Antonio Macedo - Poeta Popular
Adenaldo sobre Antonio Macedo
Neto Figueiredo
Abaetetuba é como se fosse Belém mais no baixo Tocantins. Possui a 2 maior feira livre da América latina, capital mundial do brinquedo de miriti, foi no passado conhecida internacionalmente como China brasileira por possuir o maior número de bicicleta no país, terra do açaí, título de pérola do Tocantins, belas praias, foi no passado pioneira na produção e comercialização da cachaça imortalizada na música do Pinduca" só de pensar na mardita, me lembrei lá de Abaeté terra tbm da temida cobra grande, do misterioso poço da moça, terra da atriz Dirá Paes e da rainha das rainhas 2017, aqui é a única cidade que vc vai a feira ou beira como a gente diz aqui que vc leva 10 ou 20 reais e sai com almoço e janta comida muito barata, aqui vc encontra peixes o ano todo de água doce e salgada, caças variadas(não concordo com tal comercialização) como capivara, jacaré, tatu, Catitu, paca, jacuraru. Acho que aqui em Abaeté é o único lugar do mundo que tomamos mingau salgado e ainda acompanhado de um pão quente com manteiga assado na brasa.(mingau preferidos de Abaetetubense açaí, miriti, crueira, bacaba). Abaetetuba é conhecida tbm como índia brasileira quem já dirigiu aqui sabe do que tô falando. O nome de Abaetetuba deriva da tribo indígena que habitava está região Abaetetuba significa terra de homens e mulheres fortes e valentes. Venham conhecer e se encantar com nossa cidade e nossa cultura. Abaetetubense!
Gabriel Paes Neto
"Não existiria som
Se não houvesse o silêncio
Não haveria luz
Se não fosse a escuridão
A vida é mesmo assim,
Dia e noite, não e sim...
Adenaldo sobre Antonio Macedo
ANTONIO MACEDO, nascido a 22 de agosto, de 69 anos em 2013, e é o mais conhecido poeta popular de Abaetetuba, e ele é um improvisador de versos simples, despojados dos recursos literários mais rígidos e que tem por mote a história e a cultura do povo de Abaetetuba. Já faz anos que Antonio Macedo produz seus versos populares que tem grande aceitação em determinados segmentos sociais do município, dado as temáticas de seus versos improvisados.
Extraído do “Xarão Cultural”, página de Adenaldo Santos Cardoso que divulga os aspectos culturais de Abaetetuba:
A temática do poema de abaixo, de Antonio Macedo, é o passado, os lugares e as figuras populares desfiados pela verve poética de Antonio Macedo.
ESSA É MINHA TERRA
Autoria: Antonio Macedo
Na terra do contrário
Não tem explicação
O errado é que está certo
A vítima nunca tem razão
Trabalho honesto paga imposto
O outro não.
Gato faz festa
Quem canta é jacaré
Mapará é patrocinador
Segurança é mandubé
Tudo isso tem
Na Cidade de Abaeté.
Empresário anda liso
Ferrolho é pedreiro
Tamanduá corta cana
Tomate não é tempero
Essa é a minha terra
Conhecida no Brasil inteiro.
Maracapucú tem prefeito
Baia não é Salvador
Furo Grande tem piçarra
Assopra sente calor
João do Banjo toca teclado
Sapinho saudade é compositor.
Carrasco não mata ninguém
Formiga é batalhador
Piquiá joga bola
Mosquito é brigador
Tartaruga veste roupa
Porco bate tambor.
Filhote não é peixe
Martelo é pescador
Chumbada é moto-taxi
Bem-te-vi é lavrador
Mala é gente
Passarinho é pintor.
Essa é a terra do contrário
Cidade de Abaeté
O Valente é calmo
Morcego tem mulher
Rebujo é uma pessoa
Acredite se quiser.
Terra do Contrário
Cidade de Abaeté
Tem muita coisa estranha
Não tem como explicar
O corno vive tranquilo
E o Ricardão quer brigar.
Pachiuba é um bar
Galo tem dente
Lançadeira vende café
Caiano é gente
Pagão é batizado
Pente-fino não é pente.
Caveira anda de bicicleta
Pião é carpinteiro
Olho de águia é comunicador
Regalado é açougueiro
Essa é Abaetetuba
Aonde soí é peixeiro.
Chico Sena
De Dr. Galaileu Moraes
O filho de
Abaetetuba, o músico e compositor Chico Sena, presença constante da noite
belenense durante a década de 1980, é considerado um dos grandes compositores
da música popular do Pará - sua vasta produção autoral, influente e reconhecido
até hoje.
Nascido em Abaetetuba, criado entre artistas e músicos da capital paraense, Chico teve a carreira interrompida de forma precoce, aos 26 anos. Dos anos da juventude, vividos intensamente em bares, casas de show e teatros do Estado, até sua morte, o artista compôs cerca de 50 músicas - dentre elas, a mais famosa é 'Flor do Grão-Pará', canção classificada para as finais do festival de música da antiga Faculdade de Ciências Agrárias do Pará (FCAP) e tornada um dos hinos populares de Belém, especialmente após ser gravada em LP pela Secretaria Municipal de Educação em 1985.
Como reconhecimento, seu maior sucesso, 'Flor do Grão-Pará', foi indicado pela TV Liberal e o G1 como música candidata para representar os 400 anos de Belém.
A votação acontece a partir de hoje (09/12) até o dia 16 de dezembro. Vamos homenagear e prestigiar nosso querido e ilustre cidadão Abaetetubense votando em sua música!
Nascido em Abaetetuba, criado entre artistas e músicos da capital paraense, Chico teve a carreira interrompida de forma precoce, aos 26 anos. Dos anos da juventude, vividos intensamente em bares, casas de show e teatros do Estado, até sua morte, o artista compôs cerca de 50 músicas - dentre elas, a mais famosa é 'Flor do Grão-Pará', canção classificada para as finais do festival de música da antiga Faculdade de Ciências Agrárias do Pará (FCAP) e tornada um dos hinos populares de Belém, especialmente após ser gravada em LP pela Secretaria Municipal de Educação em 1985.
Como reconhecimento, seu maior sucesso, 'Flor do Grão-Pará', foi indicado pela TV Liberal e o G1 como música candidata para representar os 400 anos de Belém.
A votação acontece a partir de hoje (09/12) até o dia 16 de dezembro. Vamos homenagear e prestigiar nosso querido e ilustre cidadão Abaetetubense votando em sua música!
Neto Figueiredo
Abaetetuba é como se fosse Belém mais no baixo Tocantins. Possui a 2 maior feira livre da América latina, capital mundial do brinquedo de miriti, foi no passado conhecida internacionalmente como China brasileira por possuir o maior número de bicicleta no país, terra do açaí, título de pérola do Tocantins, belas praias, foi no passado pioneira na produção e comercialização da cachaça imortalizada na música do Pinduca" só de pensar na mardita, me lembrei lá de Abaeté terra tbm da temida cobra grande, do misterioso poço da moça, terra da atriz Dirá Paes e da rainha das rainhas 2017, aqui é a única cidade que vc vai a feira ou beira como a gente diz aqui que vc leva 10 ou 20 reais e sai com almoço e janta comida muito barata, aqui vc encontra peixes o ano todo de água doce e salgada, caças variadas(não concordo com tal comercialização) como capivara, jacaré, tatu, Catitu, paca, jacuraru. Acho que aqui em Abaeté é o único lugar do mundo que tomamos mingau salgado e ainda acompanhado de um pão quente com manteiga assado na brasa.(mingau preferidos de Abaetetubense açaí, miriti, crueira, bacaba). Abaetetuba é conhecida tbm como índia brasileira quem já dirigiu aqui sabe do que tô falando. O nome de Abaetetuba deriva da tribo indígena que habitava está região Abaetetuba significa terra de homens e mulheres fortes e valentes. Venham conhecer e se encantar com nossa cidade e nossa cultura. Abaetetubense!
Adilson Santos
Poxa muito show tudo que vc escreveu e a gente que é de Abaetetuba e vivenciou um pouco de como nossa terra era boa a poucos anos atrás fica feliz em saber como era bom viver ali. Mas, (minha opinião) à corrupção, falta de compromisso de nossos governantes, principalmente prefeitos ( atual e passado) deixam a população mais carente a mercer de tudo que à de ruim, falta de médicos, hospital, saúde que acho q é o principal, caótica. Mas enfim, tantos problemas, mesmo assim como é bom saber que não à lugar melhor que a nossa terra. Sonho o dia de podet voltar a morar ai.
Parabéns pelo seu texto, show de bola.
Poxa muito show tudo que vc escreveu e a gente que é de Abaetetuba e vivenciou um pouco de como nossa terra era boa a poucos anos atrás fica feliz em saber como era bom viver ali. Mas, (minha opinião) à corrupção, falta de compromisso de nossos governantes, principalmente prefeitos ( atual e passado) deixam a população mais carente a mercer de tudo que à de ruim, falta de médicos, hospital, saúde que acho q é o principal, caótica. Mas enfim, tantos problemas, mesmo assim como é bom saber que não à lugar melhor que a nossa terra. Sonho o dia de podet voltar a morar ai.
Parabéns pelo seu texto, show de bola.
Gabriel Paes Neto
"Não existiria som
Se não houvesse o silêncio
Não haveria luz
Se não fosse a escuridão
A vida é mesmo assim,
Dia e noite, não e sim...
