom seria se nesta vida
Nós ficássemos eternamente crianças
(Altemar da Silva Paes)

JPM
No silêncio, uma catedral
Um templo em mim
Onde eu possa ser imortal
Mas vai existir
Eu sei, vai ter que existir
Vai resistir nosso lugar...
José Pedro Maués

segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Davi Figueiredo - Poesias e Crônicas - Poetas e Poesias

Davi Figueiredo - Poesias e Crônicas - Poetas e Poesias
Davi Fig
Como hoje é dia do padre segundo a minha amiga Nilce Maria, vai uma crônica minha para quem ainda não leu.
O CONTO DO VIGÁRIO
Aqui em Abaetetuba pelos idos de 1964, muitos rapazes de nossa sociedade ingressaram no seminário em Belém do Pará no propósito de viverem uma vida sacerdotal e celibatária, muitos influenciados pelas próprias famílias católicas e conservadoras, estes não deram muito certo largaram a batina pelo primeiro rabo de saia que encontraram, somente alguns que carregavam na alma a vocação sacerdotal seguiram em frente.
Estou falando isso porque senti na pele um desses exemplos que não deram certo.
Certo dia minha avó por parte de mãe, muito católica, tanto que era da ordem das Filhas de Maria, do Apostolado de Nª Srª de Conceição, do Apostolado do Sagrado Coração de Jesus, da Ordem de São Francisco, e da Ordem de São Benedito anunciou: - neste domingo eu convidei para um almoço aqui em casa a Maruquita do Manelogenio e o seu filho Ticó que está estudando para padre em Belém, eu quero todo mundo arrumado esperando os nossos convidados, afinal de contas argumentou, ele vai ser um emissário de Deus aqui na terra.
No domingo a casa estava animada, minha avó tinha contratado duas cozinheiras para reforçar no preparo do almoço, o cardápio tinha de tudo, macarronada, maniçoba, pato no tucupi, galinha a cabidela e coisa e tal, até me lembro que tive uma briga com outros meus irmãos por causa da raspa da panela de calda de açúcar do pudim.
Antes quero descrever a casa que morávamos na época: ficava onde hoje se encontra o prédio Figueiredo, era um casarão com telhas de barro todo em madeira, com aproximadamente oito janelas que davam para um saguão lateral, na frente um pequeno pátio que chamávamos de varandim, uma escada em concreto de quatro degraus ornamentava a entrada que dava para o lado da praça Nª Srª da Conceição.
Pois bem, ao meio dia estávamos no pátio juntamente com a minha avó, todos perfilados esperando os convidados. Ao meio dia em ponto, surgiram do lado da praça a Tia Maruquita, (como gostava de ser chamada) de braços dados com um rapaz vestido com uma batina bege impecável, e que vez ou outra cumprimentava com um aceno circunspecto as pessoas que passavam.
A minha expectativa aumentava ao passo em que eles se aproximavam da casa, afinal de contas era um emissário de Deus segundo minha avó, ao subirem a escadinha que antecedia o pátio os meus olhos estavam fixos naquela pessoa de batina que tinha o privilegio ou talvez a missão de representar Deus aqui na terra, tanto é que não prestei atenção quando minha avó ao meu lado falou baixinho – toma bença dele, ao não atender, fui instado novamente por minha avó já com os dentes cerrados imitando um sorriso, – “tãma bençã dele”!, não entendi essas palavras mastigadas, ai veio a terceira convocação esta com um coque rápido e preciso na cabeça, toma bença dele!!, sentindo uma dor ardente na moleira, estendi a mão e com lágrimas nos olhos e a voz de choro disse: – Berrença padre, e ele – Deus te abençoe meu filho.
Aquela benção não me resignou muito, a cabeça doía e com os olhos cheio de lágrimas pensei em não almoçar como meio de protesto, porem a fome e o aroma que os pratos produziam fizeram eu mudar de idéia. O prejuízo seria maior.
Ao sermos chamados para o almoço, fomos contidos por minha avó e minha mãe para que deixássemos o Padre Ticó escolher o seu lugar, depois fomos silenciosamente ocupando outras cadeiras.
Então este uniu as mãos em prece elevou os olhos para um quadro da Santa Ceia que ornava a parede em frente a mesa e ofereceu aquele repasto a Deus e a todas as pessoas necessitadas, logo após foi servido o almoço. Minha avó puxava conversa com o padre, com relação aos seus estudos no seminário e este solicito, com um olhar sereno e meigo, igual o olhar daquele anjinho que está nos pés da imagem de Nª Srª da Conceição, respondia a todas as perguntas, sem deixar de dar generosas garfadas na macarronada.
Após o almoço, na despedida, abençoou toda a família e compenetrado fez uma oração a pedido de minha avó seguido de um coro de amem respondido pelos presentes e saiu com sua mãe, desta vez rumo as ruas da cidade, talvez para fazer a digestão ou para dar uma volta e matar as saudades..