Cada voz que canta o amor não diz
Tudo o que quer dizer,
Tudo o que cala fala
Mais alto ao coração.
Silenciosamente eu te falo com paixão..."
Tudo o que quer dizer,
Tudo o que cala fala
Mais alto ao coração.
Silenciosamente eu te falo com paixão..."
Outros Poetas 1 de Abaetetuba - Poetas e Poesias
Márcia Iasi
Linda!
No que se apresenta
O triste se ausenta
Fez-se a alegria
Corra e olhe o céu
Que o sol vem trazer
Bom dia!!!
Márcia Iasi
Linda!
No que se apresenta
O triste se ausenta
Fez-se a alegria
Corra e olhe o céu
Que o sol vem trazer
Bom dia!!!
Que aquele que se for eleito olhe e atue por Belém ... O povo precisa
de esperança e sobretudo de atitudes que tragam melhorias para este
lugar especial ...
Mário Jr
Benedito Costa
ENIGMÁTICO
Quebrei flores de pedras
-de pétalas anis.
Onde choveu granizo
e etecétaras
Solilóquios sem fim.
Entre metas e outras retas
criei atalhos sutis.
Despetalei o mal-me-quer
e o bem-me-quer.
Sortilégios?Só de mim!
Em tempos de guerra
construí meus abrigos
em lugares íngremes.
Pra que não me alcançassem
nem as serpentes
e nem as aves de rapina.
Mário Júnior Belo. Eu venho de uma família de regatões, amiga Iolanda Parente.
Tenho belas lembranças das viagens de meu pai, algumas delas cheguei a
acompanhá-lo. Qualquer hora devo ensaiar alguns escritos sobre o tema,
que me fascina, por hora tenho apenas o título "Regatões, os
Bandeirantes da Amazônia". Grande abraço, tenho rezado por sua
irmâzinha, Deus a tenha.
Bob
Crosby- Petite Fleur-1959. Essa música, por muito tempo foi prefixo
oficial do Sonoros Copacabana, organização Benedito Sena dos Passos, o
saudoso Bandute Sena, publicidade de poste que até hoje existe no centro
comercial de Abaetetuba, prestando relevante serviço de comunicação no
nosso município, uma verdadeira escola para muitos comunicadores locais,
eu fiz parte dessa história com muito orgulho.
https://www.facebook.com/
https://www.facebook.com/
ENIGMÁTICO
Quebrei flores de pedras
-de pétalas anis.
Onde choveu granizo
e etecétaras
Solilóquios sem fim.
Entre metas e outras retas
criei atalhos sutis.
Despetalei o mal-me-quer
e o bem-me-quer.
Sortilégios?Só de mim!
Em tempos de guerra
construí meus abrigos
em lugares íngremes.
Pra que não me alcançassem
nem as serpentes
e nem as aves de rapina.
Stoésel Vilhena Araújo
Flores que habitam
meu jardim de fantasias
exalam odores
que trazem lembranças de você.
E eu passando a vista
em mil cores
tantas pétalas e amores
que passaram
e eu nem vi.
E...pra construção desse poema
trás a lenha,põe mais lenha
Pr'esse fogo acender.
Olho da varanda
a chuva fina
E eu aqui
regando as entrelinhas.
Outro jardim,um dia,
hei de ver florir.
Bem-me-quer,mal-me-quer,
bem-me-quer...
meu jardim de fantasias
exalam odores
que trazem lembranças de você.
E eu passando a vista
em mil cores
tantas pétalas e amores
que passaram
e eu nem vi.
E...pra construção desse poema
trás a lenha,põe mais lenha
Pr'esse fogo acender.
Olho da varanda
a chuva fina
E eu aqui
regando as entrelinhas.
Outro jardim,um dia,
hei de ver florir.
Bem-me-quer,mal-me-quer,
bem-me-quer...
Ser e angústia(do
não-ser)
A hora vaga
o tempo vago.
A solidão das luzes
que apagam.
O ser que trafega
no labirinto do conhecimento
desconhecido a si próprio.
O ópio
todos os loucos conhecem
crescendo por entre o ócio.
Semeio a revolta
dentro de mim mesmo.
Um ser que tudo deseja
e quer ser "algo"
que se transforme
e que transtorne.
Stoésel
A hora vaga
o tempo vago.
A solidão das luzes
que apagam.
O ser que trafega
no labirinto do conhecimento
desconhecido a si próprio.
O ópio
todos os loucos conhecem
crescendo por entre o ócio.
Semeio a revolta
dentro de mim mesmo.
Um ser que tudo deseja
e quer ser "algo"
que se transforme
e que transtorne.
Stoésel
Eu não me rendo
em tempo algum.
Eu não me vendo
pra canalha nenhum.
Eu guardei o inferno
dentro de mim
pra não ver você queimar.
Eu andei descalço
pra sentir meu viajar...
Stoésel
em tempo algum.
Eu não me vendo
pra canalha nenhum.
Eu guardei o inferno
dentro de mim
pra não ver você queimar.
Eu andei descalço
pra sentir meu viajar...
Stoésel
SER-ESPAÇO-TEMPO
O espelho
é a face que te mostra um vil instante
daquilo que tu imaginas
ver e crer.
Estilhaços de imagens
e memórias desconexas
que se aproximam
e se distanciam
repentinamente.
Como num cosmo de possibilidades
que inevitavelmente
transitam no caos
com o caos
e para o caos.
Inexorável.
Indizível.
Infinito...
Indomável espaço-tempo.
Só há um tênue
mágico-trágico encontro.
Porque...
tudo que é tangível
é também exaurível.
Face a face
tu procuras novamente os estilhaços
que ainda permaneceram em tua memória.
Não vês!
Tudo o que há
são gotas de chuva
atravessando a atmosfera
e relâmpagos tardios
que anunciam trovões inaudíveis.
Insensível ao amor,
insensível à dor.
Eis o homem!
Stoésel Araújo.
O espelho
é a face que te mostra um vil instante
daquilo que tu imaginas
ver e crer.
Estilhaços de imagens
e memórias desconexas
que se aproximam
e se distanciam
repentinamente.
Como num cosmo de possibilidades
que inevitavelmente
transitam no caos
com o caos
e para o caos.
Inexorável.
Indizível.
Infinito...
Indomável espaço-tempo.
Só há um tênue
mágico-trágico encontro.
Porque...
tudo que é tangível
é também exaurível.
Face a face
tu procuras novamente os estilhaços
que ainda permaneceram em tua memória.
Não vês!
Tudo o que há
são gotas de chuva
atravessando a atmosfera
e relâmpagos tardios
que anunciam trovões inaudíveis.
Insensível ao amor,
insensível à dor.
Eis o homem!
Stoésel Araújo.
Stoésel Vilhena Araújo
Sonho de Icaro
Eu sempre quis voar
desde menino
me cortaram as asas
bem de mansinho
e as vezes, na marra
me tiram do ninho
toda vez que eu tentava
me tornar passarinho
Stoésel
Eu sempre quis voar
desde menino
me cortaram as asas
bem de mansinho
e as vezes, na marra
me tiram do ninho
toda vez que eu tentava
me tornar passarinho
Stoésel
Stoésel Vilhena Araújo
Me guardei em âmbar
Assim fiquei,fossilizado.
Talvés eu fosse souvinir
Neste futuro mundo
Mas,vejam só,
me fizeram dinossauro.
Ah,como eu queria ser
só um beija-flor
nesses jardins de Édens
Stoésel.
Assim fiquei,fossilizado.
Talvés eu fosse souvinir
Neste futuro mundo
Mas,vejam só,
me fizeram dinossauro.
Ah,como eu queria ser
só um beija-flor
nesses jardins de Édens
Stoésel.
Stoesel Vilhena
Araujo
Flores que habitam
meu jardim de fantasias
exalam odores
que trazem lembranças de você.
E eu passando a vista
em mil cores
tantas pétalas e amores
que passaram
e eu nem vi.
E...pra construção desse poema
trás a lenha,põe mais lenha
Pr'esse fogo acender.
Olho da varanda
a chuva fina
E eu aqui
regando as entrelinhas.
Outro jardim,um dia,
hei de ver florir.
Bem-me-quer,mal-me-quer,
bem-me-quer...
meu jardim de fantasias
exalam odores
que trazem lembranças de você.
E eu passando a vista
em mil cores
tantas pétalas e amores
que passaram
e eu nem vi.
E...pra construção desse poema
trás a lenha,põe mais lenha
Pr'esse fogo acender.
Olho da varanda
a chuva fina
E eu aqui
regando as entrelinhas.
Outro jardim,um dia,
hei de ver florir.
Bem-me-quer,mal-me-quer,
bem-me-quer...
Sonho de Icaro
Eu sempre quis voar
desde menino
me cortaram as asas
bem de mansinho
e as vezes, na marra
me tiram do ninho
toda vez que eu tentava
me tornar passarinho
Stoésel
Eu sempre quis voar
desde menino
me cortaram as asas
bem de mansinho
e as vezes, na marra
me tiram do ninho
toda vez que eu tentava
me tornar passarinho
Stoésel
A uva é doce e azeda,
o amor é bom e cruel.
A vida é bela.
Nela projetamos nosso ser
E deve transparecer
Como uma linda aquarela.
Vela,vento,velejo.
Em mar aberto,lá vai ela
-vida,vento,vela.
o amor é bom e cruel.
A vida é bela.
Nela projetamos nosso ser
E deve transparecer
Como uma linda aquarela.
Vela,vento,velejo.
Em mar aberto,lá vai ela
-vida,vento,vela.
Raulzito
"Nesse rio que
são as ruas
flui a dignidade
Porque não há represa bruta
que suporte a bravura do povo.
O arrepio do rio de gente em revolta
arranca sem licença
as estivas podres do poder.
O luta do povo em macha
sem margem
aporta em todo lugar"
Raulzito Louzada.
flui a dignidade
Porque não há represa bruta
que suporte a bravura do povo.
O arrepio do rio de gente em revolta
arranca sem licença
as estivas podres do poder.
O luta do povo em macha
sem margem
aporta em todo lugar"
Raulzito Louzada.
Vento que sopra a vida
O vento libera o amor
O balanço do mato faz o vento ser um guia , como um maestro regendo sua orquestra suavemente
Suave som do vento forte, fraco
Em forma de parafuso como um tornado
Vento frio mais gostoso de sentir no rosto na madrugada na proa de um navio em alto mar
Vento suave na beira da praia no por do sol de Beja
Vento que sopra a vida.
Sabrecado em 29 /10 /2014
Ângela Cardoso
Meu Deus e meu Senhor:
Eu gostaria de ser como a Via-Láctea de estrelas
para que as noites da terra
Fossem mais belas
e a dor debandasse fugidia
na busca de um novo dia.
Mas que na minha pequenez, sem conseguir,
Te quero pedir
para ser um pirilampo na noite escura,
iluminando a amargura
de quem anda na solidão.
Angela Cardoso
Meu Senhor,
Eu gostaria de ser
a montanha altaneira,
de onde se tivesse a visão
da terra inteira,
e pudesse o homem ser feliz.
Mas, se não conseguir,
eu te quero pedir
para ser uma pedra, pavimentando o chão
por onde marcha a criatura,
construindo o amor e a união.
Angela Cardoso
O amor não se circunscreve ao raciocínio intelectual,
o amor é o sentimento profundo, moral universal.
Se a inteligência tem a força da usina e o brilho da claridade,
o amor tem a essência a luz e o conteúdo da eletricidade.
O amor é a verdadeira razão de viver.
A vida sem amor não tem razão de ser.
Ângela Figueiredo
Márcio Maués
ANTONIO MACEDO
O VELHO DE HOJE
Se não fosse a aposentadoria
Os velhos estariam lascados
Onde a gente passa
É apelido pra todo lado
Não tem pra quem apelar
O jeito é ficar calado.
Velho é também gente
Esse velho já foi novo
Mas na boca do povo
O tratamento é diferente
Velho perto do jovem
É outro ambiente.
Velho vai ao hospital
Nunca tem leito
Se é um novo
Eles dão logo o jeito
É por isso que me aborreço
Certas coisas eu não aceito.
Se esse velho for rico
Ainda tem uma saída
Mas se for pobre
É sofrimento pro resto vida
Até a mulher que arruma
Tem gente que apelida.
Com esse tratamento
Não tem velho que aguente
Muitos moram num asilo
Bem longe dos parentes
O velho de hoje
Já foi novo, antigamente.
Um velho é um cachorro
Andando na mesma estrada
Vem um caminhão
Na maior dísparada
O motorista defende o animal
Pra jogar o velho na calçada.
Se uma criança chora
Não tem presente pra dar
É só chamar o velho
Pra ela poder se calar
É discriminação
Que tem em todo lugar.
Jovem, aproveita teu tempo
Ser velho é perigoso
Esse mundo pra uns é bom
Eu vivo de teimoso
Pro pobre não tem lei
Nem pelo Estatudo do Idoso.
Poeminha besta para uma manhã nublada de domingo.
Ninguém deseja amor distante
Amor bom é amor pertinho
Daqueles de beber refrigerante
Dividindo o mesmo canudinho
O samba me acaricia
Me nina, me põe a sonhar
Afaga minh'alma vazia
E leva pra longe o penar
Mera Recordação
Já percebi
É consenso entre nós
Nossa vida em comum
Tá chegando ao final
Meu Deus e meu Senhor:
Eu gostaria de ser como a Via-Láctea de estrelas
para que as noites da terra
Fossem mais belas
e a dor debandasse fugidia
na busca de um novo dia.
Mas que na minha pequenez, sem conseguir,
Te quero pedir
para ser um pirilampo na noite escura,
iluminando a amargura
de quem anda na solidão.
Angela Cardoso
Meu Senhor,
Eu gostaria de ser
a montanha altaneira,
de onde se tivesse a visão
da terra inteira,
e pudesse o homem ser feliz.
Mas, se não conseguir,
eu te quero pedir
para ser uma pedra, pavimentando o chão
por onde marcha a criatura,
construindo o amor e a união.
Angela Cardoso
E se eu me perder...
Se eu me perder de você meu amor...
Por favor...
Me encontre novamente.
Se eu me perder de você meu amor...
Por favor...
Me encontre novamente.
Angela Cardoso
O amor não se circunscreve ao raciocínio intelectual,
o amor é o sentimento profundo, moral universal.
Se a inteligência tem a força da usina e o brilho da claridade,
o amor tem a essência a luz e o conteúdo da eletricidade.
O amor é a verdadeira razão de viver.
A vida sem amor não tem razão de ser.
10 de janeiro de 2014 12:30 Essa gente acha que pode Tudo que lhe dar prazer Não se importa com o sujo Apedreja Abaeté! |
Ângela Figueiredo
Minha (nossa) Infancia em Abaetetuba-Pa. (Cidade onde nasci, nascemos):
Oh que tempo maravilhoso,
Tempo proveitoso que nos resta lembrar,
Tempo que corria e brincava, ria e chorava,
E na memória vai ficar. Como era maravilhosos os dias de chuva,
Andava descalço e sem guarda-chuva, Pulando enxurrada, com a roupa molhada,
Mas esperando o sol chegar
Ai que tempo maravilhoso que nos resta lembrar e que na memória vai ficar!!!
Tempo proveitoso que nos resta lembrar,
Tempo que corria e brincava, ria e chorava,
E na memória vai ficar. Como era maravilhosos os dias de chuva,
Andava descalço e sem guarda-chuva, Pulando enxurrada, com a roupa molhada,
Mas esperando o sol chegar
Ai que tempo maravilhoso que nos resta lembrar e que na memória vai ficar!!!
Maria Estanila
Do picadeiro do engenho, às seis da tarde,
As garças passavam em bando, brancas fileiras a revoar, o espelho d' água, parada à espera da preamar.
Tardes tristes de engenho, eu me punha a recordar, aquele mesmo barulho da moenda, do alambique, cheiro forte de cachaça na vida daqueles homens.
À noite eu sonhava sempre com o ruído seco da manga que caia no chão rachado,
Com o ranger do machado a decepar a esperança de longos dias à sombra.
Quando o dia amanhecia, a mesma coisa eu fazia,
Um balde de cana aos porcos, a colheita da borracha, o brincar na bagaceira, se esconder no aningal.
Tudo isso se entranhava na rotina do meu dia,
Que começava com o fogo alastrado pelo roçado,
Seguido do leite quente, tirado da cabra preta, que um dia se submeteu a um homem e depois morreu.
Às seis da tarde de engenho, o sino ds vila tocava, minha mãe sempre chorava, coisa que eu nunca entendia.
Depois que o sino cessava, as ladainha se entoavam,
Nas brincadeiras de rodas as criancas saltitavam, e as figuras no céu se formavam, tantas quantas eu pensava.
Depois de voltar pra casa, soltava meu pensamento, no campo grande da vida, sonhava que estava perdida, visagens, homens-monstros de feixe de cana aos ombros, a algazarra da taberna, os fardos de carne podre, a farinha que amarga a vida, isso era o valor da lida, nenhum troco lhe sobrava pra molhar a alma de pinga.
Pinga que dava fogo e vontade de viver.
Viver sem reclamar da vida que era mais vida ,vivida do que agora, que é hora de Ave-Marias:
Ave-maria da cidade,
Ave-maria na fila,
Ave-maria na faculdade,
Ave-maria dos sem terra,
Ave-maria sem saúde e educação,
Ave-maria da prostituição,
Ave-marias sem sentido,
Ave-marias sem engenho, cana de açúcar e rapadura,
Ave-maria de homens-bagaço, mofentos.
Homens inconscientes, que tangem o destino ds gente.
Maria Estanila ( 1977 )
Do picadeiro do engenho, às seis da tarde,
As garças passavam em bando, brancas fileiras a revoar, o espelho d' água, parada à espera da preamar.
Tardes tristes de engenho, eu me punha a recordar, aquele mesmo barulho da moenda, do alambique, cheiro forte de cachaça na vida daqueles homens.
À noite eu sonhava sempre com o ruído seco da manga que caia no chão rachado,
Com o ranger do machado a decepar a esperança de longos dias à sombra.
Quando o dia amanhecia, a mesma coisa eu fazia,
Um balde de cana aos porcos, a colheita da borracha, o brincar na bagaceira, se esconder no aningal.