Ao passar por uma determinada rua, segundo relato choroso da tia Maruquita no dia seguinte, foi chamado por vários colegas que tomavam batida de limão no boteco do Moacir e que estavam se preparando para saírem no sujo (naquele tempo chamávamos de bôbo) pelas ruas da cidade, já que era época de carnaval, nesse momento foram rechaçados por Ticó, que argumentou que sua vida mudara e que estava totalmente voltada para a Igreja e seus Sacramentos, apesar dos apelos e dos argumentos quase convincentes dos amigos para tomar só um golinho da melhor batida de limão da cidade, seguiu em frente, se despedindo de cabeça erguida para o orgulho de sua mãe.
Ao chegar em sua casa alegou que teria que voltar para fazer uma visita à Igreja Matriz, e não sei por que cargas d’água, fez o mesmo caminho de volta, e ao chegar em frente do boteco do Moacir, novamente seus amigos o chamaram, desta vez com mais ímpeto, devido aos vapores etéreos do Alcool, - Vamos Ticó só umazinha!, Não vai fazer mal!, Pelos teus amigos!, Entra aqui que a gente faz a bandeira!, Ninguém vai saber de nada!, Deixa de ser orgulhoso. Com estes e outros argumentos, Ticó pegou o copo e deu um golinho, ai veio os papos – como é lá no seminário?, Um gole, tu não sentes saudades daqui? Outro gole, deixa eu te contar a última!, Mais um gole, conclusão quatro horas da tarde, ouve-se um barulho de tambor, fizemos aquela gritaria em casa, lá vem o bôbo!, Lá vem o bôbo!, corremos para a janela e para o nosso espanto vimos vários rapazes sujos de maisena, o Paulo Tribi, com o seu inconfundível tambor de coro de jibóia, cantando – Madureira chorou, Tum dum Tum dum, Madureira chorou de dor tumdumtumdumtumdum, e na frente comandando o espetáculo, para nosso espanto, com a batina toda suja de lama o Padre Ticó, o emissário de Deus, sambando, virando salto mortal e fazendo piruetas diversas em plena avenida D. Pedro II.
A mesa ainda estava sendo desarrumada, as cozinheiras sendo pagas por minha avó e a minha cabeça ainda latejava pelo cascudo recebido.
Procurei uma desculpa para a dor que sentia e para o galo que estava teimando em nascer na minha cabeça, então arrumei um alento de que nem tudo estava perdido, afinal de contas o almoço tinha sido uma delicia, e a Santa Igreja Católica livre de Ticó graças a batida de limão do Moacir, e do tambor de couro de jibóia do Paulo Tribi.
O CONTO DO VIGÁRIO
Iolanda Parente Meu caro Davi, que surpresa boa ler tua deliciosa crônica neste domingo meio que sem graça, aliás nem sabia que você era cronista. Vou te contar uma curiosidade. Minha mãe foi mãe de leite de uma das tuas irmãs, por isso eram amigas e lembro dessa varanda de tua casa, época de festa da Conceiçao iamos ver o arraial de lá, um bando de crianças. Saudades.
Benedito Costa Maravilha Davi!! Já ganhei o meu domingo, o Padre Ticó chutou o pé da barraca... kkkkk!!
Elias Macedo Lobato EXCELENTE !! Davi Figueiredo....kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Astrogildo Martins Martins Égua Davi Figueiredo, muito bacana, muito bom......, mas me tire uma dúvida, o Padre Ticó, conhecia o Fernandão?
Astrogildo Martins Martins Outra coisa Davi Figueiredo, se sua Avó viu as estrepolias do sacerdote, ela merecia um coque também ou uma bicuda na canela, perdeste a oportunidade. rsrsrsrsr
Nilce Maria KKK essa crônica animou meu domingo..tem mtos q deixaram a batina, por um outro ideal..ja exist até um grupo dos 'ex padres'
Clever Loureiro Muito boa, Davi! Ainda bem que o coque não te fez esquecer os detalhes, pelo contrário.
Clovis Cardoso Muito bom! Parabéns primo!!! Depois ele foi pro Gigi afogar o ganso???
Iolanda Parente O prof. Onofre era conhecido comp Capelão porque era ex-seminarista.
Marcela Josefina Parente E CADÊ ELE? DAVI. ERA CHIK FAZER SEMINÁRIO. ATÉ O FELIPINHO FOI, MAS NÃO AGUENTOU.
Marcela Josefina Parente DA VARANDA DE TUA CASA LEMBRO BEM. NAS TARDES DA JOVEM GUARDA, FUGINDO PELA MUINHA, ÍAMOS PRA TUA CASA ASSISTIR ROBERTO. NÓS ENTRAVAMOS E A GALERA FICAVA PELO LADO DE FORA. SEU NICOLA ACABOU COMPRANDO UMA TELEVISÃO E ACABOU A FARRA.
Benedito Costa Boa pergunta Marcela, por onde anda o Padre Ticó?
Nilce Maria vizinho Benedito Costa eu trabalhei na Diocese por alguns anos, e confesso q nunca ouvi falar em Pe. Ticó..
Benedito Costa Mistério amiga Nilce, somente o nosso amigo Davi ou o Paulo Tribí o "Goleiro Gaivota", poderão repassar essas coordenadas. Cadê Ticó? Eis a pergunta.
Nilce Maria hahaha..tá bom vizinho Benedito Costa.
Iolanda Parente ESSA DEVIA SER A ALCUNHA DELE, QUAL SEU NOME VERDADEIRO
Benedito Costa Na crônica ele só aparece como Ticó, é outra boa pergunta amiga Iolanda, qual o verdadeiro nome do Padre Ticó?
Astrogildo Martins Martins O nome dele era Benicio Lobato Cruz credo rsrsrsrsr
Ana Maria Quaresma Adorei tambem Davi Figueiredo, sei como é sentir um coque assim..rsrsrsrs...lembro também muito daquele "varandil bunito" da sua casa todos admiravam, tambem fiquei curiosa quem seria o padre Ticó??? as familias daquela epoca realmente davam muita importancia a que pelo menos um da familia fosse Padre ou freira, minha mãe sonhava que eu fosse freira, quétanum..kkkkkkk, se não me engano o Prof. Onofre desistiu, mas sua irmã não, acho que tem uma irmã dele freira.
Iolanda Parente COITADO DO MEU VIZINHO!