Tudo isso se entranhava na rotina do meu dia,
Que começava com o fogo alastrado pelo roçado,
Seguido do leite quente, tirado da cabra preta, que um dia se submeteu a um homem e depois morreu.
Às seis da tarde de engenho, o sino ds vila tocava, minha mãe sempre chorava, coisa que eu nunca entendia.
Depois que o sino cessava, as ladainha se entoavam,
Nas brincadeiras de rodas as criancas saltitavam, e as figuras no céu se formavam, tantas quantas eu pensava.
Depois de voltar pra casa, soltava meu pensamento, no campo grande da vida, sonhava que estava perdida, visagens, homens-monstros de feixe de cana aos ombros, a algazarra da taberna, os fardos de carne podre, a farinha que amarga a vida, isso era o valor da lida, nenhum troco lhe sobrava pra molhar a alma de pinga.
Pinga que dava fogo e vontade de viver.
Viver sem reclamar da vida que era mais vida ,vivida do que agora, que é hora de Ave-Marias:
Ave-maria da cidade,
Ave-maria na fila,
Ave-maria na faculdade,
Ave-maria dos sem terra,
Ave-maria sem saúde e educação,
Ave-maria da prostituição,
Ave-marias sem sentido,
Ave-marias sem engenho, cana de açúcar e rapadura,
Ave-maria de homens-bagaço, mofentos.
Homens inconscientes, que tangem o destino ds gente.
Maria Estanila ( 1977 )
Maria Estanila
Costa
MINHA POESIA
Quis sempre fazer uma poesia / mas como comecar?
Do que falar?
Eu queria fazer uma poesia que falasse de amor/, de paz, solidão e dor.
Queria fazer uma poesia / mas tudo se confundia /
Minha idéia sumia /pra longe de mim fugia/pra além dos mares, dos ares, montanhas e igarapés.
Depois nada mais sabia/ do que estava pensando/
Foi então que tive a idéia /
De escrever pensando em Deus/ pedi pra todos os santos/ do céu da terra do mar/ que viessem me ajudar/ mas algo me dizia /que não ia adiantar./
Foi então que vi uma luz /
Revirando a minha alma/trazendo de volta à mente uma uma paixao do passado/ um amor inacabado /que me tirou a inspiração, me atirou num labirinto/ de infinitas desilusões.
Cansada de tanto tentar escrever uma poesia/ tive que desistir, reconhecer que eu nao sei /dizer palavras de amor ou de dor/ eu sei nao posso insistir/ em fazer uma belo poema /para afastar de mim /o medo e a frustração/ de não ter tido o prazer /de fazer uma linda poesia falando da nossa paixao!
Quis sempre fazer uma poesia / mas como comecar?
Do que falar?
Eu queria fazer uma poesia que falasse de amor/, de paz, solidão e dor.
Queria fazer uma poesia / mas tudo se confundia /
Minha idéia sumia /pra longe de mim fugia/pra além dos mares, dos ares, montanhas e igarapés.
Depois nada mais sabia/ do que estava pensando/
Foi então que tive a idéia /
De escrever pensando em Deus/ pedi pra todos os santos/ do céu da terra do mar/ que viessem me ajudar/ mas algo me dizia /que não ia adiantar./
Foi então que vi uma luz /
Revirando a minha alma/trazendo de volta à mente uma uma paixao do passado/ um amor inacabado /que me tirou a inspiração, me atirou num labirinto/ de infinitas desilusões.
Cansada de tanto tentar escrever uma poesia/ tive que desistir, reconhecer que eu nao sei /dizer palavras de amor ou de dor/ eu sei nao posso insistir/ em fazer uma belo poema /para afastar de mim /o medo e a frustração/ de não ter tido o prazer /de fazer uma linda poesia falando da nossa paixao!
Maria Estanila
ABAETETUBA MENINA !
Calor ensopado,
Horas quietas
Das tardes de Abaetetuba.
Ventos !
Folhas secas que rodopiam
Avançam as águas
Molhando raízes,
Pés descalços
Desta cidade menina.
Ainda existem,
Os que por ti se calam
Emudecem, viseiras ao sol,
Poucos gritam
Gemem, choram
Para abrir as cortinas,
Anunciando novos tempos,
De paz
Esperanca
Fraternidade
De círios e romarias
Promessas
Sem conflitos
Sem blasfêmias !
Tardes de amor
Ao teu leito vivi
Rodando na praça,
Vagando nas ruas.,
Sentada nas pedras
Do Cristo da praça.
Oh! Abaetetuba!
Meu canto !
Meu sonho !
Meu riso !
E minha dor !
Recobra teu tempo
De outrora,
Já é hora !
De mover a terra,
De fazer paisagem,
De salvar o amor.
De acolher teus filhos,
Dispersos na terra,
Em busca da tua grandeza .
Calor ensopado,
Horas quietas
Das tardes de Abaetetuba.
Ventos !
Folhas secas que rodopiam
Avançam as águas
Molhando raízes,
Pés descalços
Desta cidade menina.
Ainda existem,
Os que por ti se calam
Emudecem, viseiras ao sol,
Poucos gritam
Gemem, choram
Para abrir as cortinas,
Anunciando novos tempos,
De paz
Esperanca
Fraternidade
De círios e romarias
Promessas
Sem conflitos
Sem blasfêmias !
Tardes de amor
Ao teu leito vivi
Rodando na praça,
Vagando nas ruas.,
Sentada nas pedras
Do Cristo da praça.
Oh! Abaetetuba!
Meu canto !
Meu sonho !
Meu riso !
E minha dor !
Recobra teu tempo
De outrora,
Já é hora !
De mover a terra,
De fazer paisagem,
De salvar o amor.
De acolher teus filhos,
Dispersos na terra,
Em busca da tua grandeza .
Maria Estanila
Costa
XARÃO
CULTURAL ABAETEUARA
AMOR FINITO
FUGIR DE TI
QUE SERIA?
SE FIZESSE ASSIM ...
DEIXAR DE AMAR
QUE FARIA?
SEM AMOR PARA DAR ...
CAIR NO VAZIO DO MEDO
DE SENTIR-ME PRESA
NO PORTO SEGURO, PREJURO
DE UMA PAIXÃO.
PREFIRO O RISCO
DE UM AMOR FINITO
E PARA SEMPRE A CHANCE
DE RECOMEÇAR ...
QUE NUNCA AMAR!
MJParente
FUGIR DE TI
QUE SERIA?
SE FIZESSE ASSIM ...
DEIXAR DE AMAR
QUE FARIA?
SEM AMOR PARA DAR ...
CAIR NO VAZIO DO MEDO
DE SENTIR-ME PRESA
NO PORTO SEGURO, PREJURO
DE UMA PAIXÃO.
PREFIRO O RISCO
DE UM AMOR FINITO
E PARA SEMPRE A CHANCE
DE RECOMEÇAR ...
QUE NUNCA AMAR!
MJParente
MULHER
Um aroma suave
exalou das mãos do Criador,
quando seus olhos contemplaram
a solidão do homem no Jardim!
Foi assim:
o Senhor desenhou
o ser gracioso, meigo e forte,
que Sua imaginação perfeita produziu.
Um novo milagre:
fez-se carne,
fez-se bela,
fez-se amor,
fez-se na verdade como Ele quer!
O homem colheu a flor,
beijou-a, com ternura,
chamando-a, simplesmente,
Mulher!
Um aroma suave
exalou das mãos do Criador,
quando seus olhos contemplaram
a solidão do homem no Jardim!
Foi assim:
o Senhor desenhou
o ser gracioso, meigo e forte,
que Sua imaginação perfeita produziu.
Um novo milagre:
fez-se carne,
fez-se bela,
fez-se amor,
fez-se na verdade como Ele quer!
O homem colheu a flor,
beijou-a, com ternura,
chamando-a, simplesmente,
Mulher!
Milene Chaves
Leonora lagos
Meu mundo e nada
mais.
Quando eu fui ferido
Vi tudo mudar
Das verdades
Que eu sabia... Só sobraram restos
Que eu não esqueci
Toda aquela paz
Que eu tinha... Eu que tinha tudo
Hoje estou mudo
Estou mudado
À meia-noite, à meia luz
Pensando!
Daria tudo, por um modo
De esquecer... Eu queria tanto
Estar no escuro do meu quarto
À meia-noite, à meia luz
Sonhando!
Daria tudo, por meu mundo
E nada mais... Não estou bem certo
Que ainda vou sorrir
Sem um travo de amargura... Como ser mais livre
Como ser capaz
De enxergar um novo dia... Eu que tinha tudo
Hoje estou mudo
Estou mudado
À meia-noite, à meia luz
Pensando!
Daria tudo, por um modo
De esquecer... Eu queria tanto
Estar no escuro do meu quarto
À meia-noite, à meia luz
Sonhando!
Daria tudo, por meu mundo
E nada mais...
Quando eu fui ferido
Vi tudo mudar
Das verdades
Que eu sabia... Só sobraram restos
Que eu não esqueci
Toda aquela paz
Que eu tinha... Eu que tinha tudo
Hoje estou mudo
Estou mudado
À meia-noite, à meia luz
Pensando!
Daria tudo, por um modo
De esquecer... Eu queria tanto
Estar no escuro do meu quarto
À meia-noite, à meia luz
Sonhando!
Daria tudo, por meu mundo
E nada mais... Não estou bem certo
Que ainda vou sorrir
Sem um travo de amargura... Como ser mais livre
Como ser capaz
De enxergar um novo dia... Eu que tinha tudo
Hoje estou mudo
Estou mudado
À meia-noite, à meia luz
Pensando!
Daria tudo, por um modo
De esquecer... Eu queria tanto
Estar no escuro do meu quarto
À meia-noite, à meia luz
Sonhando!
Daria tudo, por meu mundo
E nada mais...
Márcio Maués
1ª G, pais de Horácio
Maués
2ª G/N, Horácio
Maués, ribeirinho com origem na localidade Costa Maratauíra em Abaetetuba/PA,
casado e com filhos, 3ª G/Netos/N: Heitor, e outros.
3ª G, filhos de
Horácio Maués:
3ª G, N, Heitor do
Carmo Maués, ribeirinho com origem na localidade Maratauíra no município de
Abaetetuba, filho de Horácio Maués, foi barbeiro, diretor de futebol,
jornalista no períódico Gazeta de Abaetetuba, casou com Eglantina Machado e com
filhos, 4ª G/Bisnetos/Bn: José Heinar, Jorserlina/Lina Raimunda, Heleno de
Jesus, Ângela, Dôra, Josi, e que por necessidade de educar a já numerosa prole,
decidiram mudar do sítio da Costa Maratauíra para a cidade de Abaetetuba.
...João Pedro, Márcio
e outros.
4ª G/Bn, filhos de
Heitor do Carmo Maués e D. Eglantina:
4ª G/Bn, José Heiná
Maués, estudou na escola INSA, formado em Direito pela UFPA, é advogado
militante em Abaetetuba, foi professor de Inglês nas escolas de Abaetetuba
(GBPB/CBPB, ), casou com Conce Maués e com filhos, 5ª G/Trinetos/Tn.
4ª G/Bn, Joserlina
Raimunda Maués/Lina, estudou na escola INSA, formada em Pedagogia pela UFPA,
com especialização e pós-graduação, funcionária pública pela SEDUC/PA, foi
professora e diretora de escolas em Abaetetuba, mudou para Belém, onde
continuou suas atividades de professora e técnica escolar, foi política como
vereadora e casou com Moraes e com filhos, 5ª G/Trinetos/Tn.
4ª G/Bn, Heleno de
Jesus Maués, trabalhou no IBGE, na CELPA, cadado e com filhos, 5ª
G/Trinetos/Tn.
4ª G/Bn, João Pedro
Maués, formado em Direito pela UFPA, é advogado militante em Abaetetuba,
trabalhou como comentarista e narrador esportivo na Rádio Guarany FM, de
Abaetetuba e com tiradas características dentro de sua narração (N.Senhora do
Bom Parto, Minha Nossa S. da Caropita, Nossa S do Desterro e outras que o
fizeram conhecido como descontraído e característico narrador esportivo de Abaetetuba),
casou e com filhos, 5ª G/Trinetos/Tn.
MÁRCIO MAUÉS
Márcio Maués
CÉU DE ÂMBAR
"Meu mundo
repartido.
E uma certa letargia chegando no corpo
agora quase em descanso
para a noite que se aproxima
das últimas luzes
de um céu cítrico a me espiar
nas idas e vindas.
Contorções desenham nuvens brincando
para que eu não me despedace
daqui ao dobrar meu corpo
sobre ele mesmo sozinho
em movimentos suaves e leves das mãos
e, até os involuntários
daquele músculo pensante de dentro do peito sangrante.
Aonde vou o sol vai também
sangrando o céu em um tom âmbar gris
que me segue alucinado". (Márcio Maués, Sob linha do meu tempo, 2015)
E uma certa letargia chegando no corpo
agora quase em descanso
para a noite que se aproxima
das últimas luzes
de um céu cítrico a me espiar
nas idas e vindas.
Contorções desenham nuvens brincando
para que eu não me despedace
daqui ao dobrar meu corpo
sobre ele mesmo sozinho
em movimentos suaves e leves das mãos
e, até os involuntários
daquele músculo pensante de dentro do peito sangrante.
Aonde vou o sol vai também
sangrando o céu em um tom âmbar gris
que me segue alucinado". (Márcio Maués, Sob linha do meu tempo, 2015)
MAIS UMA TARDE
"A travessia
é uma sinuosa estrada de águas em movimento.
Pés descalços saberão mais
que as mãos? Talvez.
E o coração
Cheio de ventanias
aqui nessa beira de rio-mar
Que não nos faz outro pulsar
além de chegadas e partidas dizendo cai tarde
Bem no centro da minha mão" (Sob a linha do meu tempo, Márcio Maués, 2015)
"A travessia
é uma sinuosa estrada de águas em movimento.
Pés descalços saberão mais
que as mãos? Talvez.
E o coração
Cheio de ventanias
aqui nessa beira de rio-mar
Que não nos faz outro pulsar
além de chegadas e partidas dizendo cai tarde
Bem no centro da minha mão" (Sob a linha do meu tempo, Márcio Maués, 2015)
FALANDO SÓ
"Tenho que falar com as flores sob a chuva.
A mudez talvez diga mais a elas.
Respiram noite
para animar o tempo presente
nesse chiado de chuva aqui
no meu pedaço de poesia sobre a noite
para aliviar meu cansaço
de terra molhada hoje" (Márcio Maués, Sob a linha do meu tempo, 2015).
"Tenho que falar com as flores sob a chuva.
A mudez talvez diga mais a elas.
Respiram noite
para animar o tempo presente
nesse chiado de chuva aqui
no meu pedaço de poesia sobre a noite
para aliviar meu cansaço
de terra molhada hoje" (Márcio Maués, Sob a linha do meu tempo, 2015).
CHIFRE NÃO É PROBLEMA
Autor: Antônio Macêdo
Eu fui na Cartomante
Ela leu a minha mão
Disse Antônio te conforma
Essa é a tua aprovação
Em vidas passadas
Tu foste Ricardão.
Chifre não é problema
Chifre dá inspiração
É melhor ser corno manso
Do que brabo na prisão
Essa é a tua sina
Vai cumprindo tua missão.
Tem corno que tem sorte
Antônio foi diferente
Além dos chifres que ele pegou
Quebraram-lhe todos os dentes
Cegaram ele de um lado
Ainda jogaram água quente.
Mesmo assim ele gosta
Porque é um corno assumido
Igual Antônio tem muitos
Só que vive escondido
Se chifre fosse veneno
O poeta já tinha morrido.
Autor: Antônio Macêdo
Eu fui na Cartomante
Ela leu a minha mão
Disse Antônio te conforma
Essa é a tua aprovação
Em vidas passadas
Tu foste Ricardão.
Chifre não é problema
Chifre dá inspiração
É melhor ser corno manso
Do que brabo na prisão
Essa é a tua sina
Vai cumprindo tua missão.
Tem corno que tem sorte
Antônio foi diferente
Além dos chifres que ele pegou
Quebraram-lhe todos os dentes
Cegaram ele de um lado
Ainda jogaram água quente.
Mesmo assim ele gosta
Porque é um corno assumido
Igual Antônio tem muitos
Só que vive escondido
Se chifre fosse veneno
O poeta já tinha morrido.
ANTONIO MACEDO
*Nosso Poeta Popular*
Aniversário dia 22 de agosto (Dia do Floclore) - 69 anos.
Transcrevo um dos seus poemas, recitado na
XXXI Semana de Arte e Floclore de Abaetetuba
*Nosso Poeta Popular*
Aniversário dia 22 de agosto (Dia do Floclore) - 69 anos.
Transcrevo um dos seus poemas, recitado na
XXXI Semana de Arte e Floclore de Abaetetuba
ANTONIO
MACEDO, nascido a 22 de agosto, de 69 anos em 2013, e é o mais
conhecido poeta popular de Abaetetuba, e ele é um improvisador de versos
simples, despojados dos recursos literários mais rígidos e que tem por
mote a história e a cultura do povo de Abaetetuba. Já faz anos que
Antonio Macedo produz seus versos populares que tem grande aceitação em
determinados segmentos sociais do município, dado as temáticas de seus
versos improvisados.
ANTONIO MACEDO
No
poema abaixo, Antonio Macedo tem como temática o velho e as agruras
enfrentadas por quem é velho. Pensamos que a emoção demonstrada no verso
seja fruto da própria experiência de Antonio Macedo.
Extraído do “Xarão Cultural”, página de Adenaldo Santos Cardoso que divulga os aspectos culturais de Abaetetuba:
*Nosso Poeta Popular*
Aniversário dia 22 de agosto (Dia do Floclore) - 69 anos.
Transcrevo um dos seus poemas, recitado na
XXXI Semana de Arte e Floclore de Abaetetuba
Aniversário dia 22 de agosto (Dia do Floclore) - 69 anos.
Transcrevo um dos seus poemas, recitado na
XXXI Semana de Arte e Floclore de Abaetetuba
O VELHO DE HOJE
Se não fosse a aposentadoria
Os velhos estariam lascados
Onde a gente passa
É apelido pra todo lado
Não tem pra quem apelar
O jeito é ficar calado.
Velho é também gente
Esse velho já foi novo
Mas na boca do povo
O tratamento é diferente
Velho perto do jovem
É outro ambiente.