Eduardo Carvalho Parabéns Davi Figueiredo, excelente crônica, existindo ou não o padre Ticó, você narrou muito bem os sentimentos e costumes da época de uma abaetetuba muito melhor e que deixa saudades...
Anette Dias Brabo Parabéns, Davi Figueiredo, pela crônica e por favor mata a curiosidade da página quanto ao ex quase futuro padre Ticó.
Benedito Costa Padre Ticó sambando, virando salto mortal e fazendo piruetas diversas ao som do famoso tambor do Paulo Tribí em plena avenida D. Pedro II, depois de saborear um almoço especial, recheado de delícias da nossa culinária e uma batida de limão do Moacir, realmente era pra morrer de rir. Precisamos saber meu caro Daví, qual o nome verdadeiro do Padre Ticó?
Benicio Lobato Cruz O PADRE TICÓ...ERA PRIMO DO SEU LOLÓ....
Davi Figueiredo Antes de tudo, muito obrigado a todos voces por terem gostado da minha crônica, e quanto ao padre Ticó, ele realmente existiu, e se chamava Cleto, logo após o ocorrido não voltou a Belém para completar seus estudos no seminario, porem se casou com uma jovem daqui de Abaetetuba, se não me engano da familia bitencourt e foi morar em Macapá, segundo minha irmã, Cleto faleceu há uns cinco anos, e deixou filhos, hoje formados e bem de vida, a tia Maruquita, mãe de Ticó era prima da minha avó, e a chamávamos de tia e Manoelogenio, como o chamávamos, tomava café todo o dia em casa, dai a minha liberdade de contar esse episodio atraves desta crônica.
Benedito Costa Parabéns Davi! repassei aqui na Rádio a Crônica o Conto do Vigário, e muita gente está ligando querendo saber o nome do Padre Ticó.
Davi Figueiredo ‎Benedito Costa, escutei agora na radio a tua divulgação, obrigado.
Davi Figueiredo Iolanda Parente, obrigado por ter gostado da minha crônica, tambem sinto muitas saudades dessa casa onde passei a minha infancia, me lembro que eu e meus irmãos aproveitávamos um córrego que se formava embaixo das janelas após a chuva para brincarmos de corrida de barquinho de papel, essas brincadeiras simples e características de cidade do interior, que teimam em não sair de nossa memória, graças a Deus.
Ademir Heleno Araujo Rocha ‎Davi Figueiredo, tu vais entrar pra minha lista de poetas, musicistas e cronistas de abt
Ana Maria Quaresma Realmente Davi Figueiredo, brincadeira simples e que agente acaba repassado pro nossos descendentes, pois hoje brinco com minha neta, num laginho feito pela chuva no quintal de casa, qdo a mesma me visita pois o simples é emocionante e ainda canto: Mandei fazer um barquinho de papel de papelão pra levar minha netinha pra dentro do coração E o sorriso que ela me devolve me faz sentir que num futuro ela repita essa brincadeira, simples mas que ficam eternizadas em nossa memoria!!!!!
Antonio José Lima Ribeiro Oi Davi Figueiredo. Lí tua cronica " O Conto do vigário", e além de gostar, achei interessante. Quero te parabenizar,amigo.(Ès ótimo contista e cronista do dia a dia abetetubense). Aceita um forte abraço,conterrâneo amigo.!
Antonio José Lima Ribeiro Ainda a respeito do padre Dicó, eu o conhecí. Ele tinha um irmão chamado Cravo, e que jogava futebol, e por sinal muito bom futebolista. O Dicó, no momento que chegou em Abaetetuba, na época do carnaval. Ok deu? Largou a "batina" e caiu na "gandaia".
Benedito Costa Se não fosse o tremendo coque que o Davi levou de sua avó pra tomar bença do Padre Ticó, talvez não existisse essa obra prima que encantou os amigos desta página. Em Igarapé Mirí foi uma dedada que salvou uma vida, aqui em Abaeté foi um coque que se transformou no "CONTO DO VIGÁRIO".
Benedito Costa Ticó amigo Antonio José, era a alcunha do Padre.
Iolanda Parente O QUASE PADRE QUE NÃO FOI PADRE POR CONTA DE UMA CACHAÇADA.
Iolanda Parente POR FALAR EM LAGUINHO, LEMBRO QUE QUANDO IAMOS PARA O EXTERNATO DEPOIS DA CHUVA METIAMOS OS PÉS NA VALA E IAMOS BRINCANDO COM AQ ÁGUA ATÉ CHEGAR NA ESCOLA, NÃO SEM ANTES PASSAR PELO BAR DO TIO NICOLA E PEDIR UM PICOLÉ PARA ELE, DA FRUTA
Iolanda Parente ERA ENGRAÇADO PORQUE SOU UMA CABOCLA BESTA, SEMPRE TIVE PROBLEMAS COM O AÇAI, ENTÃO ACONTECIA QUE TOMAVA AÇAI NO ALMOÇO E DEPOIS CHUPAVA PICOLÉ DE CUPUAÇU, E IA VOMITANDO PELA VALA, RSRSRS. MAS NÃO DEIXAVA DE TOMAR AÇAI NEM DE CHUPAR O PICOLÉ, RSRS.
Jess Maués Gostei muito da crônica Davi Figueiredo,Parabéns!!!
Ademir Heleno Araujo Rocha Eu tive um amigo na 2ª casa do estudante de abt que consegui tirar da vida errante e ele já era gente fina, mas o saudoso B puxou a perna dele quando já estava entrando no céu e lá se vai mais uma alma fugida do paraíso.
Helder Quaresma Muito boa a crônica Davi, texto claro e envolvente, além disso uma boa viagem ao passado!!
Iolanda Parente Meu caro Davi, que surpresa boa ler tua deliciosa crônica neste domingo meio que sem graça, aliás nem sabia que você era cronista. Vou te contar uma curiosidade. Minha mãe foi mãe de leite de uma das tuas irmãs, por isso eram amigas e lembro dessa varanda de tua casa, época de festa da Conceiçao iamos ver o arraial de lá, um bando de crianças. Saudades.