Velho vai ao hospital
Nunca tem leito
Se é um novo
Eles dão logo o jeito
É por isso que me aborreço
Certas coisas eu não aceito.
Se esse velho for rico
Ainda tem uma saída
Mas se for pobre
É sofrimento pro resto vida
Até a mulher que arruma
Tem gente que apelida.
Com esse tratamento
Não tem velho que aguente
Muitos moram num asilo
Bem longe dos parentes
O velho de hoje
Já foi novo, antigamente.
Um velho é um cachorro
Andando na mesma estrada
Vem um caminhão
Na maior dísparada
O motorista defende o animal
Pra jogar o velho na calçada.
Se uma criança chora
Não tem presente pra dar
É só chamar o velho
Pra ela poder se calar
É discriminação
Que tem em todo lugar.
Jovem, aproveita teu tempo
Ser velho é perigoso
Esse mundo pra uns é bom
Eu vivo de teimoso
Pro pobre não tem lei
Nem pelo Estatudo do Idoso.
A temática do poema
de abaixo, de Antonio Macedo,
é o passado, os lugares e as figuras populares
desfiados pela verve poética de Antonio Macedo.
é o passado, os lugares e as figuras populares
desfiados pela verve poética de Antonio Macedo.
ANTONIO MACÊDO
"O POETA POPULAR"
*É muito difícil os amigos da página não terem um
parente incluido nesse poema, que é só saudade*
Casa coberta com palha
Assoalho de paxiúba
Rede de envira
Chapéu de carnaúba
Era linda a cidade
A nossa Abaetetuba.
Serraria Estrela
Abaeté o bom guaraná
Ponte do Guilherme
Dá saudade só de lembrar
E aquele café gostoso
Do saudoso Beira-mar.
Que saudade do passado
Trinta anos atrás
Era um tempo bom
Que não volta nunca mais
Inesquecível Zita Margalho
E o milagroso Doutor Novaes.
A noite dos marítimos
Por que acabou?
A andorinha da praça
Também se mandou
O Boi Estrela Dalva
Só a saudade que ficou.
Muitas coisas boas
Hoje não temos mais
Aquelas histórias do Bertudo
Que ele contava na beira do cais
Por onde a gente passava
Só se falava de paz.
Advogado Rodon Sereni
Delegado Antonio Ribeiro
Ponte da Italiana
Bela vista do João Veleiro
Nesse tempo não existia maldade
Tudo era passageiro.
Acabou o que era bom
Ninguém dá explicação
O arraial está de luto
Porque não tem animação
Aonde estão as nossas Bandas
Carlos Gomes e Virgem da Conceição?
Cachaça Alvorada
Maricota do Tacacá
Massagista Desmonta Gato
Benzedeira Dona Idemar
Cobra Grande levou o Trapiche
Para o fundo do mar.
Benedito Sena dos Passos
Abaetetuba lembra com saudade
Pirilampo consertava sapato
Roque Dias na Cidade
Heraldo Pantoja o médico
Que só fazia caridade.
Doutor Everaldo Araújo
Valter “O Campeão”
Seu Mimim e Baixote
Tio Braulho e Napoleão
E a ponte do Maués
É só recordação.
Quem não lembra o Bicicleta
Doutor Nonato e Doutor Mota
Do Genipaúba “O Comerciante”
Quando viveu se chamava Góta
Artesanato perdeu um professor
Artesão Mestre Cambota.
Cavaquinho do Zé Mistrinho
Clarinete o Cardiná
Dom Angelo “O Santo Padre”
Vale a pena se lembrar
E os Engenhos de Abaetetuba
Por que deixaram acabar?
Aluno tomava benção da professora
Tempo que não volta mais
Hoje mudou pra pior
Um pé na frente outro atrás
Quem viu Abaetetuba
Do saudoso Gabriel Paes.
Inesquecível Zé Margalho
Primeira vidraçaria
Chibé pra quem não lembra
Era uma padaria
Nesse tempo “Violência Zero”
Dois policiais na delegacia.
Professor Maxico
Fotógrafo Dico Cururú
Galileu Moraes
Muita saudade deixou
Leonardo Negrão
Na terra foi professor.
Zigno de Almada
Comerciante Codó
Quando falo do passado
Só lembro a minha Vó
Que gostava de ouvir
A piada do Torotó.
Ferreiro Mestre Caetano
Dibroso encanador
Cebola o bom pedreiro
Infelizmente nos deixou
Diquinho Bala atacante
Tinha faro de gol.
Dentista doutor Lopes
Não podemos esquecer
Com dinheiro ou sem dinheiro
Ele ia atender
Fosse rico ou fosse pobre
Não deixava ninguém sofrer.
Abel Guimarães
Criador do Cine Imperador
Antonico Dias
Muita saudade deixou
Doutor Osni quando partiu
Abaetetuba inteira chorou.
Dona Josefa fazia mel
Comerciante Subico Macêdo
Carlos Maués Baía “O Pajé”
Carroceiro Seu Pedro
Primeira Fábrica de Gelo
Raimundo Figueiredo.
Doutor Roberto Contente
Gabi marceneiro
Acelino Macêdo
Antonio fogueteiro
Olaria do Chico Narrina
Benzedor Branco Ribeiro
Raimundo Poronga
Carpinteiro Mestre Coló
Sítio da Dona Miloca
Carregador Rizó
Seu Fausto fazia tanque
Costureira Tia Bitó.
Vicente Tainha
Manoel Miritizeiro
Antonio Quaresma
Na terra foi açougueiro
Seu Ramos e sua brabeza
Capivara mingoleiro.
Saudade desse tempo
O que era bom se acabou
Raimundo Chefe do saxofone
No trombone Agenor
João Pina um músico
Que tocava com amor.
Saudade do passado
Ah! Se eu pudesse voltar
Mário Fonseca “ O Pé de Mussuca”
Raimundo da Conceição “ O Tamauatá”
Manoel Castro “O Dé”
E a Vila “Sarara”.
Quem não lembra do Bar Modelo
Foguetaria do Badico
Dicão do Café Abaeté
Pimental do Missico
Curió e Dona Cacaia
Gonçalo e Genico.
Pagão “O Pé de Gapuia”
Seu Valter Comissário
Aristides Reis e Silva
Hildo Tavares Carvalho
Chico Narrina
O bermudão do trabalho
Farmacêutico Contente
Pedrinho Ribeiro
Mestre Augusto
Seu Bento barbeiro
Diquinho Rodrigues
Chico Padeiro.
Dona Teodora amassa açaí
Benedito foi comandante
Dona Dica costureira
Belino Pinheiro, Tio Conte
Miguel do Dócia marceneiro
Seu Josino comerciante.
Professora Benvinda Pontes
Torquatro e Tamanquinho
Tenente Humberto
Inesquecível Cachimbinho
José Raimundo Macêdo Rodrigues
O remista Mundinho.
Pessoas que nos deixaram
Já subiram pro segundo andar
Raimundo Dias da Silva
Dona Branda e Seu Babá
E a Vila Saracura
Nunca mais ouvi falar.
Pedro Loureiro
Vocalista Cavalo de Aço
Valério de Lima
Fogueteiro Compasso
O mundo de hoje
Está morrendo no cansaço.
Manoel do Leite
Era torcedor do Leão
Ducazinho e Dona Mundica
Higino Macêdo e Capitão
Português era brasileiro
Só resta a recordação!
João Reis quando viveu
Foi Prefeito de Abaeté
Altino Costa deputado
Aguinésio o bom pajé
Miranda enfermeiro
Dico Ferreira curava com fé.
Doutor Everaldo Araújo
Valter “O Campeão”
Seu Mimim e Baixote
Tio Braulho e Napoleão
E a ponte do Maués
É só recordação.
Foi vice-prefeito Duca Ferreira
Getúlio marceneiro
Zico do balneário
Dona Maura Mãe de Terreiro
Manelino vendia rapadura
Domingos Baixote fogueteiro.
Essas pessoas já nos deixaram
Foram pro mundo superior
Sabá Farias
Saudoso João Bitencourt
Dadá Nobre
Só o nome ficou.
Luíta e Alípio Gomes
Seu Lili benzedor
Pimental do Quida
Também acabou
Alexandre Cardoso
Muitas saudades deixou.
Raimundo Vieira
Na terra fez caridade
Quando ele partiu
Deixou muita saudade
Artesão Birilinho
Não foi reconhecido nesta Cidade.
Cidade de Abaeté
Do Onofre professor
Dudu e Duca Costa
Mimim Corrêa e Seu Lulu
Professora Carmem Cardoso
Aquela paz que tinha acabou.
Saudade do passado
Tempo que marcou
Professora Zaíde
Dava aula com amor
Irmã Eufrásia
Também Deus chamou.
Chico doido vendia perfume
De casa em casa ele andava
Era perfume gostoso
Qualquer pessoa comprava
Às vezes vendia à prazo
Na outra semana pagava.
*É muito difícil os amigos da página não terem um
parente incluido nesse poema, que é só saudade*
Casa coberta com palha
Assoalho de paxiúba
Rede de envira
Chapéu de carnaúba
Era linda a cidade
A nossa Abaetetuba.
Serraria Estrela
Abaeté o bom guaraná
Ponte do Guilherme
Dá saudade só de lembrar
E aquele café gostoso
Do saudoso Beira-mar.