Bene Costa Maravilha Davi!! Já ganhei o meu domingo, o Padre Ticó chutou o pé da barraca... kkkkk!!
Astrogildo Martins Martins Égua Davi Figueiredo, muito bacana, muito bom......, mas me tire uma dúvida, o Padre Ticó, conhecia o Fernandão? Astrogildo Martins Martins Outra coisa Davi Figueiredo, se sua Avó viu as estrepolias do sacerdote, ela merecia um coque também ou uma bicuda na canela, perdeste a oportunidade. Rsrsrsrsr
Nilce Maria KKK essa crônica animou meu domingo..tem mtos q deixaram a batina, por um outro ideal..ja exist até um grupo dos 'ex padres
'Clever Loureiro Muito boa, Davi! Ainda bem que o coque não te fez esquecer os detalhes, pelo contrário.
Iolanda Parente O prof. Onofre era conhecido comp Capelão porque era ex-seminarista. Marcela Josefina Parente E CADÊ ELE? DAVI. ERA CHIK FAZER SEMINÁRIO. ATÉ O FELIPINHO FOI, MAS NÃO AGUENTOU. Marcela Josefina Parente DA VARANDA DE TUA CASA LEMBRO BEM. NAS TARDES DA JOVEM GUARDA, FUGINDO PELA MUINHA, ÍAMOS PRA TUA CASA ASSISTIR ROBERTO. NÓS ENTRAVAMOS E A GALERA FICAVA PELO LADO DE FORA. SEU NICOLA ACABOU COMPRANDO UMA TELEVISÃO E ACABOU A FARRA.
Bene Costa Mistério amiga Nilce, somente o nosso amigo Davi ou o Paulo Tribí o "Goleiro Gaivota", poderão repassar essas coordenadas. Cadê Ticó? Eis a pergunta.
Ana Maria Quaresma Adorei tambem Davi Figueiredo, sei como é sentir um coque assim..rsrsrsrs...lembro também muito daquele "varandil bunito" da sua casa todos admiravam, tambem fiquei curiosa quem seria o padre Ticó??? as familias daquela epoca realmente davam muita impo...Ver mais