Que saudade do passado
Trinta anos atrás
Era um tempo bom
Que não volta nunca mais
Inesquecível Zita Margalho
E o milagroso Doutor Novaes.
A noite dos marítimos
Por que acabou?
A andorinha da praça
Também se mandou
O Boi Estrela Dalva
Só a saudade que ficou.
Muitas coisas boas
Hoje não temos mais
Aquelas histórias do Bertudo
Que ele contava na beira do cais
Por onde a gente passava
Só se falava de paz.
Advogado Rodon Sereni
Delegado Antonio Ribeiro
Ponte da Italiana
Bela vista do João Veleiro
Nesse tempo não existia maldade
Tudo era passageiro.
Acabou o que era bom
Ninguém dá explicação
O arraial está de luto
Porque não tem animação
Aonde estão as nossas Bandas
Carlos Gomes e Virgem da Conceição?
Cachaça Alvorada
Maricota do Tacacá
Massagista Desmonta Gato
Benzedeira Dona Idemar
Cobra Grande levou o Trapiche
Para o fundo do mar.
Benedito Sena dos Passos
Abaetetuba lembra com saudade
Pirilampo consertava sapato
Roque Dias na Cidade
Heraldo Pantoja o médico
Que só fazia caridade.
Doutor Everaldo Araújo
Valter “O Campeão”
Seu Mimim e Baixote
Tio Braulho e Napoleão
E a ponte do Maués
É só recordação.
Quem não lembra o Bicicleta
Doutor Nonato e Doutor Mota
Do Genipaúba “O Comerciante”
Quando viveu se chamava Góta
Artesanato perdeu um professor
Artesão Mestre Cambota.
Cavaquinho do Zé Mistrinho
Clarinete o Cardiná
Dom Angelo “O Santo Padre”
Vale a pena se lembrar
E os Engenhos de Abaetetuba
Por que deixaram acabar?
Aluno tomava benção da professora
Tempo que não volta mais
Hoje mudou pra pior
Um pé na frente outro atrás
Quem viu Abaetetuba
Do saudoso Gabriel Paes.
Inesquecível Zé Margalho
Primeira vidraçaria
Chibé pra quem não lembra
Era uma padaria
Nesse tempo “Violência Zero”
Dois policiais na delegacia.
Professor Maxico
Fotógrafo Dico Cururú
Galileu Moraes
Muita saudade deixou
Leonardo Negrão
Na terra foi professor.
Zigno de Almada
Comerciante Codó
Quando falo do passado
Só lembro a minha Vó
Que gostava de ouvir
A piada do Torotó.
Ferreiro Mestre Caetano
Dibroso encanador
Cebola o bom pedreiro
Infelizmente nos deixou
Diquinho Bala atacante
Tinha faro de gol.
Dentista doutor Lopes
Não podemos esquecer
Com dinheiro ou sem dinheiro
Ele ia atender
Fosse rico ou fosse pobre
Não deixava ninguém sofrer.
Abel Guimarães
Criador do Cine Imperador
Antonico Dias
Muita saudade deixou
Doutor Osni quando partiu
Abaetetuba inteira chorou.
Dona Josefa fazia mel
Comerciante Subico Macêdo
Carlos Maués Baía “O Pajé”
Carroceiro Seu Pedro
Primeira Fábrica de Gelo
Raimundo Figueiredo.
Doutor Roberto Contente
Gabi marceneiro
Acelino Macêdo
Antonio fogueteiro
Olaria do Chico Narrina
Benzedor Branco Ribeiro
Raimundo Poronga
Carpinteiro Mestre Coló
Sítio da Dona Miloca
Carregador Rizó
Seu Fausto fazia tanque
Costureira Tia Bitó.
Vicente Tainha
Manoel Miritizeiro
Antonio Quaresma
Na terra foi açougueiro
Seu Ramos e sua brabeza
Capivara mingoleiro.
Saudade desse tempo
O que era bom se acabou
Raimundo Chefe do saxofone
No trombone Agenor
João Pina um músico
Que tocava com amor.
Saudade do passado
Ah! Se eu pudesse voltar
Mário Fonseca “ O Pé de Mussuca”
Raimundo da Conceição “ O Tamauatá”
Manoel Castro “O Dé”
E a Vila “Sarara”.
Quem não lembra do Bar Modelo
Foguetaria do Badico
Dicão do Café Abaeté
Pimental do Missico
Curió e Dona Cacaia
Gonçalo e Genico.
Pagão “O Pé de Gapuia”
Seu Valter Comissário
Aristides Reis e Silva
Hildo Tavares Carvalho
Chico Narrina
O bermudão do trabalho
Farmacêutico Contente
Pedrinho Ribeiro
Mestre Augusto
Seu Bento barbeiro
Diquinho Rodrigues
Chico Padeiro.
Dona Teodora amassa açaí
Benedito foi comandante
Dona Dica costureira
Belino Pinheiro, Tio Conte
Miguel do Dócia marceneiro
Seu Josino comerciante.
Professora Benvinda Pontes
Torquatro e Tamanquinho
Tenente Humberto
Inesquecível Cachimbinho
José Raimundo Macêdo Rodrigues
O remista Mundinho.
Pessoas que nos deixaram
Já subiram pro segundo andar
Raimundo Dias da Silva
Dona Branda e Seu Babá
E a Vila Saracura
Nunca mais ouvi falar.
Pedro Loureiro
Vocalista Cavalo de Aço
Valério de Lima
Fogueteiro Compasso
O mundo de hoje
Está morrendo no cansaço.
Manoel do Leite
Era torcedor do Leão
Ducazinho e Dona Mundica
Higino Macêdo e Capitão
Português era brasileiro
Só resta a recordação!
João Reis quando viveu
Foi Prefeito de Abaeté
Altino Costa deputado
Aguinésio o bom pajé
Miranda enfermeiro
Dico Ferreira curava com fé.
Doutor Everaldo Araújo
Valter “O Campeão”
Seu Mimim e Baixote
Tio Braulho e Napoleão
E a ponte do Maués
É só recordação.
Foi vice-prefeito Duca Ferreira
Getúlio marceneiro
Zico do balneário
Dona Maura Mãe de Terreiro
Manelino vendia rapadura
Domingos Baixote fogueteiro.
Essas pessoas já nos deixaram
Foram pro mundo superior
Sabá Farias
Saudoso João Bitencourt
Dadá Nobre
Só o nome ficou.
Luíta e Alípio Gomes
Seu Lili benzedor
Pimental do Quida
Também acabou
Alexandre Cardoso
Muitas saudades deixou.
Raimundo Vieira
Na terra fez caridade
Quando ele partiu
Deixou muita saudade
Artesão Birilinho
Não foi reconhecido nesta Cidade.
Cidade de Abaeté
Do Onofre professor
Dudu e Duca Costa
Mimim Corrêa e Seu Lulu
Professora Carmem Cardoso
Aquela paz que tinha acabou.
Saudade do passado
Tempo que marcou
Professora Zaíde
Dava aula com amor
Irmã Eufrásia
Também Deus chamou.
Chico doido vendia perfume
De casa em casa ele andava
Era perfume gostoso
Qualquer pessoa comprava
Às vezes vendia à prazo
Na outra semana pagava.
Adenaldo
Santoscardoso publicou:
ESSA É MINHA TERRA
Autoria: Antonio Macedo
Na terra do contrário
Não tem explicação
O errado é que está certo
A vítima nunca tem razão
Trabalho honesto paga imposto
O outro não.
Gato faz festa
Quem canta é jacaré
Mapará é patrocinador
Segurança é mandubé
Tudo isso tem
Na Cidade de Abaeté.
Empresário anda liso
Ferrolho é pedreiro
Tamanduá corta cana
Tomate não é tempero
Essa é a minha terra
Conhecida no Brasil inteiro.
Maracapucú tem prefeito
Baia não é Salvador
Furo Grande tem piçarra
Assopra sente calor
João do Banjo toca teclado
Sapinho saudade é compositor.
Carrasco não mata ninguém
Formiga é batalhador
Piquiá joga bola
Mosquito é brigador
Tartaruga veste roupa
Porco bate tambor.
Filhote não é peixe
Martelo é pescador
Chumbada é moto-taxi
Bem-te-vi é lavrador
Mala é gente
Passarinho é pintor.
Essa é a terra do contrário
Cidade de Abaeté
O Valente é calmo
Morcego tem mulher
Rebujo é uma pessoa
Acredite se quiser.
Terra do Contrário
Cidade de Abaeté
Tem muita coisa estranha
Não tem como explicar
O corno vive tranquilo
E o Ricardão quer brigar.
Pachiuba é um bar
Galo tem dente
Lançadeira vende café
Caiano é gente
Pagão é batizado
Pente-fino não é pente.
Caveira anda de bicicleta
Pião é carpinteiro
Olho de águia é comunicador
Regalado é açougueiro
Essa é Abaetetuba
Aonde soí é peixeiro.
Autoria: Antonio Macedo
Na terra do contrário
Não tem explicação
O errado é que está certo
A vítima nunca tem razão
Trabalho honesto paga imposto
O outro não.
Gato faz festa
Quem canta é jacaré
Mapará é patrocinador
Segurança é mandubé
Tudo isso tem
Na Cidade de Abaeté.