Ana Maria Quaresma Adorei tambem Davi Figueiredo, sei como é sentir um coque assim..rsrsrsrs...lembro também muito daquele "varandil bunito" da sua casa todos admiravam, tambem fiquei curiosa quem seria o padre Ticó??? as familias daquela epoca realmente davam muita importancia a que pelo menos um da familia fosse Padre ou freira, minha mãe sonhava que eu fosse freira, quétanum..kkkkkkk, se não me engano o Prof. Onofre desistiu, mas sua irmã não, acho que tem uma irmã dele freira.


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Eduardo Carvalho Parabéns Davi Figueiredo, excelente crônica, existindo ou não o padre Ticó, você narrou muito bem os sentimentos e costumes da época de uma abaetetuba muito melhor e que deixa saudades...
Bene Costa Padre Ticó sambando, virando salto mortal e fazendo piruetas diversas ao som do famoso tambor do Paulo Tribí em plena avenida D. Pedro II, depois de saborear um almoço especial, recheado de delícias da nossa culinária e uma batida de limão do Moacir, realmente era pra morrer de rir. Precisamos saber meu caro Daví, qual o nome verdadeiro do Padre Ticó?
Benicio Lobato Cruz O PADRE TICÓ...ERA PRIMO DO SEU LOLÓ....
Davi Figueiredo Antes de tudo, muito obrigado a todos voces por terem gostado da minha crônica, e quanto ao padre Ticó, ele realmente existiu, e se chamava Cleto, logo após o ocorrido não voltou a Belém para completar seus estudos no seminario, porem se casou com ...Ver mais
Bene Costa Parabéns Davi! repassei aqui na Rádio a Crônica o Conto do Vigário, e muita gente está ligando querendo saber o nome do Padre Ticó.
Davi Figueiredo Iolanda Parente, obrigado por ter gostado da minha crônica, tambem sinto muitas saudades dessa casa onde passei a minha infancia, me lembro que eu e meus irmãos aproveitávamos um córrego que se formava embaixo das janelas após a chuva para brincarmos de corrida de barquinho de papel, essas brincadeiras simples e características de cidade do interior, que teimam em não sair de nossa memória, graças a Deus.
Ana Maria Quaresma Realmente Davi Figueiredo, brincadeira simples e que agente acaba repassado pro nossos descendentes, pois hoje brinco com minha neta, num laginho feito pela chuva no quintal de casa, qdo a mesma me visita pois o simples é emocionante e ainda canto: Mandei fazer um barquinho de papel de papelão pra levar minha netinha pra dentro do coração E o sorriso que ela me devolve me faz sentir que num futuro ela repita essa brincadeira, simples mas que ficam eternizadas em nossa memoria!!!!!
Antonio José Lima Ribeiro Oi Davi Figueiredo. Lí tua cronica " O Conto do vigário", e além de gostar, achei interessante. Quero te parabenizar,amigo.(Ès ótimo contista e cronista do dia a dia abetetubense). Aceita um forte abraço,conterrâneo amigo.! Antonio José Lima Ribeiro Ainda a respeito do padre Dicó, eu o conhecí. Ele tinha um irmão chamado Cravo, e que jogava futebol, e por sinal muito bom futebolista. O Dicó, no momento que chegou em Abaetetuba, na época do carnaval. Ok deu? Largou a "batina" e caiu na "gandaia".
Bene Costa Se não fosse o tremendo coque que o Davi levou de sua avó pra tomar bença do Padre Ticó, talvez não existisse essa obra prima que encantou os amigos desta página. Em Igarapé Mirí foi uma dedada que salvou uma vida, aqui em Abaeté foi um coque que se transformou no "CONTO DO VIGÁRIO".Bene Costa Ticó amigo Antonio José, era a alcunha do Padre.
Iolanda Parente O QUASE PADRE QUE NÃO FOI PADRE POR CONTA DE UMA CACHAÇADA.

Jess Maués Gostei muito da crônica Davi Figueiredo,Parabéns!!!




Milton Teixeira - Poetas, Poesias e Outras Prosas

Milton Teixeira - Poetas, Poesias e Outras Prosas


Do Blog de Marli Braga Dias
VER-O-VERDE

Aqui a vida é uma janela
o dia todo escancarada
na direção da flor mais bela

Aproveitadores do belo,
moradores privilegiados,
nessas mentes, não há grilo,
apesar de serem desprotegidos

Mas há compartilhamento
um grande amor inexplicável
uma troca de cumprimento
E de sabedoria inesgotável

A biodiversidade se ofereceu
tem água doce em excesso
a alimentação cai do céu
Não existe ambiente escasso

Ver-o-verde da porta,
é mais que uma magia
o visual único da mata
tem beleza em demasia.
*
Do livro de poesias O Verde que Arde de Francisco Moraes Teixeira, nascido em 2 de Junho de 1958 na cidade de Abaetetuba - Pará. Conforme o Blog de Marli Braga Dias.

Francisco Moraes Teixeira, com o pseudônimo de Milton Teixeira
Vamos colocar o poeta Milton Teixeira no rol dos
 poetas da Natureza. Mas não vamos restringi-lo apenas a esse segmento poético, por que ele alça voos poéticos ainda maiores nos diversos campos da literatura e conhecimentos.

Informações sobre o lançamento do Livro "O verde que arde", de Milton Teixeira



Livro "O verde que arde" será lançado nesta sexta-feira, conforme o site do Banco da Amazônia.
Sob o patrocínio do Banco da Amazônia, ocorre no dia 20 de maio, às 19 horas, no Sesc Boulevard, o lançamento do livro "O verde que arde – A poesia que vem da Amazônia", de Francisco Moraes Teixeira. Aprovado pelo Edital de Seleção Pública de Patrocínio de 2014 do Banco, a obra é composta por 157 poesias, que abordam temas cultural, ecológico, social e lírico, relacionados com a Amazônia e a forma de expressar do seu povo.


Um dos temas presentes nas poesias de Teixeira é a devastação da floresta amazônica. Segundo o autor, o fogo que provoca essa destruição "não arde somente a floresta, mas também o globo terrestre, dizima nossos sonhos, nossa vida e o nosso destino, queima não somente a mata, mas também os animais". Além de fomentar debates sobre temas tão presentes na realidade local, o autor quer, ainda, com suas poesias, difundir entre adultos, jovens e crianças um pouco da cultura amazônica, como forma de expressão literária, no intuito de incentivar a cultura regional e a formação de novos leitores.
A obra de Teixeira objetiva, também, preservar a raiz cultural e as formas de expressão eminentemente do povo amazônico, que com seu modo de falar e seu jeito de agir desperta a atenção de quem convive com as pessoas da região. Nos versos da poesia Cunhã, por exemplo, o autor diz: "Cabelos lisos e negros soltos ao vento. Da sua voz ecoava um lindo canto. Carregava no paneiro um Apaiari. Nas costas pupunha, castanha e mari".
Este é o primeiro livro de Francisco Moraes Teixeira, paraense de 55 anos, um vendedor de planos de saúde, que sempre acalantou o sonho de um dia ver suas obras publicadas em um livro. Com o ensino médio completo (antigo segundo grau), Teixeira começou a escrever ainda na adolescência, aos 14 anos. A poesia que dá título a obra, "O verde que arde", foi escrita em 1986, mesmo ano em que ele começou a sonhar com a produção do primeiro livro, o que se concretiza agora, com a seleção feita pelo Banco da Amazônia.
O projeto "O verde que arde – A poesia que vem da Amazônia" foi coordenado pelo professor Antônio Maria de Souza Santos, pesquisador do Museu Paraense Emílio Goeldi. Amigo de longa data do autor, o pesquisador foi responsável pela edição, projeto editorial, organização e edição de texto. Outro nome de peso na área literária que deu total apoio ao livro foi o da professora doutora Amarílis Tupiassu, que assina a apresentação do livro.
Serviço:
Lançamento do livro "O verde que arde – A poesia que vem da Amazônia", de Francisco Moraes Teixeira
Data: 20 de maio
Hora: 19 horas


Site do G1/PA, da Rede Liberal
17/05/2014 14h41 - Atualizado em 17/05/2014 15h18

Francisco Teixeira lança livro de poesia inspirado na Amazônia
Autor lança “O verde que arde – A poesia que vem da Amazônia” nesta terça.