Empresário anda liso
Ferrolho é pedreiro
Tamanduá corta cana
Tomate não é tempero
Essa é a minha terra
Conhecida no Brasil inteiro.
Maracapucú tem prefeito
Baia não é Salvador
Furo Grande tem piçarra
Assopra sente calor
João do Banjo toca teclado
Sapinho saudade é compositor.
Carrasco não mata ninguém
Formiga é batalhador
Piquiá joga bola
Mosquito é brigador
Tartaruga veste roupa
Porco bate tambor.
Filhote não é peixe
Martelo é pescador
Chumbada é moto-taxi
Bem-te-vi é lavrador
Mala é gente
Passarinho é pintor.
Essa é a terra do contrário
Cidade de Abaeté
O Valente é calmo
Morcego tem mulher
Rebujo é uma pessoa
Acredite se quiser.
Terra do Contrário
Cidade de Abaeté
Tem muita coisa estranha
Não tem como explicar
O corno vive tranquilo
E o Ricardão quer brigar.
Pachiuba é um bar
Galo tem dente
Lançadeira vende café
Caiano é gente
Pagão é batizado
Pente-fino não é pente.
Caveira anda de bicicleta
Pião é carpinteiro
Olho de águia é comunicador
Regalado é açougueiro
Essa é Abaetetuba
Aonde soí é peixeiro.
Hydelmiro Roberto
Sem o colorido dos pássaros, branco nasci, por sacanagem preto fiquei
por sorte não sou engaiolado, pois cantar não sei
por minha condição de mascote de coveiro, os humanos nojo de mim tem
não sou estou em extinção, por causa da maldição, se quiser azar é matar o tição
Por causa da malandragem plainar fico no ar
de olho na galera mau educada, que joga tudo pro ar
sempre de preto, fico a rapinar, igual povo de luto que vive a chorar
como se estivesse a esperar alguém a velar
Minha qualidade é doença espalhar
não por culpa minha, mas pelo lixo que encontro a espalhar
minha volta é somente me amentar
Sou como mágico carcaça e putrefação, desaparece ao alimentar
Não sou chamado de pássaro, catinguento, fedorento e horroroso sou
“Abutre do Novo Mundo”, imundo, nem galinha perto estou
tenho um primo chamado Rei, que só come coisa viva
para mim que não tenho frescura, como de todo, e faço tudo
Por uma porcaria, ou carcaça ou carne fedida.
Hydelmiro Roberto
Sem o colorido dos pássaros, branco nasci, por sacanagem preto fiquei
por sorte não sou engaiolado, pois cantar não sei
por minha condição de mascote de coveiro, os humanos nojo de mim tem
não sou estou em extinção, por causa da maldição, se quiser azar é matar o tição
Por causa da malandragem plainar fico no ar
de olho na galera mau educada, que joga tudo pro ar
sempre de preto, fico a rapinar, igual povo de luto que vive a chorar
como se estivesse a esperar alguém a velar
Minha qualidade é doença espalhar
não por culpa minha, mas pelo lixo que encontro a espalhar
minha volta é somente me amentar
Sou como mágico carcaça e putrefação, desaparece ao alimentar
Não sou chamado de pássaro, catinguento, fedorento e horroroso sou
“Abutre do Novo Mundo”, imundo, nem galinha perto estou
tenho um primo chamado Rei, que só come coisa viva
para mim que não tenho frescura, como de todo, e faço tudo
Por uma porcaria, ou carcaça ou carne fedida.
Hydelmiro Roberto
IVALDY FURTADO
Ivaldy Furtado
Brinque, Sofia
Viva a vida
Viva, Sofia
Desafie teus sonhos!
Seja Sofia nesse mundo de encantos
A vida precisa de tantas sofias !
CLEVER LOUREIRO
Clever Loureiro é um dos filhos do popular Fuan/Clovis
Barros da Silva e Carmita Loureiro, tem uma boa bagagem de conhecimentos
humanísticos e políticos e tem também seus momentos de nativismo por Abaetetuba
em sentimentos colocados nos versos abaixo:
Abaetê
Minha terra tem
Homem de verdade
Minha terra tem
Minas morena, outro lugar
Noutras palavras Jequitinhonha
Levou pro mar força medonha
Trouxe a visão
Que desperta o brilho cego
Do prazer de quem sonha
Língua de dois gumes
Palavra de dois sentidos
Raiva no curtume
Do tempo que tem sofrido
Filho da terra pegou na canção
Riscou no terreiro, gritou pelo chão
Minas morena...
Minha terra tem
Homem de verdade
Minha terra tem
Minas morena, outro lugar
Noutras palavras Jequitinhonha
Levou pro mar força medonha
Trouxe a visão
Que desperta o brilho cego
Do prazer de quem sonha
Língua de dois gumes
Palavra de dois sentidos
Raiva no curtume
Do tempo que tem sofrido
Filho da terra pegou na canção
Riscou no terreiro, gritou pelo chão
Minas morena...
Poeminha besta para uma manhã nublada de domingo.
Ninguém deseja amor distante
Amor bom é amor pertinho
Daqueles de beber refrigerante
Dividindo o mesmo canudinho
O samba me acaricia
Me nina, me põe a sonhar
Afaga minh'alma vazia
E leva pra longe o penar
Me embalo ao som dos acordes
Flutuo na voz da canção
Nas rimas que trago comigo
Misturo pecado e perdão
Desejo de samba é uma ordem
Que sigo sem pestanejar
Se queres saber o que sinto
Se atreva a comigo sambar
Jean Sena
Flutuo na voz da canção
Nas rimas que trago comigo
Misturo pecado e perdão
Desejo de samba é uma ordem
Que sigo sem pestanejar
Se queres saber o que sinto
Se atreva a comigo sambar
Jean Sena
Mera Recordação
Já percebi
É consenso entre nós
Nossa vida em comum
Tá chegando ao final
Nosso corpo cansou
Coração transbordou
Das mágoas que herdou
E quem somos nós dois
Afinal?
É inútil adiar
Insistir, prorrogar
Nem fingir que as coisas vão bem
Quando não
O ocaso se fez
A distância aumentou
E entre eu e você
Só restou do amor
Mera recordação
de jean sena?
Altemar da Silva Paes
Um singela homenagem à minha terra - Abaetetuba - que hoje completa 121 anos.
SAUDADES DE ABAETETUBA
Abaetetuba, hoje tu és tão bonita
Mas no passado eras muito mais
O progresso que hoje te agita
Te faz diferente dos tempos atrás
Coração transbordou
Das mágoas que herdou
E quem somos nós dois
Afinal?
É inútil adiar
Insistir, prorrogar
Nem fingir que as coisas vão bem
Quando não
O ocaso se fez
A distância aumentou
E entre eu e você
Só restou do amor
Mera recordação
de jean sena?
Altemar da Silva Paes
Um singela homenagem à minha terra - Abaetetuba - que hoje completa 121 anos.
SAUDADES DE ABAETETUBA
Abaetetuba, hoje tu és tão bonita
Mas no passado eras muito mais
O progresso que hoje te agita
Te faz diferente dos tempos atrás
Antigamente te chamavas Abaeté
E tu eras muito pequenininha
Eu andava todas as ruas a pé
E jogava bola no meio da pracinha
Hoje não te chamas mais Abaeté
Tuas ruas já não têm mais areia
Já não dá mais para andar a pé
Nem jogar futebol com bola de meia
Muitas casas eram feitas de barro
Tuas ruas eram orleadas de capim
Hoje tuas ruas estão repletas de carro
E tuas praças estão cheias de jardim
E até mesmo a minha rua
O progresso do asfalto cobriu
Ela perdeu o encanto da lua
Pois toda aquela areia sumiu
Aquelas ruas com as pegadas
Da minha infância tão fugaz
Hoje refletem as passadas
De um tempo que não volta mais
Ah! minha terrinha querida
Abaetetuba das minhas lembranças
Que bom seria se nesta vida
Nós ficássemos eternamente crianças
(Altemar da Silva Paes)
JPM
No silêncio, uma catedral
Um templo em mim
Onde eu possa ser imortal
Mas vai existir
Eu sei, vai ter que existir
Vai resistir nosso lugar...José Pedro Maués
E tu eras muito pequenininha
Eu andava todas as ruas a pé
E jogava bola no meio da pracinha
Hoje não te chamas mais Abaeté
Tuas ruas já não têm mais areia
Já não dá mais para andar a pé
Nem jogar futebol com bola de meia
Muitas casas eram feitas de barro
Tuas ruas eram orleadas de capim
Hoje tuas ruas estão repletas de carro
E tuas praças estão cheias de jardim
E até mesmo a minha rua
O progresso do asfalto cobriu
Ela perdeu o encanto da lua
Pois toda aquela areia sumiu
Aquelas ruas com as pegadas
Da minha infância tão fugaz
Hoje refletem as passadas
De um tempo que não volta mais
Ah! minha terrinha querida
Abaetetuba das minhas lembranças
Que bom seria se nesta vida
Nós ficássemos eternamente crianças
(Altemar da Silva Paes)
JPM
No silêncio, uma catedral
Um templo em mim
Onde eu possa ser imortal
Mas vai existir
Eu sei, vai ter que existir
Vai resistir nosso lugar...José Pedro Maués












