Encontro será no Sesc Boulevard, às 19h.

Do G1 PARÁ:
Nesta terça-feira (20), às 19 horas, o escritor Francisco Moraes Teixeira lança o livro “O verde que arde – A poesia que vem da Amazônia”, no Sesc Boulevard, em Belém.
A obra é composta por 157 poesias, que abordam temas cultural, ecológico, social e lírico, relacionados com a Amazônia e a forma de expressar do seu povo. Um dos temas presentes nas poesias de Teixeira é a devastação da floresta amazônica. Segundo o autor, o fogo que provoca essa destruição “não arde somente a floresta, mas também o globo terrestre, dizima nossos sonhos, nossa vida e o nosso destino, queima não somente a mata, mas também os animais”.
Além de fomentar debates sobre temas tão presentes na realidade local, o autor quer, ainda, com suas poesias, difundir entre adultos, jovens e crianças um pouco da cultura amazônica, como forma de expressão literária, no intuito de incentivar a cultura regional e a formação de novos leitores.
Este é o primeiro livro de Francisco Moraes Teixeira, paraense de 55 anos, um vendedor de planos de saúde, que sempre acalantou o sonho de um dia ver suas obras publicadas em um livro. A poesia que dá título a obra, “O verde que arde”, foi escrita em 1986, mesmo ano em que ele começou a sonhar com a produção do primeiro livro, o que se concretiza agora, com a seleção feita pelo Banco da Amazônia.
O projeto “O verde que arde – A poesia que vem da Amazônia” foi coordenado pelo professor Antônio Maria de Souza Santos, pesquisador do Museu Paraense Emílio Goeldi. O pesquisador foi responsável pela edição, projeto editorial, organização e edição de texto. A professora Amarílis Tupiassu, assina a apresentação do livro que terá seu lançamento no dia 20 de maio, às 19 horas no Centro Cultural Sesc Boulevard.

Serviço

Lançamento do livro de Francisco Moraes Teixeira “O verde que arde – A poesia que vem da Amazônia”, nesta terça, 20, às 19h, no Sesc Boulevard, localizado na Av. Boulevard Castilho França, 522. Contatos: (91) 8163.3268 / 8842.0603 / 4008.2869. Entrada franca.




MUNDO ENCANTADO DO MIRITIZEIRO

Lá vem o popopô roncando e a rabeta singrando o Rio Maratauira. O mundo encantado do miritizeiro vai começar. É festa do conhecimento autodidata, do sonho em miniatura, tradição que passa de pai para filho. É um momento de construção do belo, proporcionado por gente simples, mas absurdamente talentosa. No Miritifest, veremos a competência incontestável desses artistas locais. Exposições de peças artesanais, genialmente esculpidas pelos iluminados artesãos de Abaetetuba. Povo trabalhador, produtivo, que transforma a natureza em arte. Das suas habilidosas mãos, sairão barquinhos coloridos e outros brinquedos de miriti. Os quais navegarão suavemente pelos rios imaginários, das crianças e adultos, provocando onda, maresia e uma pororoca de beleza inigualável.
Francisco Teixeira

 Abaixo a palmeira miritizeiro



Até o Círio de Nazaré é representado pelos brinquedos de
miriti de Abaetetuba.

CURA PELA FÉ
Quando criança, nos anos 60 na Travessa Santos Dumont em Abaetetuba. Fui benzido várias vezes com galho de folha de malagueta, por uma benzedeira, de nome Maria Minervina. A rezadeira só parava de benzer a gente quando o galho da planta murchava isto é, não tínhamos mais quebranto. Naquele tempo, não havia médico nas pequenas cidades, os pais usavam a cura pala fé, para cuidar da saúde dos seus filhos.

ORAÇÃO PARA TIRAR QUEBRANTO
“Deus te viu
Deus te criou
Deus te livre
De quem para ti mal olhou
Em nome do Pai, do Filho
e do Espírito Santo
Virgem do Pranto
Tirai este quebranto.”



ABAETÉ
É um espetáculo esse visual,
É palpável, tocável, não é virtual,
A floresta na várzea ainda respira,
E o planeta terra isso ele admira.

Acelerar o popopô na correnteza,
Plantar, colher, pescar, pôr na mesa,
Do ribeirinho autodidata que tem luz,
Povo alegre, simples e que produz.
Coisa rara é o fascinante Anequara,
A beleza sem igual do Maratauira,
Das ilhas que flutuam sobre a maré,
Toda essa exuberância é de Abaeté.
Francisco Teixeira
TERRA DE FARTURA
Bom é estar no teu solo
Sorvendo o aroma suave
Que brota dos arredores 
Da floresta que te cerca

Bom é o mingau de miriti
De Açaí, Bacaba, Crueira
Que a gente toma na beira
Aqui nesta terra de fartura
Bom é sorver teu ar puro
Bem-estar que vem do mar
Invadindo o Rio Maratauira
Reduzindo tua temperatura
Bom é estar em Abaeté
Nesta cidade tonificada
Multiplicadora de energia
Positivamente renovada
Francisco Teixeira


Francisco Teixeira
Nas adjacências há riso
Os arredores da cidade
Suaviza nossa curta vida
Duplica nosso dia a dia
Lá vivemos intensamente
Há outra visão de mundo
Muito embora a violência
Subtraia cedo a juventude
Por Francisco Teixeira

ABAETETUBA
Como há em você suavidade 
Uma envolvente cumplicidade 
Que brota dessas avenidas 
Desse chão ardente em paixão 
Boa e bonita Abaetetuba 

Obra prima da mãe natureza 

Quem vem aqui se encanta 

Com tua calorosa recepção 
Terra de rara beleza natural 
Oh cidade hospitaleira!

Francisco Teixeira










SUPERLUA
Por esse superuniverso obscuro
vão surfando infinitos planetas
flutuando por toda Via Láctea:
superlua, supernova, constelações
nebulosas planetárias, cometas...
e astros ainda desconhecidos

Será que estamos sozinhos?
tudo leva a crer que não
além de nós terráqueos
existem também os Aliens
uma vida mais adiante, distante
dentro de outro sistema solar
intelecto superior ao nosso
outras mentes brilhantes
quociente de inteligência
acima de Stephen Hawking
Francisco Teixeira

SENZALAS
Dia Nacional do Zumbi
Da consciência negra
Do sofrimento do negro
Nas senzalas do Brasil

Zumbi dos palmares
Líder dos quilombolas
Símbolo de liberdade
E da resistência negra
O negro é gente linda
O preto tem alergia
Tem ginga, bamboleio
Sabe driblar a rejeição
Abaixo o preconceito
Contra a escravidão
Toda forma de ódio
E discriminação racial
Francisco Teixeira

















milton
















NA SALA VEJO O TEU RETRATO
Em cima da casa uma árvore cresceu
Será que o tempo também te esqueceu?
Já te procurei, mas não te encontrei
Abri o portão de sempre e entrei

Na sala vejo o teu retrato
Sob a mesa um sapato
Fui na cozinha e na varanda
No banheiro, quarto e nada
Em cima da casa uma árvore cresceu
Será que o tempo também te esqueceu?
Já te procurei, mas não te encontrei
Abri o portão de sempre e entrei
Por este corredor vazio
Te encontrar é um desafio
Há na parede um poema
Onde a sorte é o tema
Em cima da casa uma árvore cresceu
Será que o tempo também te esqueceu?
Já te procurei, mas não te encontrei
Abri o portão de sempre e entrei
Vem na mente a lembrança
Da casa cheia de criança
Dia de domingo farto almoço
Toda a família que alvoroço
Em cima da casa uma árvore cresceu
Será que o tempo também te esqueceu?
Já te procurei, mas não te encontrei
Abri o portão de sempre e entrei
Francisco Moraes Teixeira

BELÉM MEU ETERNO AMOR
Belém meu eterno amor
Eu aprecio esse teu calor 
A chuva que cai torrencial 

E rega a horta do quintal 

Abraçar-te me acalma

Reacende minha chama

Amar-te é meu direito

Em ti não vejo defeito

Aos meus olhos és bela

Como pintura em tela

És uma morena fascinante

Vívida que nem diamante

Francisco Teixeira

VEM PRA BELÉM
Vem pra Belém 
Seja bem vindo
A capital mais amazônica
Do norte do Brasil

Porque preserva a floresta

Viva pela cidade

...

Francisco Teixeira